Meu Diário
19/07/2021 00h16
REVOLUÇÃO CULTURAL (10) – TUDO DEVE SER DISFARÇADO

            Esta é uma forte estratégia da guerra espiritual, pois conseguiu penetrar na Igreja Católica, a principal opositora do mal, e reverter o trabalho evangélico em sua pureza cristã. Vejamos o que diz o Padre Paulo Ricardo em sua aula publicada no Youtube em 04-01-2012, com 394 visualizações na data de 15-04-2021.

            Gramsci, então, compreendeu que era necessário destruir, era necessário trazer abaixo a cultura ocidental. Mas, que não haveria solução pelo caminho stalinista. Ele abominava o regime de força e de terror que Stalin havia implantado. Acreditava que a cultura europeia, aquelas três colunas: a ética judaico-cristã, a filosofia grega e o direito romano, precisava ser implodida, mas como? Lentamente... anonimamente... gradualmente. Essas coisas, para a técnica gramsciana, nada pode ser ostensivo, tudo deve ser disfarçado. Você deve administrar o veneno ao paciente e ele deve tomar aquilo todos os dias espontaneamente, achando que é remédio. Você deve dourar a pílula. Você tem que apresentar para a pessoa o veneno que irá mata-la, como se aquilo fosse o medicamento de sua salvação. Você precisa destruir a cultura em nome da dignidade do homem. Em nome da liberdade, você cria a ditadura. Em nome da dignidade do homem, você cria a destruição. Em nome dos direitos humanos, você cerceia os direitos. É isso o caminho gramsciano, importante desde o início. Existe uma propaganda, não existe uma realidade. Uma coisa é o que o marxismo cultural alardeia, outra coisa é o que ele realmente faz. Vou dar um exemplo, para não ficar só na teoria, e concluo esta primeira palestra. 

            A união homossexual. O casamento gay. Como é que se passa no congresso uma lei aprovando o casamento gay? Você faz com que juristas e juízes do Supremo Tribunal Federal assinem uma sentença reconhecendo a união gay como um direito. Como é que você consegue que esses senhores, que não são analfabetos, supõe-se, pois eles sabem ler a Constituição Federal e lá está escrito o que é família, constituída por homem e por mulher, como é que ele agora pega e rasga a constituição e interpreta que família pode ser dois homens, em nome da “dignidade”. Não podemos oprimir os homossexuais, eles têm direitos. Você é preconceituoso. Você não tem vergonha. Essas pessoas não têm culpa de serem homossexuais. Você prega o Deus da caridade, da tolerância, do amor, da fraternidade universal e depois querem excluir esses irmãozinhos... mas que raça de padre é você? Esta é a propaganda. Mas o que eles querem obter com isso? Eles querem obter a destruição da família. Porque para o pensamento marxista, a família é um valor burguês, é uma desgraça que deve ser destruída. Todo marxista odeia que exista uma família. Por que? Porque a instituição familiar é uma instituição baseada em duas coisas que precisam ser destruídas. Primeiro: a propriedade privada. Família significa que eu passo os meus bens para os meus herdeiros. Eu vou perpetuando a existência da propriedade privada. Segundo: família significa uma opressão patriarcal em que o macho é superior a fêmea. O homem é mais que a mulher. Não há igualdade. E uma terceira coisa para acrescentar: a instituição familiar perpetua a ética sexual burguesa da qual precisamos nos livrar. Então, quando você, coloca no mesmo nível de dignidade um casal de homossexuais, que claramente estão violando a ética burguesa cristã (nota de rodapé, leia-se, a ética burguesa somos nós). Então, dois homens juntos estão violando a ética burguesa, o patriarcalismo machista, chauvinista, ocidental. Dois homens juntos estão violando a perpetuação da transmissão da propriedade privada, pois homens não produzem filhos, herdeiros. O que eles querem? A propaganda, a dignidade do gay. Mas não existe movimento político-cultural na história da humanidade que tenha matado mais homossexuais que o comunismo. Perguntem aos cubanos quantos homossexuais foram levados ao “paredon” para serem fuzilados. Perguntem na antiga soviética quantos homossexuais foram levados aos gulags, aos campos de trabalhos forçados. O interesse de defesa dos direitos homossexuais não é absolutamente aquilo que os comunistas marxistas querem. O que eles querem é destruir a família. Mas é evidente que eles não vão chegar e dizer assim: escuta, pessoal, nós estamos aqui com um plano para destruir a família.  O plano é o seguinte... Eles não vão fazer isso, porque todo mundo vai se revoltar. Porque segundo eles, o povo está alienado, com o pensamento cristão tão arraigado, que é necessário que nós entremos na consciência do povo e tiremos esses valores cristãos à força, usando a própria linguagem cristã para isso. 

            Então, em nome da tolerância cristã, do amor cristão, da dignidade do ser humano, eles destroem a família. Essa é a propaganda. Se vocês querem saber quem é aquela pessoa, se ele é lobo ou se ele é pastor, se ele é um lobo com pele de ovelha, não leve em consideração o que ele diz de positivo. Considere sempre o trabalho do negativo, contra o que é que ele está lutando, o que ele está destruindo, o que ele está pondo abaixo. Aí vocês saberão o que é uma pessoa.

            Nesta primeira palestra, colocamos um pouco da visão panorâmica daquilo que é o movimento do marxismo cultural, que parte da realidade que Marx quer implantar uma sociedade nova, um paraíso aqui na Terra. Mas os meios precisam ser os culturais, diz Gramsci. Somente através da luta cultural é que se consegue implantar a nova sociedade, um novo mundo, porque os métodos antigos, da força armada, da revolução armada, de Lenin e de Stalin, não deram certo. Porque não se pode por um povo na camisa de força quando ele internamente está revoltado contra aquilo. Mais do que um “Big Brother”, do George Orwell, 1984, romance, seja uma autoridade estatal que está vigiando as pessoas o tempo inteiro, porque as consciências das pessoas continuam não aceitando aquele novo estado, aquela nova ordem. Mais do que “1984” de George Orwell, o que Gramsci propõe é o “Admirável Mundo Novo” de Huxley. Ou seja, as pessoas mudam por dentro, as pessoas precisam mudar internamente, aí teremos a nova sociedade. Aí teremos o novo mundo. É necessário, então, aculturar as pessoas, mudar a cultura delas. Muito cuidado quando ouvirem falar de inculturação. Inculturação é mais aculturação do que inculturação. Mas teremos tempo para falar disso mais tarde.

            Inteligência perversa, essa de envenenar toda cultura de um país, doutrinando alunos cujos pais e o próprio poder público não percebem a malícia. Até mesmo quando é descoberto a tramoia, como no caso da ideologia de gênero dentro das escolas do Brasil, observamos todo movimento de reação para manter a estratégia, com recursos sobre a mídia, a justiça e o legislativo. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 19/07/2021 às 00h16
 
18/07/2021 00h16
REVOLUÇÃO CULTURAL (9) – PENSAMENTO SATÂNICO

            Esta é uma forte estratégia da guerra espiritual, pois conseguiu penetrar na Igreja Católica, a principal opositora do mal, e reverter o trabalho evangélico em sua pureza cristã. Vejamos o que diz o Padre Paulo Ricardo em sua aula publicada no Youtube em 04-01-2012, com 394 visualizações na data de 15-04-2021.

            O Stalin começou a fazer uma limpeza e o clima de terror que havia na União Soviética era tal, que quando Stalin chegava a uma reunião, do Comitê Central do Partido, as pessoas começavam a aplaudir, ninguém parava de aplaudir com medo de ser o primeiro a parar de aplaudir. Aqueles aplausos duravam uma eternidade. Isso dá para entender o clima de terror que havia dentro do próprio Partido Comunista. Esse é o tipo de situação... todo mundo aplaudindo o cara e ninguém parava! Porque o sujeito era um carniceiro. Mandava matar mesmo! Ele mesmo dizia: não é possível fazer uma omelete sem quebrar os ovos. Sem ser necessário matar. Era a força do negativo. Destrua! Odeie! Ponha abaixo! Surgirá o paraíso. 

            Existe algo satânico nesse tipo de pensamento. Odeie e virá o bem. Mate e virá a vida. Crie o caos e virá a ordem. Como é possível crer nisso? E, no entanto, eles creem. E, no entanto, há pessoas dentro da Igreja que fizeram disso um estilo de vida. Que creem profundamente que quanto mais elas forem devassas, quanto mais elas profanarem o celibato, quanto mais elas conseguirem destruir a sexualidade e a moral tradicional, mais elas estão promovendo o amor. Existem pessoas dentro da Igreja que creem que quando elas mais caluniarem, quando elas mais destruírem a carreira dos outros, quanto mais elas armarem “cama de gato” para os outros, quanto mais elas forem cruéis, verdadeiros caluniadores, usando todo tipo de mesquinharia política, todo tipo de desonestidade, elas creem que estão implantando o Reino de Deus. Existem pessoas que pensam assim. Existem pessoas que pensam que quanto mais elas criam desordem e profanam o que há de sagrado, elas estão promovendo a causa de Deus. Talvez essas pessoas nunca tenham lido Marx, Lenin e Stalin. Mas elas vivem dessa apostilha, desse pensamento, dessa mentalidade, dessa forma de pensar. 

            Explorando as raízes disso, vamos entender como se chega a isso, como a pessoa chega a ser assim... dentro da Igreja! Rezando missa todo dia! 

            Estamos observando esse fenômeno do mal instalado dentro do Brasil. Observamos que a justiça já não se manifesta, todos os criminosos são beneficiados, os cidadãos, vítimas desses marginais se sentem desamparados, temerosos do que possam sofrer. Ora, nem ao menos armas podem possuir, portar e se defender. Quem tem o direito exclusivo de armas são os bandidos. Até o presidente, que sofreu uma facada, até hoje não se sabe quem foi o mandante do crime; a falta com os deveres cristãos e com a ética, serve como bilhete de ingresso dentro da corja e se tornarem aptos aos benefícios que possam usufruir, pagos com os impostos dos cidadãos honestos que observam os movimentos desses criminosos em cargos de poder.  


Publicado por Sióstio de Lapa em 18/07/2021 às 00h16
 
17/07/2021 00h16
REVOLUÇÃO CULTURAL (8) –  MATADOR DE COMUNISTAS

            Esta é uma forte estratégia da guerra espiritual, pois conseguiu penetrar na Igreja Católica, a principal opositora do mal, e reverter o trabalho evangélico em sua pureza cristã. Vejamos o que diz o Padre Paulo Ricardo em sua aula publicada no Youtube em 04-01-2012, com 394 visualizações na data de 15-04-2021.

            Marx dizia que a religião era o ópio do povo, pois o ópio era muito caro, o povo não podia comprar, então ia à Igreja e reza um terço. Os padres prometem ao povo o paraíso, e então as pessoas irão sonhar com o paraíso. Se você aqui, nessa terra está “lascado”, numa situação triste, se você como trabalhador é oprimido, vilipendiado e maltratado, pela ambição do capital, não tem problema, reze o terço e espere o paraíso no céu. Marx havia entendido que havia um fator cultural que alienava. Mas isso não havia sido elaborado de forma adequada teoricamente. Tivemos que esperar o início do século XX para ver essa elaboração feita por dois filósofos que independentes um do outro, conseguiram elaborar isso de alguma forma mais sistemática. Esses dois filósofos, um húngaro, György Lukács, a respeito do qual nós falaremos muito pouco, e um outro filósofo italiano chamado Antônio Gramsci, do qual falaremos bem mais. Tem a filosofia vencedora. É aquilo que hoje em dia todo mundo acha que é a solução. Claro, que Gramsci aperfeiçoava porque as coisas não paravam. 

            Estamos falando do fato, de quando terminou a I Guerra Mundial, estava estabelecido uma grande crise teórica no marxismo. A crise teórica consistia no seguinte: por que é que os trabalhadores pegaram em armas para defender os benditos patrões, quando, na teoria marxista, eles estão oprimidos pelos patrões e deveriam se revoltar contra eles? Por que eles não defenderam seus interesses de classe? Quem os alienou? Ora, Gramsci, na sua filosofia descobriu que havia três pilares que precisavam vir abaixo. As três colunas a respeito das quais o Papa Bento XVI falou no parlamento alemão. A religião cristã, a ética judaico-cristã, a filosofia grega e o direito romano. Para Gramsci, e para os marxistas chamados marxistas culturais, essas três realidades são uma espécie de poção mágica venenosa que aliena as pessoas e que impede os trabalhadores de lutarem de forma revolucionária.

            Gramsci era marxista, e durante a década de 20 esteve na União Soviética, que era um Estado que estava sendo implantado naquele momento. Os bolcheviques vieram ao poder em outubro de 1917. Na década de 20, Lenin estava estabelecendo as bases do Estado Soviético. Mas Gramsci estava na União Soviética quando Lenin morreu. Quando Lenin morreu, Stalin tomou as rédeas do Partido e começou a fazer um expurgo, uma limpeza geral e começou a mandar matar todos os dissidentes do partido comunista, entre os quais viria a morrer depois o Trotsky. Ninguém matou mais comunistas na história da humanidade que os próprios comunistas. Comunista é um sujeito que não aceita muita dissidência. Eles se unem enquanto estão lutando. Quando chegam ao poder, começam a eliminar os adversários internos do Partido.

            Dentro do círculo do mal que os comunistas podem fazer, da mesma forma que os nazistas fizeram na Alemanha, aqueles que se opõem e colocam ideias menos ruins, que não se mostram a fazer tanta corrupção, iniquidades, logo são assassinados. Vejamos aqui o caso do assassinato de Celso Daniel, que até hoje o esquema de acobertamento não deixa que a Verdade seja revelada. Também lembremos o assassinato de quantas pessoas, durante a implantação do regime comunista na União Soviética.


Publicado por Sióstio de Lapa em 17/07/2021 às 00h16
 
16/07/2021 00h17
SIGNIFICADO DOS DIAS

            A professora Lúcia Helena, da Nova Acrópole, traz em uma das suas palestras - muito boas, todas, gostaria de assistir sempre – o significado dos dias da semana que vou reproduzir aqui o essencial para o deleite e cultura dos meus leitores.

            Tem esse pequeno poeminha popular que diz o seguinte:

            Domingo, manhãs silenciosas,

            Segunda, cuidar dos jardins,

            As terças escrevo em prosa,

            As quartas eu guardo para mim

            As quintas, há aves famintas,

            As sextas, escolho as rosas,

            Que sábado dou aos afins.

            Ou seja, todos os dias tem alguma coisa que o dia me sugere. Talvez aqui haja um segredo, o simbolismo do tempo, necessidades nossas, precisamos de uma esperança por dia. Esperança é o combustível para nos movimentarmos mesmo por estradas muito esburacadas ou complexas.

            Interessante pegar o simbolismo de cada dia, para cada um criar suas próprias esperanças, próprias daquele dia. Quando abrimos os olhos a cada despertar, é importante sabermos para onde caminhar, é uma questão de vida ou morte, ou você salta da cama ou sai empurrado por algum dever e passa o dia empurrado pela pressão e necessidade das circunstâncias. Isso não é uma forma humana de viver o dia. É importante que ao abrir os olhos, a esperança daquele dia lhe ajude a saltar da cama.

            Nos contos de fadas sempre tem um desafio. Quando nos comprometemos com um desafio que dá o sentido de vida, e esse desafio é algo nobre, justo e bom, e você caminha nessa direção, no meio do caminho vão aparecer as armas mágicas, que vão aflorando até chegar no ponto de enfrentar a dificuldade armado até os dentes, com os poderes latentes ativados.

            Encontramos pelo caminho, poderes internos e aliados externos, à medida que nos dispomos a chegar no sonho de vida que justifique a vida humana, algo nobre, justo e bom. Por que não tomar os dias como aliados? Esta é a proposta como exercício de imaginação.

            O nosso calendário dos dias da semana é um pouco diferenciado. Em 563 dC, houve um sacerdote da Igreja, São Martinho de Dume, que propôs que a Semana Santa, período que não se trabalhava, era consagrada aos ritos da Igreja. O nome para essa folga, em latim, era féria. São Martinho propôs que nesta Semana Santa os dias fossem catalogados como féria, isso é primeira féria (domingo, dia do Senhor), segunda féria, etc. Essa proposta seria apenas para a Semana Santa, mas depois ficou aceito para todos os dias. Das línguas neolatinas, só o português e o galego adotaram essa posição. O resto permaneceram com a simbologia tradicional. Vamos fazer essa viagem simbólica.

            Domingo, que isso quer dizer? Que esperança podemos tirar daí? É o dia de Deus, Dominus Dei. Na tradição antiga o nome é Sunday, dia do sol. No ideograma chinês, o domino é representativo pelo sol. Tem um ponto comum nessas três ideias. Porque Deus tem o símbolo mais representativo, a unidade, que não se divide, é única. Em nosso Sistema Solar, o sol representa algo parecido. É único e vital para toda essa esfera de vida. A esperança pode estar focada na conquista de um grau maior de empatia, de união com as pessoas, de ampliar a noção de família, em incluir a dor da humanidade como problema nosso. Agregar algum valor na vida do outro. O sol arde constantemente para dar a vida em tudo ao redor. Apropriado para se pensar na empatia e generosidade. O homem é do tamanho de sua generosidade, de iluminar o caminho daqueles que passam por nós.

            Segunda feira é Lunes, é Monday é lua. No ideograma chinês a segunda-feira é representado pela lua. Ela não possui luz própria, guarda a luz do sol para quando chegar a noite, ter alguma luz para dar. Guardar os momentos mais luminosos, as coisas mais belas, as palavras mais inspiradoras, as experiências mais profundas, a luz que recebemos de alguém, que em geral recebemos, pois somos também receptores de luz e não criadores, enriquecedores dos dons da vida, para presentear todos aqueles que estiverem na noite dos tempos. Se tornar uma lua cheia, plena de luz, capaz de ajudar aqueles que estão na escuridão e que não foram capazes de guardar tanta luz. Na mitologia nórdica, é dia de Frik ou Frica, deusa da fertilidade, da doçura, uma mãe. É um dia para acalentar as esperanças dos outros e doar aquilo que se tem de melhor quando se faz maior escuridão. Quem tem luz, mesmo que seja pequena, quando se faz escuridão, pode ser visto à distância. Ter uma luz dentro de nós, permanentemente acesa é um ato de generosidade. A melhor coisa que podemos fazer com aqueles que amamos e crescer como ser humano, manter a nossa luz acesa, não apenas por nós, mas por aqueles que estão completamente mergulhados na escuridão. E a esperança que este dia oferece. Repetir o que a luz faz.

            Terça-feira, em outras línguas é martes em espanhol, é Tuesday em inglês, que é o dia de Tir, na Mitologia nórdica. Marte é o deus greco-latino da guerra, Ares na Grécia, Marte em Roma, é aquele deus bélico que defende o Olimpo, que defende aquela civilização, o guardião nos atritos, nas situações de guerra. No ideograma chinês a terça-feira é o dia do fogo, dia de combate, da batalha interior, contra formas mentais e emocionais de desânimo, de revolta, de egoísmo e todas coisas que paralisam e enchem de sentimentos negativos e minam a força para ir adiante. Quando nos sentimos assim, não queremos crescer, queremos vingança. Isso nos imobiliza. Terça feira é o grande dia da faxina, onde fazemos a guerra interior, jogar para fora de nós todos esses invasores da nossa paz e esperança. Limpar tudo aquilo que reduz o nosso esforço, nosso protagonismo, a capacidade de caminhar em direção aos nossos sonhos. Quando o sol vem amanhecendo, a primeira coisa que ele faz é combater contra as trevas. Levantemos cedo para lutar ao lado de Rá, o sol, contra as sombras. Terça féria, dia de faxina.

            Quarta feira vem de mieles no espanhol, vem de Mercúrio, um deus mensageiro. Na tradição grega é Hermes, um deus que comunica céu e terra, é o intermediário, que tem o dom da palavra, de levar para lá e para cá, palavras válidas, sagradas. Na Mitologia escandinava é o dia de Odin que era considerado o pai de todos os deuses, que tinha como atributos, a profecia, o conhecimento, a sabedoria, a magia e a poesia. Chegou a dar um olho para enxergar coisas que ainda não via, prever o futuro, saber um pouco mais do mundo em que vivia. Parecido com a mitologia de Horus, que perde um olho físico e conquista um olho metafísico, capaz de ver no plano sutil e no plano material. No ideograma chinês é representado pela água, uma energia sempre vertical, que flui do céu para a terra. Nos inspira o conhecimento de coisas profundas, saber se comunicar, de falar palavras com sabedoria, que trazem alguma diferença ao mundo, ao próximo, aqueles que pretendem caminhar e as vezes precisam só de um empurrãozinho, aquela motivação, aquele sentido que eles não estão vendo, relembrar ou construir os seus sonhos. Mais do que mil palavras sem sentido, vale uma única palavra que traz consolo a quem ouve. Quarta feira é o dia da comunicação, e não simplesmente tagarelar, mas trazer à tona a palavra sagrada, que é capaz de fazer diferença no mundo. Procurar a sabedoria, aprender a cada dia uma coisa nova, que nos aproxime da sabedoria, que nos permita viver um pouco melhor. É um convite à sabedoria, uma palavra...

            Quinta feira é thursday no inglês, que vem de Júpiter, que é o mesmo Zeus grego. Tem a ver com Thor, na Mitologia nórdica, deus do trovão. No ideograma chinês tem a madeira como símbolo. O atributo é poder, majestade, responsabilidade, proteção. É o que mais protege todos que estão sob seus cuidados. Dia de Thor, o poderoso e protetor dos mundos. A madeira simbolizada, é aquilo que queima para gerar luz. Usar do poder para iluminar, para proteger. Do cruzar de duas madeiras nasce o fogo, se incendeia para gerar luz. A quinta feira convida ao poder e proteção. Não fazer culto à debilidade, não se vitimizar, estar consciente do seu poder e usá-lo para proteger todos aqueles que você pode alcançar. Criar, promover, trazer mudanças. Poder de vida, de palavras, de autoconhecimento, de protagonismo, de compromisso. Usar o poder que você conquistou para proteger o máximo de pessoas, de coisas, de instituições, de momentos, para gerar vida. Tudo que estiver ao alcance e talvez até mais, pois não sabemos até onde o nosso poder pode alcançar, até usá-lo. A quinta feira convida para usar o poder para proteção, preservar tudo que merece ser preservado, dentro e fora da pessoa.

            Sexta feira é viernes vem de deusa do amor, Vênus, Afrodite, associada à beleza e fertilidade também. No ideograma chinês é o dia do metal que foi retirado da terra e lapidado pelo fogo. Como um convite para extrair de dentro de nós o poder interno da vida interior, trabalhar com o fogo das ideias, da espiritualidade, dos valores, e extrair daí um elemento resistente, sólido, da personalidade. Um bom sentimento para a esperança. Deixar transparecer a beleza que há em nós em todas nossas expressões, para extrair esse metal de dentro da natureza interior, trazer à tona em sua maior beleza. O amor e a beleza andam juntas. Perpetuar o que fizemos de belo em todos os campos. É um excelente dia para embelezar o mundo, não apenas no plano físico, mas no metafísico também, das ideias, nossas e daquelas que vierem ao nosso conhecimento. Fazendo com que aquele que fez um ato belo, aquilo foi visto e fez diferença para nós. Confúcio disse: “Por que compro arroz e flores? Compro arroz para viver e flores para ter pelo que viver.” Outro provérbio chinês bastante conhecido diz: “Se tiveres dois pães, vende um e compra um lírio.” Não é só alimentar o corpo, você precisa do lírio, precisa de estética, de metafísica, isso é alimento da alma que não pode morrer de inanição. Precisamos de beleza que nos dá a autoconfiança; que embelezemos a vida das pessoas ao nosso redor. Este é o convite da sexta feira.

            Sábado vem do hebraico, shabbath, o dia que Deus descansa depois de trabalhar por seis dias ininterrupto. É o dia do descanso que vai dar origem ao nosso sábado. Na tradição cristã o dia sagrado é o primeiro, domingo, dia do Senhor. Em inglês, é saturday, dia de Saturno, Cronos, na Grécia. Sugere o tempo, trabalhar com o tempo em profundidade e não na extensão. Durante um dia podemos fazer uma série de coisas que podem fazer diferença para o mundo e para nós. Uma vida humana pode ir da absoluta ignorância à absoluta sabedoria. Não podemos deixar a maior parte do nosso tempo ser jogado no buraco negro da inconsciência, como isso frequentemente acontece. Se aspiramos a vencer a morte, sinônimo de inconsciência, o primeiro passo é vencer a inconsciência dentro da vida, ou vence-la após a vida. Se passamos a maior parte do tempo estamos na inconsciência, e se ela é sinônimo de morte, então, estamos vivos ou estamos mortos? Aprofundar o tempo, viver o tempo real que se mede pelo deslocamento em direção ao ideal humano, ao sonho pessoal de cada um. Se hoje eu venci um pouco do meu egoísmo, da minha irresponsabilidade, da minha desorganização, estou vivendo o real. Se eu não crescer absolutamente nada, o dia de hoje não existiu. O tempo real não é o do relógio, mede-se por deslocamento em direção ao sonho, ao ideal humano. Sábado é o da para pensarmos em qual valor tenho usado o meu tempo, trabalhar para ocupa-lo com consciência, cada vez um passo adiante em direção ao meu sonho, fugindo da dispersão, da desorganização que rouba tempo, e tempo é sinônimo de vida. Sábado é um convite a trabalhar melhor o tempo, em profundidade, com mais essência, com mais sentido.

            Esses são os convites que os dias fazem, que podemos usar para pautar nossas esperanças, ou criar um código próprio. Mas é importante usar a simbologia para impulsionar nossas esperanças todos os dias. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 16/07/2021 às 00h17
 
15/07/2021 00h11
REVOLUÇÃO CULTURAL (7) –  CRISE DO MARXISMO

            Esta é uma forte estratégia da guerra espiritual, pois conseguiu penetrar na Igreja Católica, a principal opositora do mal, e reverter o trabalho evangélico em sua pureza cristã. Vejamos o que diz o Padre Paulo Ricardo em sua aula publicada no Youtube em 04-01-2012, com 394 visualizações na data de 15-04-2021.

O Manifesto Comunista termina assim: “Trabalhadores do mundo, uni-vos!” Ele previa que os trabalhadores da França iriam se unir com os trabalhadores da Alemanha, da Inglaterra, da Itália, e eles iriam se unir contra a classe capitalista e impor a Ditadura do Proletariado. Problema. Isso não aconteceu. Marx morreu e não viu a profecia vir abaixo, não se realizar. Ele previa uma grande guerra que ele chamava de Guerra Pan-Europeia. Essa guerra que de fato aconteceu, foi a Primeira Guerra Mundial. Todo mundo previa um pouco que haveria essa guerra. O próprio Papa São Pio X, quando ele morreu há 100 anos, dizia continuamente: a guerra grande acontecerá. E de fato aconteceu, a Primeira Guerra Mundial. Só que, para total confusão dos marxistas, os trabalhadores não se uniram. Eles, ao contrário, pegaram as armas para matar, horror dos horrores, outros trabalhadores. Ou seja, os trabalhadores franceses pegaram em armas para matar os trabalhadores alemães, para defender os interesses de classe dos seus patrões, dos capitalistas. Como é possível? 

            Depois que terminou a I Guerra Mundial, o marxismo estava em plena crise teórica. Como era possível que os trabalhadores estivessem tão alienados, que deveriam ter uma consciência de classe, segundo Marx, e defendessem os direitos de sua classe, como era possível que eles agora pegassem armas para matarem outros trabalhadores para defender os interesses dos seus patrões? Quem foi que os alienou dessa forma? Um pouco dessa resposta, o próprio Marx já havia identificado. Quando ele diz aquela famosa frase, de que a religião é o ópio do povo. Queria dizer que, você está sofrendo, e os métodos anestésicos da época não eram muito eficazes. O ópio foi uma grande descoberta enquanto possibilidade de fazer a pessoa fugir do sofrimento, da dor, e do sofrimento existencial, se drogando. 

            Ora, como seria diferente, uma teoria construída com dados falsos de realidade, poderia prever o que aconteceria na realidade. Os mentirosos constroem números, destroem a verdade com suas falsas narrativas, mas não podem construir a realidade. Infelizmente, as falsas narrativas continuam circulando com força pelas redes sociais, escolas, igrejas e vai se multiplicando, impondo o ostracismo à verdade. Mas a verdade pode ser escondida durante algum tempo, mas ela sempre surge na mente das pessoas. Então, dependendo do grau de honestidade e coragem dessa pessoa para se colocar contra o que aprendeu de errado, ela vai mudar a forma de pensar e de se comportar.


Publicado por Sióstio de Lapa em 15/07/2021 às 00h11



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr