Meu Diário
25/11/2020 07h42
 ÉTICA – UMA LIÇÃO ONÍRICA?

            Sonhei que estava num ambiente da igreja católica, num evento, onde encontrava pessoas conhecidas do meu passado de infância, mas que não sabia localizar com certeza. Sabia que eram rostos conhecidos. Um deles, querendo homenagear o amigo que havia sido o responsável pelo evento, disse que iria fazer uma surpresa no final lhe dando um presente muito especial. Assim fez. No final, entregou um carro zero km de presente ao amigo. Depois explicou como havia feito isso sem gastar nenhum tostão.

            Ele descobriu que de onde estava, numa posição geográfica mais elevada, ele podia ver os arredores de cima para baixo. Descobriu que estava sendo realizado um bingo onde sua esposa participava e que ele podia ver o palanque onde estavam sendo colocados os números de forma antecipada. Assim, com o uso do binóculo ele conseguia ver o número e passar para a sua esposa, e dessa forma ele conseguiu o carro que beneficiou o amigo. 

            No sonho, eu identificava a falha ética e queria dizer isso, mas não tinha como. Apenas cumprimentei os meus amigos que também ficaram confusos de onde me conheciam.

            Eu raciocinava que foi feita uma iniquidade, deixando o jogo viciado e prejudicando alguém que deveria ser o real ganhador. Mas, o meu amigo que procedeu errado, ganhando o carro de forma criminosa, não ficou com o bem, deu a seu amigo. Isso é um atenuante. O amigo que recebeu o carro, por não saber da origem criminosa, não tem culpa por ter recebido o bem. Mesmo porque, se ele fosse pedir explicações sobre a origem do presente, poderia receber uma mentira. Enfim, o maior prejudicado do ponto de vista ético, foi quem engendrou o artifício para ganhar o carro.

            No sonho, eu ainda continuava as reflexões, de como nos deixamos iludir pelas oportunidades criminosas para nos beneficiar ou beneficiar os amigos. Tentava ver uma forma onde o principal agente da iniquidade poderia ter sua ação também atenuada. Isso poderia acontecer se o carro que ele conquistou de forma criminosa fosse dado ao amigo por outra pessoa, que o beneficiado nem ninguém soubesse que tinha sido um presente seu. Da forma que aconteceu, ele ficou com o benefício da vaidade e do orgulho, de ter dado um presente tão significativo ao amigo. Somente ele sabia o ato iniquo que foi realizado e da recompensa que achava que o seu amigo merecia. Dessa forma, ninguém sabia da iniquidade, do desvio ético, mas ele sim, estava registrado em sua consciência.

            Nesse sonho, sei que houve uma permissão do simbolismo onírico quanto a realidade racional. Mas o que fica como lição é a forma de agir dentro da ética, que faz parte do amor incondicional, e que não devemos nos desviar dela, mesmo que ninguém seja testemunha desse desvio.

            Esta é uma lição que o Pai está enviando para mim? Qual o comportamento que faço hoje, que fere a ética, e que ninguém é testemunha? Tenho que rever todo meu repertório comportamental. No momento só me vem na consciência uma condição: a masturbação. É um momento que alimento o Behemoth com fantasias, eróticas, sexuais, mas sem nenhum impacto na realidade e que ninguém tem conhecimento. Fica tudo guardado na caixa preta. Acredito que o Pai permita este tipo de comportamento, que está aliviando as tensões do meu monstro interno, para que ele não me force a agir dentro da realidade para adquirir os prazeres que ele deseja e prejudique o próximo, as minhas prováveis amigas e companheiras que de certa forma se aproxima de mim, nas diversas condições e caminhos que o Pai deixa a nossa disposição.

            Acredito que esta seja a lição que o Pai está me dando. Eu não posso criar uma fantasia na mente que seja um desvio da ética. Mesmo que eu tenha a consciência de que não irei praticar isso dentro da realidade, nem que ninguém nunca saberá. Sei que já faço assim na realidade, no comportamento de masturbação. Procuro sempre uma fantasia dentro da ética, mas talvez esteja cometendo alguns desvios para apimentar o apetite do Behemoth. Talvez seja isso que o Pai esteja me advertindo, para eu ser mais cuidadoso e criterioso nas fantasias que elaboro, para não criar lixo de iniquidades dentro da minha consciência onde está localizada a Sua lei.   


Publicado por Sióstio de Lapa em 25/11/2020 às 07h42
 
24/11/2020 00h23
CIRCULO DO MAL DE HITLER (23) – FIASCO ELEITORAL DE 1928

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XXIII

            Nos primeiros anos de formação da SS, Himmler investe muito tempo na escolha a dedo dos novos membros da organização. Ele acredita piamente que a aparência física é um reflexo de seu valor racial.

            Analisando as fotografias, ele elimina candidatos que não tem o estereótipo ariano. Mesmo assim para ser considerado, o candidato precisava traçar sua ascendência alemã até o século 18.

            A visão de Himmler sobre a SS evolui lentamente nos anos 20. Ele é atraído pela ideia quase mística de cavaleiros do movimento, homens que serão os nacional-socialistas mais puros.

            Embora, tecnicamente, a SS ainda faça parte da AS, Himmler garante que seus homens se destacarão. Uma força de elite de cavaleiros nazistas. Himmler veste sua elite ariana com uniformes característicos, feitos pelo designer de roupas Hugo Boss, membro do Partido Nazista. Era preciso usar botas e calças pretas. E tinham um emblema de caveira e ossos cruzados. O totenkopf. Simbolizando força, propósito, lealdade e compromisso até a morte, é um visual marcante.

            Pode-se comparar a SS a uma guarda imperial da Roma antiga. Os cavaleiros de Himmler se dedicarão a proteger e servir um homem: Adolf Hitler.

            Ele percebe que a melhor forma de avançar era demonstrar a lealdade da SS ao Führer, permanecer leal e ficar ao lado dele sempre que houvesse alguma disputa dentro do partido, e defender as decisões do Führer sempre que possível.

            Lentamente, as bases do círculo íntimo de Hitler são posicionadas. Hess cuida das decisões diárias e das regras do partido. Goebbels é o porta-voz do partido. E Himmler e sua SS são a força policial.

            Por enquanto, há pouca animosidade entre os dois maiorais do partido: Himmler e Goebbels. A essa altura, eles ainda são jovens. Têm cerca de 25 anos. Então, ainda são figuras juniores, mas com muita ambição. Um tem conhecimento do outro. Um reconhece os talentos do outro. Eles se respeitavam. Um via no outro competência, eficiência, dedicação, rigor, coisas que admiravam muito. 

            Trabalhando em esferas diferentes, esses dois jovens empreendedores investem energia e esforço no sucesso do partido.

            Em 1927, termina a proibição de discursos de Hitler, e o Partido Nazista pode usar sua arma mais poderosa com o público alemão. Sua mensagem: a Alemanha deve retomar controle de suas finanças quanto aos vitoriosos da Primeira Guerra. Quando ele volta a discursar, fala de algo que vira uma grande questão. A Alemanha em recuperação não pode ser controlada por forças financeira externas.

            Hitler avançou de forma bem eficaz, tornando-se proeminente ao tratar dos interesses da Alemanha.

            Os discursos populistas de Hitler fascinam as massas alemãs, mas os nazistas também precisam do apoio dos poderosos da Alemanha. No passado, Hermann Göring tinha sido essa conexão.  Mas ele está exilado, inimigo do Estado, e nos últimos quatro anos sofre com a dor e o vício em morfina.

            Finalmente, uma porta se abre para Göring. Para celebrar os 80 anos do presidente Hindenburg, o Parlamento oferece anistia aos exilados políticos. Göring aproveita a chance. Em 1927, ele volta, achando que será recebido de braços abertos pelo nazismo, e que Hitler dirá: “Volte, Hermann, somos velhos amigos.” Mas em vez disso, ele tem uma recepção meio fria.

            Mas Hitler percebe que os talentos de Göring seriam de grande valor. O trunfo que Göring tem ao voltar é o fato de ele ser uma personalidade, sociável, ter contatos. Com seu status de herói e suas habilidades sociais, ele se apresenta como embaixador do partido. Ele logo vira a ligação entre os nazistas e o poder conservador da Alemanha. Eles não o veem como um perigoso terrorista político. Não é como Himmler e Goebbels. Ele será muito útil ao partido para construir ligações com as forças conservadoras.

            Com o círculo íntimo junto novamente, precisam apostar tudo e arriscar nas eleições nacionais de 1928. Discurso público, panfletagem, astutas manobras de bastidores. Todos têm um papel. É hora da recompensa após anos de reconstrução. Para Hitler, é um teste. Ele está confiante de que 1928 será o ano da virada. Isso se o caminho legal ao poder gerar mesmo votos e assentos.

            Mas enquanto a máquina nazista funciona bem, a mensagem deles de crise iminente não condiz com o ânimo geral. A eleição de 1928 para o Partido Nazista foi um total desastre. Era a chance de eles mostrarem que era um partido legítimo, que a visão nacionalista e socialista para a Alemanha era o modo de avançar. As pessoas não acreditaram nas politicas de Hitler.

            Conseguindo apenas 2,6% dos votos nacionais totais, tiveram 100 mil votos a menos que na eleição de 1924. Após quatro anos de tanta campanha, é catastrófico.

            Mesmo em Berlim, onde Goebbels fez campanhas incessantemente e provocou todo tipo de problema para conseguir notoriedade e publicidade para seu pequeno movimento, eles conseguiram mais apoio, mas estava longe de ser o partido majoritário.

            Enquanto a Alemanha estiver próspera, ninguém quer ouvir histórias pessimistas, apocalípticas de Hitler. Partidos marginais nos extremos do espectro político precisam de uma crise para chegar ao poder. Em 1928, os alemães se sentiam confortáveis e não precisavam ser tirados da zona de conforto por Adolf Hitler.

            Os nazistas ganham apenas 12 dos 500 assentos do Reichstag. Do séquito de Hitler, apenas Goebbels e Göring são eleitos membros do Parlamento. É pouco consolo.

            No fim de 1928, fica claro que o partido está em crise. Para onde vai? Não está conseguindo votos. O número de membros cresce lentamente. Está claro que eles precisam de uma crise. O partido só se tornaria politicamente importante se houvesse uma crise.

            Com suas previsões de catástrofe financeira sendo ignoradas, o Partido Nazista está à beira de desaparecer como força política. Eles precisam de um milagre e o conseguem.

            Em 29 de outubro de 1929, há uma quebra da Bolsa de Valores em Wall Street, e os financistas americanos cobram seus empréstimos à Alemanha. Da noite para o dia, o país volta à anarquia do desemprego e da falência. Apenas um homem previu isso: Adolf Hitler. Imediatamente, ele passa de político sem importância a profeta.

            Enquanto o país mergulha em caos, os ambiciosos homens ao redor de Hitler recebem uma oportunidade de ouro que agarram com as duas mãos.

            Sempre a ambição está em volta daquele que pode atender seus desejos, não importa que método use para isso, quer seja a violência como na Alemanha, quer seja com a corrupção como no Brasil. Sempre a crise é a temperatura certa para esses ovos de serpente vingar. Por isso as pessoas com essas más intenções, torcem ou geram as crises para poderem surgir como o salvador dos inocentes.

            Chega o momento em que as lições do Cristo devam superar essa gestão de crises e organizem a sociedade com harmonia e justiça, liberdade e solidariedade, para que caminhemos em direção ao Reino de Deus.


Publicado por Sióstio de Lapa em 24/11/2020 às 00h23
 
23/11/2020 21h02
CIRCULO DO MAL DE HITLER (22) – SURGE A SS

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XXII

            Sem uma voz forte na capital, os nazistas nunca chegarão ao poder. Goebbels é enviado para Berlim, que é importante para os nazistas por vários motivos. É a capital da Alemanha, seu centro administrativo, o maior centro populacional, centro de publicação e mídia, é a sede do governo e um bastão da esquerda. Com poucas centenas de membros, o partido nazista quase não tem representação em Berlim. Os que estão lá, são mal liderados e sofrem disputas políticas internas. Para virar um partido nacional, um partido do governo, precisavam ter força na capital.

            Ao chegar lá, Goebbels se põe a estimular o disfuncional escritório regional. Goebbels intuitivamente compreendia os modernos métodos de propaganda. Ele transformava funeral, casamento ou comício em evento do Partido Nazista. Ele colocava caminhões nas ruas distribuindo panfletos. Pendurava cartazes vermelhos. Ele criou um jornal agitador cujo título, Der Angriff, “O Ataque”, já diz tudo sobre a agressão e violência nazista. Mas Goebbels sabe que sua arma mais poderosa é o discurso público. Ele se utilizava bastante de sarcasmo e desprezo quanto aos adversários e inimigos. E era ótimo lidando com provocadores.

            Goebbels também revela um lado implacável. Na Berlim dominada pelo comunismo, Goebbels une seus impecáveis discursos com brutalidade tradicional. Goebbels não era uma típica figura masculina. Dá para perceber que ele tenta compensar isso com amor pela violência.

            Embora os nazistas prometam agir legalmente, eles sempre vão forçar. Então Goebbels estimula a violência nas ruas contra os comunistas. Ele organiza pancadarias. Organiza brigas de rua. Narizes quebrados, janelas, garrafas e cadeiras quebradas. Essa é a trilha sonora de Berlim com Goebbels.

            Com Goebbels, os valentões do partido, os camisas pardas da AS, derramam sangue regularmente para provocar os partidos adversários. A reputação dele passou a significar que se Goebbels fizesse um discurso, a noite seria bem agitada.

            Até 1926, dois anos após sair da prisão, Hess e seu amado líder Hitler fizeram pouco avanço político. E elementos mais gerais do partido ainda não seguem a nova visão. 

É hora de desmantelar facções rivais e recuperar o controle.

            Eles ficam preocupados de que quanto mais demorassem para conseguir os resultados desejados, mais difícil seria. Ele passa a se questionar. O partido está estruturado de forma a ser eficiente? Eles relançam o partido do jeito deles, já se preparando para o governo. Hitler lidera tendo o leal Hess como guardião e controlando compromissos. Ameaças à liderança são rapidamente contidas.

            Com os novos departamentos, surge uma nova força de proteção política. Para o aspirante a soldado Himmler é uma grande oportunidade. Ele quer controlar esse grupo de elite chamado Schutzstaffel, ou SS. Ele vê a SS como uma possível unidade de elite guerreira, estilo samurai. Não é um simples esquadrão de proteção para Hitler, ele se tornará o crème de la crème da visão nazista. E Himmler quer está no centro disso. 

            Enquanto muitas regiões colocam os camisas pardas na SS, Himmler tem outros planos. Na Baixa Baviera, escolherá homens que são mais que guarda-costas de elite. Suas tropas SS exibirão supremacia racial nazista e refletirão o ideal da masculinidade alemã.


Publicado por Sióstio de Lapa em 23/11/2020 às 21h02
 
22/11/2020 00h21
CIRCULO DO MAL DE HITLER (21) – RECRUTAMENTO DE GOEBBELS

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões. Continuemos, após um período parado desde 08-04-2019. 

XXI 

            No começo de 1925, termina a proibição do partido e de sua propaganda. A noticia ruim é que o recém-transformado líder não pode falar ao público alemão. Como parte do acordo de condicional, Hitler concorda não falar em público até receber permissão. Ele não cumpre o prometido, a condicional, pois ele faz discursos. E então é proibido novamente de discursar até 1927. Eles precisarão de alguém novo para propagar a visão. 

            Com o fim da proibição do partido, Joseph Goebbels está entre os primeiros a se juntar ao Partido Nacional Socialista. Goebbels foi atraído ao nazismo pelo seu elemento socialista. Filosoficamente, acreditava na dialética marxista, na luta entre classes. Então, ele estava em posição de incluir no nazismo essa noção de conflito, de que só se chega a algum lugar através do conflito.

            Goebbels se junta ao partido na industrial Renânia, longe do coração do nazismo em Munique. Ele logo amplia sua reputação de fantástico orador. Ele é cheio de energia, ideias e entusiasmo e é em parte graças a Goebbels que o partido se erguerá. Ele embarca em um programa de discursos públicos constantes, viajando incansavelmente de um lado da Alemanha para o outro, discursando em cervejarias, salões e prefeituras. Ele fazia muitos discursos. Fez 189 discursos em 12 meses. É muito discurso. 

            Obviamente, sua reputação se espalha no Partido Nazista. As pessoas na Alemanha começam a falar desse jovem da Renânia que fazia discursos eficazes e empolgantes. 

            No dia 12 de julho de 1925, sábado, Hitler fere sua proibição para representar os nazistas em um comício da direita. O jovem orador Goebbels está no público. 

            Na primeira vez que Goebbels vê Hitler nesse comício da direita, ele se apaixona por ele. Pode ser estranho usar essa palavra, mas é uma forma de amor, e a palavra “amor”, em relação a Hitler, aparece inúmeras vezes nos diários de Goebbels.

            Goebbels fica convencido de que Hitler é o seu futuro. É um momento transformador. Ao apertar a mão de Hitler, ele vê que quer trabalhar com esse homem.

            Goebbels estava muito ansioso, desejoso e desesperado para fazer parte do círculo de amigos de Hitler. Mas como conseguir isso? Ele precisava se tornar útil, vital, essencial ao movimento.

            O plano de Goebbels funciona. As autoridades podem fazer vista grossa às aparições locais de Hitler, mas se aparecer em âmbito nacional, ele sabe que será preso. O partido nazista precisa de um rosto público, e Goebbels pode ser o homem certo.

            Claramente, Hitler decidiu trazer Goebbels para o seu lado. Ele soube da reputação de Goebbels como orador e o viu como um recurso valioso em potencial. Hitler faz uma jogada para trazer essa estrela em ascenção ao seu círculo.

            Hitler notou os talentos de Goebbels e queria aproveitá-los, portanto, o queria no sistema. E Goebbels estava disposto a fazer parte do sistema. Hitler tenta conquistar Goebbels utilizando de seu encanto. Quando caiu no feitiço de Hitler, ele praticamente desenvolveu uma paixão adolescente por ele. Com Goebbels ao seu lado, Hitler quer ver do que ele é capaz. Goebbels não só foi convidado a visitar a sede do partido, como também a discursar na cervejaria em que aconteceu o golpe de 1923. E Goebbels não decepcionou Hitler. A reunião foi um sucesso. Goebbels falou muito bem. Ele disse que Hitler o abraçou, com lágrimas nos olhos. E vemos, a partir desse momento, o início de uma relação pessoal muito forte entre esses dois homens.

            Goebbels se torna o mais novo membro do círculo íntimo, e Hitler logo o põe para trabalhar.

            Observamos uma determinação tanto de Hitler como de quantos se aproximam dele para a conquista do poder, hipnotizados pelo verbo agressivo e revanchista de Hitler, que estimula os mais baixos instintos humanos, muito longe dos valores cristãos. E fica a pergunta: como uma sociedade tão culta quanto a germânica termina sendo conduzida por pessoa tão venenosa e simplória? Essa resposta é muito útil para nós brasileiros, que até hoje boa parte da população ainda defende e até cultua uma personagem que se mostrou mentirosa, falsa e criminosa, acabando com as finanças da nação com a criação de uma quadrilha movida pela corrupção, identificada pela justiça e protegido por seus sicários. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 22/11/2020 às 00h21
 
21/11/2020 06h19
FRANKENSTEIN FILOSÓFICO

            Encontrei uma palestra da professora Lucia Helena, da Nova Acrópole, feita em 2015 e baseada no livro “A Guerra da Arte” de Steven Pressfield. Achei muito interessante os argumentos e vou tentar colocar aqui esse conhecimento misturando com as minhas convicções.

            Como o livro está esgotado, certamente terei muita dificuldade de encontra-lo, mesmo nos sebos, mas tentarei. É importante que vejamos o modo de pensar de cada autor, pois cada um deles pode contribuir de alguma forma para a construção de nossos paradigmas. Este autor é escritor de romances históricos e de repente escreve este livro contando as dificuldades que se encontra na vida quando nos dedicamos aquilo que nos parece mais importante. 

Este livro remonta ao que eu acredito e estou fazendo agora, um amálgama de diversos pensamentos tentando dar forma ao meu. Uma espécie de Frankenstein filosófico, mas é isso que se faz, individualmente e em cada civilização, sempre estamos fazendo uma unidade a partir de diversos retalhos.

            Nós somos muito competentes em descobrir coisas externas e fabricar tecnologias sofisticadas, mas somos muito incompetentes em descobrir as energias que nos movimentam e como construir novos aparatos cognitivos para colocar nosso livre arbítrio sintonizado com as prioridades da vida superando forças que operam em sentido contrário daquilo que se torna a nossa meta.

            Steven Pressfield escreve que aquilo que está dentro de nós e que impede nossa evolução, ou melhor onde queremos chegar, recebe o nome de resistência e explica como devemos lutar contra ela a cada dia, com estratégias novas, pois ela se renova a cada dia, como o vírus da gripe, o novo vírus covid 19, por exemplo, que sofre mutações e volta a nos atacar como um novo inimigo. 

            Este é o grande inimigo, o que vem de dentro, não o que vem de fora. Deixar de dar desculpas e fazer o trabalho necessário, aconteça o que acontecer. Não admitir ser manipulado, lutar contra todas as faces da resistência.

            Podemos considerar que esse Frankenstein filosófico tem duas vidas. Uma é aquela que estamos sempre realizando: comer, dormir, acordar, procriar, etc. A outra, é a não vivida, dos nossos sonhos, que ficamos na dúvida, se vale a pena fazer tanto esforço, se tenho ou não habilidade para conquistar o meu propósito. Este sonho é a minha meta, de fazer a vontade de Deus, construir a família universal com base no amor incondicional e assim contribuir para o Reino de Deus a partir de mim. Este é o sonho que não desisto dele, mesmo que me sinta tão incompetente ainda para realiza-lo. 

            Essa resistência é algo que deforma nosso espírito, incapacitando de avançar em direção aos nossos sonhos. Comparo essa força da resistência à força do Behemoth, o monstro bíblico criado por Deus dentro de nós, nos longos milênios de evolução e que se expressa nos exageros comportamentais, nos sete pecados capitais. Cada um traz dentro de si uma responsabilidade, de colaborar com a evolução, com a vontade de Deus de alguma forma, mesmo que nunca tenhamos a consciência disso na atual existência. 

            Resistência é mais difícil de vencer do que o vício da cocaína. É tão difícil, que ao pensar em combatê-lo começamos a inventar pretextos. Sinto isso no trabalho que pretendo fazer com o marketing de multinível com a Polishop, pois sempre estou encontrando pretextos para não usar o pouco tempo livre que tenho na condução do trabalho que faz parte dos meus objetivos, dos meus sonhos.

            Meu monstro Frankenstein continua lidando com o mundo, com sua face mais corriqueira, habitual, sem deixar que ninguém perceba a outra face, dos meus sonhos e que só a mim compete realizar. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 21/11/2020 às 06h19



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr