Li na internet esse texto atribuído a Shakespeare que diz o seguinte:
Sempre me sinto feliz, sabes por que?
Porque não espero nada de nada;
Esperar sempre dói.
Os problemas não são eternos,
Sempre tem solução.
O único que não se resolve é a morte.
A vida é curta, por isso ama-a
Sê feliz e sempre sorria
Viva intensamente e lembre:
Antes de falar... escuta
Antes de escrever... pensa
Antes de criticar... examina-te
Antes de ferir... sente
Antes de orar... perdoa
Antes de odiar... ama
Antes de gastar... ganha
Antes de render-te... tenta
Antes de morrer... viva!
Parece um tanto primário, todos devem ter na sua consciência que é isso mesmo que se deve fazer. No entanto, imagino, quão poucos seguem esses conselhos.
Quando faço a comparação do texto com o que pratico no cotidiano, me parece que eu procuro segui-lo integralmente. Não vou pensar em cada item para agir de forma correta, isso é feito de forma automática, como se estivesse condicionado.
Na minha educação formal, presencial, tanto em casa quanto na escola, não tive quem me passasse essas informações. Acredito que esse condicionamento de me comportar dessa forma eu tenha trazido em grande parte de minhas existências anteriores. Nesta atual vivência eu vou aperfeiçoando cada item e sabendo que a perfeição ainda está distante.
Em um aspecto eu me considero mais evoluído do que Shakespeare. Ele diz que os problemas não são eternos, que sempre tem solução. Mas a morte é o único problema que não se resolve, diz ele, como forma de exortar o leitor para amar a vida. Este problema já está resolvido em minha consciência. Sei que a consciência jamais morre, e sim o corpo físico, aparelho biológico frágil e passageiro que serve apenas para o aperfeiçoamento do meu espírito imortal. Portanto, o tempo com suas inevitáveis transformações sobre meu corpo até o fatídico dia da sua inativação, da sua morte, irá por conseguinte liberar a minha consciência dessas amarras materiais e irei gozar a partir daí tudo que conseguir levar para a pátria espiritual.
Como nessa viagem transdimensional para o mundo espiritual não vou poder levar nenhum bem material, a minha bagagem será composta apenas dos sentimentos e lembranças boas ou ruins que eu tenha comigo. A prática dos conselhos de Shakespeare servem para que eu construa esses bons sentimentos dentro de mim, sem deixar que as preocupações excessivas com o mundo material, ou os relacionamentos inadequados nas suas exigências interfiram com o meu processo evolutivo.
Com todas essas considerações, aprovo integralmente os conselhos do famoso escritor, mas a minha conclusão do texto seria diferente daquela feita por ele. Eu diria que: antes de voltar à pátria espiritual... permaneças sempre feliz.