Meu Diário
02/08/2019 04h26
SONHOS ATROPELADOS – NOURES 01

            O filósofo e pensador espiritualista Pietro Ubaldi dizia que existia no espaço, principalmente à noite, correntes de pensamentos que ele chamava “Noures”, que podemos captar e interagir com elas.

            Vou tentar praticar agora, neste período da meia-noite, a interação com correntes de pensamentos que chegam até mim e ativam energias potenciais e revigoram o corpo e alma, independentemente de suas origens, mas que tragam a sintonia nas emoções e sentimentos.

            Atropelei os meus sonhos, porque não tive tempo de sonhá-los.

            Venci as mágoas, por que? Porque não me permiti sentir dor.

            Convivi com os fracos, porque precisei ajuda-los.

            Suportei os falsos, porque fui verdadeira.

            E hoje sei a força que tenho para enfrentar qualquer obstáculo. Mas não estou preparada para ouvir dizer que faço algo por impulso ou instinto ou até prejudicar alguém, definitivamente não serei eu.

            Quem pode atropelar sonhos? O tempo!

Quem pode resgatar os sonhos? A esperança.

            Que trajetória interessante, ser agredida, mas não permitir sentir a dor e assim não ter motivos para ter mágoas.

            Ajuda ao fraco, uma missão divina, instrumento do Criador.

            Suportar a falsidade com a verdade, eis uma ação hercúlea. Pois a falsidade vem muitas vezes vestida de verdade e podemos sofrer essa ilusão por muito tempo, pensando ser verdadeiros, terminamos por aceitar a falsidade da mentira. Somente na arena íntima podemos ser verdadeiros com o que sentimos. Mas, será conveniente passar a verdade do que sinto para o outro? Mesmo porque não existe apenas um aspecto simples no pensamento e sim um encadeamento de possibilidades. O que deverei contar?

            Os obstáculos são colocados à nossa frente como teste de capacidade. Será que tenho força suficiente para enfrentar? Somente fazendo o teste! Sim, posso fazer o teste, mas devo saber quais são minhas particularidades. Se eu não tiver esse conhecimento e saber gerir minhas energias, não estarei capacitado para a vitória... ainda!

            Antes de ser uma alma que pensa, sou um organismo que vive. Este organismo é o veículo de minha alma. Devo saber como ele funciona para aprender a dirigi-lo. Ele tem um sistema motivacional chamado de prazer, que faz a gente procurar comida e sexo, entre outras coisas, em qualquer lugar. Também tem um sistema de funcionamento automático chamado de instinto, que promove uma reação rápida como forma de subsistência da vida, que se estende do fisiológico ao psicológico.

            Com base nesses conhecimentos e procurando viver dentro de um paradigma espiritual, com base no amor incondicional, vamos encontrar os diversos obstáculos que a vida nos oferece a cada momento. A cada momento desenvolvemos relacionamentos, onde cada pessoa tem suas estratégias de vida e de sobrevivência. O que para mim é caminho seguro, para o outro pode ser um obstáculo. Como manter um relacionamento sem saber o que para o outro é ou não obstáculo? Neste instante a verdade se faz soberana, é ela que irá mostrar onde estão os obstáculos e como podem ou não serem contornados. Se a tentativa de contornar ou retirar os obstáculos podem ou não trazerem prejuízos a um e ao outro.

            Eis a beleza da vida, esse jogo que o Criador nos capacitou a fazer, com as fichas da emoção e do sentimento, sabendo jogar no tapete da verdade, usando as energias faiscantes que fazem brilhar a alma e revigorar o corpo.

            Assim, passou por minha mente essas interessantes Noures, interagindo com o fluxo dos meus pensamentos, no momento que passava por mim a meia noite, a majestade do tempo.


Publicado por Sióstio de Lapa em 02/08/2019 às 04h26
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01/08/2019 00h31
ORAÇÃO AGOSTO 2019

            Pai...

            Onde quiseres que eu vá... eu vou!

            O que quiseres que eu seja... eu sou!

            Mas tenho medo, de ser aquele filho desobediente e falso, que prometeu fazer uma tarefa e não fez. Melhor seria dizer que não queria, que não iria fazer, e, mais tarde, arrependido, fazer!

