Meu Diário
29/05/2019 00h27
COMBATENTES DO BEM E DO MAL

            Onde está localizado o Bem e o Mal? Dentro e fora de nós!

            A situação política que vive o Brasil, que é um reflexo do que acontece no mundo, mostra uma verdadeira batalha entre esses dois oponentes, de natureza abstrata, mas de consequências materiais incontestáveis.

            Como podemos classificar e identificar os participantes dessas duas linhas de combates e seus respectivos líderes? Pelas armas que eles usam podemos fazer isso. Para que possamos formar nossa opinião e defender nossas convicções dentro de uma ou outra fileira de ação, dependemos de nossas predisposições internas e das diversas narrativas ao nosso alcance.

            As predisposições internas são aquelas adquiridas da biologia, dos instintos de sobrevivência associados ao ego, da genética, das nossas aprendizagens ao longo das diversas vivências e que se alojam em espaços subconscientes da nossa vida mental.

            As diversas narrativas são construídas com base na Verdade ou na Mentira, com o propósito de trazer o bem-estar para o indivíduo, para o grupo ou para a coletividade. Quanto mais o propósito é trazer o bem-estar para o indivíduo ou o grupo, mais a mentira se torna necessária para desviar a atenção do coletivo e provocar o malogro. A coletividade enganada se torna a principal vítima, o indivíduo ou grupo enganador, se torna o câncer da sociedade, que quanto mais cresce, mais ameaça a vida orgânica, fisiológica, harmônica.

            Compreendendo até aqui o estabelecimento dessas duas forças oponentes, precisamos identificar quais são as inteligências que trazem motivações para cada contingente. Primeiro, as forças comprometidas com o bem-estar coletivo, com evolução positiva da sociedade, exigindo muitas vezes do indivíduo comprometido o seu sacrifício material, devem estar sintonizadas com as intenções do Criador, com a Sabedoria Infinita, que tudo criou e que em Suas leis determina o caráter evolutivo da Natureza, com a qual se confunde.

            Por outro lado, as forças comprometidas com o bem-estar individual e/ou grupal, que procura tirar os seus benefícios do esforço global da coletividade, precisa usar da mentira para atingir seus objetivos. Precisam atingir uma massa crítica dentro da sociedade para sugar suas energias na base da ignorância ou da força. Como o foco dessa inteligência que levam os indivíduos a se comportarem de tal maneira está situada dentro deles mesmos, então podemos concluir que são forças conscientes e inconscientes da própria criatura, ainda dominadas pela ignorância, sem a devida percepção que devem se ajustar as leis da Natureza, do Criador, de Deus.

            Portanto, nós, seres humanos, somos os combatentes do Bem ou do Mal, de acordo com as nossas ações associadas à mentira, voluntária ou involuntariamente, consciente ou inconscientemente, com dolo ou sem dolo.

            No dia 26 deste mês, domingo, houve uma convocação da população irem às ruas em todo o Brasil, para protestarem contra o mal da corrupção, dos privilégios de indivíduos e grupos, uma ação alinhada com os propósitos do Bem. Os combatentes dessa trincheira deviam encher as ruas maciçamente, pois, afinal, a grande maioria se diz discípula do Mestre Jesus que ensinava a Verdade como o caminho.

            Mas, infelizmente, essa compreensão não chega ainda às massas, que se envolvem em atividades de lazer, com o mínimo que conseguem ganhar para a sobrevivência, se darem conta do quanto são explorados pelos mentirosos encastelados no poder. E mesmo pessoas esclarecidas e bem-intencionadas como combatentes do Bem, terminam fora das ações das ruas, envolvidos que ficam nas ações lúdicas com aquelas do seu convívio e com as quais desenvolvem afetividade.

            Concluindo, é da sociedade, da coletividade, que surgem os combatentes do Bem e do Mal, e todos nós possuímos na intimidade, dentro da própria formação, os germens de um e de outro. Resta saber se o que estamos fazendo atende aos meus interesses individuais ou aos interesses do meu grupo, em detrimento da coletividade, ou atende aos interesses da coletividade, mesmo que isso me traga prejuízos pessoais. Só assim saberei qual o tipo de uniforme deverei usar.


Publicado por Sióstio de Lapa em 29/05/2019 às 00h27
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28/05/2019 00h27
SAÚDE MENTAL, ESPIRITUALIDADE E GRUPOS DE MÚTUA AJUDA

            Por ocasião de uma entrevista feita na TV União, e que foi ao ar na quinta-feira, dia 23-05, foram abordadas as seguintes questões que coloco aqui para nossa reflexão.

 

01. A ESPIRITUALIDADE PODE CONTRIBUIR PARA A SAÚDE MENTAL?

            Sim, a espiritualidade está dentro do contexto da saúde mental, entendendo a mente como um produto saudável do cérebro saudável onde são intercambiáveis os impulsos biológicos oriundos do corpo, dos instintos, de natureza egoísta, e os impulsos oriundos do espírito, de natureza moral. Com o advento de uma Inteligência mais elaborada, a partir de maior complexidade cerebral, maior quantidade de neurônios de associação e desenvolvimento do córtex pré-frontal, ficamos capacitados para entender as leis morais, a partir da Sabedoria criadora, e as dimensões da existência, material e espiritual. Entendemos que é nossa obrigação enquanto ser espiritual, domesticar os impulsos instintivos, nos afastando da condição animal e nos aproximando da humana. Jesus Cristo foi o grande mestre que nos ensinou a domesticar esses impulsos animais, aplicando a lei do amor incondicional em todos os aspectos da vida. Essas instruções hoje fazem parte das modernas formas de psicoterapia, para ajustar a nossa consciência a essas leis morais e assim promover a saúde mental capaz de nos elevar enquanto ser humano em direção a Fonte criadora (Deus, nas suas diversas sinonímias)

 

02. OS GRUPOS DE MÚTUA AJUDA, QUE SÃO?

            Os grupos de mútua ajuda, formados a partir da literatura de Alcoólicos Anônimos, desenvolvem uma relação fraterna com os seus membros, caracterizados por sofrerem alguma forma de dependência que deixa a mente subordinada ao prazer que determinada ação provoca, mesmo que isso leve a deterioração de todos os aspectos saudáveis da vida. O paciente que se torna doente por ter desenvolvido essa dependência, geralmente não consegue sair dessa situação, como se tivesse preso por algemas invisíveis ao seu carrasco. Conhecedores que os recursos da medicina tradicional não conseguem reverter o processo de dependência e levar à cura, os pacientes descobrem que nesse diálogo com outra pessoa, também dependente, ambas se fortalecem e conseguem manter a sobriedade tão desejada.

 

03. ELES DESENVOLVEM TAMBÉM A ESPIRITUALIDADE?

            Sim, os grupos de mútua ajuda, que irei representar aqui por Alcoólicos Anônimos (AA) desenvolvem a espiritualidade, condição que não é desenvolvida nas terapêuticas tradicionais, acadêmicas, e isso é o que faz a diferença. O segundo passo das instruções do AA para aquele que deseja parar de beber, aceitar a ajuda de um poder superior que irá lhe fortalecer dentro da sobriedade.

 

04. A MEDICINA TRADICIONAL NÃO RESOLVE A DEPENDÊNCIA QUÍMICA?

            Não, a medicina tradicional desenvolve moléculas cada vez mais competentes para interferir nos sistemas de neurotransmissão à nível cerebral, colaborando para corrigir sintomas de depressão, insônia, ansiedade, delírios, psicoses, etc., mas não consegue corrigir a compulsão do dependente pela substância, mesmo que este seja internado em hospitais especializados, por curto ou longo prazo.

 

05. COMO SE MANIFESTA A ESPIRITUALIDADE NOS GRUPOS DE MÚTUA AJUDA?

            Primeiro, a pessoa deve aceitar a existência desse poder superior, capaz de lhe ajudar na recuperação da sanidade, da incapacidade de resistir ao primeiro gole. Sabendo que é impotente frente ao poder do álcool, que ninguém até o momento conseguiu lhe ajudar para atingir a sobriedade que tanto deseja, como último recurso ele experimenta sentir esse Poder Superior em sua vida. Quando ele participa de uma reunião de AA e um colega vai à cabeceira de mesa fazer um depoimento de sua vida, ele percebe que aquela pessoa está falando com uma autoridade sobre si mesmo, como se tivesse reconhecendo a falha que ele tinha em controlar os seus impulsos de se embriagar. E quem poderia estar ali, naquele momento, admoestando o passado do seu corpo? O espírito! É neste momento, no ambiente daquela sala de reunião, com o depoimento de cada espírito que vai falar sobre os malfeitos do seu corpo, que surge a egrégora (força espiritual que se forma a partir da soma de energias mentais coletivas), manifestação do Poder Superior, que fortalece a cada um dos presentes. Por esse motivo. É importante a frequência regular de cada membro às reuniões, para a formação dessa egrégora para benefício pessoal, dos colegas que lá estão e dos convidados que por acaso decidam ir conhecer a irmandade.

 

06. QUAIS SÃO OS CUSTOS PARA PARTICIPAR DOS GRUPOS DE AA?

            Qualquer pessoa pode visitar e participar das reuniões de AA sem nenhum custo. Caso aceite entrar para a irmandade, então, em cada reunião deve colaborar na medida dos seus recursos com a chamada “sacola da gratidão”, para custear todas as necessidades a nível local, regional e nacional, sem a colaboração financeira de nenhuma entidade externa, seja física ou jurídica.

 

O7. COMO PODEMOS ENCONTRAR OS GRUPOS DE MÚTUA AJUDA?

            Os grupos de mútua ajuda podem ser encontrados em quaisquer bairros das capitais e em quase todos os municípios do interior.

 

08. COMO A PESSOA PODE INGRESSAR EM GRUPOS DE MÚTUA AJUDA?

            Caso reconheça a impotência frente ao álcool, a pessoa decide entrar por vontade própria sem nenhum tipo de coerção. Mas, a família e os patrões podem fazer pressão para o doente procurar uma forma de tratamento, sob pena de sofrer punição, inclusive com separação conjugal ou com demissão.  

 

09. OS GRUPOS PODEM FAZER ABORDAGENS NAS RESIDÊNCIAS?

            Sim, tanto nas residências quanto nas instituições, desde que a família ou os patrões queiram enfrentar o problema e peça ajuda da irmandade para apresentar sua filosofia e objetivos.

 

10. QUAIS SÃO SUAS CONSIDERAÇÕES FINAIS?  

            Uma orientação tanto para os parentes quanto para os patrões desses dependentes químicos: não colaborem com a doença! Quando os problemas surgirem em decorrência da embriagues, como acidentes, falta ao trabalho, brigas, envolvimento policial, etc., deixe a própria pessoa resolver as questões. Pois se tiver alguém sempre resolvendo esses problemas, jamais a pessoa irá se conscientizar dos problemas que causa e não irá ter motivação de procurar o tratamento. Importante diferenciar o doente da doença. Quando ele estiver intoxicado, a doença está presente e deve ser tratada com todo o rigor, pois a mente está incapacitada de analisar de forma clara os argumentos que sejam colocados. Quando a pessoa estiver desintoxicada, é o momento que o doente deve ser abordado com carinho, afeto e firmeza, mostrando os problemas que está causando e a opção de tratamento. Nessa ocasião é que se torna importante a visita de membros de AA na residência ou no local de trabalho para mostrar suas experiências.


Publicado por Sióstio de Lapa em 28/05/2019 às 00h27
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27/05/2019 00h19
COVARDIA

Ah! Por que deixo voar o pensamento

Ir no passado e buscar tanta saudade

Não sei que não tenho mais idade

De evocar em mim tal sofrimento?

 

Relembro quanto quis a minha boca

Que esperava da amada um simples beijo

Um sorriso, um olhar, nem isso eu vejo

Fico a pensar que tenho a sorte louca

 

Sou o culpado de não ter ido perto dela

E ter dito que vivia numa cela

A lamentar por não ter o seu amor

 

Fui um covarde, agora reconheço

Pois concordei comigo, “não a mereço”

Por isso explode em mim tamanha dor

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 27/05/2019 às 00h19
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26/05/2019 00h19
LIÇÃO

Tirar dentro da mente, o saber

Encontrar a verdade, o sentimento

E com o Cristo vir a vida conhecer

Deixar de ser só dos vermes alimento

 

Agora tenho com o Pai bom pensamento

Agora eu sei fazer boa oração

Que inclua dentro dela o coração

Que eu saiba, vim do pó, neste momento

 

São assim claros, puros, os meus versos

Rimas vibrantes que aos irmãos dispersos

Procuro dar a luz que em mim se fez

 

Quem me dera dar uma lição pura

Dar a luz que ilumina a noite escura

Que eu diga tudo com sorriso, altivez


Publicado por Sióstio de Lapa em 26/05/2019 às 00h19
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25/05/2019 00h19
A DOR

Vou à procura de um castelo, a dor

Aonde mora minha alma gêmea

Profundo fosso que não passa o amor

Deixa isolada a minha doce fêmea

 

Eu sinto em mim toda sua tristeza

Procuro ver o seu olhar em mim

Olho o horizonte, busco uma certeza

Tudo inicio, mas não chego ao fim

 

Prisioneira da tristeza, sei que choras

Porque eu sinto, no passar das horas

Um charco etéreo a acolher teu pranto

 

A noite rogo a meu Deus, meu Pai

Que deixe eu ir como meu sonho vai

Ficar com ela seja em qualquer canto

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 25/05/2019 às 00h19
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr