Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
24/11/2025 00h01
GUARDAI-VOS

 



 



GUARDAI-VOS



“Estes, porém, dizem mal do que ignoram; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.”



(JUDAS, 10.)



Em todos os lugares, encontramos pessoas sempre dispostas ao comentário desairoso e ingrato relativamente ao que não sabem.



Almas levianas e inconstantes, não dominam os movimentos da vida, permanecendo subjugadas pela própria inconsciência.



E são essas justamente aquelas que, em suas manifestações instintivas, se portam, no que sabem, como irracionais.



Sua ação particular costuma corromper os assuntos mais sagrados, insultar as intenções mais generosas e ridiculizar os feitos mais nobres.



Guardai-vos das atitudes dos murmuradores irresponsáveis.



Concedeu-nos o Cristo a luz do Evangelho, para que nossa análise não esteja fria e obscura. O conhecimento com Jesus é a claridade transformadora da vida, conferindo-nos o dom de entender a mensagem viva de cada ser e a significação de cada coisa, no caminho infinito.



Somente os que ajuízam, acerca da ignorância própria, respeitando o domínio das circunstâncias que desconhecem, são capazes de produzir frutos de perfeição com as dádivas de Deus que já possuem.



Este é o maior trabalho que nós, membros e amigos da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) procuramos fazer.



Não é procurar corrigir o próximo, o irmão que vive na ignorância, pois isso é tarefa dele. É procurar corrigir a nós mesmos, perdoando os comentários ingratos daqueles que não sabem nosso propósito; procurando ensinar as almas levianas e inconstante da importância do Caminho da Verdade ensinado pelo Cristo; procurar nos proteger daquelas almas irracionais que se comportam como animais irracionais, que as vezes tentam nos explorar, subjugar ou mesmo destruir, tanto as pessoas como os assuntos mais sagrados, as intenções mais generosas, ridicularizar os feitos mais nobres; tenhamos cuidado com os murmuradores irresponsáveis, que em tudo ver a obrigação dos outros e não as suas.



Jesus nos deixou o Seu Evangelho para ser o nosso guia, para que sejamos simples, mas prudentes; com esse conhecimento devemos caminhar na claridade da vida, com o dom de entender a mensagem viva de cada ser, o significado de cada coisa ou pessoa, quais são os frutos produzidos, bons ou maus.



Procuramos ser capazes de nos aguardar e ajuizar acerca de nossa própria ignorância, daqueles do nosso entorno na comunidade, e daqueles que nos visitam por mais distantes que sejam as suas origens; quais são os frutos que estamos produzindo e se é permissão divina que os possamos compartilhar as dádivas que recebemos do Pai.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 24-11-25


Publicado por Sióstio de Lapa
em 24/11/2025 às 00h01
 
23/11/2025 00h01
BENEFÍCIOS DO PERDÃO

            Todos nós, cristãos, sabemos dos benefícios do perdão. Que não traz benefícios principais ou exclusivos para aquele que nos ofendeu, machucou de qualquer forma.  



Aprendemos que o maior beneficiado pelo ato de perdão, somos nós mesmos, os seus executores. Agora, porque temos tanta dificuldade de perdoar?



            Parece que o nosso instinto animal fica a resmungar, que aquele que nos ofendeu deve receber a ofensa da mesma forma, como assim nos ensinou o grande profeta da antiguidade, Moisés: “Dente por dente, olho por olho”.



            Mas agora, com nosso aprendizado moderno, envolvendo a ética e consequências dos comportamentos mal adaptados, podemos imaginar que tal forma de comportamento ensinado pelo profeta Moisés, se aplicado como ensinado, iríamos ter uma comunidade de cegos e desdentados.



            Os ensinamentos de Jesus, de unânime dificuldade de aplicação, parecem ser melhores adaptados para uma comunidade com vida em harmonia. Ao invés da lei do Talião, “olho por olho, dente por dente”, devemos aplicar a lei do perdão, não sete vezes como foi perguntado por Pedro, mas setenta vezes sete. Isto significa que o perdão deve ser uma constante em nossas vidas.



            A sogra de Pedro, que podemos chamar de Sara, apesar de não constar na Bíblia o seu nome, estava incomodada com o vizinho que ficava chateado e ameaçava denunciá-la às autoridades judaicas, devido o barulho que as pessoas em busca de cura, que superlotavam a casa dela quando Jesus estava presente. Em represália, Sara estava dispostas a ir às mesmas autoridades denunciar tal vizinho que, nas noites em que se embriagava batia na esposa e seus gritos perturbavam toda a vizinhança.



            Mas ela ouviu a reposta de Jesus a Pedro quando este perguntou quantas vezes seriam necessárias para aplicar o perdão. Jesus respondeu que o perdão deveria ser uma constante na vida das pessoas. Essa resposta refreou o ímpeto vingativo de Sara, mas mesmo assim ela ficou incomodada com a situação. Na primeira oportunidade ela se aproximou de Jesus e falou de sua dificuldade de perdoar, se assim era mesmo necessário.



            Jesus ao ouvir a indagação da mulher, aparentemente desviou a conversa, dizendo sentir o aroma delicioso de sua sopa de lentilhas. Perguntou a Sara como ela fazia uma sopa tão saborosa e nutritiva. Sara explicou que escolhia as melhores lentilhas, usava água pura e temperos adequados. O Mestre perguntou sobre a panela que iria aprontar a sopa, se era necessário fazer antes a sua limpeza. Sara disse que sim, pois se tivesse alguma sujeira iria tornar a sopa intragável, impura, e deveria ser jogada fora.



            Jesus aproveitou essa resposta para dizer que assim funciona o nosso coração com relação à nossa vida. Ele é o caldeirão no qual devemos colocar as coisas puras, como os Seus ensinamentos, por exemplo. Mas para isso o caldeirão, nosso coração, deveria estar limpo. Mas se ele estivesse sujo de ira, ressentimentos, mágoas e desejo de vingança, o que poderia acontecer? Poderia sair um comportamento bom, como uma boa sopa?



            Lembrou o exemplo de uma límpida gota de orvalho que ao cair sobre uma pétala de rosa, reflete o brilho do sol com todo seu esplendor; no entanto, se essa mesma gota límpida de orvalho cair no chão impuro, irá se transformar em lamaçal, incapaz de refletir qualquer sinal de nobreza ou divindade.



            Não foi preciso maiores explicações, cabia a cada um daqueles ouvintes, naquela ocasião, saber da necessidade de limpar o seu caldeirão, seu coração das impurezas, e isso só poderia ser feito com o detergente do perdão, seu principal benefício, capacitando o coração humano para a reflexão do amor do Criador.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 23/11/2025 às 00h01
 
22/11/2025 00h01
VENTO QUE ME ACOLHE (soneto)

 



Vento... que me acolhe o corpo



Refrigera meus sentidos, a minh’alma



Que nas tempestades que atinge o horto



Entre raios e trovões, a mim acalma



 



Vento... que me informa, me ensina



Que das paixões que meu instinto excita



O que mais vale está na minha sina



De seguir para o Pai, a via bendita



 



Vento que me acolhe... és o hálito do meu Pai



Na noite mais escura, ou dia mais brilhante



Nunca sinto, Senhor, que de mim estás distante



 



Vento acolhedor, que sustenta a minha vida



Na recorrência da minha obediência oferecida



Vejo sentir, meu pai, na respiração seu entra e sai.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 22/11/2025 às 00h01
 
21/11/2025 12h45
REFORMULAÇÃO COGNITIVA (sonho)

            Estava no Rio de Janeiro com um grupo heterogêneo, certamente participando de um passeio contratado. As pessoas que ficaram mais próximas de mim e meus acompanhantes eram ligadas a área educativa, senhoras que se identificaram como diretoras de escolas. Não consegui precisar quem estava me acompanhando, parece que o objetivo dessa mensagem onírica era ver o contexto de determinada tarefa dentro do relacionamento com a pessoas que estavam incluídas.



            Ficamos acomodados no hotel para onde fomos programados, cada qual com destino ao seu respectivo apartamento. Na hora do almoço nos reunimos e não tínhamos guia, aparentemente quem estava conduzindo o grupo era eu. Não apareceu qualquer pessoa com esse comportamento de guia. Talvez por eu sentir que era o mais idoso e talvez quem tivesse mais renda financeira, foi que eu senti a necessidade de condução do grupo.



            Entramos no restaurante onde já existia diversas pessoas, ficamos todos numa mesma mesa, e foi nos apresentados pelo garçom uma bandeja com alguns quitutes. Experimentamos alguns e logo resolvemos descer para ir ao local de compras e com diversas opções de alimentação.



            Descemos do hotel e pedimos um carro para nos conduzir, e antes de sair chegou um funcionário apresentando um valor de 200 reais para podermos nos deslocar. Achei o valor elevado, procurei na carteira a quantia em espécie, mas não encontrei, e não liguei para a tentativa de outras pessoas pagarem o que era exigido. Pedi a maquineta e paguei com o meu cartão de crédito.



            Fomos em direção ao objetivo fora do hotel e que não estava bem claro, usava o GPS do meu celular para acompanhar o meu deslocamento como eu sempre faço e logo percebi que a bateria estava acabando. Desliguei o GPS para não ficar com o celular inativo. Lembro bem de ver o trajeto que o GPS apresentava no nosso deslocamento por dentro da cidade, mas não consigo identificar nada do que realizamos, nem compras, nem alimentação.



            Voltamos ao nosso hotel e ao chegar no restaurante uma pessoa amiga nos ofereceu algumas sobras do almoço que foi oferecido. Peguei um prato e coloquei alguns filés de frango com arroz e paguei um valor no caixa. Depois, um dos membros de nossa viagem disse que tinha ido em outro setor do restaurante, ainda existia mais alimentos que ele colocou no prato, e ao se dirigir ao caixa teve a surpresa que nós não devíamos pagar nada no restaurante, estava todo incluído no contrato do passeio.



            Este sonho parece difuso, parece não ter nenhum sentido. Mas, dentro do meu subconsciente, onde estão guardadas tantas informações que trazem ao meu consciente algumas informações e que podem ser aplicadas ao sonho.



            Primeiro, parece ter o sentido de que eu faça reestruturações cognitivas no sentido de trazer mais efetividade aos meus objetivos de vida. Tenho que dar o devido valor as ações coletivas, aos compromissos do conjunto. Tenho a tendência de levar o conjunto de acordo com os meus pensamentos, sem avaliar corretamente os compromissos que envolvem o coletivo. Isso pode fazer com que eu tenha dificuldade em cumprir uma meta que depende do conjunto e de não receber os benefícios que estão implícitos dentro da tarefa conjunta.



            Segundo, lembrando que a vontade do Pai está relacionada com o conjunto da humanidade e não com o sucesso de uma pessoa individualmente, tenho que ajustar a minha forma de pensar e o meu comportamento. Se o Pai me dá uma missão individual, tenho que ter a consciência que a minha competência no sucesso da missão está relacionada com os benefícios que trarei ao conjunto, e não o meu sucesso individual simplesmente.



            Este foi um recado que tento compreender de alguma forma, vejo a necessidade, a coerência da crítica ao meu pensamento e comportamento, e estou disposto a fazer essa avaliação e correção do raciocínio, a reformulação cognitiva.    


Publicado por Sióstio de Lapa
em 21/11/2025 às 12h45
 
20/11/2025 06h18
ECOLOGIA INTEGRAL

            O Papa Leão XIV se dirigiu aos fiéis brasileiros presentes na Praça São Pedro para a Audiência Geral da quarta feira, dia 19-11-2025, mas também a todos no Brasil que vivem uma semana decisiva de negociações da COP30, a principal conferência global sobre mudanças climáticas.



            Falou aos peregrinos de língua portuguesa que, “...se não formos guardiões do jardim da criação, acabaremos por nos tornar seus destruidores. Invoquemos o Espírito para que nos ajude a cuidar, com a mesma fé, da nossa casa comum e do nosso coração. Deus os abençoe!”



Junto ao debate climático no Brasil, no papel de articulador e guardião do maior bioma tropical do planeta, a catequese do Papa Leão XIV na Audiência Geral também foi relacionada aos desafios atuais do meio ambiente, no âmbito ecológico e social, convocando os cristãos a escutarem o apelo divino para o cuidado dos pobres e da terra: a ecologia integral nasce da conversão que exige o Evangelho, salientou o Pontífice.



Chamou a minha atenção o termo “Ecologia Integral” usado pelo Papa, e fui em busca da Inteligência Artificial (IA) para saber o que abrange esse termo. Vejamos a resposta.



O termo Ecologia Integral abrange uma visão holística e interconectada da realidade, que reconhece a íntima relação entre a crise ambiental e a crise social. Vai muito além da ecologia meramente biológica ou natural.



O conceito foi popularizado globalmente pelo Papa Francisco em sua encíclica Laudato Si': Sobre o Cuidado da Casa Comum (2015), onde é apresentado como um novo paradigma para enfrentar a crise socioambiental contemporânea.



Dimensões da Ecologia Integral



A Ecologia Integral defende que não é possível resolver a crise ambiental sem resolver a crise social, e vice-versa. Ela articula várias dimensões da vida e da realidade:



Ecologia Ambiental: Refere-se à proteção dos ecossistemas, da biodiversidade, e ao combate à poluição e às mudanças climáticas. Trata do cuidado com a natureza em sentido estrito.



Ecologia Social: Envolve a justiça social, a busca pela equidade, a defesa dos direitos humanos e a atenção especial aos mais pobres e vulneráveis, que são os mais afetados pela degradação ambiental. Reconhece que a degradação da natureza e a degradação humana e social estão ligadas.



Ecologia Econômica: Questiona os modelos de produção e consumo dominantes (como o antropocentrismo desordenado e a cultura do descarte), que priorizam o lucro imediato em detrimento da sustentabilidade e da dignidade humana. Propõe um novo paradigma baseado no cuidado mútuo e no bem comum.



Ecologia Cultural: Valoriza e defende as culturas locais, as tradições, e os saberes ancestrais, muitas vezes ameaçados pelo modelo tecnocrático e pela globalização homogeneizante. Reconhece a conexão entre o patrimônio natural e o patrimônio cultural.



Ecologia Humana e Cotidiana: Inclui a reflexão sobre o ambiente das cidades (urbanismo, transporte, moradia) e as relações humanas, a saúde e a qualidade de vida. Enfatiza a importância dos estilos de vida sóbrios, solidários e contemplativos.



Ecologia Espiritual: Propõe uma conversão ecológica, uma mudança profunda nas atitudes e nos valores, que nos leve a reconhecer a criação como um dom e a viver em harmonia com Deus, com os outros e com o meio ambiente.



Em essência, a Ecologia Integral é a consciência de que tudo está conectado ("tudo está interligado") e a busca por um desenvolvimento que seja verdadeiramente sustentável e integral para toda a família humana e para o planeta, nossa Casa Comum.



A resposta da IA foi bem esclarecedora sobre o que abrange a Ecologia Integral citada pelo Papa. Mas, porque ele enfatizou apenas o aspecto Ambiental e deixou de fora os aspectos Social, Econômico, Cultural, Humano/Cotidiano e Espiritual? Não parece uma falha enorme para um país que abrigou a COP30 que tem problemas majoritários nos aspectos esquecidos? O Vigário de Cristo não deveria estar atento para todos esses aspectos, e principalmente os Sociais, que são esses os que mais estão mutilando a saúde física, mental, financeira e espiritual de nossa nação e do mundo?



Deixo aqui a minha reflexão e recomendo que cada irmão, filho do mesmo Pai, o Criador, faça também suas reflexões e deixe suas opiniões registradas, pois podem contribuir para o esclarecimento de onde a capacidade intelectiva de nossa consciência individual não pode alcançar.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 20/11/2025 às 06h18
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