            Por outro lado, se eu me tornar tudo que o Senhor quer que eu seja, deixo de ter a minha personalidade? Que posso discordar de Vós, fazer algo diferente da Sua vontade e ser realmente eu? Será isso um erro?

            Sei que o Senhor é a bondade perfeita, que não deseja nada de mal para nenhuma das suas criações, mesmo porque permaneces integrando cada uma delas. Por que iria desejar o mal para qualquer uma? Mas o Senhor deixou conosco a capacidade da decisão, nos deixou com o livre arbítrio no qual não pode intervir, sob sua expressa vontade. Foi assim que o Senhor quis, que pudéssemos decidir e assim cair ou não dentro do erro. Como o Senhor nos criou simples e ignorantes, é esperado que possamos cair diversas vezes nas diversas opções que podem gerar os erros.

            Não fazer a Sua vontade, pode ser um erro. Mas, se sempre fazemos a Sua vontade, se tivermos essa condição sob uma imposição que parece ser o que acontece na minha consciência, ser obrigado a fazer a Sua vontade, isso não deixa anulado o meu livre arbítrio? Mas, claro que não! A qualquer momento eu posso deixar de fazer a Sua vontade, está no meu querer.

            Com estas reflexões, Pai, chego a conclusão que, fazendo a Sua vontade e não à minha, por decisão da minha consciência, no usufruto do livre arbítrio, não posso me considerar um robô que não tem vontade própria. Sim, tenho vontade própria, só que a deixo subordinada à Sua vontade, a vontade do meu Pai.

            Agora, resta um detalhe crucial. Sei que o Senhor, Pai, sempre está colocando ao meu alcance, ao alcance dos seus diversos filhos, diversos caminhos, diversas circunstâncias, diversas pessoas e possibilidades de relacionamentos. Como saber qual é o melhor caminho segundo a Sua vontade, qual a melhor circunstância, o melhor relacionamento?

            Por isso, Pai, hoje peço com mais veemência do que nunca: dê-me sabedoria para que eu possa distinguir com segurança uma coisa da outra, o bem do mal, o que é o meu desejo egoísta do que é a Sua vontade altruísta.

            Deixa eu sentir a Sua mente em mim; que eu aprenda as lições que o Senhor me oferece; o que eu falar, seja pelo que o Senhor pensa; o que eu fizer, seja o que o Senhor queira; a todos que eu ame, que seja a maneira como o Senhor ame e não a minha.

            Que eu seja, Pai, instrumento da Sua vontade, por decisão da minha vontade, do meu livre arbítrio, e não por imposição da Sua.


Publicado por Sióstio de Lapa em 01/08/2019 às 00h31
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31/07/2019 07h24
APÓSTOLOS DOS ÚLTIMOS TEMPOS

A partir do interessante depoimento do ator inglês, Jim Caviezel, que circula nas redes sociais, chamando a atenção da influência do mundo espiritual sobre nossas vidas, fiquei curioso em ver a opinião da Igreja Católica sobre essa condição. Encontrei textos de São Luiz Maria Grignion de Montfort, que está sendo considerado um novo doutor da Igreja, que vale a pena ver e refletirmos.

Os Apóstolos dos Últimos Tempos

Nas suas aparições, Nossa Senhora de La Salette, tal como São Luís de Montfort, falou dos Apóstolos dos Últimos Tempos.

São Luís Maria Grignion de Montfort, na sua obra "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria", profetizou o surgimento futuro daqueles a que o próprio santo chamou de "Apóstolos dos Últimos Tempos" e que viriam a ser confirmados, mais tarde, durante as aparições de Nossa Senhora de La Salette:

“Eu dirijo um urgente apelo à Terra; chamo os verdadeiros discípulos do Deus Vivo que reina nos Céus; chamo os verdadeiros imitadores de Cristo feito Homem, o único e verdadeiro salvador dos homens; chamo os meus filhos, os meus verdadeiros devotos, aqueles que já se me consagraram a fim de que vos conduza ao meu Divino Filho; os que, por assim dizer, levo nos meus braços, os que têm vivido do meu Espírito; finalmente, chamo os Apóstolos dos Últimos Tempos, os fiéis discípulos de Jesus Cristo que têm vivido no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e no desconhecimento do mundo. Já é hora de que saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como filhos queridos meus. Eu estou convosco e em vós sempre que a vossa fé seja a luz que alumie, e nesses dias de infortúnio, que o vosso zelo vos faça famintos da glória de Deus e da honra de Jesus Cristo.”

Com essa confirmação de Nossa Senhora, São Luiz Maria passa a orientar como se submeter à consagração à Virgem, confirmando na prática um apostolado moderno do Cristo.

Como fazer a consagração a Virgem Maria? Para fazer a consagração a Maria segundo o livro “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort, a primeira coisa a fazer é conhecer esse precioso livro, que é um método de consagração. O Santo escreveu este livro no final de sua vida. Neste livro, ele nos dá a conhecer a reflexão e a experiência que desenvolveu em seu apostolado de propagar esta devoção, levando muitos a se consagrarem a Nossa Senhora.

Tendo em vista a riqueza que é este pequeno livro, não podemos deixar de recomendar insistentemente que se leia o Tratado antes de começar a preparação para a consagração. Esta leitura é necessária para conhecer esta devoção, que é a consagração total a Virgem Maria. O Tratado nos ajuda a conhecer a nós mesmos, nossas misérias e fraquezas, e nos faz tomar consciência da necessidade do auxílio de Nossa Senhora. O livro também nos ajuda a conhecer a Virgem Maria, a quem nos consagraremos, e a Jesus Cristo, que é o fim último da consagração.

Depois da leitura do Tratado, escolhe-se uma data para fazer a consagração. Não há nenhuma indicação no Tratado, mas costuma-se fazer a consagração em um dia mariano. Outra indicação que podemos dar é fazer a consagração no dia de São Luís Maria, que é 28 de Abril, ou no dia da Imaculada Conceição de Maria, dia 8 de Dezembro. A data não pode ser muito próxima, pois antes de fazer a consagração é preciso fazer uma preparação de trinta dias.

Este é um bom roteiro para quem sente, como o ator Jim Caviezel, a influência do mundo espiritual, especialmente de Nossa Senhora em suas vidas. Se tornar um apóstolo nos dias de hoje, talvez não leve o risco de ir às fogueiras e dentes dos leões nos circos de Roma, mas certamente perigos semelhantes continuam a nos rondar.


Publicado por Sióstio de Lapa em 31/07/2019 às 07h24
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30/07/2019 00h29
A CORREDENTORA

            Uma importante apresentação do ponto de vista espiritual, do ator Jim Caviezel, circula na net e que acho bastante interessante para nossas reflexões, do quanto o Poder Superior pode estar ao nosso lado sem percebermos.

            Transcrição da apresentação de Jim Caviezel (Hollywood Actor – The Passion of the Christ) no “Dia Mundial de Oração pela Paz através da Mãe de Todos os Povos” (World Day of Prayer for Peace Through the All Peoples), Amsterdã, 1º de junho de 2019.

            Sua mão, tem guiado minha vida e minha carreira de maneiras incríveis e, às vezes, surpreendentes.

            Por exemplo, lá atrás, em 1997, fiz um teste para um papel que todo grande nome em Hollywood queria: um papel no próximo filme de Terrance Mallick: “Além da Linha Vermelha”. As probabilidades estavam contra mim, mas pelo menos consegui uma reunião com Mallick. Eu estacionei em sua casa em Bervely Hills para o meu encontro das 18h. Mas eu não pude deixar o carro. Eu estava atormentado de insegurança. Eu havia me decidido que, se isso não desse cero, se isso não acontecesse, eu teria que pendurar as chuteiras. Eu não queria apenas arrastar o resto da minha vida imaginando se algum dia eu iria trabalhar consistentemente como ator. Agora são 6:00 da tarde. Eu ainda estava no carro. Eu acredito em meu coração que os próximos 10 minutos mudaram minha vida para sempre.  

Na minha cabeça, eu era o cara do Mount Vernon, Washington. Eu queria ser um jogador de basquete. O que diabos eu estava fazendo aqui, do lado de fora da casa de Terrance Mallick? Eu sou uma bagunça emocional, auto sabotagem em fúria, então eu comecei a rezar o Rosário! São 6:05 da tarde e eu estou no meio do Quarto Mistério Glorioso!

Vejam, seis meses antes, meu gerente, que é um pouco como místico católico, disse que eu deveria começar a rezar o Rosário diariamente. Minha esposa, Kerri, ensinou-me a reza-lo. Então, seguindo ordens, peguei emprestado o Rosário de sua avó - uma preciosa herança antiga. Comecei a passá-los pelos meus dedos e rezar sem nem mesmo conhecer os mistérios. 

Já estou cinco minutos atrasado para este importante encontro com o diretor mais requisitado de Hollywood, e ainda não terminei o Rosário. Então, decido continuar. "Ave Maria cheia de graça…. Ave Maria cheia de graça.” Quando eu finalmente termino a Salve Rainha, são 6:10 da noite. Eu pulo do carro, corro para a casa e percebo que tenho o Rosário na mão. E, eu sabia que se o colocasse no meu bolso, começaria a mexer com ele diante do diretor. Então, eu dou meia volta e corro de volta para o carro para descartar as contas. Eu abro a porta do carro e faço um movimento deliberado para largar o Rosário, quando tenho a sensação - bem aqui (em meu coração) - de que eu deveria levar o Rosário comigo. Esta não foi a primeira vez que experimentei essa sensação…

A primeira vez que tive essa experiência, eu tinha 19 anos, sentado em um cinema no Mount Vernon, Washington. O filme tinha terminado, e lá fora na escuridão, acompanhado apenas por minha bola de basquete (que estava no banco ao lado) - eu tive uma sensação - bem aqui (de novo em meu coração) - que me fez pensar que eu deveria ser um ator. Que era para isso que Deus me criou. Isso é o que Ele queria de mim. Você poderia dizer que foi minha “Anunciação” pessoal, uma consciência muito profunda da minha vocação. Então, com relutância, fui em frente. Meu senso racional interveio ... Eu não sabia nada sobre atuar: sem agentes, sem gerentes, e não consigo nem memorizar a minha vida, como podem ver (está lendo um texto). Mas eu tive essa convicção; eu tinha um encargo!

Então, de volta ao meio-fio em frente à casa de Terry Mallick, decido levar o Rosário comigo e seguir para a porta da frente. A empregada atende a campainha. No pescoço dela está uma medalha milagrosa. Então eu digo: "Oh, você é católica". Ela diz: "Não, eu não sou, sou episcopal (anglicana), entre!". Ela me leva e me mostra a casa, uma bela fazenda espanhola. E enquanto estamos admirando o teto, enquanto a mulher está no meio da frase, eu sinto aquela sensação no meu peito novamente, mas mais forte do que eu já experimentei, e sem pensar, eu alcanço o Rosário no meu bolso, a interrompo. e digo: "Isto é para você, moça". Ela se assusta e diz: "Por que você fez isso?" Lágrimas estão surgindo em seus olhos. Eu digo: "Eu não sei". "Oh meu Deus", ela diz, "A mulher que me deu esta medalha milagrosa da Virgem Maria também me deu um rosário que ela recebeu de Madre Teresa. Mas eu o perdi. E eu orei esta manhã para que Deus me mandasse outro. E então você entra. ”Esta mulher está agora desmoronando em lágrimas, eu estou em estado de choque, há este Rosário entre nós, e então entra o diretor, Terrance Mallick. Quando ele começou com "Querida, o que há de errado?", eu percebo que esta "não é a empregada". Esta é a "Sra. Terrance Malick ”, sua esposa! E eu pensei, melhor reservar um voo de volta para o Mount Vernon, amigo.”

Quando cheguei em casa, disse à minha esposa: “Querida, tenho boas e más notícias. A boa notícia é que posso conseguir o papel do além Linha Vermelha; a má notícia é que o Rosário da vovó se foi.

Aquele Rosário (e eu acredito que foi a intercessão de Nossa Senhora) levaram ao primeiro papel importante da minha carreira em “ Além da Linha Vermelha” (contra os desejos do estúdio). Seríamos nomeados para sete prêmios da academia, incluindo o Óscar de Melhor Filme.

Corte para a primavera de 2000. Foi-me oferecido o papel de Edmund Dantes em “O Conde de Monte Cristo”. Era uma nova adaptação do clássico de (Alexandre) Dumas.

Esta foi a primeira vez que tive que carregar um filme sozinho. E aqui estava eu, no auge do que eu queria muito alcançar, mas não tinha paz. Eu estava mandando celebrar missas para este filme e tentando orar, mas, como vocês, eu nunca tinha certeza se minhas orações estavam sendo eficazes... Então uma coisa incrível aconteceu.

Estamos preparados para filmar uma cena crucial no filme nesta grande casa em Malta. É o momento em que o conde deve decidir se permanecerá com o amor de sua vida ou vai deixa-la em busca de sua vingança. E olho para o teto enquanto pondero a decisão. Agora, na realidade, estou olhando para o nada - quero dizer, não há nada lá em cima a não ser gesso branco. Então o diretor Kevin Reynolds, que é um batista (protestante) do Texas, me puxa de lado e diz: “Deixe-me mostrar a você o que você estará olhando. Eu encontrei algo no corredor que acho que vai funcionar para o filme. ”Ele me leva para esta sala a cerca de 10 portas de distância e aponta para o teto.

Bem, estou em estado de choque. Eu apenas fico parado, com a boca aberta. Lá no teto é um afresco da Imaculada Conceição da Virgem Maria. Agora Reynold não sabe nada sobre Maria ou a Igreja Católica. Então, eu digo: "Você tem alguma ideia do que é isso?" E (em uma fala arrastada do Texas), ele diz "Sim", e sai da sala. Eu estava hesitante por causa daquele “sim”, e por medo de que ele tirasse a cena do filme. Então, eu apenas mantive minha boca fechada. Mas foi um sinal para mim - um sinal de que o Senhor e Sua Mãe Santíssima estavam comigo. Através de todas as minhas provações, Maria esteve lá o tempo todo levando-me pela mão, guiando-me em direção ao filho e à minha vocação. E se você viu o Conde de Monte Cristo, você sabe que aquela cena ficou no filme. E tenho orgulho de dizer que compartilhei algum tempo de tela com a Mãe de Deus.

Então, inexplicavelmente, recebo uma ligação de Mel Gibson. Agora, meu agente não ligou, meu gerente não telefonou, eu não conhecia Mel e não estava politicando o papel, porque ninguém sabia que estava acontecendo. Gibson quer que eu interprete Jesus Cristo. Ele quer que o cara com as iniciais de JC, que tem 33 anos de idade, interprete Jesus Cristo. Coincidência? Acho que não.

Pouco antes disso, fui apresentado às aparições e à mensagem de Medjugorje por minha esposa. Isso desempenharia um papel importante no aprofundamento do meu amor e serviço à Mãe de todos os povos. Foi em Medjugorje que consagrei minha vida e minha carreira de ator para a Santíssima Virgem, usando a forma tradicional de consagração de São Luís Maria de Montfort. Daquele momento em diante, tudo o que fiz na minha vida e na minha carreira foi em seu serviço, para fazer comigo como Ela quisesse. Eu também acredito que Medjugorje preparou meu coração para dar meu “fiat” para interpretar Jesus em A Paixão de Cristo.

Filmar “A Paixão do Cristo”, isso me aproximou ainda mais de Nossa Senhora. Quanto mais você experimenta a Paixão de Jesus, senhoras e senhores, mais entende a compaixão de Maria - a conexão entre Maria e seu Filho. O que a mãe não sofre quando o filho sofre?

No primeiro dia de filmagem, a multidão me atropelou pelos lados, correu ao meu redor, os guardas me atingiram com chicotes, os quais atingiram minha carne. Meu braço estava preso sob o feixe pesado, quando alguém puxou o topo da cruz na outra direção. Meus músculos se distenderam e meu ombro se deslocou. Eu caí de joelhos, deixei cair a cruz e enterrei minha cabeça na areia (essa tomada permanece no filme). Todos os dias eu pegava aquela coisa, era como uma penitência: ela rasgou meu ombro, tornando minha carne um vermelho vivo, e a cada hora que passava, ficava mais pesada. 

Então eu tive que ficar nessa cruz. Era novembro em Matera, na Itália - frio de gelar os ossos - e eu estou lá em cima em um penhasco coberto apenas de látex e um pano de linho. Em uma cruz, não é a perda de sangue que te mata, é a perda de oxigênio. Você asfixia. Então, estou ofegando por ar e minhas pernas estavam ficando dormentes. E então adivinhe só: hipotermia! Para elevar minha temperatura interna, eles trouxeram esses aquecedores a gás. Quando eles os aproximaram demais, meus dedos começaram a fritar e o látex começou a derreter. E isso foi antes de eu ser atingido por um raio ... e logo a seguir... cirurgia de coração aberto. Mas eu ofereci (a Deus) todo o sofrimento, em união com Jesus e Maria, pelo sucesso do filme, para que ele pudesse levar as almas a Cristo. E, cara, isso aconteceu.

“A Paixão” revela o óbvio; a bastante evidente verdade bíblica de que Maria, como nenhuma outra, compartilhou naquele sofrimento de Jesus Cristo, como “Corredentora”. Ela deu a Jesus seu corpo, e a oferta de seu corpo é o que nos salvou. ” 

As cenas de “A Paixão” descrevem profundamente o papel de Nossa Senhora como Corredentora com Jesus. De fato, um conhecido jornalista italiano afirmou que “A Paixão de Cristo” também poderia ter sido justificadamente chamada de “ A História de Maria, Corredentora”.  

Por exemplo, no filme, é somente Maria que entende quando Jesus foi preso que ‘já começou”. O que começou? A missão unificada de Jesus, o Redentor, e Maria, a Corredentora, para redimir o mundo. 

Quando Maria faz a Via Sacra com Jesus, ela fica em frente de Satanás. Ela fica do lado oposto de Satanás. Ela é sua oponente. O papel de Maria com Jesus para “esmagar a cabeça de Satanás” é poderosamente dramatizado.

Na cena do Calvário, o Redentor moribundo dá a sua própria mãe para se tornar a Mãe Espiritual de Todos os Povos, quando Ele diz da cruz:  "Eis a tua Mãe" (João 19:27).

Na cena final do Calvário, Maria se torna uma Pietà viva, segurando o cadáver de seu divino filho, ela olha para todos nós como nossa amorosa Corredentora, que sofreu em união com Jesus, e nos chama a todos para apreciar o preço de nossa Redenção.

Há muitas verdades teológicas profundas que Mel Gibson introduziu na “Paixão de Cristo”. Nesta idade confusa e caótica, senhoras e senhores, precisamos da verdade.

E é verdade que Maria é a Corredentora, Mediadora de todas as graças e Advogada para toda a humanidade!  É minha esperança, é minha oração, que o Papa proclame esta verdade como um dogma mariano, para que cada ser humano vivo saiba que tem uma Mãe espiritual que os ama e que intercede para levá-los a Jesus, seu verdadeiro Salvador!

Agora, por que isso é necessário se a verdade de Maria já é a verdade? Por que precisa de uma proclamação papal? Bem, olhe o momento na escritura quando Jesus perguntou aos apóstolos: “Quem eles dizem que eu sou?” Senhoras e senhores, acreditem em mim quando eu lhes digo… Jesus não estava tendo uma crise de identidade - Ele sabia quem ele foi, mas ele queria que a verdade fosse proclamada! Quando Simão Pedro anunciou a verdade de que Jesus era "o Cristo, o Filho do Deus vivo", então e somente então, Jesus encontrou a Igreja e o papado na rocha de Pedro, o primeiro papa.

Creio que Jesus quer a verdade completa sobre Maria, sua mãe -  que ela é a Mãe espiritual do mundo, a Corredentora e mediadora, a ser proclamada pelo Papa atual , para que Nossa Mãe possa utilizar seu “poder total” de intercessão para trazer a paz, verdadeira paz para o mundo.

Meus amigos em Jesus e Maria, a cena mundial atual é de colapso moral sem precedentes, desastres naturais e ameaças globais ainda maiores de guerra e terrorismo estão surgindo em nosso meio. O poder de Satanás é evidente, não importa para onde nos voltamos. Todo o nosso mundo está em desesperada necessidade da paz de Jesus Cristo. E sua paz, espiritual e global, virá somente para nós - como originalmente -  através da pessoa de Maria, nossa Mediadora e Advogada!

Em Fátima, Nossa Senhora prometeu que “no final, meu Imaculado Coração triunfará… e um período de paz será concedido ao mundo”. Confiemos nestas palavras de Nossa Senhora. Rezemos, sobretudo diante do nosso Jesus eucarístico, pela paz mundial verdadeira e duradoura através da intercessão de Maria, Mãe de todos os povos.

Ela cumprirá sua promessa, mas devemos fazer nossa parte. Como São Bernardo escreveu, e como eu tenho visto em minha própria vida: “Você não se perderá se a seguir… você não se perderá se você ligar para ela. Se ela estiver segurando você pela mão, você não cairá. Se ela está protegendo você, você não tem nada a temer. Você não vai se cansar se ela estiver ao seu lado. Mas você deve estender a mão para ela.

 Meus irmãos e irmãs, sejam fiéis, chamem a sua mãe, rezem o rosário pela paz mundial! Adore a Jesus Cristo na Eucaristia e o Céu responderá!

Antes de eu deixar vocês, este caminho não será fácil para nossos bispos e leigos que aceitarem este desafio e a luta para cumprir a vontade de Deus nunca é fácil... mas do evangelho de Deus ecoa este sentimento: “Feliz és tu quando as pessoas te odeiam, quando te excluem, quando te insultam e rejeitam seu nome como mal, por causa do Filho do Homem.” Em última análise, é entre você e Deus ... nunca foi entre você e eles de qualquer maneira.

Então sim, seu nome pode não aparecer aqui embaixo, no Hall da Fama deste mundo. De fato, você pode ser tão desconhecido que ninguém sabe seu nome; O Oscar e o louvor dos homens podem nunca aparecer em seu caminho. Mas não se esqueça, Deus tem prêmios que Ele distribuirá algum dia. Estas multidões na Terra, elas logo esquecerão quando você não estiver no topo; elas vão torcer como loucos até você cair. E então, o elogio delas irá parar.

Não Deus ... Ele nunca se esquece. E no seu “Hall of Fame”, apenas crendo em Seu Filho; para sempre, há o seu nome. Eu digo a você, amigo, eu não trocaria meu nome por menor que esteja escrito lá, além das estrelas, naquele salão celestial, por todos os nomes famosos na terra ou a glória que eles compartilham, eu prefiro ser um desconhecido aqui e ter meu nome lá em cima." 

 Que Deus te ame, te guarde e te guie, todos os dias de suas vidas.

Obrigado.

É mais uma informação de que todos nós, filhos de Deus, temos uma missão a cumprir em obediência ao Pai. Mesmo que vivamos na ignorância desse dever e até dessa paternidade, nossa responsabilidade não cessa e um dia a consciência se iluminará, passamos a perceber que todos nossos passos eram monitorados e que teremos sempre ajuda no Alto para o cumprimento de nossa missão.


Publicado por Sióstio de Lapa em 30/07/2019 às 00h29
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29/07/2019 00h26
CONTRIBUIÇÃO (17)

            André, irmão de Pedro, também se mudara para Cafarnaum, mas sempre ia ao norte da Galileia, assistir a colheita das azeitonas e levava peixe consigo.

Depois que conheceu Jesus, também levava as lições do Mestre e parecia viver o que falava. Dessa vez recebeu muitos convites para falar sobre o Messias e sobre João Batista.

Uma noite na casa de um camponês, quando conversava com todos, parecia uma festa. André narrava os prodígios de Jesus, as bodas de Caná, as curas, as lições... então, percebeu que começou a se espalhar um aroma que atingia a todos. Ele lembrava que sempre sentia esse perfume quando estavam os discípulos com Jesus.

Então, no meio da assistência, um jovem paralítico de 15 anos que se mantinha enrolado para ocultar suas feridas, gritou para a mãe que estava curado. A mãe preocupada não queria descobrir o filho, feridento, que a envergonhava e enojava os presentes.

André deu uns passos a frente, pediu licença com humildade e descobriu o jovem. Pega o rapazinho nos braços e esse, cheio de alegria, mostra os lugares limpos, que antes tinham chagas.

A mãe ajoelhou-se tentando beijar o discípulo e dizendo: Foi o senhor que curou meu filho; Deus te pague pelo que eu nunca poderei pagar.

André procurava explicar aquelas pessoas extasiadas. Minha gente, regozijemo-nos com a visita de Jesus nesta casa. Foi ele quem curou este garoto. Conheço seu perfume, e esse prodígio e outros que os precedem são frutos de quem segue o Mestre dos mestres. E naquela mesma hora, com o fardozinho atrofiado nos braços, cantou um hino de louvor a Deus pela glória de Jesus.

À noite, na reunião em Betsaida, depois da prece inicial feita por João, André sentiu o desejo de Jesus e perguntou, com humildade:

- Mestre, se não for imprudência da minha parte, desejaria que o Senhor respondesse o que ora me vai na mente. Na maneira mais rica de entender as coisas: o que seria para nós a Contribuição? O que é contribuir uns com os outros?

André, a Contribuição é uma das riquezas da caridade. O que fazes ao outro sem que a vaidade ouça, está sob o domínio real da benevolência. O dar com uma mão para que a outra não veja é dignidade da alma daquele que se propõe a servir para a harmonia universal do bem.

A Contribuição é um gênio de mãos sem conta, pois o modo pelo qual podes ajudar escapa a todas as nossas deduções.

Uma lágrima que enxugas de uma criatura desesperada, que com sua atitude retorna a fé e a tranquilidade, compara-se aos olhos do nosso Pai Celestial, a um grande benefício coletivo, pois Ele leva muito em conta a maneira como fazes, o amor que porventura sentes no ato de ajudar.

Deus cuida com a mesma atenção tanto dos mundos que povoam o infinito quanto das minúsculas vidas que proliferam na Terra e nas águas, no ar e em nós. O tamanho para ele não faz com que redobre cuidados na atenção ou no amor. Ama a tudo e a todos sem distinção, porque é Pai de tudo. A contribuição de Deus é imensamente grandiosa em favor dos homens.

Como somos imagem e semelhança de Deus, é de lei que passemos a contribuir pela paz de todos. Fazendo parte deste todo, receberemos dentro desta unidade as mesmas bênçãos que desejamos aos outros, sem que a exigência possa despertar o interesse egoísta de trocas.

A felicidade no mundo em que habitas não existe, sabes por quê? Por faltar o cumprimento dos deveres por parte de todas as criaturas. Se cada um contribuísse na área a que foi chamado a servir, não existiria carência de nada na Terra, e a felicidade iria se estabelecer em tudo e em todos.

Se esperas que o teu companheiro comece a contribuir para que possas igualmente ajudar, estás perdendo tempo, numa caridade revestida de imposição. Perdes o endereço da fraternidade.

Se podes, faz, sem cogitar se os outros estão fazendo ou podem fazer. Chegando a tua hora, aproveita a tua oportunidade, pois ela vem e passa, com certos espaços e tempos determinados pela lei.

Tinha-se a impressão que o salão era o mundo todo e que Jesus estava falando para a humanidade. André passava a mão na cabeça, pensativo, enquanto vinha a sua mente o caso da criança. “Será que aquele caso teve uma contribuição minha? Ou é vaidade pensar no bem que se fez?”

Se desejas contribuir, André, faze-o sem alarde, e não te esqueças de vestir o manto da humildade, para que o faças com bom senso. Os gazofilácios das antigas instituições mostram o quanto existe de vaidade nos corações que contribuem para um benefício que, por vezes, de caridade somente tem o nome.

Os atributos de Deus dispensam toda a indicação para que Ele possa saber quem foi o doador.   Ele é Deus, sabe muito bem distinguir as coisas e não perde nada do que é feito nem do que se diz, por maneiras de sentir e ver que desconhecemos.

Começa a contribuir contigo mesmo na arte de compreender melhor tua missão na Terra, começa a construir com os pensamentos que se formam em tua cabeça, dos quais nem sempre tens controle total.

Começa a contribuir, André, com as tuas mãos, no modo de ajudar com elas. O mesmo, meu filho, faz com os pés, com os olhos, com a boca, com os ouvidos, etc. Depois de assegurada essa Contribuição contigo mesmo, passa a contribuir para o convívio da tua casa e, depois disso, com os teus companheiros.

Depois, destes com a humanidade e com as leis estatuídas para a disciplina da comunidade a qual pertences

E acima de tudo, é justo e bom que contribuas para que cresça o amor por Deus, de ti e de todos, e ao próximo como a ti mesmo.

Contribuir bem, André, é amar, e onde existe amor Deus está sempre mais visível.

Assim, terminou mais um encontro com Jesus, na disciplina da compreensão, preparando aqueles homens que mais tarde iriam enfrentar e transformar o mundo.

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 29/07/2019 às 00h26
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