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ORAÇÃO DEZEMBRO 2018
Pai, sou eu que Te falo mais uma vez no início do mês que termina o ano. Eu sei que sou falho apesar de minhas boas intenções, talvez cometa muitos erros pensando estar fazendo o correto. Mas estou disposto a corrigir tanto quanto seja necessário, dentro de mim mesmo, fazendo diariamente uma reflexão íntima, como se fosse uma cirurgia moral, para que eu atinja um nível espiritual coerente com o Vosso amor.
Conheço algumas das minhas falhas, sei que tenho caminhado por terrenos que o Cristo não caminharia, pela gula, preguiça, sexo, orgulho, vaidade... mas fico confuso sobre o certo e o errado, onde existe o pecado ou apenas preconceitos.
No entanto, estou disposto a mudar de direção naquilo que me deres a sabedoria necessária para distinguir, mesmo que eu não tenha força no momento para me redimir, continuarei a luta, dia pós dia, até alcançar a vitória que sei um dia virá.
Estou disposto a fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de “servir” que começam a despontar em mim.
Confio no Teu amor... ajuda-me a chegar mais rápido ao sucesso espiritual!
Quero facilitar o livre trânsito do amor que depositas em mim, para aqueles que sofrem e não sentem a Tua presença, que caminham intoxicados por drogas, obnubilados pelas trevas.
Pai, não deixes que eu ocupe tempo precioso vendo os defeitos alheios, que a minha boca seja motivo de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Faça-me instrumento da Tua paz em ambientes de discórdia e de maledicência.
Pai, sinto que o Teu amor conforta o meu coração e por isso Te peço que me ajudes a melhorar ainda mais, pois Tu sabes bem quais são as minhas enfermidades morais. Estou disposto a me operar de acordo com o que colocares em minha consciência, onde está escrita a Tua lei. Quero que o bisturi da boa vontade opere em mim, sem o impedimento da vaidade e do amor próprio.
Lembra-me, Pai, para que eu adquira a obediência, disciplina e autoeducação, e quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportunidade. Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige. Assim, ajuda-me a combater o egoísmo, para que eu não me exalte naquilo que não possuo, que eu me engane a mim mesmo deixando imperar o orgulho e todo tipo de liberdades que podem levar aos prazeres iníquos da carne.  
Ajuda-me, Pai, na escalada que empreendo, sem ofender os outros e sem diminuir quem quer que seja. Abençoa-me e a todos, mostrando o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo.
Sióstio de Lapa
Enviado por Sióstio de Lapa em 02/12/2018
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr