Meu Diário
24/11/2017 23h59
FAMÍLIA UNIVERSAL INTUITIVA

            Recebi pelo whatsapp um relato de alguém muito simples e sinaliza que a ideia da Família Universal existe dentro do nosso imaginário intuitivo e que só depende de nós, conseguir nos livrarmos da clausura dos instintos animais para ela surgir com força suficiente e modificar nossa sociedade. Eis a história:

            Antes de ir para casa, eu sempre tomava banho em um banheiro público, para que meus filhos não soubessem qual era o meu trabalho.

            Eu nunca contei aos meus filhos sobre o meu emprego. Eu não queria que eles se envergonhassem.

            Quando minha filha mais nova perguntava o que eu fazia, eu geralmente respondia que era um trabalhador...

            Eu queria mandar minha filha para a escola, para que ela fosse educada. Eu nunca quis que alguém olhasse para ela como olham para mim.

            Eu investi cada centavo que economizei na educação da minha filha. Eu nunca comprei uma camisa nova para mim. Ao invés disso, comprava livros para ela.

            Eu trabalho em um lixão.

            Um dia, antes da minha filha entrar na universidade, eu não tinha dinheiro suficiente para a matrícula.

            Eu não consegui trabalhar naquele dia. Me sentei no lixo e tentei esconder as minhas lágrimas.

            Meus colegas me observavam mas ninguém veio até mim. Eu tinha falhado e meu coração estava em pedaços. Eu não sabia o que dizer à minha filha quando chegasse em casa e ela me perguntasse sobro o dinheiro da matrícula.

            Eu nasci pobre. Eu acreditava que nada de bom poderia acontecer com alguém pobre.

            Depois do trabalho, todos os meus colegas vieram a mim, se sentaram ao meu lado e perguntaram se eu os via como irmãos.

            Antes que eu pudesse responder, eles me deram todos os seus ganhos do dia. Quando eu recusei, eles insistiram: “Nós passaremos fome hoje, se for necessário, mas nossa filha precisa ir para a Universidade.” Eu fiquei sem palavras.

            Nesse dia eu não tomei banho e fui para casa como catador de lixo,

            Em breve, minha filha se formará na universidade. Três das minhas filhas não querem mais que eu trabalhe. Uma delas tem um trabalho de meio período e três delas dão aulas particulares. Mas elas frequentemente me levam para o trabalho e levam comida para mim e para todos os meus colegas.

            Eles riem e perguntam porque elas fazem isso tão frequentemente. Minha filha diz aos meus colegas: “Um dia, todos vocês passaram fome para que eu pudesse ser aquilo que sou hoje. Rezem por mim, para que eu possa trazer comida para todos vocês todos os dias.”

            Enquanto isso, eu não me sinto mais como um homem pobre. Não é possível ser pobres com filhas assim!

            Essa é a história que um homem pobre contou ao fotojornalista GMB Akash, que a compartilhou em sua página no Facebook.

            Em comunidade de pessoas pobres, o sentimento de solidariedade surge e se alastra, mesmo que não atinja grandes dimensões. É sinal que as lições de Jesus são verdadeiras e que chegaremos realmente a construir o Reino do Deus

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 24/11/2017 às 23h59
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23/11/2017 22h40
DIMENSÕES DA VERDADE (27) – TRANSEUNTES

            Somos todos transeuntes pelas estradas da vida. Cada um com seu destino, suas metas, dores, alegrias e relacionamentos. Costumamos olhar ao lado e avaliar que a vida que o outro leva é melhor, tem mais glamour que a nossa. Mesmo no ambiente de espiritualidade racionalizada, que pretende aplicar o cristianismo redivivo, como nos Centros Espíritas, muitas vezes desejamos ser como aquele orador que é tão festejado com aplausos; ou como aqueles que escrevem e geram admiração que fascina. Chegamos a sentir inveja do médium que recupera a saúde do próximo com os seus passes magnéticos, ou até quando dar uma orientação segura, no diálogo fraterno, aquelas mentes tumultuadas. Pensamos algumas vezes que gostaríamos de ter a capacidade de ver o mundo espiritual ou ter capacidade de materializar espíritos desencarnados como alguns médiuns demonstram.

            No entanto, ao invés disso, somos decepcionados por nossa pequena capacidade mediúnica e chegamos até a ficar confusos. As entidades que porventura usam nossos recursos são sempre tão doentes quanto nós. Chegam, e nada dizem de original, falam apenas do trivial, sem palavras candentes, sem páginas brilhantes, sem recuperações orgânicas milagrosas, sem informações retumbantes, sem visões celestes e sem ectoplasmias atraentes. Mas, eles deixam uma lição que muitas vezes passa despercebida: a necessidade de renovação e trabalho.

            Como estudantes do Evangelho, sabemos que possuímos a centelha de Luz do Criador, mas como fazer para difundi-la? A mediunidade deslumbrante nos deixa com essa parcela de inveja, como se aquela luz tão festejada por tantos tivesse a capacidade de nos atrair, como insetos para a lâmpada, sem percebermos que os festejos mundanos, muitas vezes promovidos por enganados e enganadores, que possuem as mesmas doenças que possuímos, podem nos desviar de nossa meta. Para difundir a Luz do Criador, basta seguirmos com coerência as lições que o Mestre nos deixou através do Evangelho, sempre com a conduta reta, procurando fazer a reforma íntima constantemente.

            Devemos ficar atentos para os transeuntes da carruagem dourada da mediunidade deslumbrante. Mesmo que exibam um tesouro mediúnico de alta expressão fenomênica, não podem ignorar as leis do mundo espiritual e se guiar pelos aplausos do mundo material. Seguindo essas tentações, enquanto se divertem, aumentam compromissos, agravam responsabilidades. Não podem esquecer que todos os louvores que a matéria recebe, termina com a carne no frio do sepulcro. Pode ser que mesmo na vida material, essas pessoas tão deslumbrantes sintam o abandono dos seus admiradores, e podem se arrepender de tanto ostracismo que fizeram da vida espiritual, mas, nesse momento, pode ser tarde demais...

            Não podemos esquecer qual o sentido da mediunidade. Reconhecer a existência do mundo espiritual e usar a consciência com coerência para refazer nossos passos errados construindo um novo futuro.

            Aqueles que já passaram pelo túmulo e se encontram do outro lado da vida, e que conseguem de alguma forma um contato conosco, mostram com seus sofrimentos uma advertência para que não passemos por aquilo que eles passaram. Talvez não sejamos um grande médium, mas sejamos um obreiro do Amor, que não é ignorado pelos infelizes.

            O Mestre Jesus, o médium de Deus, nos deixou suas lições. Evitava magos e adivinhos, sensitivos e profetas, videntes e escribas, oradores e curadores; Ele selecionava os atormentados, doentes, sofredores e perturbados por onde andava. Erguia do lodo e amparava do abismo os que enlouqueciam.

            Essas lições talvez nos proteja da atração do deslumbramento material e nos faça ver a importância da sutileza da Luz que vem do Criador e que da mesma maneira devemos difundi-la.  


Publicado por Sióstio de Lapa em 23/11/2017 às 22h40
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22/11/2017 09h40
AS VIDAS DE EMANUEL

            Uma das personalidades mais marcantes na divulgação do Evangelho que conheço, que utilizo os seus textos em minhas diversas produções, é Emanuel, o mentor de Chico Xavier e autor espiritual de livros fantásticos, como “Paulo e Estêvão” e “Há 2.000 anos”.

            Tive a oportunidade de encontrar na net um trabalho de pesquisa de João Batista Cabral sobre as vidas de Emanuel, que merece ser reproduzido neste espaço.

            Emmanuel, exatamente assim, com dois “m” se encontra grafado o nome do espírito, no original francês “L’évangile selon le spiritisme”, em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada “O egoísmo”.

            O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

            Descreve Chico: “Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz.

            Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa “Gens Cornelia” e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.

            De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há dois mil anos.

            Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha.

            Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, e sofre durante anos, a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama.

            Para ela, nos anos de mocidade, compusera os mais belos versos: “Alma gêmea da minhalma / Flor de luz da minha vida / Sublime estrela caída / Das belezas da amplidão...” e, mais adiante: “És meu tesouro infinito / Juro-te eterna aliança / porque eu sou tua esperança / Como és todo o meu amor!”.

            Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.

            Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: “Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos.

            Desencarnou em Pompéia, no ano 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.

            Cinquenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado.

            Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontra-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.

            Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império.

            Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido apenas de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.

            Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontra-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade. Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.

            O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais que lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.

            Vítima de uma conspiração para mata-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço, e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.

            Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.

            Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa a qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.

            Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de novembro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manuel I, o Venturoso.

            Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde frequenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.

            Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.

            O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra “Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga” descrevendo: “Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu”.

            No dia seguinte já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 157, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos de ininterruptos serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.

            E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: “Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora”.

            E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte.

            A título de curiosidade, encontramos registros que o deputado Freitas Nobre, já desencarnado na atualidade, declarou, em programa televisivo da TV Tupi de São Paulo, na noite de 27 para 28 de julho de 1971, que ao escrever um livro sobre Anchieta, teve a oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manuel da Nóbrega, como E. Manuel.

            Assim, o E inicial do nome do mentor de Francisco Cândido Xavier se deveria à abreviatura de Ermano, o que, segundo ele, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um “m” somente e pronunciado com acentuação oxítona.

 

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 22/11/2017 às 09h40
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21/11/2017 10h13
TOQUE DE DEUS

            Deus toca o nosso coração de diversas formas, contextos, momentos... sinto que Ele tocou o meu coração hoje durante o sono, através do sonho.

             O sonho estava se desenvolvendo com as pessoas da Praia do Meio, principalmente as meninas desamparadas que se envolvem na prostituição e que se tornam mães precocemente. Uma delas, a que me chamou mais a atenção, tinha 14 anos e dizia já ter 4 filhos. O instinto sexual motivava uma aproximação de conteúdo íntimo, a intuição espiritual apontava uma ação solidária, sem envolvimento sexual, mesmo que isso, o sexo, não tivesse a característica de tabu. Pude observar algumas alopecias circunscritas em sua cabeça, disfarçada no meio de seus cabelos e avaliei que as doenças físicas visíveis poderiam ser apenas a ponta de um iceberg de transtornos físicos, mas principalmente emocionais, naquela alma que apenas começava a dirigir o seu corpo, porém, com tantas dificuldades.

            Mas o momento mais impactante do sonho foi quando encontrei a minha mãe. Eu estava querendo entrar na casa dos meus irmãos, cheguei a gritar por alguém que viesse abrir a porta, mas devido a distância, era muito difícil que alguém pudesse me ouvir. Foi quando vi minha mãe se aproximar, parecia que tinha ido comprar pães e voltava para casa. Aproximei-me dela com carinho e beijei o seu rosto. Notei um sorriso melancólico em sua face, ela abriu a porta e desceu uma espécie de escadaria que dava acesso à casa. Não notei nela nenhuma alegria característica de sua alma.

            Ao acordar tentei interpretar este sonho. Parece que foi um aviso para que eu me preocupe com mais foco na comunidade, principalmente com as meninas que correm risco de drogas e prostituição, ou que já estejam dentro dessa condição. Sei que essa ação está dentro de meus projetos na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), mas que não tive oportunidade ainda de dar início. Já fiquei tentado em algumas ocasiões a dar esse início, mas a ideia não foi para frente. Será que o aviso foi para aproveitar o evento de fim de ano com esse objetivo?

            O segundo aspecto do sonho e que tocou o meu coração, que entendo como o dedo de Deus apontando para mim, tocando e chamando minha atenção, foi o seguinte. A melancolia no rosto de minha mãe talvez tenha este sentido, de mostrar a insatisfação de Deus com minha ação até o momento, no caminho que Ele colocou à minha disposição. A descida de minha mãe pela escadaria e eu acompanhando os seus passos, mostra que a minha casa original está localizada no umbral físico da Terra, onde tantas almas sofrem à espera de uma ajuda efetiva para atingir as suas consciências e motivar as suas ações, orientadas pelo Evangelho do Mestre. Mesmo que eu esteja atuando atualmente num plano mais elevado, dentro de uma academia com títulos e cargos nobres, eu pertenço à comunidade dos deserdados da sorte, dos espíritos devedores à Justiça divina. Foi aí que eu nasci, foi ai que eu me desenvolvi... até longe da minha mãe, que por motivos de sobrevivência, teve que aceitar eu ser criado e educado por minha avó, sem o apoio do pai biológico, com a necessidade de trabalhar duro para contribuir com a subsistência, cujos farelos de recursos materiais, aqui e acolá eram aproveitados por minha mãe e meus irmãos.

            Enquanto minha mãe estava entre nós no mundo físico, sempre teve confiança nas minhas ações fraternas, e acredito que não a decepcionei. Mas parece que hoje, estando ela no mundo espiritual, não está muito satisfeita com o que estou fazendo... será porque não dou muita atenção ao meu irmão que está passando por dificuldades na saúde física, gerada por seus vícios que não consegui abortar, apesar de todos os esforços que fiz? Mas, acredito que não. Pois nesse caso eu sigo as orientações do Mestre, deixo aquele que não quer seguir as Suas orientações feitas através de mim, e vou em busca de outros necessitados que possam responder melhor ao que posso oferecer. Acredito que esse comportamento, essa forma de agir, esteja mais coerente com o Evangelho e com a formação do Reino de Deus, da família universal; não ficar preso a uma pessoa que não quer se recuperar por ser membro da minha família, e deixar de levar a oportunidade a outro que não pertence a minha família biológica, mas pertence a minha família espiritual, universal.  

            Não sei bem, ainda, onde está essa insatisfação de Deus para comigo. Tenho uma mera sensação que seja isso, de não ter ainda feito um foco mais intenso no trabalho comunitário, mas deixarei para consolidar essa opinião com novas reflexões que irão surgir, e com certeza, com as intuições divinas.


Publicado por Sióstio de Lapa em 21/11/2017 às 10h13
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20/11/2017 13h00
SAPIENS – HUMANOS ARCAICOS

            Entrei em contato com o escritório de Yuval Harari, autor de “Sapiens – Uma breve história da humanidade” sobre a possibilidade de um trabalho supervisionado onde eu colocaria os aspectos espirituais conforme ensina a Doutrina Espírita, e ele veria a coerência dentro da sua obra.

            Recebi uma resposta educada da secretária, Sra. Naama, dizendo da impossibilidade, tendo em vista o recebimento de cerca de 500 mensagens semanais que precisam de uma interação, e sem falar da produção de um novo livro que deverá ser lançado no verão do próximo ano.

            Dessa forma, darei continuidade ao trabalho que iniciei até onde for possível, fazendo o enxerto que eu achar necessário no livro do professor Harari, mesmo sem a sua supervisão crítica.

            Continuarei com a mesma metodologia, colocando em itálico o conteúdo do livro e em letras normais a minha intervenção.

            Muito antes de haver história, já havia seres humanos. Animais bastante similares aos humanos modernos surgiram por volta de 2,5 milhões de anos atrás. Mas, por incontáveis gerações eles não se destacaram das miríades de outros organismos com os quais partilhavam seu habitat. O espírito individualizado e em processo de evolução concomitante, no momento encarnado nesse corpo humano arcaico, também não apresentava destaque frente aos outros espíritos encarnados nos outros corpos animais. Era apenas uma experiência diferente, de um cérebro mais capacitado de perscrutar o ambiente e fazer algumas conjecturas além daquelas provenientes dos instintos.

            Em um passeio pela África Oriental de 2 milhões de anos atrás, você poderia muito bem observar certas características humanas familiares: mães ansiosas acariciando seus bebês e bando de crianças despreocupadas brincando na lama; jovens temperamentais rebelando-se contra as regras da sociedade e idosos cansados que só queriam ficar em paz; jovens orgulhosos tentando impressionar as beldades locais e velhas matriarcas sábias que já tinham visto de tudo. Esses humanos arcaicos brincavam, formavam laços fortes de amizade e competiam por status e poder – mas os chimpanzés, os babuínos e os elefantes também. Não havia nada de especial nos humanos. Ninguém, muito menos eles próprios, tinha qualquer suspeita que seus descendentes um dia viajariam à lua, dividiriam o átomo, mapeariam o código genético e escreveriam livros de História. A coisa mais importante a saber acerca dos humanos pré-históricos é que eles eram animais insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente não era maior que o de gorilas, vagalumes ou águas-vivas

            As relações sociais é um ponto forte na humanidade, tanto os laços internos, familiares, quanto os externos, que se tornam importantes na conquista do poder. A forma desse relacionamento talvez tenha sido o grande aprendizado do Espírito humano nessa fase evolutiva, com os primeiros reflexos dos valores morais, mesmo que não tivessem o poder de decisão em comparação com a força bruta.


Publicado por Sióstio de Lapa em 20/11/2017 às 13h00
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr