Vamos verificar com mais aprofundamento para dar continuidade sobre o segundo pedido do Pai Nosso: Venha a nós o Vosso Reino.
Este é o terceiro passo. O pensamento de Santo Tomás de Aquino na sua obra sobre a oração do senhor, parágrafos de 35 a 42, ele dedica um longo espaço dessa obra para comentar o segundo pedido do Pai Nosso.
Vamos à terceira parte, porque muitas vezes o pecado reina e triunfa neste mundo e portanto, pedimos a Deus a vinda de seu Reino.
São Paulo se levantava contra esta calamidade: “Que o pecado não reine em vossos corações.” (Rm 6,12). essa infelicidade se realiza quando o homem se deixa levar, sem resistência, até o fim de sua inclinação para o pecado.
Deus deve reinar em nosso coração, e o faz efetivamente quando estamos prontos a observar os seus mandamentos. Quando pedimos a vinda do Reino de Deus, rezamos para que não reine em nosso pecado, mas que só Deus ali reine e para sempre, por este pedido da vinda do Reino de Deus chegaremos a bem aventurança proclamada pelo Senhor: Bem aventurados os mansos (Mt 5,4).
Com efeito, pelo fato de desejar que Deus seja reconhecido mestre soberano de tudo, não se vinga da injustiça recebida, mas deixa esse cuidado a Deus. Pois, se vingando ele está procurando o seu triunfo pessoal e não a vinda do Reino de Deus.
De acordo com a segunda explicação, se esperais o Reino de Deus, quer dizer a Glória do Paraíso, não deveis ficar inquietos quando perderes os bens deste mundo.
Do mesmo modo, pela terceira explicação, pedis que reine em vós Deus e seu Cristo. Assim como Jesus foi manso, pois ele mesmo o diz (Mt 11,27), deveis também ser mansos e imitar os Hebreus, dos quais diz São Paulo: aceitaram com contentamento a espoliação de seus bens (Hb 10,34).
Esse terceiro pensamento de Santo Tomás, com o qual ele conclui tudo o que ele pensa sobre o segundo pedido do Pai Nosso, está alicerçado em dois textos da escritura, que foram utilizados por muitos outros Santos e doutores e os padres da igreja, (Romanos capítulo 6, versículo 12): “que o pecado não reine em vossos corações”, e uma bem aventurança que até agora não foi abordada pelos outros Santos, bem aventurados os mansos.
Santo Tomás vai buscar na bem aventurança da Mansidão um sinal de que esse Reino está vindo. Mansidão, antes de tudo com você mesmo, o combate às suas concupiscências.
Enquanto você, digamos assim, não domina as suas concupiscências, você não é manso, você está em litígio, você está brigando com você. É preciso que você lute sim, sem dúvida, mas para vencer as tendências desregradas.
Bem aventurados os mansos, quando você luta contra suas tendências desregradas. O que é que acontece, você obtém a Vitória sobre você mesmo, e você fica em situação de quietude. Você está quieto com você. Obviamente que isso evoca também a ideia de docilidade a Deus. “eis aqui a serva Nossa Senhora, é a mansa, é a humilde, é aquela que se dobra Deus.
Quem luta contra suas tendências desregradas e vence os desejos da carne, o espírito prevalece sobre os desejos dos instintos, é manso, e sendo manso, Cristo reina!
Ao fazer a oração do Pai Nosso, conforme Jesus ensinou, veio à minha mente uma confusão que no final entendi que foi uma idiotice, deixar tal dúvida progredir a ponto de eu procurar resposta da Inteligência Artificial.
Poderia ter apagado tudo isso, ao reconhecer a minha idiotice, mas como este espaço é destinado a colocar minhas ações e pensamentos como forma de me comportar como uma cobaia de Deus a fim de ensinar aos meus irmãos as falhas e virtudes que possam emergir da nossa mente.
Pois foi assim...
Fiquei confuso com a oração que Jesus nos ensinou. quando diz "venha a nós o Vosso Reino": estou pedindo ou dando uma ordem?
Coloquei esta dúvida para a Inteligência Artificial, Gemini, e ela me respondeu da seguinte forma.
O usuário, Francisco Rodrigues, está confuso com a segunda petição do Pai Nosso, "Venha a nós o Vosso Reino", e pergunta se a frase é um pedido ou uma ordem.
O contexto da busca na web e nos e-mails fornece informações teológicas e espirituais claras sobre a natureza da oração e desse pedido específico.
O plano é usar as informações do contexto da web para responder diretamente se é um pedido ou uma ordem, e integrar a profundidade do significado teológico, incluindo as conexões com as próprias reflexões do usuário sobre o Reino de Deus e a Vontade do Pai.
Ação: Gerar resposta final. Não são necessárias ferramentas. Essa é uma excelente e profunda pergunta, Francisco.
A frase "Venha a nós o Vosso Reino" na Oração do Senhor é, essencialmente, um pedido (ou petição), e não uma ordem.
A oração do Pai Nosso é ensinada por Jesus como um modelo de amizade íntima e transparente com Deus, na qual a atitude correta é a de súplica e desejo, e não a de exigir ou ordenar.
Significado da Petição
O pedido expressa um desejo duplo e simultâneo:
Em termos práticos, este pedido significa:
Conexão com suas Reflexões:
Este pedido se alinha diretamente às suas reflexões pessoais, onde você frequentemente fala sobre a necessidade de obedecer à "vontade do Pai" e não aos desejos pessoais, e sobre o projeto macro de construção da "família universal como base para o Reino de Deus".
Em um de seus textos, você mesmo faz a conexão entre a renúncia da vontade pessoal e a oração, ao citar a lição de deixar o "duplo" (o outro eu em outro tempo/Pai) escolher: "que a tua vontade seja feita não a minha. Isso lembra uma oração dos cristãos". O pedido, portanto, é um ato de humildade e entrega à soberania de Deus.
Portanto... por tudo isto que a Inteligência Artificial respondeu, justifico o título acima, de uma “Dúvida Idiota”.
CONVÉM REFLETIR
“Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”
(TIAGO, capítulo 1, versículo 19.)
Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que a rodeiam.
O atual período eleitoral que passamos na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), é o grande teste para seguirmos com atenção essa boa orientação dada pelo apóstolo Tiago.
Os candidatos adversários têm uma tendência de apontar os erros, falhas e omissões um do outro, e isso gera sentimentos de raiva, de reagir da mesma forma. Não seria este o momento de ser tardio no falar, oferecer a outra face para esse esbofeteamento moral? Seguiríamos a dupla lição, de Tiago e de Jesus.
Sem observar com rigor as lições evangélicas, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Corremos o risco de agir como os pagãos, mesmo que tenham a vestimenta do Cristo. Somente após ouvir, com atenção, observar a justiça ou injustiça da crítica, podemos calar ou falar de modo edificante, permanecendo no Caminho da Verdade, na estrada evolutiva espiritual.
Quem ouve, aprende. Tanto para corrigir o que a crítica correta aponta, como para tolerar com compaixão o que o irmão desordenado nos fere. Se tivermos que falar que seja para evangelizar, e principalmente com o nosso comportamento exemplar. Vamos aprender a guardar as boas palavras que ouvimos e espalhar melhores palavras ainda.
Esta eleição se torna o grande teste que o Pai coloca em nossas consciências. Ele quer saber se estamos agindo realmente com fraternidade ou com hipocrisia, falando com tanta energia sobre os ensinamentos do Mestre e fazendo tudo errado com os irmãos.
Só́ aquele que, com prioridade guarda no coração as coisas boas que os irmãos realizam, ajunta na boa experiência, o que pode espalhar com êxito.
O conselho do apóstolo é, portanto, de grande oportunidade.
E forçoso é convir que, se a pessoa deve estar pronta nas observações e comedida
nas palavras, deve ser tardia em irar-se.
Certo, o caminho humano oferece, diariamente, variados motivos à ação enérgica;
entretanto, sempre que possível, é útil adiar a expressão colérica para o dia seguinte, porquanto, por vezes, surge a ocasião de exame mais sensato e a razão da ira desaparece.
Tenhamos em mente que todo homem nasce para exercer uma função bem definida. Ouvindo sempre, pode estar certo de que atingirá serenamente os fins a que se destina, mas, falando, é possível que abandone o esforço ao meio, e, irando-se, provavelmente não realizará coisa alguma.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 08-06-26
O laboratório cristão que representa a AMA-PM na comunidade da Praia do Meio, está forçando nos seus integrantes uma grande prova: escolher o próximo presidente através de uma eleição que tem dois candidatos concorrendo.
Foi elaborado na reunião do Conselho Consultivo um Código de Conduta para ser seguido por todos, candidatos e eleitores. Foi elaborado uma Comissão Eleitoral com ética de todos os membros para não hostilizar nenhuma chapa ou candidatos, e que todos tenham a mesma oportunidade.
Na Assembleia Geral com a comunidade, onde foi colocado os critérios para eleição, com dia e horário, garantindo o direito ao voto secreto de quem não queira se manifestar.
Como eu estava conduzindo essa Assembleia Geral, com a única pauta, de apresentar as regras para a eleição, feitas pelo Comitê Eleitoral, seguido da apresentação pelo presidente do que foi realizado em seu mandato. Depois se abriu o espaço para cada candidato colocar as propostas para o seu mandato de três anos que será seguido pelo candidato vitorioso, após o resultado das urnas.
Procurei colocar sempre em cada participação dos candidatos, a importância de seguir com rigor os princípios evangélicos, de cada um amar ao próximo como Jesus nos amou, pois isso é o que nos identifica como discípulos do Mestre.
Portanto, não é conveniente para nós, agirmos como fazem aqueles que participam de eleições nos partidos tradicionais. Nós não defendemos nenhum Partido Político ou Igreja religiosa. Procuramos seguir a principal lei que Jesus nos ensinou, de amar a Deus sobre todas as coisas, com todas nossas forcas e todo o nosso entendimento, e amar ao próximo como a nós mesmos, conforme a Sua vontade.
Fazendo assim, não há porque entrarmos em disputa raivosa contra o irmão, que pensa administrativamente diferente, chegando as vezes a mentir, criando falsas narrativas, em busca de um resultado eleitoral favorável.
O atual presidente fez um ótimo trabalho nos dois anos de mandato em que ele dirigiu a AMA-PM, porém, devido a sua forma de se comportar, com bastante vigor e as vezes intolerância em suas ações, gerou muitas resistências à sua continuidade no cargo.
Isso gerou a formação de uma chapa contraditória a sua forma de gestão, mas quanto o cumprimento da vontade Deus, o esforço físico e gasto de tempo e dinheiro para uma atividade que não lhe traz recursos financeiros, procurando servir ao próximo como um bom samaritano, não há fortes críticas a ele quanto a isso.
No entanto, vejo o empenho de muitas pessoas em dar continuidade a este trabalho cristão com outra forma de agir.
A minha percepção, como coordenador do Projeto Foco de Luz, que acolhe o Conselho Consultivo da AMA-PM, é a de utilizar os talentos de cada pessoa ao nosso redor, principalmente dos convidados que sempre estão participando de nossas reuniões nas segundas feiras.
Foi assim que, vendo o empenho de tantas pessoas querendo fazer o trabalho associativo cristão de outra maneira, mas sem ferir os princípios evangélicos, foi que resolvi declarar o meu voto à chapa concorrente, adversária da atual administração, dentro da própria Assembleia.
Parece ser um voto contraditório, pois eu mostrei o trabalho positivo do atual presidente, inclusive citando comportamento verdadeiramente cristão que ele realizou e que a maioria das pessoas não sabem e que ele não colocou no relato de sua administração.
Mas, tenho a visão de que, dentro da AMA-PM, todos pertencemos ao mesmo Partido do Cristo, diferente dos partidos tradicionais que existem fora de nossa alçada.
Assim, qualquer um que seja eleito, é um irmão querendo fazer a vontade de Deus e que continuaremos unidos nesta filosofia, cada um expressando os talentos que Deus lhes deu.
O meu voto na chapa adversária a atual administração tem este sentido fraterno, de colaborar com o desejo de tantas pessoas atuarem para procurar melhorar o excelente trabalho que até o momento foi realizado pela atual Diretoria.
Para quem está de fora da sintonia cristã, acostumados com a compra de votos através da promessa de benefícios, pode achar estranho e contraditório este comportamento. Mas quem está sintonizado com a vontade de Deus, ver muita coerência.
Essas pessoas estão acostumadas a lançar as sementes do Evangelho no coração de quem ouve e torcendo para que encontre um coração corretamente adubado pelo Espírito Santo; não esperam que essas sementes sejam desperdiçadas nas margens do Caminho, onde esses “ouvintes” nem vejam essas sementes caindo, preocupadas que estão nos conchavos, da conquista de votos para os seus candidatos mais “poderosos”; nem que caiam em corações cheios de espinhos, de críticas, de raivas, onde a semente procura brotar, mas não consegue; ou em corações endurecidos, onde a semente tenta germinar, mas suas raízes não conseguem se aprofundar e morrem ao calor do sol.
Neste dia de eleição, que seja uma festa fraterna, onde os eleitores são convidados para votar por ambas as chapas e que todos os concorrentes tenham acesso ao telefone e endereços dos eleitores que estão listados aptos para votar.
Que consigamos amar ao irmão que pensa diferente, mas que está disposto a dar seu tempo, seu suor e até o seu sangue, no Caminho da Verdade que o Mestre nos ensinou, a nos aproximar de Deus.
Vamos escrever as falhas e erros de nossos irmãos na areia, para que o vento apague com o tempo; vamos escrever na pedra as virtudes e acertos dos nossos irmãos para que a qualquer tempo sejam lembrados.
Ave Cristo!
O Monitor do Mestre
Com a parábola do Servo Impiedoso, o Mestre queria dar continuidade aos seus ensinamentos. Ele queria que seus seguidores entendessem não apenas como o Reino cresce, mas também como devem viver aqueles que fazem parte dele.
Certo dia, Pedro veio até Jesus com uma pergunta que muitos provavelmente também tinham em mente. Ele perguntou: Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim, até sete vezes?
Pedro provavelmente achava que estava sendo generoso. Alguns mestres judeus ensinavam que o perdão podia ser dado até três vezes. Pedro havia dobrado esse número e ainda somado mais um. Certamente Jesus se agradaria da sua proposta, mas Jesus deu uma resposta inesperada. Ele disse, não 7 vezes, mas 70 × 7.
Isso dá 490 vezes, mas Jesus não estava dando a Pedro um número para marcar numa lista. Ele queria dizer que no Reino de Deus o perdão não tem limite, não é algo que se mede ou se conta.
Para deixar essa lição clara, Jesus contou uma história, que seus ouvintes jamais esqueceriam. Ele disse que o Reino dos Céus é como um rei que decidiu acertar as contas com seus servos.
Ao começar, trouxeram-lhe um servo que devia uma quantia enorme 10.000 talentos. Como ele não podia pagar, o rei ordenou que ele, sua esposa, filhos e todos os seus bens fossem vendidos para cobrir a dívida. O homem caiu de joelhos e implorou-lhe, tenha paciência comigo, eu pagarei tudo.
Movido por compaixão, o rei cancelou toda a dívida e o libertou, mas ao sair aquele servo encontrou outro que lhe devia bem menos, apenas 100 denários. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, gritando, pague o que me deve o segundo servo caiu ao chão e suplicou: tenha paciência, eu pagarei. Mas o primeiro servo se recusou, em vez disso mandou prender o homem até que pagasse a dívida.
Quando os outros viram aquilo ficaram profundamente perturbados e contaram tudo ao rei. O rei mandou chamar o homem de volta e disse: servo mau, eu perdoei toda a sua dívida, porque você me implorou. Você não deveria ter tido misericórdia do seu companheiro como eu tive de você?! Irado, o rei o entregou para ser castigado até que pagasse toda a dívida.
Jesus terminou com este aviso: é assim que meu pai celestial fará com vocês se não perdoarem de coração o seu irmão.
A multidão sentiu imediatamente o peso daquela história, pois 10.000 talentos era um número inimaginável, equivalente a cerca de 150.000 anos de salário. Para um trabalhador comum era uma dívida impagável. Imagine dever bilhões de reais hoje, em contraste, 100 denários era uma quantia mais acessível, cerca de 3 meses de salário. Ainda significativo, mas nada comparado a dívida do primeiro homem, o primeiro servo que havia sido perdoado de uma quantia absurda, uma dívida de uma vida inteira apagada num instante, mas quando teve a chance de mostrar um pouco da mesma graça para outro, recusou.
A reação do rei ensina uma lição fundamental. Quem recebe misericórdia, deve oferecer misericórdia; quem é perdoado, precisa estar disposto a perdoar. Isso não significa que ganhamos o perdão de Deus ao perdoar os outros, mas sim, que se realmente entendemos o quanto fomos perdoados, não conseguimos deixar de perdoar também.
Jesus foi claro, receber a graça de Deus e compartilhá-la andam juntos, não dá para abraçar uma, ignorar a outra. Como disse, todos acham que o perdão é uma ideia maravilhosa, até que tenham algo a perdoar.
A história termina com um lembrete forte: o servo que não foi capaz de ser também piedoso com o próximo, foi entregue a punição. Jesus deixou bem claro, quem se recusa a perdoar, não deve esperar ser perdoado por Deus. Não porque Deus guarda rancor, mas, porque alguém que se recusa a perdoar, mostra que nunca entendeu de verdade a profundidade da misericórdia divina agora.
Vejo muito isso sendo realizado no trabalho que fazemos na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM). Quantas pessoas que chegam procurando ser beneficiadas, com uma sexta básica, um peixe, um emprego, e depois voltam para suas vidas sem procurar fazer ao próximo aquilo que acabou de o beneficiar.
Temos que agir como o Pai agiria em nosso, lugar essa pessoa que foi beneficiada e que volta para o recanto do seu lar, da próxima vez não será beneficiada, o seu benefício passará para outra pessoa, que talvez cumpra com outro necessitado o benefício que recebeu.