Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
11/11/2025 00h01
O DESPERTAR DA MALDADE

            Nascemos simples e ignorante, como a lógica sobre a natureza onde estamos incluídos, nos permite aceitar.



            Nessa evolução natural onde estamos caminhando, existe o progresso material, que diz respeito a transformação, principalmente dos seres vivos, com relação à complexidade existencial que vão adquirindo de acordo com suas rotas evolutivas, privilegiando em cada espécie o caminho de aperfeiçoamento escolhido.



            O outro tipo de progresso dentro do campo evolutivo é o espiritual. Este se desenvolve sobre uma base biológica, mas tem a prioridade de conquistar valores abstratos de virtudes que servem como burilamento das tendências materiais, animais, de nossa existência.



            A cada vivência que vamos assumindo no mundo material, retornamos ao mundo espiritual com a bagagem de sentimentos e emoções, de vícios ou virtudes que vamos adquirindo, já que todos os bens materiais que adquirimos têm que ficar, por força da lei, dentro da dimensão material, de lá não pode ser transferida para o mundo espiritual.



            Portanto, estamos sempre em contato com pessoas vivendo em corpos materiais, com a herança genética dada pelos pais, e pela bagagem espiritual que trazem consigo do mundo espiritual. Esta bagagem espiritual, sim, sempre nos acompanha como uma mochila de viagem, quer seja do mundo material para o espiritual ou vice-versa.



            Dessa forma, cada pessoa do nosso relacionamento podemos imaginar determinado comportamento a deduzir do comportamento dos pais que conhecemos, mas não podemos imaginar qual a bagagem espiritual que tal pessoa traz consigo, a sua mochila de viagem, correspondente as suas diversas viagens que já fez e o que conseguiu acumular dentro de tal mochila.



            Cabe ao nosso poder de observação, a capacidade de discernimento, para avaliar o tipo de pessoa que está em nosso relacionamento, pelos frutos que ela produz. É pela natureza dos frutos, se são bons ou ruins que podemos avaliar a qualidade da pessoa que os produz, se é uma pessoa boa ou ruim.



            Esta configuração de boa ou má para determinada pessoa não pode ser feita de imediato. É necessário um tempo suficiente para percebermos os frutos que estão sendo produzidos, em quais circunstâncias, com qual objetivo.



            É assim que vai se configurando a emergência do bem ou do mal em determinada pessoa, e o que podemos fazer para contribuir para melhorar a qualidade desse fruto. Nessa qualidade de agricultor devemos levar conosco sempre a ferramenta do perdão para tolerar o azedo de algum fruto, mas também com a tesoura de podação, para cortar aqueles galhos mais perigosos.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 11/11/2025 às 00h01
 
10/11/2025 09h24
QUEM ÉS?

 



QUEM ÉS?



“Há só um Legislador e um Juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?”



(TIAGO, capítulo 4, versículo 12.)



Deveria existir, por parte do homem, grande cautela em emitir opiniões relativamente à incorreção alheia.



Um parecer inconsciente ou leviano pode gerar desastres muito maiores que o erro dos outros, convertido em objeto de exame.



Naturalmente existem determinadas responsabilidades que exigem observações acuradas e pacientes daqueles a quem foram conferidas.



Um administrador necessita analisar os elementos de composição humana que lhe integram a máquina de serviços.



Um magistrado, pago pelas economias do povo, é obrigado a examinar os problemas da paz ou da saúde sociais, deliberando com serenidade e justiça na defesa do bem coletivo.



Entretanto, importa compreender que homens, como esses, entendendo a extensão e a delicadeza dos seus encargos espirituais, muito sofrem, quando compelidos ao serviço de regeneração das peças vivas, desviadas ou enfermiças, encaminhadas à sua responsabilidade.



Na estrada comum, no entanto, verifica-se grande excesso de pessoas viciadas na precipitação e na leviandade, portadoras de transtornos mentais leves ou severos. E também aqueles que foram, tão intensamente atingidas por falsas narrativas, hipnotizadas pelo mal, que não conseguem fazer o correto discernimento da realidade ao seu redor.  



Cremos ser útil a nós, cada discípulo do Cristo ou membro da Associação de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), quando assediado pelas considerações insensatas, lembrar o papel exato que está representando no campo da vida presente, interrogando a si próprio, antes de responder às indagações tentadoras: “Será́ este assunto de meu interesse? Da minha Associação? Quem sou? Estarei, de fato, em condições de julgar alguém? Tenho responsabilidade frente ao irmão e frente a Deus?”



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 10-11-25


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em 10/11/2025 às 09h24
 
09/11/2025 11h40
CRIATURAS DE DEUS

            Nosso raciocínio lógico aceita a existência de uma Força não criada, sempre existente, que foi responsável por todas as criaturas existentes, em todas as possíveis dimensões, além das dimensões que já conhecemos, material e espiritual, além deste Universo no qual vivemos.



            Dentro do processo evolutivo, vamos encontrar a origem da vida, a partir da matéria inerte, formando a matéria viva, racional, até alcançar o nível máximo da sabedoria, sabendo discernir a Verdade da mentira.



            No processo evolutivo dos seres vivos vamos encontrar os animais e entre esses o homem, o animal humano, capaz de um processamento cognitivo privilegiado capaz de alcançar uma racionalidade superior, superando a mera luta pela sobrevivência individual, imediata, pela luta pela sobrevivência mais ampliada, que envolve família nuclear, amigos e aliados. Nessa luta mais sofisticada, o animal humano representa o nível racional mais alto das criaturas de Deus.



            Esta é uma narrativa que aceito como a mais próxima da verdade, dentro do meu ponto de vista. Cada um dos meus irmãos, criados por Deus e que alcançaram a capacidade racional especial da busca pela Verdade, que é a essência do próprio Deus, constroem suas próprias narrativas.



            Fica claro que nossas narrativas estão cheias de erros, mesmo por aqueles dos nossos irmãos que querem fazer a vontade do Pai, mas terminam se desviando do Caminho da Verdade e indo em busca de alcançar o prazer que nossos desejos procuram.



            É importante que tenhamos essa compreensão, que não alcançamos ainda o roteiro correto para a nossa caminhada, que temos que fazer ajustes a todo momento, onde percebemos a incoerência de alguma ação que estejamos praticando.



            Nesse contexto, vamos percebendo a importância da família nuclear onde fomos gerados e onde somos responsáveis por aqueles que trazemos à luz para a dimensão material onde estamos tendo mais uma oportunidade de aprendizado para o aperfeiçoamento de nossa consciência, do nosso Espírito.



Compreendemos a expansão da família nuclear para a família ampliada, e neste ponto de vista, a convivência com Lilian, Bill, Lúcio e Luan, associado a visita de Guto ao apartamento onde estamos hospedados nesta vinda que fizemos ao Rio de Janeiro, nos traz a dimensão e importância da família ampliada. São parentes ampliados pela consanguinidade, mas que já incluem pessoas que não têm a mesma origem sanguínea, como Bill e Guto. Isso deixa a família ampliada como um ela entre a família nuclear e a família universal, aquela que Jesus ensinou que era a mais importante, composta por todas as criaturas que querem fazer a vontade do Pai.



Agora compreendemos que vivemos de alguma forma dentro da família nuclear, que nos pertencemos mutuamente dentro da família ampliada, mas que, pela vontade do Pai criador de suas criaturas, devemos ser também responsáveis pela família universal, composta por todas as criaturas de Deus, que querem fazer a vontade do Pai, amando ao próximo, nosso irmão, como se fosse a nós mesmos.



            Portanto, o nosso coração e mente deve ficar sempre atento à vontade do Pai, que nos criou como Suas criaturas, e como qualquer pai, deseja que seus filhos evoluam satisfatoriamente no progresso espiritual, principalmente, único Caminho que nos levará à proximidade da Sua essência divina.    


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em 09/11/2025 às 11h40
 
08/11/2025 05h39
DINHEIRO INJUSTO

            O aceite de dinheiro injusto, doado para a Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) sempre foi um motivo de preocupação para nós, diretores, que queremos agir com honestidade dentro dos princípios que o Cristo nos ensinou.



            Encontro na leitura litúrgica de hoje, como a minha primeira leitura do dia, um texto escrito por São Lucas em seu evangelho (16, 9-15), que aguçou a minha curiosidade:



            “Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso (deles?)? Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. Então, lhes disse: Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus.”   



            Deixei em negrito o vosso e deles, pois me pareceu uma inconsistência. Vosso significa o dinheiro de quem Jesus está falando, e deles, o dinheiro de quem irá fazer a doação, que acho mais correto. Acredito, se eu estiver certo na minha interpretação, que ocorreu um erro na tradução ou digitação.



            Portanto, posso aceitar a doação de dinheiro vindo de qualquer fonte, justa ou injusta. O que importa é verificar, o que irei fazer com essa doação? Afinal, todo recurso que chega em nossas mãos é permissão de Deus. E Ele está colocando esses recursos em nossas mãos e verifica se somos bons administradores do que, afinal de contas são recursos dEle, e não nossos. É neste ponto que surge a minha grande dúvida.



            Esse texto se refere ao trecho anterior do Evangelho que foi lido no dia anterior (Lc 16,1-8) sobre o administrador de um homem rico que foi acusado de estar desperdiçando os seus bens.



            Podemos fazer a seguinte reflexão: Só o Senhor conhece profundamente as intenções do nosso coração e pode ajuizar as nossas ações com justiça e equidade. Enquanto estamos aqui, nós precisamos do dinheiro para sobreviver. O dinheiro injusto é aquele que recebemos de pessoas injustas ou através da prática de iniquidades; o dinheiro justo é aquele que recebemos como fruto do nosso trabalho ou da misericórdia divina, recebendo daqueles que fazem a vontade de Deus, que servem como Seus intermediários. O modo como ganhamos esse dinheiro e como nós o usamos só poderá ser avaliado por Deus, que sonda os nossos corações e conhece a nossa verdade. Por isso, é necessário que façamos uma reflexão consciente dos nossos sentimentos e intenções quando praticamos as nossas ações, tendo em vista o objetivo para o qual vivemos. Dependendo do modo como usamos o dinheiro que ganhamos por nosso trabalho e permissão de Deus, ele deverá se converter em boas obras, daquilo que seja a vontade do Pai. A chave da nossa felicidade aqui na Terra está na fidelidade no pouco e no muito que Deus nos propicia ganhar, na maneira como nos relacionamos uns com os outros, na reciprocidade com que cultivamos o amor, por todos os seus filhos, cuidando daqueles que estão mais próximos pelo grau de consanguinidade, mas sem esquecer daqueles que estão mais distantes e que oram a Deus por alguma ajuda. E a quem Deus vai recorrer para atender as suas preces justas? Aos seus filhos que adquiriram maior compreensão da sua filiação divina, tendo como exemplo Jesus, que deixou a casa da sua mãe e dos seus irmãos e foi doar a sabedoria que recebeu do Pai entre perversos, ignorantes e miseráveis. Com certeza Ele teria ajudado muito mais a sua mãe e aos seus irmãos se tivesse ficado perto deles, mas com certeza hoje não estaríamos com esta atitude tão compreensiva, como filhos de Deus, obedientes ao Pai.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 08/11/2025 às 05h39
 
07/11/2025 00h34
UM VENTO ESTRANHO

            Na natureza criada por Deus tudo tende à perfeição dentro de um caminho evolutivo onde se formará a consciência capaz de raciocínio lógico e livre arbítrio. Este fator de liberdade que o ente criado consegue alcançar, dentro do progresso material em que está inserido como forma de aprendizagem, é o único aspecto da Natureza que Ele não intervém. Portanto, vamos encontrar no processo evolutivo o desenvolvimento de um ser capaz de ir contra o projeto de Deus, dentro da sua ignorância. Não sabe que é uma criatura, um filho de Deus, que está no processo de aprendizagem contínua, colhida com seus próprios esforços, conforme a vontade original do Pai.



            Certamente que, um ser criado simples e ignorante, capaz de aprender por suas próprias forças cognitivas, irá cometer uma série de erros nesse processo evolutivo.



            Vamos considerar que o mundo espiritual, transcendental, onde existe a presença não criada do Criador, de Deus, é o mundo original de onde provém a existência do mundo material também criado por Deus.



            No primeiro livro da Bíblia, Gênesis, existe a revelação simbólica da criação de um ser especial, formado da dimensão material, do barro da Terra, que recebeu a fagulha espiritual, divina, do Criador, através de um sopro nas suas narinas. Este é o vento que anima o ser que deve encontrar o caminho da evolução espiritual, que seja capaz de faze-lo caminhar em direção a essência do Pai, o Amor Incondicional.



            Porém, parece existir outro vento estranho aos projetos do Criador e que quer nos desviar do caminho correto, construtivo, edificante, sintonizado com a realidade e em direção ao divino. Esse vento estranho não possui materialidade por si só, mas possui uma inteligência desviada, localizada na dimensão transcendental e que influencia a nossa vontade para cometer o desvio nefasto para a nossa alma.



            Não sabemos com certeza a natureza desse estranho vento, mas a Bíblia já sinaliza a existência dele na história da tentação bem sucedida, sofrida por Eva, para desobedecer a vontade do Criador, e levando consigo o seu companheiro, Adão, sofrendo ambos as consequências dos seus atos.



            O escritor Lewis Carroll escreve em seu livro “Alice no País das Maravilhas” sobre esse estranho vento, de forma também alegórica, que faz a pessoa saír do caminho correto. Logo na introdução do conto, lemos os versos de uma inteligência que procura conduzir as falas e “fatos” de acordo com seu próprio interesse.



            O barco da vida desliza no rio da evolução, conduzido por pequenos braços e mãos. Com pouca habilidade, eles vão remando em direção ao pensamento que os estão guiando.



            Mas eu, por trás da minha natureza animal, tenho uma crença que não tem ainda tanto poder contra a maldade que fazem com as pessoas, contra a impiedade com o próximo, que é barreira contra alguém de fraco sopro material, incapaz de balançar uma simples flor, mas que pode usar seus pensamentos sem conteúdos de amor.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 07/11/2025 às 00h34
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