PORQUE SOU TRISTE
Porque sou triste, me apresento em segredo
Mas em segredo o Pai desnuda a minha alma
E percebe logo a razão deste meu trauma
Que enegrece meu colorido com o medo
Por que sou triste, minh’alma, por que choro?
Por que tenho no meu peito tanta mágoa?
Se ventos frios enrijecem a minha alma?
Se é na gruta do desterro onde eu moro?
Talvez eu seja do Destino um bambolê
Que fica girando consigo as minhas dores
Até cair, por terra, os meus amores
Ah! Quanto eu queria ser capaz de ainda crê
Que nesta noite em minha alma, tão escura
Alguém trouxesse elixir, limpasse a amargura
QUE REMÉDIO?
A quem amo, porque Deus assim mandou
Veio consigo um coração de tom sofrido
Que sente na vida por todos ser vencido
E pela porta do destino, desespero entrou
Assim atônito com meu pouco saber
Como posso tal dor fazer murchar?
Como posso tantas lágrimas represar?
E de apagar de sua sorte tal sofrer?
Quando ela chega com seus olhos enxarcados
E diz “adeus!”, para longe quer fugir
Dessas ondas de tristeza que tanto lhe persegue
Mas que remédio existe para dores ressecadas?
Qual é a tinta necessária para a vida colorir?
Qual o remédio eficiente para este mal, o negue?
ALMA SOMBRIA
Tenho medo da luz, da claridade
Herança dos meus pais, tão enganados
Por vil serpente, em galhos, enlaçada
Com voz sutil, não perceberam a maldade
Hoje sinto minha alma perseguida
Por vil carrasco, me encho de pavor
Eu sinto as chamas do inferno, que calor
Esqueço ser, do Pai alma querida
Perdi o gosto de viver à luz do sol
De amar como aprendi, jamais amei
E dos lábios que sonhei, jamais beijei
Sou o retrato do pecado original
Sou um vilão, por nada condenado
Virei poeta para em rima ser amado!
O Monitor do Mestre
Jesus ensinou a parábola do fermento para reforçar a mensagem que Ele deu sobre o Reino de Deus. Foi uma ilustração curta, mas poderosa, que foi registrada por Mateus (13,33).
Jesus disse que o Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher misturou em 3 medidas de farinha até que tudo estivesse levedado. Ele usou uma imagem simples e familiar, que todos ali entendiam bem.
As mulheres na multidão assentiram com a cabeça, elas já tinham feito isso muitas vezes. Adicionar só um pouco de fermento à massa e ver tudo se transformar.
Imagine agora uma mulher em sua casa preparando o pão para seus familiares. Ela pega um punhado pequeno de fermento, quase invisível perto do restante da farinha. Amassa tudo com cuidado e espera. No começo nada parece mudar, mas aos poucos, de forma invisível aos olhos, o fermento começa a agir, hora após hora. A massa cresce, amolece e se transforma completamente. aquela pequena porção de fermento acaba modificando. Três medidas de farinha, suficiente para alimentar 100 pessoas. O processo é silencioso, escondido. mas incrivelmente poderoso, e uma vez iniciado não pode ser desfeito. A massa nunca mais será a mesma.
Dessa mesma forma ensinava Jesus. O Reino de Deus não chega com força bruta ou conflitos externos, que começa nos corações das pessoas e se espalha de dentro para fora, transformando vidas, e com o tempo, comunidades inteiras.
É notável que Jesus tenha escolhido algo do cotidiano doméstico, algo feito por mulheres para explicar uma verdade tão profunda sobre como o seu Reino funciona enquanto muitos imaginavam o Reino de Deus chegando como um exército poderoso.
Jesus o descreveu através do trabalho simples e cuidadoso feito nas cozinhas. As medidas de farinha que ele mencionou, podiam alimentar mais de 100 pessoas. Ficou a lição que mesmo uma pequena quantidade de fermento tem poder para influenciar algo muito maior do que ela mesma.
Mais uma vez Jesus contrariava as expectativas da maioria sobre o Messias. As pessoas esperavam grandes exibições, vitórias militares e triunfos políticos, mas Ele dizia que o Reino é como o fermento. Ele age em silêncio, começa dentro das pessoas e se espalha devagar. Com certeza o fermento não transforma a farinha pela força, ele se mistura com ela, age por dentro mudando tudo, desde o interior.
Do mesmo modo, o Reino de Deus não se imponha as pessoas. Ele se transforma começando no coração. O fermento também representa a influência de apenas algumas pessoas, que vivendo os valores do Reino, podem deixar uma marca duradoura em toda uma sociedade.
Um pequeno grupo de discípulos verdadeiros pode impactar uma cidade inteira. A mensagem era clara, nunca subestime o que começa pequeno, se move em silêncio e cresce com constância.
naquele dia Jesus terminou suas histórias deixando as pessoas mergulhadas em reflexões. Mateus (3,34-35) registra que Jesus falou todas essas coisas as multidões usando parábolas.
Ele não ensinava sem usar histórias, isso cumpria o que havia sido anunciado pelo profeta: “falarei por meio de parábolas, revelarei coisas ocultas desde a criação do mundo”.
A luz do entardecer banhava o mar da Galiléia em um tom dourado, suave. As pessoas começaram a voltar para casa, algumas caminhando em duplas ou pequenos grupos, conversando sobre o que tinham ouvido, o que Ele quis dizer com o fermento, perguntou alguém. Você acha que somos o trigo ou joio? Como posso saber que tipo de solo é o meu coração? Outros se perguntavam em voz alta.
Jesus observava com um sorriso cheio de entendimento. Ele sabia que nem todos compreenderiam o significado de imediato, mas as sementes estavam na terra. As histórias que ele contou tinham o poder de alcançar o mais profundo do coração das pessoas, como o fermento que age em silêncio na massa, mudando aos poucos a forma como viam o mundo.
Naquele dia à beira-mar, Jesus plantou verdades que cresceriam por muitos anos. Ele mostrou que o Reino de Deus começa como algo minúsculo, como uma semente de mostarda. Age em silêncio como o fermento misturado à farinha, cresce mesmo em meio a oposição, como o trigo entre os joios e tudo depende de quão aberto está o coração de cada pessoa, como os diferentes tipos de solo.
essas primeiras parábolas prepararam o terreno para tudo o que Jesus ensinaria depois. Elas descreviam um Reino que não seguia os padrões do mundo. Esse Reino valorizava o que é pequeno, gentil, paciente e interno, em vez do que é barulhento, orgulhoso, imediato e externo. Era um Reino que começava no coração e se espalhava, transformando tudo o que tocava.
Agora podemos aplicar essas mesmas histórias nos dias atuais, refletindo no que construímos até hoje, no que existe e como pensamos e agimos, mesmo sabendo da existência de Deus, do Mestre e do Caminho da Verdade que Ele nos ensinou.
Pai, quem sou eu? Fui obrigado a fazer essa reflexão, Pai, ao ser confrontado com coisas que podem ser consideradas erradas, mas que acredito que estejam corretas. Por isso quero conversar com o Senhor sobre isso. Fui acusado de estar desperdiçando os meus recursos materiais, ajudando pessoas fora do meu círculo sanguíneo, enquanto parentes passam por dificuldades; que atendo os interesses materiais da minha companheira, sem colocar limites. Em função disso eu aparento ou injustiça ou idiotice. Escuto com cuidado e refletindo no que estão abordando. Explico que eu posso parecer ser tudo isso que me acusam, mas que eu estou convicto que estou fazendo a Tua vontade, Pai. Mesmo que eu caminhe pelos vales das sombras e em outros momentos pelos palácios dos prazeres, sei que em tudo está a Tua vontade, Pai, e que devo permanecer no Caminho da Verdade que o Cristo me ensinou. Neste momento eu vejo a construção da minha árvore do Amor Inclusivo, formado no tronco por mim e minha companheira, ao lado por nossas famílias sanguíneas, ampliadas, e nos ramos todas as pessoas que estão se nutrindo da seiva dessa árvore para produzir os seus frutos, principalmente as mulheres, com as quais tenho mais afinidade, um sentido de gratidão e principalmente as forças instintivas que facilitam a aproximação e a transfusão da seiva nutritiva. Também, Pai, recebi a informação que o Senhor me enviou, que logo mais ao completar meus 75 anos, o Senhor falará com mais clareza comigo, como aconteceu com Abraão. O livro que me foi presenteado pela pessoa que me colocou em Ceará-Mirim, dentro de uma família católica, foi ela mesma o veículo da Tua vontade. Este livro trouxe essa informação, que Abraão havia nascido em 1952 aC, que Deus falou e deu uma missão à ele aos 75 anos e que ele a cumpriu com a sua esposa, Sara e com os membros da sua família nuclear. Portanto, fazendo essas comparações, surgiu dentro de mim esta expectativa, que nesta data que se aproxima deverei receber também uma missão dentro da Tua vontade. Estarei correto com estas reflexões, meu Pai?
Sim, filho, você percebe com facilidade as mensagens que envio para você, por qualquer canal, em qualquer circunstância. Percebo em você, em algumas situações, a dúvida se está fazendo a minha vontade ou procurando simplesmente alcançar os prazeres que os seus desejos carnais provocam. Mas você tem o cuidado, percebo isso em suas ações e nas sondagens que faço no seu coração, que não há interesse em prejudicar o próximo, pelo contrário, usa essa energia instintiva para ter a motivação necessária para fazer o bem, longe dos interesses da parentela sanguínea e o mais próximo possível da construção da família universal. Sim, estou satisfeito contigo, e os erros que tu cometes são bem cobertos pelos acertos de tuas ações. Tens a minha bênção.