Meu Diário
23/02/2020 00h21
AFLUENTES DA LIBIDO

            Como o rio nasce dos seus afluentes e corre pela terra, crescendo e fertilizando, assim também são as energias da libido. Quando chega a época da puberdade, que os hormônios geram a necessidade da reprodução, forças energéticas biológicas comandadas pelos instintos, começam a fertilizar cada célula do organismo, com reprodução a nível mental na forma de desejo sexual.

            Esses afluentes biológicos são disparados automaticamente, e parece ter duas origens: uma delas, a mais potente, se origina das instâncias mais antigas do sistema nervoso central, certamente à nível do Tronco Encefálico, nas imediações dos núcleos automáticos que fazem a manutenção da vida, que funcionam sem a nossa participação racional, voluntária. Essa energia instintiva não tem preocupação ética, ela procura sentir o prazer orgástico em situações as mais impróprias ou bizarras, incluindo a pornografia. A pessoa deve demandar grande esforço para conter essas energias libidinosas ancestrais, com os recursos das áreas mais recentes do cérebro, principalmente à nível de região pré-frontal. É nesta região que se origina as energias correspondentes ao superego, identificado e desenvolvido por Freud. O duelo que se realiza na mente, no espaço egóico, onde as forças instintivas do Id fortalecem os desejos libidinosos que se manifestam no Ego, devem sofrer o freio representado pelo Superego. Observamos que na maioria das pessoas, as forças egóicas potencializadas pelo Id, vencem o bloqueio do Superego e a pessoa passa a dar realidade aos seus desejos, por mais impróprios que sejam. Exemplo disso é o pai que abusa da filha, um sacerdote que viola uma criança e a tão comum infidelidade conjugal.

            Além desse primeiro e mais forte afluente para as correntes libidinosas no corpo e na mente, temos um segundo afluente. Este é menos potente, mas traz uma forte gratificação ética e emocional. É aquela energia libidinosa que surge das regiões corticais associadas as áreas do Sistema Límbico. Não é tão rápida quanto os afluentes que vêm das regiões instintivas. Nas regiões corticais onde estão situadas as críticas, deliberações, julgamentos prós ou contras, nascem as simpatias que geram amizades e que chega até o amor, com desejo sexual, viável ou inviável. Nesta região, o córtex cerebral faz o devido armazenamento dos argumentos sociais que representam o Superego, ao mesmo tempo que faz conexões com o Sistema Límbico, a sede das emoções, e que, por sua vez, também tem suas conexões com o Id, a porção instintiva do cérebro.

            Os afluentes libidinosos que se originam do córtex cerebral e sistema límbico, vem com a túnica do amor romântico. Existe maior grau de respeito na relação, no cuidado de um com o outro parceiro. Mesmo que a relação sexual sempre seja o objetivo final da relação, não é obrigatório que ele sempre exista. Tem ocasiões onde um dos parceiros percebe o prejuízo ético que a relação sexual pode trazer, podendo prejudicar um dos parceiros, e dessa forma a relação sexual fica impedido, o que dificilmente ocorreria com as energias que se originassem das forças instintivas.

            O caminho evolutivo que estamos seguindo é o de fortalecer cada vez mais as forças éticas do superego e conduzirem os diversos níveis de relacionamento onde as forças libidinosas são predominantes.


Publicado por Sióstio de Lapa em 23/02/2020 às 00h21
 
22/02/2020 00h21
ACENTUAÇÕES E DISTORÇÕES

            Encontrei o texto abaixo na net e achei interessante dividir com meus leitores, essa forma lúdica de encarar a nossa gramática.

Um poeta escreveu "Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar". Às vezes, não acentuar parece mesmo a solução. Eu, por exemplo, prefiro a carne ao carnê. Assim como, obviamente, prefiro o coco ao cocô. No entanto, nem sempre a ausência do acento é favorável... Pense no cágado, por exemplo, o ser vivo mais afetado quando alguém pensa que o acento é mera decoração.

E há outros casos, claro. Eu não me medico; eu vou ao médico. Quem baba não é a babá. Você precisa ir à secretaria para falar com a secretária. Será que a romã é de Roma? E você, prefere ser uma pessoa vívida ou vivida? Seus pais vêm do mesmo país?

Seria maio o mês mais apropriado para colocar um maiô? Quem sabe mais entre a sábia e o sabiá? O que tem a pele do Pelé? O que há em comum entre o camelo e o camelô? O que será que a fábrica fabrica? E tudo que se musica vira música? Será melhor lidar com as adversidades da conjunção, "mas" ou com as más pessoas? Será que tudo que eu valido se torna válido? Melhor doidos que doídos? E entre o "amem" e o "amém", que tal os dois? Na dúvida, com um pouquinho de contexto, garanto que o público entenda aquilo que publico. E paro por aqui, pois esta lista já está longa.

E você, para ou vai até o Pará?

[Carol Pereira] @carolinajesper #portuguêsélegal #portuguêspravida     

            Além do tom engraçado do texto, fica a informação de que um simples acento muda totalmente o sentido ou conteúdo de uma frase. Isso em comunicação é muito importante, para manter informada a população. Conhecer os fatos e transmiti-los de forma neutra, assim como estão acontecendo, sem nenhum viés ideológico, é a grande missão do jornalismo ético. Isso não é o que observamos nos diversos jornais, de direita ou esquerda, todos querendo usar um fato de acordo com a sua crença, desde o incêndio na Amazônia até o encontro de um criminoso com o Papa. Que tal fazermos um exercício prático dessa condição, fazendo um texto neutro, outro à Direita e outro à Esquerda?

  1. O Papa Francisco agendou encontro com o Sr. Lula, ex-presidente do Brasil e ex-presidiário;
  2. O Papa Francisco dá uma bofetada em todos os católicos brasileiros ao receber o ex-presidiário Lula; e
  3. O Papa Francisco reconhece a injustiça feita ao ex-presidente Lula e o recebe com simpatia no Vaticano.

Observamos que a mesma notícia pode apontar apenas o que aconteceu no primeiro caso, sendo considerada neutra, enquanto as outras duas colocam o fato a serviço de uma opinião, ideologia. Quando o fato se reveste de uma opinião, pode se desviar da verdade em favor de uma crença que quer se tornar realidade.

Tomemos muito cuidado!


Publicado por Sióstio de Lapa em 22/02/2020 às 00h21
 
21/02/2020 07h34
DERROTA

            A guerra entre o Bem e o Mal continua a se desenvolver na Terra, enquanto existir a ignorância que faz a gente entrar em desvios da rota correta, gerando o sofrimento para si e para os outros que estão ao redor e sofrem as consequências dos nossos erros.

            Quem não tem consciência dessa guerra, das diversas batalhas que enfrentamos no dia-a-dia, mesmo assim sentem as dores dos seus erros e, principalmente, o erro dos outros. Ficam mergulhadas em tais dores, essas pessoas, sem conseguir introjetar dentro de si o valor das lições de Jesus, não aprenderam a amar, apenas a se apegar ao que Deus coloca ao alcance. Podemos considerar que essas pessoas estão derrotadas? Se elas nem percebem que estão dentro de uma guerra? Se a vida para elas se resume naquilo que possuem do ponto de vista da matéria, que passam toda a vida construindo valores transitórios que um dia irão perder? Ficam tão focadas no que possuem, no que construíram ao longo dos anos, que parece deslocar o controle de suas vidas para outras pessoas com as quais construíram uma relação, e que um dia se foram, mesmo que tenha sido ela a expulsar a outra da sua vida. É mais uma pessoa que está caída no campo de batalha, sem nem ao menos saber que está dentro de uma guerra. Uma derrotada.

            Agora, nós, que já estamos conscientes dessa guerra, que estamos engajados nas fileiras do Bem sob o comando de Jesus, devido não ser mais tão ignorantes e saber que Ele foi enviado pelo Pai para dizer a Verdade sobre o caminho do Amor, estamos protegidos de uma derrota? Não! Sabemos que o Bem triunfará, que a lei da evolução será cumprida, que todos chegarão próximos do Pai e em sintonia com Ele administraremos novos mundos, como Jesus está fazendo agora conosco. Mas, nesse caminhar, enfrentaremos a cada dia novas batalhas em nível individual e coletivo. Cada um de nós, no nível individual estamos passíveis de derrota. Eu posso ser o exemplo. Apesar de tanto estudo, de tanta certeza do mundo espiritual e suas leis, de estar inserido nas fileiras do Bem sob o comando de jesus, mesmo assim tenho derrotas constantes. Deixo de me preparar a cada dia com os recursos da oração, não me empenho para fazer minhas obrigações espirituais, pois não quero passar pelo necessário sacrifício dos interesses da carne.

            Felizmente temos um Pai bondoso e misericordioso, que perdoa os males da nossa ignorância, tanto aqueles que têm a consciência dEle quanto aos outros como nós, que tanto sabemos, mas que isso não tira os nossos esforços para manter o ritmo da evolução. Pelo contrário, sabemos que quanto mais conhecimento adquirimos, mais responsabilidade teremos e que seremos mais cobrados por isso.  


Publicado por Sióstio de Lapa em 21/02/2020 às 07h34
 
20/02/2020 00h19
MARIA E MARTA

            Sempre que escuto ou leio essa história da Maria e Marta, que se passou na casa delas quando Jesus a visitava, fico com sérias indagações que até hoje não foram devidamente compreendidas.

            Jesus estava conversando sobre o seu tema preferido, do Reino de Deus entre outras lições importantes para que chegássemos próximos do Pai. Maria estava entre a pequena plateia que se enriquecia com as lições. Marta estava na cozinha, fazendo a comida para todos os presentes. Ficou irritada, pois estava trabalhando sozinha para alimentar a todos, inclusive a irmã que poderia estar na cozinha lhe ajudando. Foi reclamar a jesus, e o que foi dito? Que Maria estava certa, que ela escolhera a melhor parte. Compreendo o que Jesus quis dizer com isso, que as lições espirituais que Ele estava oferecendo tinha mais valor que as necessidades materiais que Marta estava providenciando, que era melhor para Maria que ela ficasse ali com Ele.

            Escutei uma palestra sobre o caso, com um viés feminista, ressaltando mais uma vez a inteligência de Maria, de ter saído do jugo da mulher ter que sempre estar na cozinha e para o homem ter sempre que usufruir das melhores coisas.

            Mesmo assim, nem uma nem outra coisa, satisfaz o meu senso de Justiça. Acredito que eu possa me colocar na posição de um dos discípulos de Jesus, agora nesta época, na categoria de um trabalhador de última hora, e fazer uma observação ao Mestre.

            -“Jesus, porque não convidamos Marta para sentar conosco e participar destas importantes lições? Ela apagará o fogo onde está preparando a comida, e depois que o Senhor terminar as lições, iremos em busca da alimentação. Poderemos até ajuda-las, a Marta e Maria, a preparar os alimentos, não nos incomodaremos, se isso for trazer justiça e solidariedade para todos nós.”

            Se alguém naquela pequena assembleia tivesse se comportado assim, como seria a resposta do Mestre? Penso que seria dessa forma...

            -“Bem pensado, Francisco, se Marta tem o mesmo interesse que tem a Maria de ouvir essas lições, de se instruir e praticar o que aprendeu, nada mais justo que venha sentar conosco também. A não ser que ela não tenha o interesse que a Maria tem, e que prefere gastar o seu tempo no preparo da comida e depois ser elogiada e agradecida por isso. Todos ficaremos devendo esse tipo de favor a ela, e isso não deixa de ser um passo a frente no caminho da evolução, o servir a todos sem expectativa de recompensa. O que acontece é que Marta se aborreceu por estar fazendo um serviço sozinha e imaginou que a irmã deveria ter os seus mesmos interesses. Este é o ponto crítico de Marta. Impor ao outro à sua vontade. Fiquei na condição de decidir o certo ou o errado de Maria. É claro que, se Marta estivesse comigo e reclamasse que Maria estava na cozinha e não dava a mínima importância ao que eu ensinava, eu daria resposta parecida. Diria que você, Marta, escolheu a melhor parte da tarefa, mas Maria prefere ficar onde se sente melhor, preparando a comida para servir a todos. Não é isso que eu sempre ensino? Que quem deseja ser o maior, que seja o servidor de todos? Pois Maria agora estar na cozinha se preparando para essa posição de destaque. Está vendo como tudo é relativo?”

