Meu Diário
25/08/2019 00h23
NASCER DE NOVO

Jesus ensinou que para adentrar o Reino dos Céus era necessário nascer de novo. O que isso quer dizer, que a autoridade farisaica, Nicodemos, não conseguiu entender? Por que?

Claro que não é preciso cumprir a assertiva ao pé da letra. Ninguém pode, adulto, voltar ao ventre da mãe e nascer de novo. Também não pode, pelos mecanismos da reencarnação, pois podemos morrer e renascer diversas vezes, e sempre com a mesma disposição de espírito, de caminhar pela estrada larga do materialismo, e nunca alcançar esse Reino dos Céus.

O que é mais coerente no cumprimento da assertiva é fazer a mudança radical dos nossos paradigmas de vida e nos comportarmos dentro dele. Aí, sim, surge uma pessoa nova dentro do mesmo corpo, sem a necessidade de voltar ao ventre ou de reencarnar. Hoje mesmo eu ou qualquer pessoa pode se tornar cidadão do Reino dos Céus, é a promessa do Mestre.

Quando nascemos, somos dominados intrinsecamente pelos instintos biológicos, temos pouquíssima capacidade de raciocínio e por isso nosso espirito ainda não tem força pra entrar no campo mental e exercer a autoridade que lhe é devida sobre o corpo, no exercício do livre arbítrio e em defesa dos valores morais.

É a essa guinada radical dos paradigmas e do comportamento que Jesus se referia quando diz da necessidade de nascer de novo para adentrar o Reino dos Céus.

Vejamos que agora, eu, que admiti as lições do Mestre, me comporto diferente, defendo e pratico valores que antes eram indiferentes para mim. O meu mundo continua o mesmo ao meu redor; pessoas, animais, objetos, Natureza enfim, mas minhas atitudes são diferentes, como de uma pessoa que vem de um mundo novo e permanece no mundo velho. Isso não quer dizer que o mundo ao meu redor se transformou num passe de mágica, que foi criado o Reino dos Céus na sociedade. Não! Essa transformação é íntima, o milagre acontece pela vontade que se alia a um ensinamento. Sou eu que me permiti adentrar o Reino dos Céus, na minha mente e coração. É uma conquista pessoal.

Eu, que me considero cidadão do Reino dos Céus, mesmo que ao meu redor ainda prevaleçam as iniquidades. Porém, é o meu comportamento e o de quantos se tornaram cidadãos do Reino dos Céus que irá paulatinamente transformando a sociedade.

Jesus deu as condições após ensinar e exemplificar com o seu comportamento, como se deve comportar esse cidadão do Reino dos Céus frente as iniquidades da Terra. Não exigiu para isso nenhum pagamento, apenas que fôssemos capazes de expressar a gratidão dando de graça o que de graça recebemos, transmitindo ao redor, no nosso entorno e por onde andarmos, as suas lições, evangelizando, contribuindo para a formação de novos cidadãos para o Reino dos Céus. Também contribuir na passagem evolutiva da Terra, de planeta de Provas e Expiações, para planeta de Regeneração.


Publicado por Sióstio de Lapa em 25/08/2019 às 00h23
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr