Meu Diário
24/05/2017 00h01
CONTRIBUIÇÃO DE AYRTON SENNA À CRISE BRASILEIRA

            Em 19 de maio de 2017 recebemos mais uma mensagem espiritual, pelo espírito Ayrton Senna, que faz sua contribuição na boa resolução da crise que se instala no Brasil atualmente e ameaça levar o país ao caos, inviabilizando a sua destinação de ser o “Coração do mundo e a Pátria do Evangelho”. Reproduzimos abaixo na íntegra:

            Recompor, organizar, reestruturar, transformar, mudar...

            É esse momento de juntos fazermos a nossa parte, os destroços da construção que foi ao chão vamos reestruturar discretamente e reconstruir um país chamado Brasil.

            A longa espera há de se justificar, mas a força e a luz resplandecerá como energia da esperançam-no coração de cada brasileiro.

            Soergamo-nos em fé, temos um Deus Bendito, temos as leis sublimes atuando incessantemente nas cercanias da terra indiferente a cada criatura.

            Em meio ao caos vigente vamos agradecer a Deus, a espiritualidade com suas egrégora de luz que vem encaminhando às descobertas da Verdade e da Luz da Sabedoria e da Justiça superior, pois ninguém foge as suas leis e mediante aos esforços dessas egrégoras de luz; eis que a Verdade se expande em direções nunca vistas em teias que puxam a Verdade colocando nomes e várias falcatruas no ar.

            O povo crer quando vota; o povo crer que a cada ano as mudanças acontecem e Deus esperou pela atitude dos homens eleitos para tal, enfim, não aconteceu, portanto a terra passa pelas suas transformações e a Verdade não poderia ficar trancafiada.

            Chegou o momento inovador, que tal fazermos a nossa parte?

            Que tal nos favorecermos as mudanças internas urgentes?

            O homem é o que pensa, o que fala e diante das suas atitudes ele se coloca em postura inferior ou superior, em humildade ou em vaidade.

            Já vimos que o modelo que foi desmascarado pelas vias atuais em notícias não é o ideal.

            Nascemos para a Luz, nascemos para o Amor.

            E se todos os gananciosos, se todos que optaram pelo partido da omissão e da frieza já estivessem fazendo o seu trabalho interno!

            A ganância da moeda e do poder cega o ser humano e nessa via de acesso ele atropela quem está no seu caminho e faz o que estamos vendo. Percebem quem tem a moeda como seu Deus?

            Lembrando que criticamos acirradamente quem assim procede, mas em casa mentimos, enganamos, usurpamos...

            A moral, amigos, vem da ética, dos bons princípios, da educação, dos bons exemplos.

            Assim, perguntamo-nos como terá sido a educação maternal e paternal das figuras em jogo?

            Eis a questão, quem vive na honestidade e dentro da ética age de outra maneira em qualquer lugar que possa estar a partir de criança na escola.

            A educação é um patrimônio bendito que os pais podem e devem deixar para seus filhos e remanescentes familiares.

            Uma reflexão: daí se pode concluir ou não que os partícipes dessas histórias que estamos presenciando nos parece que ficou à deriva, mas de repente o espírito trouxe as suas mazelas para revertê-las e lamentavelmente deu continuidade à sua prática, ao que vai responder amargamente.

            A vida continua no plano invisível, as dificuldades nos são apresentadas com muita clareza.

            Por que estamos a versar sobre esses aspectos urgentes?

            A nossa jornada é só nossa, culpemos a quem desejarmos, mas somente nós iremos responder por ela.

            É mais que urgente nos estabilizarmos na frequência do equilíbrio e da paz; é mais que urgente sanearmos o nosso ser, afastando dele as forças elementares das emoções negativas, do desamor, da frieza, do orgulho, da vaidade e de tantos outros sentimentos inferiores. Nada disso será oportuno ao nosso ser nesse momento na Terra, quanto mais levar na bagagem da grande viagem ao desconhecido!

            Sede bons, benevolentes, compreensivos, solidários, generosos e amorosos; é isso que vai pesar na nossa bagagem.

            Deem-se em amor, favoreçam a outros os seus préstimos, um prato de sopa, uma palavra, uma gentileza, um olhar, enxergar o vosso próximo lhes fará mais suaves e mais compreensivos.

            Hoje se fala tanto em caridade!

            Mas não temos tempo, nem disposição e humildade para ouvir o nosso próximo mais próximo.

            Então Paulo de Tarso nos ensina que precisamos “matar o homem velho para que o homem novo ressurja”,

            Jesus complementa: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

            Então, nos conhecemos?

            Conhecemos nossos limites?

            Conhecemos o poder que trazemos para sermos felizes?

            Olhemos para dentro de nós mesmos; combinemos conscientemente um tempo ágil para as nossas transformações internas.

            Serenidade, Paz e Amor...

            Agora veja só a correlação!

            Às vezes censuramos e a nossa capacidade de nos reconstruir não se faz operante.

            O mundo no pede amor; o mundo nos pede complacência com os erros dos outros, mas na aplicação da sensibilidade, algum de nós já se colocou no lugar de alguém para avaliar se lá estivéssemos se também não amealharíamos o que já estamos vendo ser comprovado aí nos telões, nas TVs, etc.?

            Mudar amados é preciso, não podemos fazer parte dessa geração egoísta, violenta, usurpadora da fé alheia.

            Observemo-nos quem somos, tentemos agora nos reeducar com Deus para reescrever uma nova história e nessa auto reconstrução com suavidade, compreensão e paz estaremos mudando o clima energético do nosso país e do mundo inteiro.

            Já ouviram falar que somos energia e emitimos energia?

            Não temos dúvidas, há uma energia de reconstrução, de soerguimento e de paz, precisamos crer nisso. O pessimismo vai espalhar pessimismo, o culto à violência vai expandir violência e assim por diante, mas o culto ao amor refletirá uma nova era para os habitantes dessa galáxia viva.

            Em muitas reservas de revolta, continuo firme a acreditar em mim e em você como responsável por uma nova reengenharia terrena.

            Vamos juntos refletirmos a terna Luz de Jesus Cristo, no poder do Seu amor e do nosso amor projetado ao nosso ser e ao nosso próximo.

            Em futuristas esperança, o BRASIL TEM JEITO, o Brasil é o nosso país abençoado, é a terra prometida que levará luz aos demais países da galáxia azul, e nós do lado de cá já estamos comemorando esse evento por antecipação.

            Queridos amigos, prossigamos juntos nessa festa transformadora que ora começou em moldes de revolução, de terremoto, mas o amado Supremo está atento aos novos acontecimentos.

            Faxinação para que as chuvas brilhantes venham em correntes de Luz, Amor e transformação do Ser e do chão do nosso amado Brasil.

            Brasil dos nossos corações; Brasil do Amor, da abundância e da prosperidade.

            DEUS com os brasileiros nessa viagem inovadora às pessoas e aos governantes.

            Firmes na fé e nas transformações, façamos a nossa parte e o mundo inteiro se encherá de Luz.

            Em amor coroado, sou o Corredor das estrelas, Ayrton Senna em saudades e ações concretas de ajuda e elevação.

            Mais uma importante contribuição do mundo espiritual para corrigir a crise, e ressaltando um aspecto que sempre esquecemos, de nos corrigir, pois também estamos cheios de sentimentos e comportamentos negativos que alimentam toda a cadeia de sombra que agora está nos cobrindo.


Publicado por Sióstio de Lapa em 24/05/2017 às 00h01
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23/05/2017 23h46
CRISE BRASILEIRA E EXORTAÇÃO ESPIRITUAL

            Frente a crise política, financeira e ética que se abateu sobre o Brasil, país considerado o candidato para ser o “Coração do mundo e a Pátria do Evangelho”, as personalidades do bem que habitam no mundo espiritual também se manifestam através dos médiuns colocando os seus conselhos para direcionar nossa conduta. Um desses conselhos chegam até nós da mente do mentor espiritual Bezerra de Menezes, que foi médico e político quando estava entre nós. Essa mensagem foi recebida  no Grupo Teresa de Ávila, do Centro Espírita a Caminho da Luz, Volta Redonda – RJ, em 18 de maio de 2017, a qual reproduzo abaixo na íntegra:

            Queridos filhos,

            Uma andorinha só não faz verão, então, parafraseando outro provérbio digo-vos: a união faz a força, a força do bem e do amor.

            O Brasil é Terra de Jesus. É propósito do Seu amor. Podemos dizer que Ele tem seus grandes planos para esta linda nação, nação tão grandiosa, bela e sublime.

            Então humildemente vos peço: unam-se num propósito de paz. Unam-se em oração e trabalhos de amor.

            Sentimentos egoísticos não são de utilidade neste difícil momento. Sentimentos de escárnio não são bem-vindos. Abstenham-se de comentários maledicentes e infelizes. Não enviem dardos venenosos a classe política tão infeliz.

            Eles também são filhos do Pai, ignorantes neste momento. Necessitam de preces que lhes despertem as consciências adormecidas em charcos seculares alimentados por sentimentos de orgulho e vaidade extremos. Pobres irmãos!

            Também pobre da grande massa popular presa a individualismos egoísticos que, se assemelha a seus governantes.

            É papel dos mais esclarecidos e já mais espiritualizados, semear o otimismo de quem já conhece um pouco do Cristo e de seu Evangelho.

            Uni-vos em sentimentos salutares. Auxiliem-se uns aos outros. Cuidai de vossas famílias e amigos. Se cada um semear a paz em seu lar, muitas luzes acenderão e muitas mentes se clarificarão.

            As energias das exuberantes matas e dos mares azuis sustentam ainda a egrégora desta pátria amada. Ainda nela cantam os sabiás e gorjeiam os rouxinóis. Cantam em versos as águas das cascatas e índios e caboclos se juntam aos pretos velho numa união de miscigenação nacional. A disciplina dos europeus e a obstinação dos asiáticos auxiliarão na construção da pátria idealizada para ser berço de uma nova humanidade.

            O ranço da escravidão de quinhentos anos de sangue derramado pela chibata dos feitores, está sendo agora sanado como sofrido expurgo nacional. Estais sofrendo a limpeza espiritual necessária, com antigos senhores a saldar dívidas nas prisões materiais.

            Estejais certos de que o Cruzeiro do Sul continuará a brilhar sob a maestria de Ismael, mas que cada um seja o maestro de sua própria orquestra da consciência, em cantos de amor ao Cristo.

            Que a paz se sobreponha à violência que muitos semeiam e que as trevas se dissipem a partir da luz que cada um de vós deve emitir pelos conhecimentos que já adquiristes.

            Muita luz a todos e fiquem em paz. Com o carinho do humilde amigo de hoje e sempre.

            Bezerra.

            Muito conveniente as orientações do espírito Bezerra de Menezes, lembrando que não podemos sair dos caminhos do Cristo e entrar inadvertidamente nos caminhos das Sombras, cheios de agressividade, destrutividade e principalmente mentiras.

            Fiquemos atentos com o nosso racional à procura da Verdade e se esquivando das mentiras. Procuremos nos unir, todos nós que somos considerados cristão e portanto pretendemos seguir os caminhos de Cristo, caracterizado pela paz e harmonia, onde a Justiça é capaz de corrigir caminhos pecaminosos e punição suficiente para os criminosos.


Publicado por Sióstio de Lapa em 23/05/2017 às 23h46
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22/05/2017 23h59
SAUDADE, DE NERUDA

            As grandes almas deixam sempre ao nosso redor seus pensamentos como aromas de flores que não se acabam, por isso dizemos que são eternas. Agora, em plena madrugada, veio pelos canais do Youtube um desses perfumes da imaginação de Pablo Neruda, que contaminou a minha mente e ficou impossível ficar indiferente. Peguei o notebook e resolvi transcrever o texto, misturando o meu perfume com o dele, ao som da inesquecível melodia de “Luzes da Ribalta” de Charles Chaplin:

            Saudade é solidão

            Que estranha sensação, da solidão, de uma alma que se sente estranha ao mundo, que o ideal do amor que sozinho sente, não corresponde ao amor que todos sentem...

            Acompanhada é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...

            A minha solidão sempre está acompanhada, pois as minhas amadas todas já foram embora, mas o meu amor por elas se recusam a sair do peito...    

Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...

            Sim, esta pode ser a fonte de meus sofrimentos, amar um passado que na minha mente ainda não passou, mas não recuso o presente que pode se tornar outra fonte de saudade, de sofrimento, no futuro que sempre está me convidando a amar...       

Saudade é sentir que existe o que não existe mais.

            Este é o meu perfeito diagnóstico, sinto os amores que partiram, que para elas não existem mais, mas para mim continuam vivos e fazendo brotar os sentimentos resgatados pela memória. 

Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam...

            Não estou no inferno porque perdi um amor, pois mesmo tantas ficaram para trás não me deixam gosto de morte

            Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou.

            Eu tanto amei e continuo a amar, mas não desejo sentir saudade, mesmo acompanhada, pois isso significa que não tenho o amor ao meu lado.  

            E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.

            Dessa forma estou vacinado contra o maior dos sofrimentos, pois tenho muito a quem sentir saudade, vivo a vida vivendo com todos os meus amores, próximos ou distantes, achados ou perdidos... 

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

            Os diversos sofrimentos que tenho, evita o maior deles... nunca ter sofrido!


Publicado por Sióstio de Lapa em 22/05/2017 às 23h59
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21/05/2017 11h35
O SALVA-VIDAS

            Jesus falava com seus discípulos preparando-os para os acontecimentos próximos. Dizia que era preciso o esclarecimento do coração para que as horas tormentosas não confundisse o entendimento. Dizia que era o Pastor que viera a Israel para reunira as ovelhas tresmalhadas do imenso rebanho. Vinha buscar os centavos perdidos do tesouro do Pai. E qual o pegureiro que não dá testemunho de sua tarefa ao dono do redil? Perguntava Jesus, e dizia ainda que era indispensável que ele sofresse, que não tardava muito e o escândalo haveria de lhe envolver em suas malhas sombrias, mas fazia-se necessário o cumprimento da palavra dos grandes instrutores da revelação dos céus, que lhe precederam no caminho. E afirmava com vigor: está escrito que eu padeça, e não fugirei ao testemunho.

            Os discípulos não podiam compreender, pois Ele era o modelo supremo da bondade; então, o sofrimento seria o prêmio a essas obras de amor e sacrifício?

            Jesus procurava explicar com toda a paciência: “Vim ao mundo para o bom trabalho e não posso ter outra vontade, senão a que corresponda aos sábios desígnios daquele que me enviou. Além de tudo, minha ação se dirige aos que estão escravizados, no cativeiro do sofrimento, do pecado, da expiação. Instituindo na Terra, a luta perene contra o mal, tenho de dar o legítimo testemunho dos meus esforços. Na consideração de meus trabalhos, necessitamos ponderar que as palavras dos ensinos somente são justas, quando seladas com a plena demonstração dos valores íntimos. Acreditais que um náufrago pudesse sentir o conforto de um companheiro que apenas se limitasse a dirigir-lhe a voz amiga, lá da praia, em segurança? Para salvá-lo, será indispensável ensinar-lhe o melhor caminho de livrar-se da voragem destruidora, nunca tão só com exortações, conselhos, advertência, mas atirando-se igualmente às ondas, partilhando dos mesmos perigos e sofrimentos. O fardo que sobrecarrega os ombros de um amigo será sempre mais agravado em seu peso, se nos pusermos a examiná-lo, muitas vezes guiados por observações inoportunas; ele, entretanto, se tornará suave e leve para aquele a quem amamos, se o tomarmos com os nossos esforços sinceros, ensinando-lhe como se pode atenuar-lhe o peso nas curvas do caminho.

            “Não esperais por triunfo do Reino de Deus, que não o teremos sobre a Terra de agora. Nosso reino ainda não é, nem pode ser, deste mundo... Por essa razão, em breves dias, não obstante as minhas aparentes vitórias, entrarei em Jerusalém para sofrer as mais penosas humilhações. Os príncipes dos sacerdotes me coroarão a fronte com suprema ironia; serei arrastado pela turba como um simples ladrão! Cuspirão nas minhas faces, dar-me-ão fel e vinagre, quando manifestar sede, para que se cumpram as Escrituras; experimentarei as angústias mais dolorosas, mas sentirei em todas as circunstâncias, o amparo daquele que me enviou! ... Nos derradeiros e mais difíceis testemunhos, terei meu espírito voltado para o seu amor e conquistarei com o sofrimento a vitória sagrada, porque ensinarei aos menos fortes a passagem pela porta estreita da redenção, revelando a cada criatura que sofre o que é preciso fazer, a fim de atravessar as sendas do mundo, demandando as claridades eternas do plano espiritual.

            O Mestre calou-se, comovido. A pequena plateia dos seus discípulos deixava transparecer sua surpresa indefinível, sem compreender a amplitude das advertências divinas.

            Foi aí que Simão Pedro, modificando a atitude mental da sintonia com Deus e deixando-se conduzir na esteira das concepções falíveis do seu sentimento de homem, aproximou-se do Messias e lhe falou em particular:

            - Mestre, convém não exagerardes as vossas palavras. Não podemos acreditar que tereis de sofrer semelhantes martírios... Onde estaria Deus, então, com a Justiça dos céus? Os fatos que nos deixais entrever viriam demonstrar que o Pai não é tão justo!...

            - Pedro, retira essas palavras! – exclamou Jesus com serenidade enérgica. – Queres também tentar-me, como os adversários do Evangelho? Será que também tu não me entendes, compreendendo somente as coisas dos homens, longe das revelações de Deus?! Aparta-te de mim, pois, neste instante, falas pelo espírito do mal!...

            Verificando que o pescador se emocionara até as lágrimas, o Mestre preparou-se para a retirada e disse aos companheiros:

            - Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga meus passos.

            No dia seguinte, Pedro seguia com o grupo, humilde e cabisbaixo. Não conseguia compreender por que motivo fora Jesus tão severo para com ele. Em verdade, ponderara melhor suas expressões irrefletidas e reconhecera que o Mestre lhe perdoara, pois observada que eram sinceros o sorriso e o olhar compassivo que o envolviam numa alegria nova. Mas sem poder controlar acalmar suas emoções, o velho discípulo aproximou-se novamente de Jesus e interrogou:

            - Mestre, por que razão mandastes retirar as palavras em que vos demonstrei o meu zelo de discípulo sincero? Por que motivo me designou como intérprete dos inimigos da luz?

            - Simão - respondeu o Messias bondosamente -, ainda não aprendeste toda a extensão da necessidade de vigilância. A criatura na Terra precisa aproveitar todas as oportunidades de iluminação interior, em sua marcha para Deus. Vigia o teu espírito ao longo do caminho. Basta um pensamento de amor para que te eleves ao Céu; mas na jornada do mundo, também basta às vezes, uma palavra fútil ou uma consideração menos digna para que a alma do homem seja conduzida ao campo de estacionamento e do desespero das trevas, por sua própria imprevidência. Nesse terreno, Pedro, o discípulo do Evangelho terá sempre imenso trabalho a realizar, porque, pelo Reino de Deus, é preciso resistir às tentações dos entes mais amados na Terra, os quais, embora ocupassem o nosso coração, ainda não podem entender as conquistas santificadas do Céu.

            Acabando o Cristo de falar, Simão Pedro calou-se e passou a meditar.

            Esse episódio tão forte para Pedro e tão esclarecedor nas lições do Cristo, fez lembrar o papel de Salva-Vidas que Jesus desempenhou entre nós, mergulhando no mar de pecados, nas tormentas e inferno consciencial que nós vivemos para nos resgatar a custa do próprio esforço e se sacrificando com todas as dores que um ser humano pode suportar. Agora, nós que estamos aprendendo as suas lições, é como se estivéssemos sendo conduzidos pelos braços fortes do Salva-vidas divino, ao mesmo tempo que nos ensina o caminho para sairmos deste inferno consciencial.

            No meu esforço de compreensão para ir um pouco além da compreensão de Pedro, começo a perceber a diminuição das chamas e labaredas do inferno na minha consciência, seguindo o caminho que o Salva-vidas divino deixou registrado. Um passo adiante nesse processo de resgate, é dar de graça o que de graça eu recebi. Se Jesus fez tanto esforço para me ensinar esse caminho apesar de pessoas que escrevem livres ou fazem pregações ao público, então tenho que pagar da mesma forma. Devo vestir meu colete de Salva-vidas com as cores do Amor e me jogar ao mar para salvar tantos irmãos que de tão sufocados pelas labaredas as vezes não conseguem emitir nenhum pedido de socorro.

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 21/05/2017 às 11h35
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20/05/2017 23h59
PERDOAR AOS OFENSORES

            O Perdão é uma das mais difíceis lições que o Cristo deixou para nós, mas, por outro, lado é a mais importante para sairmos do inferno consciencial e nos aproximar cada vez mais de Deus.

            Perdoar não é aceitar uma situação sem deixa-la sair de sua mente, se humilhar e se render a um episódio dito como fatalidade.

            Perdoar não tem nada a ver com situações ruins de desgaste, desgosto ou fracassos. Não se deve associar o Perdão com as grandes frustações da vida, pois esse ato está isento de qualquer força negativa.

            Perdoar está na capacidade de entender o fluir da vida. Está na inteligência emocional de uma pessoa que sabe tirar de tudo uma experiência e sabe olhar o outro como um aprendiz, assim como a si mesmo.

            Perdoar é só para aqueles que se elevam e conseguem perceber que quem comete erros, por mais consciente que queira estar, age por instinto, e no fundo teve seus motivos, por mais banais ou profundos que sejam.

            Perdão é para quem consegue ver o outro como um irmão que precisa de amor e não de ódio, mágoa, raiva, vingança ou rancor.

            O ato de perdoar requer a mais sincera humildade que vem do fundo da alma do ser, e é preciso muito mais que só amor ou só razão, mas a grande fusão de ambos.

            Veja o quanto antes as pessoas que te magoaram, te frustraram, ou te decepcionaram como crianças com medos secretos que nem elas mesmas sabem lidar e lhes dê a oportunidade de recomeçar.

            Tenha a firmeza de jamais permitir que aquilo se repita, mas tenha a generosidade de compreender a fragilidade do outro, o desespero do outro, o tempo de maturidade do outro.

            É mais importante lembrar-se que você também erra, magoa, fere, aborrece, entristece e machuca outras pessoas. Lembrar que você, por mais razões que tenha, também foi e ainda é capaz de cometer falhas. Não é errado errar, pois somos seres ainda muito ignorantes e o erro é uma possibilidade constante em nosso caminho, mesmo que tenhamos sempre a intenção de acertar.

            Na lição que Jesus deixou, de amar ao próximo mesmo esse sendo adversário, nosso inimigo, está a prova mais difícil que Ele espera que consigamos ser aprovados.

Amar ao próximo quando menos ele merecer, pois é quando ele mais precisa.

Vejo como exemplo os acusados de corrupção no Brasil, presos e levados para a cadeia debaixo de toda a humilhação. Surge no peito logo a sensação de prazer, de ver a Justiça sendo cumprida e o larápio de colarinho branco sendo conduzido para a prisão.

            É neste momento que o Cristo está cobrando a lição de nós. É neste momento que o irmão vai sendo conduzido para a prisão que ele menos merece nosso amor, mas é aí que ele mais precisa. Não se refere aqui aqueles atos que temos vistos de pessoas acumpliciadas fazerem gestos de apoio ao que ele fez de errado, isso não é o amor esperado pelo Cristo, é apenas um ato de sintonia com o mal.

            Cristo espera que nós consigamos trocar o sentimento de prazer por ver a Justiça sendo aplicada, pelo sentimento de compaixão, de ver um irmão tão inteligente ter sido subjugado pelas forças do mal e ter causado mal a tanta gente, iludido pela falsa compreensão de fazer um bem no futuro, ou mesmo de ajudar os parentes e amigos a subirem na vida pisando no corpo suado e ignorante de tantos outros irmãos.

            Confesso que ainda não fui aprovado nessa lição, ainda estou preso ao prazer de ver a Justiça sendo cumprida. Mas, tenho compreensão da minha fragilidade espiritual e rogarei ao Pai para que eu tenha forças para mudar o meu foco de sentimentos, de ver com piedade a quem tanto nos causou mal.


Publicado por Sióstio de Lapa em 20/05/2017 às 23h59
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr