Meu Diário
28/03/2018 22h55
A FORÇA DO AMOR

            Vamos entender o Amor como aquela energia incondicional que procura construir e harmonizar todo o Universo, cuja expressão maior costumamos identificar com o nome de Deus. Podemos intuir que a expressão máxima desse Amor jamais iremos atingir, pois isso é característica de Deus. No entanto, podemos conquistar parcelas cada vez maiores dessa energia do Amor, desde que o identifiquemos corretamente, que não o confundamos com as diversas formas de amor associados a alguma condição (mãe, irmão, amante, filho, etc.) e por isso mesmo chamado de amor condicional.

            Quando observamos que a energia desse sentimento, desse afeto positivo, dirigido a alguém ou a alguma coisa, exige por isso alguma expectativa de troca, de posse, esse amor é condicional, não é o Amor incondicional, que não espera nada em troca pelo fato de ser sentido e agir em função dele.

            É chegada a hora da força irresistível do Amor ser reconhecida por todos e ser tentado colocar em prática. As lições que Jesus deixou, que podemos aprender, talvez com algumas falhas, nos quatro Evangelhos acatados pela igreja católica.

            O Amor conduz à boa vontade, que por sua vez, é usina geradora de humildade. A humildade nos ensina a aprender, que não somos donos da Verdade, que ela pode estar presente na opinião do nosso interlocutor, cujo pensamento diverge do nosso. A humildade nos faz aprender a aprender, colocando nossas certezas numa prateleira de confrontações, para verificar se ela consegue ser mais coerente que outras opiniões vindas de outras fontes. A humildade nos faz aprender a fazer algo por outros caminhos, que pode ser de melhor qualidade do que aquilo que eu já produzia. A humildade nos faz ser uma pessoa mais capacitada a entender as diversas circunstâncias dos nossos relacionamento e do nosso entorno.

            O aprendizado constante viabiliza o conhecimento e traz consigo a sabedoria, saber aplicar o que se sabe e distinguir com mais segurança o que é falso e o que é verdadeiro.

            É conhecendo, portanto que se compreende o objeto do estudo. Com a compreensão podemos desenvolver o princípio da Justiça que é o bom senso. Neste ponto a consciência irá motivar o livre arbítrio para agir dentro desses parâmetros, mesmo que a opinião dos outros seja majoritariamente contrário aquilo que considero como justo, como sintonizado com a lei do Amor, essência do Criador. Para isso tenho que ser capaz de pesquisar, de observar, registrar, analisar, comparar, para depois de todo esse processo poder decidir.

            É assim que irei desenvolver uma série de processamentos cognitivos para entender com a máxima coerência a Lei do Amor, e como ela pode ser aplicada dentro de uma cultura fortemente construída com os valores egoístas da condição humana, como é a nossa sociedade.


Publicado por Sióstio de Lapa em 28/03/2018 às 22h55
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27/03/2018 22h41
SISTEMA BIOENERGÉTICO

            O professor José Hermógenes, falecido em 13-05-2015, foi militar, escritor, professor e divulgador do hatha yoga, tem um trecho no seu livro “saúde na terceira idade”, que é interessante conhecer para fortalecer ou redirecionar nossos paradigmas:

            Em níveis mais sutis que o físico, somos um fantástico sistema de bioenergia, um complexo de emoções, pensamentos e convicções teóricas, e, mais importante que tudo, somos Espírito. Esta é a diferença entre uma geriatria materialista e uma integral ou holística. Holística?! Sim. holos é uma palavra grega que significa totalidade, globalidade. Considerando o holos humano, o corpo é tão-só o componente mais denso e o mais perecível. Na vida materialista, saúde é um estado físico, caracterizado pela ausência de sintomas. Proponho uma outra concepção diferente, que denomino “saúde plena” por levar em conta a plenitude vastíssima do ser humano. Segundo vejo, alguém de idade que esteja energética, psíquica e espiritualmente harmonioso e estável desfruta mais saúde que um jovem bonitão que se rendeu às sombras do vale. Assim, este livro servirá para todos, inclusive para quem se acha numa cama de hospital. Eu posso estar fisicamente doente, sem no entanto chegar a ser um doente. Aceitem ou neguem os materialistas – não importa! -, quando somos despojados do físico na hora da morte, tudo mais que constitui a vastidão humana continua existindo. Estão equivocados os que acreditam que tudo acaba quando acaba o corpo. Esta visão já está descartada pela comunidade dos sábios de todos os tempos. Se lhe propuserem o treinamento exclusivamente daquilo que cedo se degrada e se acaba, eu o deixaria desamparado para administrar uma vida bem mais vasta, perdurável e independente do corpo. Porque pretendi treiná-lo holisticamente, o livro ficou mais gordo.

            Por todas estas razões, considere a “terceira idade” a fase áurea da sua vida. Dignifique-a, aproveite-a. Evolua. Escale a montanha. Agradeça a Deus por ter durado tanto, e, em retribuição, sirva de exemplo e de estímulo a todos que ainda cochilam na apatia do vale, e nem se dão ao trabalho de namorar a imponência da montanha.

            Este pensamento do professor Hermógenes tem sintonia com o que ensina os espíritos, e com os paradigmas que construí. A aula que dou na disciplina de Espiritualidade da UFRN, aborda a questão da multidimensionalidade do corpo físico, da imortalidade da alma, da falência do corpo físico. Tudo fica bem concatenado, a procura evolutiva do espírito e a superação dos desejos egoístas do corpo. A terceira idade significa a maior oportunidade do Espírito controlar os instintos do corpo, dado a experiência que ele adquire ao longo do tempo, e a falência que o corpo vai tendo, principalmente na produção hormonal que garante a vitalidade.


Publicado por Sióstio de Lapa em 27/03/2018 às 22h41
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26/03/2018 08h31
GILMAR X BARROSO

            Circula nas redes sociais um texto que traz informações importantes sobre o recente imbróglio ocorrido dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os ministros Gilmar Mendes e Luiz Roberto Barroso, que vale a pena trazermos à reflexão:

            Ontem presenciamos um “barraco” entre o gângster Gilmar Mendes e Luiz Roberto Barroso, sim, aquele advogado contratado pelo PT há alguns anos para defender o terrorista esquerdista italiano Cesare Battisti que estava asilado (na verdade fugido) no Brasil, condenado na Itália por atentado terrorista com mortes. Barroso defendeu a não extradição, ou seja, defendeu que Battisti recebesse asilo político no Brasil para não ser preso na Itália.

            O barraco de ontem foi entre o quadrilheiro Gilmar, e o Barroso, aquele que disse que o julgamento do mensalão ocorrido em 2012 “foi um ponto fora da curva, que exagerou nas condenações e nas penas do José Dirceu, do José Jesuíno, entre outros”. (palavras do Barroso, logo depois de sua posse como ministro do STF no ano seguinte, em 2013, indicado por... adivinhem quem? Dilma Roussef, do PT. Nossa, que coincidência.

            Ontem o bandidão Gilmar Mendes cutucou a ferida do Barroso, quando expôs publicamente o plano do Barroso em manipular a pauta para a seção em que apenas 3 juízes votarão um processo de aborto, número este que garante o 2 a 1 que beneficiará um cliente do escritório de advocacia, adivinhem de quem? Isso mesmo: do Barroso.

            Portanto, ontem não houve herói algum, e sim uma briga seríssima entre duas facções criminosas, em que o chefe de uma, por disputa e despeito expôs o plano “ilegal” do chefe da outra. Barroso foi pego de surpresa em público, e “surtou”. sqn.

            O príncipe Barroso fez um teatro, fingiu que era mais uma vítima das grosserias do ogro Gilmar. Barroso desviou o foco do seu crime de conduta interna, e como excelente advogado que é, agiu como um ministro santinho e magoado, um “herói” que jogou na cara do Gilmar, tudo o que nós brasileiros sonhávamos fazer um dia.

            Mas na verdade, Barroso apenas estava tentando limpar antecipadamente a própria imagem diante de nós brasileiros, na véspera da votação do habeas corpus que evitará a prisão do Lula. Qual é mesmo o partido do Lula? O mesmo do Barroso. Que coincidência.

            E não precisamos de bola de cristal para adivinhar o resultado da votação de hoje, e imaginar qual será o voto do Barroso.

            Barroso, o ministro ganhador do Oscar de melhor ator, ontem matou três coelhos com uma cajadada só:

            - Vingou-se do Gilmar.

            - Limpou a própria imagem

            - E salvou a imagem imunda do STF.

            E nós, aliviados por ele ter lavado a nossa alma, acreditamos.

            Porém hoje é outro dia, nós acordamos conscientes do que aconteceu. E estamos preparados para a votação do habeas corpus do Lula. Foi-se o tempo em éramos manipulados. Hoje, nem mesmo um “inimigo” do Gilmar nos engana mais.

            O fato é que hoje, para realmente virar herói nacional, o Barroso vai ter que fazer muito mais do que xingar o Gilmar.

            Para virar herói e honrar o povo brasileiro, ele vai ter que trair a madrinha Dilma, e votar contra o habeas corpus do padrinho Lula.

            Pois é, Barroso. Pensou que ia ser fácil, né????? 

            Isso mostra o padrão ético da nossa suprema corte. A fonte de todos esses males, vem da prorrogativa de presidentes indicarem os seus membros, pessoas que passam a assumir um altíssimo cargo, de responsabilidade com a nação, mantendo o sentimento de gratidão por aquele que o indicou, associado as forças que deram apoio. Nada mais maléfico, e uma corte para ser digna do cargo que representa, deveria ser assumida por homens preparados para o cargo, aprovados em concursos públicos, sem mancha na sua honra pessoal ou profissional e devidamente sabatinados pelos congressistas. Só assim teríamos pessoas no Supremo Tribunal Federal com capacidade técnica e compromisso moral e ético com a nação. Sem isso... é uma casa de compadres e comadres, como gosta de falar o jargão politicamente correto!


Publicado por Sióstio de Lapa em 26/03/2018 às 08h31
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25/03/2018 00h33
STF – NOVO PILATOS

            O Supremo Tribunal Federal (STF) protagonizou uma cena vergonhosa para a nação brasileira. Colocou em votação um pedido de Habeas Corpus para o ex-presidente Lula, já condenado em 2ª instância e reconhecido por toda a nação por seus atos de corrupção encobertos pela mentira constante e repetitiva. Pois o STF além de colocar esse pedido em votação, ainda adiou a votação conclusiva deixando o réu para outra sessão. Ora, qual a dificuldade de dizer o simples “não” aos pedidos sorrateiros dos advogados do réu?

            Isso faz lembrar outro momento da história, quando certo governador romano, Pôncio Pilatos, condenou um homem que ele considerava inocente, simplesmente porque não conseguiu dizer um “não” aqueles sacerdotes judeus que o ameaçavam com acusações junto ao Imperador.

            Pilatos terminou como cúmplice dessa pérfida orquestração contra a vida do Mestre Jesus. Usou de uma política característica dos covardes, de ceder para não perder. Quanto mais se cede mais o inimigo prevalece. Em muitas ocasiões é preciso saber e ter coragem de dizer um categórico “não”, pois entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal, há um ódio irreconciliável.

            O governador da Judeia não quis seguir a via da Verdade, as regras de um julgamento ético e justo, mas quis ajustar a verdade ao erro, a justiça à mentira e a equanimidade, com o gesto covarde de lavar as mãos, quis isentar-se da culpa pelo sangue do inocente, e para estar bem com todos entregou Jesus.

            Por que o STF também não conseguiu dizer “não”?   

            Quem estava ameaçando essas excelências togadas?

            Qual o interesse por trás?

            Será que esses senhores pensam que nós não sabemos pensar também?

            Pilatos ainda teve uma bacia d’agua para lavar as mãos e aliviar a consciência frente a covardia de não poder dizer o “não”...

            Aqui, uma votação empatada e o adiamento da sessão, substitui a bacia d’agua, mas será que aliviou a consciência de quem não conseguiu dizer o “não”?

            Acredito que não, desde que haja consciência!


Publicado por Sióstio de Lapa em 25/03/2018 às 00h33
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24/03/2018 20h35
PREOCUPAÇÕES E MORTE

            Vivemos na dimensão material, muitos sem saberem ou acreditarem que também podemos viver na dimensão espiritual, mais difícil ainda, reconhecer que é na dimensão espiritual que a vida prossegue com mais amplitude. Aqui na dimensão material, tudo é muito rápido, é como se estivéssemos numa escola ou hospital para aprender ou corrigir alguma coisa. Dessa maneira, a maioria da pessoas vive submissa ao impositivo da carne, até mesmo gente que tem uma boa compreensão da dimensão espiritual. É como se a neblina do mundo material impedisse a pessoa de ver essa realidade, a não ser na hora da morte, quando essa neblina se dissipa.

            A nossa energia dentro deste mundo material está sempre desviada para preocupações imediatas, como se a vida aqui na matéria não fosse um breve instante da vida espiritual plena. Vivemos chateados frente as opiniões alheias como se elas pudessem nos acompanhar além da morte, com pensamentos exagerados quanto ao futuro, com esforços e sacrifícios infindáveis para o dia de amanhã, sem lembrar que ele pode terminar aqui e agora.

            Experimentamos angústias que interferem com nossas células, mas continuamos a focar o corpo como o principal elemento da vida. Conceituamos o mundo como ingrato e cruel, onde o amor não produz sombras, mas o aceitamos como se não pudéssemos nos libertar dele, ao chamado inexorável da morte. Programamos tarefas, perdidos no turbilhão do corpo, sem perceber que tudo se dissolve ao fragor da morte.

            Reconhecer a vida que existe depois da morte do corpo físico é importante, para nos preparar para levar ao mundo espiritual somente aquilo que é possível e necessário à nossa evolução.

            O corpo é uma simples vestimenta temporária necessária para o nosso aprendizado aqui na matéria, que carece de respeito e zelo, conservação e cuidado, amizade e gratidão. Os estudos aprofundados da multidimensionalidade do corpo, apontam que possuímos sete níveis, onde o mais grosseiro é o físico. O outro mais próximo do físico, o etéreo, também se dissolve com a morte do corpo físico. O corpo astral ou perispírito é o que permanece assumindo a forma que adquiriu na última experiência no mundo material. Mas isso não implica que o espírito não possa assumir outras formas de outras vivências materiais mais antigas. Os outros quatro níveis da multidimensionalidade dos corpos, são mais sutis e mais difíceis de serem observados ou mesmo conceituados.

            Crescer através do corpo é o objetivo do Espírito, e não viver para o corpo. O corpo é simplesmente uma oportunidade que temos para aprender no mundo da matéria, um espaço entre o berço e o túmulo, entrada e saída da vida física. Não podemos nos ater a questiúnculas passageiras que perturbam o Espírito e podem atingir o nível orgânico num processo inflamatório. Esse processo de adoecimento passa do nível mental, propriedade do espírito, para o perispírito que faz o contato através do duplo etéreo com o corpo físico, levando o processo mental inflamatório ao nível funcional.

            Portanto, devemos ungir o coração de amor e alçar a mente aos elevados programas da vida espiritual, preparando-nos sempre para a desencarnação, eliminando sempre as vãs ambições, infelizes querelas e secundários valores.

            Como dizia o Dalai Lama: “Amor, compaixão e preocupação pelos outros são verdadeiras fontes de felicidade.”

            Por isso, nós, que pretendemos ser operários da atividade reta, devemos despertar com os instrumentos do dever movimentando nossas mãos.  Não podemos sucumbir. Sabemos que a vida real é além da morte, onde se programam tarefas, ajustam-se roteiros e organizamos atividades.

            Irmã Dulce também falava: “Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve a à alma de quem fala.”

            Também o nosso Mestre, sublime Governador da Terra, se corporificou entre nós e considerou o trabalho, atendendo as necessidades da comunidade, as vestes, as leis, os problemas, os amigos, a caridade... Por outro lado, entregou-se as maiores renúncias, as mais pungentes dores, as mais graves aflições, para através da cruz, em morte imerecida, atestar que as fronteiras do Reino de Deus começam depois de todas as preocupações, vencida a morte.


Publicado por Sióstio de Lapa em 24/03/2018 às 20h35
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr