Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
07/07/2026 07h43
TROCANDO O PAI PELO PAI

            Assistindo pela segunda vez o filme “Clara e Francisco” tem uma cena marcante, onde Francisco declara em assembleia, frente a toda a cidade de Assis, que está trocando o seu pai biológico pelo Pai divino que está nos céus. Vejamos, desde o início, quando sua mãe conversa com ele que estava acorrentado pelo pai, percebe a forte intenção evangélica em sua mente, o retira das correntes e pede para procurar o Bispo da cidade...



            - Mãe, a senhora não deve ter medo. Ele não me fez nenhum mal. Fui eu quem o magoei. E a magoei também.



            - Francisco, o que está acontecendo com você? Está doente? Será que é por ficar com todos aqueles leprosos?



            - Mãe, olhe para mim. Somos todos leprosos. Mesmo se escondermos as nossas chagas sob as roupas mais bonitas, e mentirmos uns para os outros para nos convencermos de que somos sãos e felizes. Ainda assim esquecemos a verdadeira razão pela qual ser feliz, que Deus ama todos nós, apesar das chagas que nós escondemos. Deus nos ama tanto, mãe, que se tornou um de nós e que se fez pregar na cruz nú, mãe, mostrando todas as suas chagas.



            A mãe, impactada por suas palavras, pega a chave das correntes e o liberta e orienta, após perceber a preocupação de Francisco com o pai.



            - O que ele dirá?



            - Não se preocupe. Vá procurar o Bispo Guido. É uma pessoa sábia. Saberá protege-lo.



            - Obrigado.



            Francisco se afasta e a cena volta na presença do Bispo Guido, que pergunta...



            - E como lhe veio essa ideia estranha de dar o dinheiro ao mestre Pedro para reconstruir a Igreja de São Damião?



            - Porque está caindo aos pedaços. E porque o crucifixo me pediu.



            - Ah! Então Deus pediu que roubasse seu pai. O que está pensando? Você pode me enganar? Dizem que passa muito do seu tempo junto aos leprosos. Por que?



            - Porque ninguém me causava mais repulsa do que eles.



            - Então faremos assim. Irei a São Damião recuperar o dinheiro com o mestre Pedro, e depois pedirei ao seu pai que participe de uma assembleia pública na qual você irá restituir tudo que pegou dele.



            Francisco se ajoelha em obediência e a cena vai para o dia da assembleia, com todos os habitantes da cidade presentes, inclusive Clara. O Bispo Guido ordena:



            - Tragam Francisco aqui.



            Francisco chega, humilde, com o dinheiro já nas suas mãos e encontra o pai no centro da assembleia. Clara se mostra muito curiosa com tudo que está acontecendo, principalmente com o comportamento de Francisco. O Bispo Guido toma a palavra.



            - Pedro Bernardone, convocamos o senhor aqui, hoje, nesta assembleia, para que esclareça na frente de todos o problema que surgiu entre o senhor e o seu filho.



            - Esclarecer, senhor? Não há nada para esclarecer. O meu filho é um ingrato. Não serve para nada. A única coisa que ele sabe fazer é explorar o seu pai. É isso. Ele quer sair à noite, juntar-se aos seus amigos para se divertir até o dia amanhecer. E o pai, paga. Ele precisa de armas para se gabar na frente de todos em batalha. E o pai, paga. É preciso tirar ele da cadeia. E o pai, paga. E o que ele faz? Simplesmente ele decide ir à cruzada, mas depois ele volta, volta para casa. E aí começa a andar com um bando de leprosos. Tanto que agora as pessoas têm medo de comprar os meus tecidos, estão aterrorizadas. E por último, ele esvazia meu depósito, vende tudo e dá o dinheiro que recebeu para a reconstrução de uma igreja em ruínas, na qual ninguém entra há anos. Ninguém! Eis a situação, senhor. Ficou claro agora?



            - E você, Francisco, o que é que tem a dizer para se desculpar?



            - Eu digo que sou um filho ingrato. O filho ingrato de um pai, que me amou, como nenhum outro pai jamais amou o próprio filho, que teve grandes sonhos para mim, sonhos como nenhum outro pai teve. Mas tem um outro pai também que já me amava e muito antes que Pedro Bernardoni, o Pai que todos nós temos no céu, o nosso Pai, diante do qual todos os pais da Terra são apenas filhos balbuciantes. Pedro Bernardoni queria que eu fosse um grande cavaleiro, mas o nosso Pai do céu, Ele quer que eu seja o último entre os últimos. Eu te peço perdão, pai, e te devolvo todo o dinheiro que eu peguei. E eu renuncio a todo o meu direito sobre o seu nome e sobre os seus bens. Até o dia de hoje eu chamei Pedro Bernardoni de meu pai, mas daqui para a frente, o meu único pai será o Pai nosso que está no céu... que está no céu!



            Ato contínuo, Francisco tira todas as suas roupas na praça pública sob os olhares atônitos de todos. Pica, a mãe, e Clara, demonstram olhares de admiração e nao de acusação. O Bispo Guido corre e o cobre com a sua própria capa e o abraça fraternalmente.



            Este é o epicentro da transformação na vida de Francisco. Naquela época e até hoje, foram atos de franca loucura. Se alguém faz tal coisa agora, com certeza a família o levará a um hospital psiquiátrico solicitando a sua internação involuntária, e o médico plantonista não verá argumentos para recusar. Hoje também concordo que eu tenho um comportamento bem distante das normas culturais, mas não chega nem a metade do que Francisco de Assis fez, na obediência ao Pai.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 07/07/2026 às 07h43
 
06/07/2026 00h01
ORDENAÇÕES HUMANAS

 



ORDENAÇÕES HUMANAS



“Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana, por amor do Senhor.”



(1a EPÍSTOLA DE PEDRO, capítulo 2, versículo 13.)



Certos temperamentos impulsivos, aproximando-se das lições do Cristo, presumem no Evangelho um tratado de princípios destruidores da ordem existente no mundo. Este é o germe das revoluções.



Há quem figure no Mestre um anarquista vigoroso, inflamado de cóleras sublimes, capaz de trazer destruição aos opositores.



Nós, que somos membros da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), não podemos cair nessa tentação, nessa má interpretação.



Jesus nunca será patrono da desordem. A novidade que transborda do Evangelho não aconselha ao espírito mais humilhado da Terra a adoção de armas contra irmãos, mas, sim, que se humilhe ainda mais, tomando a cruz, a exemplo do Salvador.



Lembremos do que Ele respondeu a Tiago e João, quando eles revoltados porque os samaritanos rejeitaram Jesus e seus discípulos, perguntaram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” Jesus os repreendeu, lembrando-os de que Ele não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-la (Lc 9:51-56).



Deve ficar claro, que a Boa Nova trazida pelo Cristo não ensina a genuflexão, a aceitação passiva, ou pior a colaboração ativa, ante a tirania insolente; entretanto, pede respeito às ordenações humanas, por amor ao Mestre Divino.



Este é um momento que devemos pedir sabedoria ao Espírito Santo para agir conforme a vontade do Pai, pois um juiz corrupto pode destruir a vida de milhares de pessoas, inclusive a nossa por estar escrevendo esta verdade. Podemos por nossa índole não fazer genuflexão à iniquidade ou colaborar ativamente... mas como evitar a aceitação passiva?



Se o detentor da autoridade exige mais do que lhe compete, transforma-se num déspota que o Senhor corrigirá, através das circunstâncias que lhe expressam os desígnios, no momento oportuno. Esta é a justiça divina que jamais deixará de corrigir os erros cometidos, e talvez seja essa a nossa conformação diante da aceitação passiva do mal que não podemos evitar com nossas próprias forças e inteligência.



Essa certeza é mais um fator de tranquilidade para nós, servos cristãos que, em hipótese alguma, devemos quebrar o ritmo da harmonia, da destruição do irmão, ignorante e desequilibrado.



Não nos façamos, pois, indiferentes às ordenações da máquina de trabalho em que nos encontramos, obedecendo a hierarquia em que estamos situados.



 É possível que, muitas vezes, não nos correspondam aos desejos, mas lembremos de que Jesus é o Supremo Ordenador na Terra e não nos exigiria o esforço pessoal onde o nosso trabalho fosse desnecessário.



Temos algo de sagrado a fazer onde respiramos no dia de hoje.



Com expressões de revolta, nossa atividade será negativa. Recordemos sempre as lições do Mestre e nos submetamos às ordenações humanas por amor ao Senhor Divino.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 06-07-26


Publicado por Sióstio de Lapa
em 06/07/2026 às 00h01
 
05/07/2026 00h01
COMUNICAÇÃO ABAFADA mini conto

            Encaminhei a minha vida desde os tempos da minha graduação em Medicina, quando dava plantões noturnos em clínicas psiquiátricas. Casado eu estava, há cerca de sete anos, um período que evoca transformações.



            Eu cumpria meus plantões geralmente com auxiliares de enfermagem, que trabalhavam diretamente comigo. Tenho uma característica sisuda, de pouca conversa e muita introspecção. Queria adquirir conhecimentos na área de psiquiatria e ao mesmo tempo ter o meu currículo recheado de horas trabalhadas, naquilo que me importava.



            Pouco eu sabia que o meu objetivo em enriquecer meus conhecimentos em contato com os pacientes que procuravam a psiquiatria, seria bem menos importante do que os meus encontros com minhas auxiliares no plantão. Entre elas tinha uma que se destacava: Maria da Penha. Jovem, da minha idade, cerca de 25 anos, casada como eu também era, lábios carnudos, seios proeminentes, olhos brilhantes, riso franco e uma voz que sempre saia com um pouco de ironia e sensualidade.



Ela se mostrava bem insinuante com seus contatos comigo, principalmente quando estávamos sozinhos. Nesses momentos a sua voz saia com tons de veludo que acariciava os meus ouvidos e de forma misteriosa, o interior de meu corpo. Seus olhos pareciam querer dizer alguma coisa que as palavras não traduziam. Porém, mesmo que as palavras não traduzissem o que o coração sentia, os termos técnicos pareciam apontar para outro objetivo, que eu não sabia o que era, mas me deixava energizado de forma inexplicável. Era criado um clima emocional naquele momento, tipo uma egrégora a dois que me deixava pronto para executar alguma coisa que o meu racional não conseguia decifrar ou meu inconsciente bloqueava. Isso não tinha nenhuma ligação com o paciente que estávamos atendendo, ele era apenas o caminho por onde essas energias caminhavam e se encontravam.



            Isso parecia um encantamento, uma energia ancestral que nem o esforço terapêutico de Freud conseguiu explicar. Era a forma dela falar a respeito da demanda que tínhamos à nossa frente, era um pedido, uma pergunta técnica, que era respondida de forma técnica, mas nós dois sabíamos que por trás da pergunta e da resposta existia muito mais conteúdo se comunicando, além do nosso racional. Não consigo imaginar que ela se comportava daquele jeito de forma racional, pois eu sei que respondia de forma racional, mas sentia muito além da razão:



            - Doutor, o senhor quer que eu converse com o paciente antes de aplicar a injeção?



            Pode parecer um pedido normal feito por uma auxiliar de enfermagem, no ambiente acadêmico/hospitalar, tentando ser fraterna com o paciente e obediente a orientação do acadêmico de medicina que acabara de prescrever a conduta.



            O meu racional engendrava a resposta mais conveniente, mas o meu emocional era quem parecia estar no comando. Parecia que aquela voz pedindo uma orientação técnica, estava na verdade perguntando outra coisa... mas o que seria?



            Quando eu olhava para os olhos brilhante de minha colega e encontrava um ligeiro ar de riso, em busca da resposta, parecia que eles perdiam o brilho ao ouvir apenas uma resposta técnica.



            Ela seguia para cumprir a orientação que recebera e eu ficava a observar o seu distanciar com o corpo esbelto, coberto pela roupa de trabalho. O seu provocante menear das ancas ao alternar os passos. Na distância, parecia dizer que não era aquilo que queria ouvir...



            Até quando as palavras ditas da razão conseguiriam encobrir a voz abafada e simbólica do coração?...


Publicado por Sióstio de Lapa
em 05/07/2026 às 00h01
 
04/07/2026 00h01
CAMPEONATO CRISTÃO

            Curioso com a atual copa do mundo de futebol, que envolve tantas pessoas ao redor do planeta, fiquei a imaginar... por que não criamos algo parecido com as lições evangélicas para disseminar no mundo com mais energia, mais emoção, comportamentos fraternos que possam construir o Reino de Deus? Assim pedi ao meu Amigo Inteligente para elaborar um campeonato cristão com essa finalidade. O que recebi de volta está digitado abaixo.



CAMPEONATO CRISTÃO 👇🏼👇🏼



Elaborar um campeonato cristão baseado na posse racional do Evangelho, comparado ao campeonato de futebol baseado na posse fisiológica da bola



Resposta do Gemini



Esta é uma analogia instigante. Ao transpor a lógica do futebol — um esporte fundamentado na dinâmica física e tática da posse de bola — para a esfera espiritual, podemos estruturar o "Campeonato da Vida Cristã" sob uma perspectiva intelectiva e moral. Aqui está uma proposta de estruturação desse conceito:



O Campeonato da Posse Racional do Evangelho



No futebol, a posse fisiológica é temporária, física e visa um objetivo final (o gol).



No "Campeonato da Posse Racional do Evangelho", a posse é perene, intelectual e visa a transformação do ser.



1. A Regra do Jogo (O Campo)



Futebol: O campo é delimitado por linhas físicas. A posse é o domínio do espaço e do tempo com a bola.



Evangelho: O "campo" é a vida cotidiana (o mundo). A posse racional não se trata de controlar o tempo, mas de permear cada momento com a Ratio (razão) do Evangelho.



 Não é sobre ter a bola, mas sobre "ser a bola" — a Palavra se fazendo carne em nossas ações.



2. Os Jogadores (O Intelecto e o Espírito)



Futebol: A posse exige condicionamento físico, reflexo e habilidade técnica.



Evangelho: A posse exige o exercício da inteligência sobre a revelação (discernimento). O "atleta" cristão não busca a técnica para vencer o adversário, mas a virtude para vencer a si mesmo. O treino aqui é a Lectio Divina (leitura meditada), onde a mente "possui" o sentido da passagem lida.



3. A Dinâmica da Posse



Posse Fisiológica (Bola): É agressiva. Você a toma do adversário. Quem a tem, dita o ritmo. Se você perde a posse, o jogo muda.



Posse Racional (Evangelho): É receptiva e reflexiva. Você não "toma" o Evangelho de ninguém; você é "possuído" por ele ao compreendê-lo. A posse racional acontece quando o argumento do Evangelho se torna o filtro pelo qual você interpreta a realidade. Quando um problema surge, a "posse racional" é a capacidade de aplicar a ética de Cristo ao dilema, em vez de reagir puramente pelo impulso (fisiológico).



4. O Objetivo: O "Gol" e a "Meta"



Futebol: O gol é o ponto final, o êxito da posse.



Evangelho: O objetivo não é marcar pontos, mas atingir a Metanoia (conversão/mudança de mentalidade). O "gol" aqui é a conformação do caráter. Cada decisão acertada baseada na razão evangélica é uma vitória, não contra um oponente, mas a favor da própria santificação.



Comparativo Estrutural



Aspecto         



Campeonato de Futebol (Posse Fisiológica)



Campeonato Cristão (Posse Racional)



Recurso Principal      



O corpo (músculo, velocidade)        



O intelecto e a alma (razão, fé)



Natureza da Posse     



Exclusiva (eu tenho, você não tem) 



Inclusiva (quanto mais eu entendo, mais partilho)



O Treinador   



Analisa o adversário  



Orienta a aplicação dos princípios



A Vitória       



Vencer o oponente    



Vencer o orgulho e o egoísmo



Tempo de Jogo          



90 minutos (finitude)



Kairos (eternidade inserida no tempo)



Como aplicar este "Campeonato" no dia a dia:



O "Aquecimento" (Oração e Estudo): Preparação da mente para possuir o Evangelho antes que as situações de pressão do "jogo" aconteçam.



O "Drible" (Discernimento): Quando confrontado com uma injustiça, em vez de responder com violência (reação fisiológica), você utiliza a razão do Evangelho (perdoar ou agir com justiça) para desarmar o conflito.



O "Passe" (Comunhão): No futebol, o passe mantém a posse. No Evangelho, compartilhar a verdade que você processou (a posse racional) é a única forma de manter o Evangelho vivo em você.



O campeonato cristão, portanto, não é sobre quem detém mais informações, mas sobre quem permite que a lógica do amor (a Logos de Deus) dite o ritmo de cada jogada de sua vida. Enquanto no futebol a posse é um meio para um fim, na vida cristã a "posse racional" do Evangelho é o próprio fim e o próprio jogo.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 04/07/2026 às 00h01
 
03/07/2026 00h01
O MANIFESTO CRISTÃO 3. TIRANIA DOS TRIBUNAIS

Continuando com a digitação do vídeo feito por Francis Schaeffer, da Escola Charles Spurgeon, Teologia com Espiritualidade, Cristo entre o alfa e o ômega, publicado há 9 anos no youtube e registrando 20 mil visualizações em 06-06-2026.



Tudo é relativo, portanto, ao se desvincular da lei de Deus em qualquer conceito, você logo se desvincula de um construcionismo estrito, e cada decisão deve ser vista como uma escolha arbitrária de um grupo de pessoas sobre o que elas podem honestamente pensar que é para o bem sociológico da comunidade do país no momento.



Agora, junto com isso, ao fato de que os tribunais estão cada vez mais legislando e, portanto, descobrimos que os poderes do legislador estão cada vez mais diminuídos em relação ao poder dos tribunais. Agora, os a favor do aborto tem sido sábio, sobre isso nos últimos, digamos, 10 anos, e os cristãos, muito tolos e às vezes, me pergunto, onde estamos, porque os a favor do aborto têm usado os tribunais para seus fins em vez dos legislativos. Porque os tribunais não estão sujeitos ao pensamento das pessoas, nem a sua vontade, seja por eleição ou reeleição. Consequentemente, os tribunais têm sido o veículo usado para trazer toda essa visão e forçar a nossa população total, principalmente os legislativos. O resultado é um sistema de valores relativista, uma falta de qualquer significado final para a vida. Por que a vida humana teria algum valor?



Isso é tudo, na realidade, que não apenas nós, vamos morrer individualmente, mas toda a raça humana vai morrer um dia. Não precisamos levar em conta a queda das bombas atômicas, um dia o mundo ficará muito quente, muito frio, isso é o que nos é dito nesta outra realidade final. E um dia todos nós estaremos mortos, não individualmente, mas toda a vida consciente neste mundo estará morta. Ninguém mais verá os pássaros voando, não haverá mais sentido para a vida.  E eu não falo só academicamente, trancado em um cubículo escolar.



Há muitos jovens e mais velhos que não estão vivendo em um ambiente romântico. Eles percebem qual é a situação, eles não conseguem encontrar nenhum significado para a vida. O significado da poesia negra é o significado das peças negras, é o significado de tudo isso, é o significado das palavras punk rock (gênero musical contracultural, caracterizado pela energia crua, letras de protesto antissistema).



Com base no que estão aprendendo na escola, a realidade final é apenas essa coisa material. Eles não estão errados eles estão certos. Nessa outra base, não há significado para a vida e não apenas não há significado para a vida, mas, não há um sistema de valores fixo.



Descobrimos que a lei se baseia apenas em uma base relativista, e essa lei se torna puramente arbitrária. Isso é trazido à tona, especificamente, e talvez mais claramente nas escolas públicas.



Neste país, nos tribunais deste país, é absolutamente ilegal desde as séries mais baixas até a universidade, que as escolas públicas ensinem qualquer outra visão de mundo exceto esta visão de mundo material, de energia final. Isso é feito independentemente do que os pais possam desejar, isso é feito independentemente do que aqueles que pagam os impostos para suas escolas possam desejar. Essa visão, da falsa visão da realidade sobre a população total não importa.



Descobrimos que recentemente na revista Time, havia um artigo que dizia que havia uma pesquisa que apontava que cerca de 76% das pessoas neste país achavam que seria uma boa ideia ter a criação e a evolução ensinadas nas escolas públicas. Não sei se a pesquisa é precisa, mas assumindo que a pesquisa seja precisa, o que isso significa? Significa que as escolas públicas são informadas pelos tribunais de que não podem ensinar isso, embora 76% das pessoas nos Estados Unidos queiram que isso seja ensinado. Vou dar uma palavra para isso: tirania. Não há outra palavra que se encaixe em tal ponto.



Ao mesmo, tempo descobrimos que a profissão médica mudou radicalmente o doutor Kulp em nossos seminários sobre o que aconteceu com a raça humana, costumava dizer que, quando ele se formou na faculdade de medicina, a ideia era: como posso salvar esta vida? Mas, para muitos estudantes de medicina agora, não é como posso salvar esta vida, mas, devo salvar esta vida?



Isso está em todo lugar, não é apenas aborto é fanticídio, é permitir que os bebês morram de fome depois de nascerem, se não atingirem o conceito de qualidade de vida que vale a pena ser vivida, por algum médico. Não esqueçamos que muitas vezes leva cerca de 15 dias para esses bebês morrerem de fome. Não há método de aborto que não seja doloroso para a criança.



Descobrimos que a profissão médica mudou muito. Tenho certeza de que há médicos aqui na plateia que pensam de forma muito diferente, que realmente sentem que a vida humana é importante, que não aceitaria isso facilmente.



Precisamos assistir aos programas de TV e ouvir sobre o aumento das matérias sobre eutanásia, permitindo que a criança com síndrome de Down morra de fome se nascer dessa forma. Cada vez mais descobrimos que em todos os lados, a profissão médica mudou suas visões. A visão agora é: vale a pena salvar esta vida?



Vamos refletir que isso também se aplica a nós, que isso não parar somente no aborto, na síndrome de Down. Há na Inglaterra uma organização horrível que ensina aos idosos a cometer suicídio. Devemos ajudá-los a se livrar dos idosos porque são um fardo econômico incômodo?



Quero dizer a todos que começam a minar a profissão médica; o valor intrínseco da vida humana está fundamentado no conceito judaico cristão, de que o homem é único, porque foi feito à imagem de Deus. Seu valor não é porque ele é um consumidor forte, o objeto sexual ou qualquer outra coisa. Seu valor é intrínseco, porque ele é único no universo, pois foi feito a imagem de Deus.



Caso contrário, qualquer compaixão que este país tenha, certamente está longe de ser perfeita e nunca foi perfeita nem depois da reforma. Houve uma era de ouro, mas qualquer compaixão que já tenha existido está enraizada no fato de que nossa cultura sabe que o homem é único pois foi feito a imagem de Deus.



Situação que pode muito bem ser aplicado no Brasil atual, e bem exemplificado nos países onde a ditadura da toga foi instalada para perpetuar os tiranos no poder.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 03/07/2026 às 00h01
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