Meu Diário
09/12/2017 21h08
DIMENSÕES DA VERDADE (29) – PRODUZE TU

            O mundo em que vivemos, caracterizado pela materialidade, nos induz a ter uma postura mundana, sintonizados com os valores materialistas. Nos apresentamos geralmente com as mãos vazias de feitos, mas com o coração cheios de mágoas; a visão acostumada com paisagens tristes, deixa os pensamentos vencidos pelas lamúrias; o lar, transformado em furna de sombras, agasalha adversários e agressões indébitas; ficamos obscurecidos pelas dúvidas e não conseguimos avançar em nosso projeto evolutivo.

            As perspectivas evangélicas que conseguimos imaginar, começam a ficar truncadas... depois dos primeiros contatos com o Evangelho, o lado festivo, positivista, começa a apagar-se e voltamos aos antigos padrões mentais, mesmo que permaneçamos associados a qualquer igreja. Olhamos ao lado e constatamos que os participantes do mesmo Evangelho, também são pessoas comuns, espíritos tão doentes quanto nós, que têm problemas, sofrem, erram...

            Nós desejávamos uma revelação enganosa, apoiada no mínimo esforço, que os espíritos superiores negligenciassem o merecimento e o esforço, e que poderíamos alcançar triunfos íntimos sem sacrifícios e provações. Passamos a sentir amargura, como se a seiva da confiança se tivesse tornado minadouro de fel a escorrer continuamente. Contemplamos os obstáculos, e estacionamos, com fome, mas também com asco, como se tivesse um delicioso prato à nossa frente, mas em decomposição, cheio de humores pestilentos.

            Então, recusamos a prosseguir. Vem à ociosidade. Esquecemos que ser ocioso é gastar o tempo inutilmente, sem proveito, é desperdiça-lo inutilmente. Esquecemos que a pureza de espírito e a ociosidade são incompatíveis.

            Dentro desse contexto, surge uma advertência imperiosa: produze tu! Constrói uma vida mais perfeita na ação do Bem. Examina antigo sítio feliz, hoje em abandono; mananciais cristalinos dominados pela lama; árvores produtivas vencidas por parasitas; solo fértil coberto por espinheiros e lixo; flores coloridas cobertas por arbustos perniciosos; umidade agasalhando repteis que se multiplicam...

            Não esperemos pela renovação alheia para começar a luta. Não solicitemos a descida constante dos espíritos puros. Vamos operar nossa tarefa como servidor que não tem tempo ocioso. Desatrelemos o carros das facilidades e acionemos o dínamo dos nobres propósitos.

            Reparemos que: os que se lamentam, apenas jogam queixas ao redor; os que censuram, apenas falam, não constroem; e os pessimistas vitalizam as deserções do trabalho contínuo.

            Lembremos das lições do Mestre. Na lição do “donativo da viúva”, Ele considerou a humildade, a renúncia, e as exaltou como dádivas maiores; na lição das “virgens prudentes” Ele ressaltou o impositivo da vigilância e o imperativo da confiança; na lição do “feixe de varas” ficou clara a importância da união entre as pessoas; e finalmente, em toda a Boa Nova, as lições evangélicas sempre consola e esclarece, encoraja e honra aqueles que a recebem, mas, se não for usada, não adianta.

            A lição do Bom Samaritano mostra com toda a clareza a importância do trabalho em favor do próximo, que sempre é aquele que chega perto e proporciona a ajuda que se faz necessário. Foi o que Jesus mostrou ao fariseu que queria saber quem era o seu próximo... não é aquele que passa longe de forma indiferente, não importa que seja um doutor da lei, um sacerdote, um juiz... pode ser aquele simples samaritano que se aproxima e age com compaixão. Então, vai tu e faze o mesmo, Respondeu o Mestre,

            Da mesma forma, com essas lições, produzamos nós e não reclamemos!


Publicado por Sióstio de Lapa em 09/12/2017 às 21h08
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08/12/2017 00h51
DIMENSÕES DA VERDADE (28) – COM INTEGRIDADE E CONSCIÊNCIA

            Acostumamos a fazer pedidos à divindade de acordo com nossos desejos, muitas vezes não convenientes, nem mesmos para nós.

Procuramos uma fé que possa preencher o vazio de nossa alma, e nos é concedido as respostas aos nossos problemas...

            Procuramos um trabalho onde possa ser aplicado o Amor que possuímos, e nos é oferecido uma gleba, uma porção da humanidade sofredora...

            Pedimos saúde para o nosso corpo e mente, e nos é concedido a oportunidade do estudo, do passe, da água fluidificada...

            Pedimos companheiros para nos ajudar na Reforma Íntima, e nos é concedido irmãos que também buscam a mesma libertação dos jugos egoístas...

            Pedimos conhecimentos para a capacitação com instrumentos cognitivos para o triunfo espiritual, e nos é concedido, pelo mundo espiritual, os depósitos da sabedoria universal...

            Parece que somos atendidos em tudo o que pedimos, mas, para quem pede, é como se faltasse algo, pois se tem que fazer algum tipo de esforço em cada graça concedida.

            É importante que não permitamos que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda e que sejamos capazes de nos libertar de tudo aquilo que impede o nosso crescimento.

            As vezes ficamos entusiasmados e prometemos construir um império de fraternidade. Não percebemos que ainda estamos no início da tarefa a realizar, solicitando e meditando, com atitudes de inquietação e dúvidas.

            Frente a tudo isso, podemos fazer um balanço consciencial para ter uma noção do nosso nível evolutivo. Podemos perceber que a fé ainda não é bastante para harmonia interior, que o trabalho está cheio de incertezas, e que a saúde está sempre afetada.

            Ainda mais: os companheiros do Evangelho não diferem muito dos outros, as preocupações acabam com a serenidade, e verificamos que a atualidade não comporta o Amor, devido a criminalidade, o egoísmo.

            Na contabilidade final o resultado é que o crédito está cheio de lamentações, queixas, azedumes, revoltas, decepções, exigências... O débito final é negativo!

            Se formos olhar para trás e verificar porque isso aconteceu, concluiremos que foi devido as falsas perspectivas. Esperávamos, não um roteiro de santificação com o esforço pessoal exaustivo, para o justo resgate dos compromissos negativos do passado; pretendíamos uma lição de progresso sem esforço, uma concessão gratuita da divindade, que nos situássemos acima das dores comuns dos que lutam, choram, sofrem e servem.

            Façamos uma reflexão corretiva ao olhar à Natureza: será que nos sentimos deserdados dos favores celestes? Será que sonhamos com o Céu enquanto desconsideramos a Terra? Será que pretendemos a evolução e nos recusamos a elevação? Será que procuramos o repouso sem o pagamento da moeda do trabalho?

            Atentemos que o rio das horas corre, levando em suas vibrações –tempo as suas oportunidades perdidas. O tempo é como um rio...

            Existe uma velha história, num eremitério humilde residia um santo homem que vivia com frugal e pobre alimentação e tragos de água de um córrego vizinho. Exaltava-se e queixava-se, e em suas preces dizia: “Sofro por ti e indago: haverá alguém mais pobre do que eu? Um pouco mais abaixo, no mesmo córrego, vivia outro monge que se alimentava exclusivamente das cascas de maça que boiavam no riacho.

            Fica a lição: antes de nos lamuriar, olhemos para baixo e contemplemos os que estão na retaguarda. Limpemos as nossas lentes espirituais.


Publicado por Sióstio de Lapa em 08/12/2017 às 00h51
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07/12/2017 22h58
O FEIXE DE VARAS

            A fábula de Esopo, do feixe de varas, conclama a união para o bom resultado da força positiva. Nesta fábula, um pai cujos filhos viviam brigando entre si, tentou ensiná-los a evitar aquelas discussões, mas em vão. Um dia, chamou-os todos e mostrou-lhes um feixe de varas. Disse-lhes que dava um prêmio a quem conseguisse quebrar o feixe de varas. Cada um dos filhos experimentou, curvando o feixe nos joelhos, no pescoço, sem conseguir quebra-lo. Por fim, o pai desamarrou o feixe e partiu as varas, uma a uma. O pai lhes falou que, se eles se mantivessem unidos, ninguém ousaria lutar contra eles, mas se estivessem separados, estariam perdidos.

            Esta singela fábula traz a moral de que “a união faz a força”.

            Foi aplicada dentro de uma situação de família nuclear, mas podemos aplicar também dentro de uma situação coletiva mais ampla, na família ampliada, na associação, uma fábrica, comunidade, na igreja, etc.

            Basta sentirmo-nos como uma vara e que fazemos parte de diversos feixe ao longo dos nossos relacionamentos. Em cada feixe podemos levantar essa consciência da unidade, e avançar num projeto maior, que é a união dos feixes.

            Posso colocar em prática esse projeto. Posso elaborar um questionário onde em algum feixe que eu esteja incluído, as demais varas possam citar os diversos relacionamentos que os façam sentir como varas em outros feixes.

            Procurarei no próximo semestre organizar um formulário para os alunos da disciplina Medicina, Saúde e Espiritualidade possam responder com base nas diversas atividades que cada um está envolvido. Neste formulário será investigado a religião de cada um e os diversos agrupamentos que pertença. Servirá para que o restante da turma tenha conhecimento das atividades do colega e vice-versa, abrindo a possibilidade de intercâmbios mais diversificados entre todos.         

            As atividades que desenvolvemos em grupo, de forma transparente, sempre tem um aspecto positivo. Por outro lado, verificamos que a sociedade está tomada por ações negativas, por criminalidade as mais diversas, como prova de que o mal ainda prevalece em nossa sociedade. Por estarmos envolvidos em tanta maldade, parece que o bem está sufocado e não consegue prevalecer, apesar de sabermos da existência de muitas pessoas de bom coração. Mas é como se fossem varas que caminham isoladas, que não oferecem resistência e podem ser quebradas a qualquer momento.

      O levantamento de consciência sobre a importância de formarmos varas para se contrapor ao mal, se torna extremamente necessário nos dias atuais.


Publicado por Sióstio de Lapa em 07/12/2017 às 22h58
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06/12/2017 22h26
PHOENIX – APRESENTAÇÃO

            Comparecemos, eu, Edmundo e José Lucena, à Câmara Municipal de Ceará Mirim, em 21-11-17, as 15h, para participar da Audiência Pública da apresentação do Instituto de Ação Social Phoenix.

            Em conversa prévia com a assessoria do vereador Marcos, que estava promovendo a Audiência Pública, percebemos que a apresentação não estava focada apenas no trabalho que o Instituto pretende realizar. Como vimos que não era politicamente correto lutar para a Audiência acontecer de acordo com o que estávamos planejando, concordamos em seguir como a Câmara costuma proceder.

            A Audiência teve início com a formação da mesa de trabalhos, bastante ampliada, com os três representantes do Instituto fazendo parte. Os demais convidados foram chamados inicialmente. Um pai de família, falando das dificuldades de assistir ao seu filho dependentes, a peregrinação até achar a Fazenda da Esperança onde teve uma melhora relativa. Depois foi a vez de um dependente químico que fez um depoimento sobre a sua dificuldade de recuperação, mas que foi possível através da ajuda de pessoas de bem e hoje se encontra trabalhando como profissional e dentro de atividades religiosas. Teve a palavra também um pastor, agentes de segurança e os vereadores presentes.

            Quando chegou a vez da apresentação do instituto, fiz a demonstração pelo Datashow. Resgatei o significado do nome Phoenix, que identifica o instituto. Disse que era uma ave mítica e que renasce das cinzas, assim como pretendemos fazer que o dependente químico consiga renascer das cinzas onde ele se encontra. Essas cinzas são representadas pelas consequências da dependência química, a deterioração dos valores éticos e morais, os prejuízos biológicos e psicológicos, e a perda da capacidade produtiva.

            Existem ações dentro da comunidade como no Hospital Onofre Lopes, os hospitais psiquiátricos, como João Machado e Severino Lopes, o Conselho Estadual de Entorpecentes, o Proerd, os CAPS ADs, Comunidades Terapêuticas, Grupos de Mútua Ajuda, etc. Mesmo assim a demanda de dependentes não é atendida à contento, muitos ficam nas ruas ou jogados no chão dos prontos-socorros esperando uma vaga de internação. É dentro dessas necessidades que o Instituto Phoenix atuará atenuando essas dificuldades.

            O desenvolvimento desse trabalho será feito inicialmente por um Ambulatório Multiprofissional especializado em dependências. A origem dos seus clientes virá dos CAPS, hospitais, Serviço Social, famílias, convênios, justiça, presídios e demanda aberta. Permanecerão no Ambulatório aqueles que tiver esse perfil, os pacientes e seus familiares. Quem necessitar de um tratamento mais aprofundado, será encaminhado para CAPS especializado, hospitais psiquiátricos, comunidades terapêuticas, igrejas, grupos de mútua ajuda, trabalho e cursos.

            A Prevenção Primária também será implementada com a parceria da UFRN através de curso à distância que originalmente deve ser oferecido à Escolas Públicas, mas que procuraremos ampliar para os diversos parceiros do Instituto Phoenix junto ao colaboradores que estiverem em contato com os dependentes e seus familiares.

            A importância do Instituto dentro da sociedade, tem um impacto significativo dentro do mercado, pois promoverá a higiene e a segurança nas atividades laborativas. Contribuirá para evitar a impontualidade, as faltas constantes e injustificadas no trabalho; o afastamento e acidentes; o desperdício de material; a diminuição da produtividade; as decisões erradas e demoradas; os gastos desnecessários; as ocorrências disciplinares; e aposentadorias precoce. Com todas essas perspectivas, o mercado, através das empresas, deve também contribuir para o resgate da saúde física e mental do trabalhador, comprometido ou em risco.

            Frente a tão grave problema que as drogas trazem, fica a pergunta: o que o mundo anda fazendo em alternativa à atual política? A criação e atuação do Instituto Phoenix se propõe a ser uma das respostas.   


Publicado por Sióstio de Lapa em 06/12/2017 às 22h26
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05/12/2017 23h59
ENFRENTAMENTO ESPÍRITO X MATÉRIA

            Na nossa vida cotidiana estamos em constantes embates espirito x matéria. No começo da vida era mais difícil, a nossa condição de criança ia encontrar os recursos corporais cheios de instintos de sobrevivência, sem o devido questionamento do cérebro imaturo, da consciência. É dever dos pais e da cultura ir podando os excessos de egoísmo para não prejudicar o próximo, a coletividade.

            Quando atingimos um nível de maturidade consciencial para entender os diversos aspectos da vida, podemos aceitar os paradigmas mais coerentes com a nossa forma de pensar e nos comportar conforme eles. No meu caso, aceito os paradigmas espirituais como hierarquicamente superiores e aos quais privilegio nos meus relacionamentos diversos. Sempre colocando os fatores espirituais acima dos materiais, mesmo que isso me traga prejuízo neste campo, mas se traz benefícios espirituais, é o que importa.

            Essa forma de pensar leva a influência em todas as áreas do meu comportamento, inclusive na área profissional onde tenho atuação como psicoterapeuta e procuro colaborar na resolução dos conflitos psíquicos dos meus pacientes. Dessa forma, vou avaliar o caso de um embate dessa natureza que está sendo realizado agora em tempo real.

            O homem teve relacionamento cum uma mulher que concomitantemente, praticamente no mesmo período de tempo, teve contato com outro homem e gerou com ele dois filhos, gêmeos. O pai dessas crianças não dá o devido suporte e o primeiro homem é quem atende algumas necessidades pontuais.

            Acontece que chegou um momento crítico. As crianças cresceram, se tornaram homens, e estão desempregados. Pela dificuldade que o país atravessa em empregos, até agora nenhum dos dois conseguiram nenhuma colocação. Surgiu a possibilidade da compra financiada de um carro para que eles possam trabalhar no sistema Uber, mas esbarra no financiamento. O pai não tem como ajudar, e o resto da família idem. Foi lançado um pedido de ajuda nesse sentido ao homem que sempre está colaborando, mas agora, atendendo este pedido de fazer um empréstimo em seu nome, sem ele ter capacidade de honrar o pagamento durante quatro anos, caso aconteça uma falha qualquer no planejamento, os riscos são grandes. Se for visto pelo lado material a resposta seria de imediato negativa. Mas existe o lado espiritual que entra no embate com a visão materialista.

            Existia um relacionamento afetivo desse homem com a mãe desses dois filhos, tanto é que eles poderiam ter sido dele. E se acaso fosse dele, qual seria a resposta? Acredito que seria positiva. Então, com esse argumento biológico, se fosse seus filhos, ajudaria, entra o contraponto espiritual. Porque, então, não fazer o empréstimo, considerando esse relacionamento material profundo. Por que não considera-los como filhos espirituais, já que está nos paradigmas desse homem a construção do Reino de Deus e da família universal? Afinal, já existem diversas pessoas que ele ajuda e que entra nesse critério, de parentes espirituais, sem nenhuma ligação sanguínea, material.

            Essa foi o cerne da discussão que fermentou a reflexão mental. O homem partiu para uma conversa com a mãe e os dois filhos, bem mais inclinado por uma decisão espiritual do que material.


Publicado por Sióstio de Lapa em 05/12/2017 às 23h59
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr