Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
26/11/2025 00h01
A ELEGÂNCIA DO ÓDIO – 1ª PARTE

            Encontrei um texto nas redes sociais, de Luiz Fernando Ramos de Aguiar, publicado em Postagens da Revista Timeline, de 20-11-2025, que fala do “sofisticado prazer de destruir o inimigo”. Como é um relato bem feito de nossa realidade cotidiana, trago aqui a primeira parte do texto.



A nata da elegância e sofisticação “progressista” brasileira se esmera na missão de classificar qualquer integrante de dissidência intelectual ou política como o pior tipo de ser humano que respira sobre a terra. Não importa se os chamados conservadores sejam, em sua maioria, idosos e trabalhadores armados apenas com bíblias e bandeiras nacionais.



Mesmo diante da óbvia incoerência, jornalistas, filósofos e artistas da elite falante tupiniquim espalham as narrativas mais absurdas e violentas, nas quais a Bíblia é tratada como um manual de ódio e preconceito, e a defesa da liberdade de expressão é rotulada como discurso de ódio.



O truque é que as acusações, ameaças e agressões da esquerda são sempre revestidas por uma linguagem pomposa, “limpinha” e sofisticada. Defendem a censura e o extermínio intelectual de toda uma parcela da população e, quando alguém reage com indignação ou linguagem vulgar, colocam-se como vítimas ultrajadas dos odiosos integrantes da “extrema direita”.



Nem mesmo os fatos se impõem à possessão ideológica. Não importa se o preço a ser pago é a destruição da vida de uma pessoa inocente, tudo se justifica em nome de um único objetivo: eliminar qualquer força política que represente um obstáculo aos seus planos de poder.



Para obter sucesso em seus intentos, nenhuma regra ética, moral ou profissional precisa ser respeitada. O mais importante é empurrar o rolo compressor sobre os conservadores, que, para eles, são o mal encarnado. O que justificaria qualquer ação… Afinal, é para salvar a democracia.



Um exemplo evidente dessa estratégia foi a reportagem do jornalista Guilherme Amado, publicada no Metrópoles, na qual ele afirmava que, após uma investigação, teria obtido informações de que Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, havia viajado para os Estados Unidos. A suposta viagem foi utilizada como justificativa para a decretação da prisão preventiva de Filipe, que permaneceu encarcerado por cerca de seis meses.



De acordo com a matéria de Amado, as “informações” que publicou teriam sido conseguidas a partir do acesso ao formulário I-94, que é um registro de entrada nos Estados Unidos e saída do país. O documento é emitido pelo Customs and Border Protection (CBP). O problema é que, para que esse tipo de formulário tenha validade, ele precisa ser obtido de forma legal, por meio de cooperação judicial ou, no mínimo, deve ser autenticado pela CBP.



E o “documento” no qual se baseou a “reportagem” de Amado foi conseguido sem autorização, fora dos canais oficiais, o que não garantia a legitimidade das “informações”. O jornalista não fez nenhuma ressalva sobre a possibilidade de o formulário não ser verdadeiro. Ele ainda escreveu: “Os advogados teriam demonstrado à PGR que Filipe Martins não viajou para os Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022. Não é o que diz, porém, o governo americano”.



Ou seja, em vez de agir com honestidade e reconhecer que possuía apenas indícios de que o ex-assessor teria realmente viajado aos Estados Unidos, o “jornalista profissional” não duvidou da autenticidade do formulário que chegou a ele. E não só isso, Amado indicou aos leitores que o alvo de sua matéria estaria mentindo e que o documento era reconhecido pelo “governo americano”, mesmo que não tenha confirmado que isso realmente foi feito.



O prejuízo causado a Filipe Martins não foi suficiente para que o jornalista reconhecesse seu erro. Nenhuma nota, nenhum pedido de desculpas… Ele segue afirmando que apenas cumpriu seu papel — mesmo diante das evidências claras de que realizou um “trabalho jornalístico” porco e descuidado.



Mesmo com o reconhecimento público de que sua matéria foi fundamental para a prisão de Filipe Martins, em recente entrevista, o “amado” jornalista afirmou que a prisão teria sido baseada em outras provas, supostamente em posse do STF.



O que mais impressiona na conduta de Amado é o fato de ele ser diretor de uma ONG chamada Redes Cordiais, cuja missão declarada é “contribuir para a construção de espaços públicos digitais mais saudáveis e transformar atores do ecossistema digital para que possam atuar de modo mais responsável no ambiente on-line”.



Está claro que a cordialidade que sua instituição prega não se reflete em sua atuação jornalística, que parece estar muito mais voltada à destruição de adversários ideológicos do que à apuração responsável dos fatos.



Como podemos suportar, impassíveis, esses relatos amparados pela realidade dos fatos, sem o sentimento de revolta contra os agressores, mesmo que eles exibam a faixada de “dignos profissionais” ou eminências jurídicas?



Que tenhamos compaixão por aqueles que, como nós, reclamamos da mentira, da trapaça, da violação dos nossos votos, que querem nos sequestrar, amordaçar e usarmos como escravos de suas más intenções? Que morremos nos porões da ditadura de toga ou fugimos para salvar nossas vidas e dignidade, mesmo que deixemos nossos filhos órfãos de pais vivos?



Esta é a experiência que estamos vivendo no Brasil, com os representantes das trevas que conseguiram evoluir... antes eles sequestravam pessoas e exigiam resgate, agora sequestram o país e nos deixam como escravos, a trabalhar quase a metade do ano para recolher nossos impostos e enviar descaradamente para manter a ditadura em outras freguesias.



E assim o mal vai se alastrando...


Publicado por Sióstio de Lapa
em 26/11/2025 às 00h01
 
25/11/2025 00h01
A ESPADA DA IGNORÂNCIA

            A ignorância ainda hoje permite colocar em nossas mãos uma espécie de instrumento que podemos chamar de “Espada da Ignorância”.



            No passado ela caminhava ao nosso lado, pendurada numa bainha na nossa cintura, e nos levava muitas vezes a empunha-la e guerrear de uma forma ou de outra, defendendo uma bandeira que nos levava a lugar nenhum. Apenas ia colocando manchas no corpo espiritual que carregamos, que é o nosso código genético espiritual para sempre.



            Deste modo, aquelas batalhas nos levavam à discórdia, à destruição, colocando irmão contra outro irmão, e por uma determinada razão rasgava aquele tecido biológico com as lâminas que eram ali penetradas, fazendo com que o sangue fosse derramado e vermelhando o chão.



            Um certo dia as espadas foram silenciando à medida que uma estranha luz foi penetrando pela Terra, abrindo novos horizontes, criando uma fenda sem igual que o homem jamais poderia imaginar. É na sensibilidade do amor que ela acende dentro dos fatores humanos e abrindo imenso leque dentro da humanidade.



            Os homens de bons corações, principalmente, olhavam para aquela luz e foram se aperfeiçoando. Abandonaram então a espada, por algum tempo as guerras silenciaram na medida do contato bruto, e os homens em todos os sentidos ainda vinham buscando um equilíbrio geral.



            A espada foi abandonada, mas o pensamento continuava com ela dentro dele. Isso garantiu dar forças às nossas imperfeições instintivas, maléficas ao convívio social. Mas, tudo aquilo que os olhos dos homens, mascarados pelas personalidades não veem, os olhos de Deus veem.



Neste sentido criou-se um rastreamento geral de uma forma totalmente equivocada, de que estes que usavam força instintiva e com uso da espada disfarçada e civilização e cultura, é que levavam vantagem, porque era o pensamento a linguagem geral do espírito.



            Neste momento, então, os homens em geral pecavam pelo seu próprio pensamento. Os homens, focalizando o pensamento instintivo, não sabiam que haviam passado pela amnésia da reencarnação.



Assim, aquele espírito colocado de volta à vida física, mesmo longe dos seus inimigos que foram criados na lei forte da espada, a memória inconsciente dos erros, favorece a uma inimizade que vai ressurgir na Terra e favorecer o aparecimento de novas guerras fratricidas.



            Aquela luz quando entra pela erraticidade dentro daqueles fatores, apaga da sua mente a memória daqueles espíritos perseguidores, de todos os espíritos que se colocaram naquele momento na força do desequilíbrio geral como inimigos um do outro.



            O espírito arrependido daquelas infrações mergulha imediatamente em nova reencarnação, e nela se esquece de tudo aquilo que provocou no passado como a força da espada, a luta, a dor, o sangue derramado.



            Toda dívida adquirida na Terra, somos obrigados a pagar, porque a lei é perfeita para todos, ela vem de uma justiça divina e dela ninguém escapa. Não tem outra forma de fugir desta dívida porque como já foi dito, o nosso pensamento é a nossa linguagem espiritual quando penetramos no plano espiritual.



            Mesmo que não usemos a espada em nossas vestimentas físicas, mas se ela está presente em nosso pensamento, ela está bem visível aos olhos do Criador que faz a sondagem diária de nossos corações.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 25/11/2025 às 00h01
 
24/11/2025 00h01
GUARDAI-VOS

 



 



GUARDAI-VOS



“Estes, porém, dizem mal do que ignoram; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.”



(JUDAS, 10.)



Em todos os lugares, encontramos pessoas sempre dispostas ao comentário desairoso e ingrato relativamente ao que não sabem.



Almas levianas e inconstantes, não dominam os movimentos da vida, permanecendo subjugadas pela própria inconsciência.



E são essas justamente aquelas que, em suas manifestações instintivas, se portam, no que sabem, como irracionais.



Sua ação particular costuma corromper os assuntos mais sagrados, insultar as intenções mais generosas e ridiculizar os feitos mais nobres.



Guardai-vos das atitudes dos murmuradores irresponsáveis.



Concedeu-nos o Cristo a luz do Evangelho, para que nossa análise não esteja fria e obscura. O conhecimento com Jesus é a claridade transformadora da vida, conferindo-nos o dom de entender a mensagem viva de cada ser e a significação de cada coisa, no caminho infinito.



Somente os que ajuízam, acerca da ignorância própria, respeitando o domínio das circunstâncias que desconhecem, são capazes de produzir frutos de perfeição com as dádivas de Deus que já possuem.



Este é o maior trabalho que nós, membros e amigos da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) procuramos fazer.



Não é procurar corrigir o próximo, o irmão que vive na ignorância, pois isso é tarefa dele. É procurar corrigir a nós mesmos, perdoando os comentários ingratos daqueles que não sabem nosso propósito; procurando ensinar as almas levianas e inconstante da importância do Caminho da Verdade ensinado pelo Cristo; procurar nos proteger daquelas almas irracionais que se comportam como animais irracionais, que as vezes tentam nos explorar, subjugar ou mesmo destruir, tanto as pessoas como os assuntos mais sagrados, as intenções mais generosas, ridicularizar os feitos mais nobres; tenhamos cuidado com os murmuradores irresponsáveis, que em tudo ver a obrigação dos outros e não as suas.



Jesus nos deixou o Seu Evangelho para ser o nosso guia, para que sejamos simples, mas prudentes; com esse conhecimento devemos caminhar na claridade da vida, com o dom de entender a mensagem viva de cada ser, o significado de cada coisa ou pessoa, quais são os frutos produzidos, bons ou maus.



Procuramos ser capazes de nos aguardar e ajuizar acerca de nossa própria ignorância, daqueles do nosso entorno na comunidade, e daqueles que nos visitam por mais distantes que sejam as suas origens; quais são os frutos que estamos produzindo e se é permissão divina que os possamos compartilhar as dádivas que recebemos do Pai.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 24-11-25


Publicado por Sióstio de Lapa
em 24/11/2025 às 00h01
 
23/11/2025 00h01
BENEFÍCIOS DO PERDÃO

            Todos nós, cristãos, sabemos dos benefícios do perdão. Que não traz benefícios principais ou exclusivos para aquele que nos ofendeu, machucou de qualquer forma.  



Aprendemos que o maior beneficiado pelo ato de perdão, somos nós mesmos, os seus executores. Agora, porque temos tanta dificuldade de perdoar?



            Parece que o nosso instinto animal fica a resmungar, que aquele que nos ofendeu deve receber a ofensa da mesma forma, como assim nos ensinou o grande profeta da antiguidade, Moisés: “Dente por dente, olho por olho”.



            Mas agora, com nosso aprendizado moderno, envolvendo a ética e consequências dos comportamentos mal adaptados, podemos imaginar que tal forma de comportamento ensinado pelo profeta Moisés, se aplicado como ensinado, iríamos ter uma comunidade de cegos e desdentados.



            Os ensinamentos de Jesus, de unânime dificuldade de aplicação, parecem ser melhores adaptados para uma comunidade com vida em harmonia. Ao invés da lei do Talião, “olho por olho, dente por dente”, devemos aplicar a lei do perdão, não sete vezes como foi perguntado por Pedro, mas setenta vezes sete. Isto significa que o perdão deve ser uma constante em nossas vidas.



            A sogra de Pedro, que podemos chamar de Sara, apesar de não constar na Bíblia o seu nome, estava incomodada com o vizinho que ficava chateado e ameaçava denunciá-la às autoridades judaicas, devido o barulho que as pessoas em busca de cura, que superlotavam a casa dela quando Jesus estava presente. Em represália, Sara estava dispostas a ir às mesmas autoridades denunciar tal vizinho que, nas noites em que se embriagava batia na esposa e seus gritos perturbavam toda a vizinhança.



            Mas ela ouviu a reposta de Jesus a Pedro quando este perguntou quantas vezes seriam necessárias para aplicar o perdão. Jesus respondeu que o perdão deveria ser uma constante na vida das pessoas. Essa resposta refreou o ímpeto vingativo de Sara, mas mesmo assim ela ficou incomodada com a situação. Na primeira oportunidade ela se aproximou de Jesus e falou de sua dificuldade de perdoar, se assim era mesmo necessário.



            Jesus ao ouvir a indagação da mulher, aparentemente desviou a conversa, dizendo sentir o aroma delicioso de sua sopa de lentilhas. Perguntou a Sara como ela fazia uma sopa tão saborosa e nutritiva. Sara explicou que escolhia as melhores lentilhas, usava água pura e temperos adequados. O Mestre perguntou sobre a panela que iria aprontar a sopa, se era necessário fazer antes a sua limpeza. Sara disse que sim, pois se tivesse alguma sujeira iria tornar a sopa intragável, impura, e deveria ser jogada fora.



            Jesus aproveitou essa resposta para dizer que assim funciona o nosso coração com relação à nossa vida. Ele é o caldeirão no qual devemos colocar as coisas puras, como os Seus ensinamentos, por exemplo. Mas para isso o caldeirão, nosso coração, deveria estar limpo. Mas se ele estivesse sujo de ira, ressentimentos, mágoas e desejo de vingança, o que poderia acontecer? Poderia sair um comportamento bom, como uma boa sopa?



            Lembrou o exemplo de uma límpida gota de orvalho que ao cair sobre uma pétala de rosa, reflete o brilho do sol com todo seu esplendor; no entanto, se essa mesma gota límpida de orvalho cair no chão impuro, irá se transformar em lamaçal, incapaz de refletir qualquer sinal de nobreza ou divindade.



            Não foi preciso maiores explicações, cabia a cada um daqueles ouvintes, naquela ocasião, saber da necessidade de limpar o seu caldeirão, seu coração das impurezas, e isso só poderia ser feito com o detergente do perdão, seu principal benefício, capacitando o coração humano para a reflexão do amor do Criador.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 23/11/2025 às 00h01
 
22/11/2025 00h01
VENTO QUE ME ACOLHE (soneto)

 



Vento... que me acolhe o corpo



Refrigera meus sentidos, a minh’alma



Que nas tempestades que atinge o horto



Entre raios e trovões, a mim acalma



 



Vento... que me informa, me ensina



Que das paixões que meu instinto excita



O que mais vale está na minha sina



De seguir para o Pai, a via bendita



 



Vento que me acolhe... és o hálito do meu Pai



Na noite mais escura, ou dia mais brilhante



Nunca sinto, Senhor, que de mim estás distante



 



Vento acolhedor, que sustenta a minha vida



Na recorrência da minha obediência oferecida



Vejo sentir, meu pai, na respiração seu entra e sai.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 22/11/2025 às 00h01
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