            Depois desse diálogo, sai com minha mente atordoada. Sei que as respostas do Cristo são impecáveis. Não consigo assimilar de imediato essa verdade, mas sei que ela existe, que está presente na lição. Por mais que eu não entenda, sei que o Cristo está correto. Se não consigo validar na minha consciência de imediato, pela razão, a intuição me diz que a falha é minha, na minha pouca capacidade de raciocinar. Mas que, com o amadurecimento da minha alma, um dia estarei pleno dessas verdades.

            Talvez eu tenha sido a Maria naquele passado longínquo, tão sedento de aprender as lições do Cristo e até hoje sem compreender bem, e talvez a minha irmã, Marta, no seu ato de servir, tenha tido um melhor aprendizado que o meu.


Publicado por Sióstio de Lapa em 20/02/2020 às 00h19
 
19/02/2020 01h04
SOLDADOS DO CRISTO

            Entramos no Terceiro Milênio, estamos experimentando a Terceira Revelação do Espiritismo, comandada pelo Espírito da Verdade. A primeira revelação foi conduzida por Moisés, a segunda pela vinda do próprio Cristo, explicando a natureza do Pai e como se conduzir para chegar até Ele.

            Nesta Terceira Revelação, considerada como o cristianismo redivivo, onde estamos no papel dos trabalhadores da última hora para construir a família universal, o Reino de Deus. A batalha espiritual está acirrada, as trevas dominam a maior parte das relações humanas, as lições do Cristo são boicotadas pelos agentes das iniquidades, hipnotizando a nação, surrupiando e vampirizando os cofres públicos. As instituições democráticas contaminadas pelo vírus da ignorância, da prepotência, da mentira, da hipocrisia, colocam os valores morais de cabeça para baixo.

            Nós, os soldados do Cristo, temos o dever de manter a nossa consciência livre dessa hipnose coletiva que joga o ódio dentro dos corações e promove as lutas de classe, de etnias, de qualquer nível de intolerância. Os valores da família e de espiritualidade são vilipendiados a olhos vistos, mas pouco bem interpretado por quem já se encontra hipnotizado.

            Que fazer nesse estágio crítico da batalha, onde o Brasil foi escolhido para ser o coração do mundo e a pátria do Evangelho? Acredito que as forças da Luz já fizeram a sua parte, quando possibilitou a eleição de um candidato a presidência que era francamente contra todos esses desmandos e iniquidades que aconteciam entre as pessoas que deviam ser as mais esclarecidas e as mais defensoras da nação. Uma eleição totalmente imprevista por qualquer tipo de análise política, considerando os argumentos da cultura materialista. Acontece que interveio a conduta espiritual, que colocou nas ruas de todos o país milhões de pessoas pedindo pela Justiça do Arcanjo Miguel, que os criminosos fossem punidos, que saíssem do poder aqueles que o alcançaram com mentiras e sortilégios.

            Agora estamos numa condição que os bons devem perder sua timidez e enfrentar as forças do mal, da ignorância. Não que devamos pegar em armas para destruir os irmãos, maldosos por ignorância, a não ser em defesa da nossa própria vida, pois senão não iríamos nos amar o suficiente para amar o próximo. Devemos unir as nossas forças, onde exista um grupo que seja cristão ou que seja obediente a Deus, que não use a mentira e seja de interesse também a formação desta família universal, dessa construção do Reino dos Céus. Basta isso neste momento crítico, que nosso exército cristão, já bastante significativo, consiga exercer a tolerância e a fraternidade para formar a nossa rede do bem, da solidariedade. Não percamos tempo em discutir com quem deseja usar mentira para formar narrativas de interesse sombrio. Deixemos os criminosos contumazes aos cuidados do Arcanjo Miguel e aqueles criminosos arrependidos, que sejamos fieis as lições do Cristo e possamos os acolher ao nosso lado, exercendo a plena misericórdia. Mesmo que tenhamos sido feridos, como o Cristo foi ferido na cruz, e mesmo assim, perdoou os seus algozes, mesmo eles ainda não tendo condições de fazer a crítica dos seus erros, assim como fez Dimas, o ladrão que ao seu lado, arrependido, ganhou de imediato a promessa do paraíso.  


Publicado por Sióstio de Lapa em 19/02/2020 às 01h04



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr