Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
29/08/2025 00h01
CONSTRUTORES DO REINO

            Nós, cristãos, que vivemos temporariamente na dimensão material, onde quase a totalidade dos nossos irmãos seguem no progressismo animal conforme a lei natural, procuramos ser construtores do Reino de Deus, conforme a vontade do nosso Pai, o Criador universal.



            Temos pouco a dizer quanto ao que nos toca pessoalmente, se aqueles que nos atacam, quer de maneira ostensiva ou disfarçada, imaginam que nos perturbam. Mas perdem seu tempo. Se têm essa ideia de barrar o nosso progressismo espiritual, também se enganam do mesmo modo, pois nada pedimos e apenas desejamos nos tornar uteis, no limite das forças que Deus nos concede.



            Por mais que seja modesta a nossa posição no seio da sociedade, doutor ou simples trabalhador de esforços braçais, contentamo-nos com aquilo que para muitos seria mediocridade.



Não ambicionamos posição nem honras nas fortunas; não procuramos o mundo nem seus prazeres; o que não podemos ter não nos causa nenhum desgosto e o vemos com a mais completa indiferença, seja carrões, mansões, contas bancárias milionárias ou bilionárias. 



            Por não fazerem parte dos nossos gostos, não invejamos aqueles que possuem tais vantagens, se tais vantagens hão, o que a nossos olhos é um problema.



            Porquanto, os prazeres efêmeros deste mundo material não asseguram um melhor lugar no outro, o mundo espiritual.



            Nossa vida é toda de trabalho e estudo, e consagramos ao trabalho até os momentos de repouso. Assim, nada há que nos cause inveja.



            Como tantos outros, trazemos a nossa pedra ao edifício do Reino que se levanta. Entretanto, coraríamos se disso fizéssemos um degrau para alcançar o que quer que fosse.



            Que outros tragam mais pedras que nós; que outros trabalhem tanto e melhor que nós e os veremos com sincera alegria.



            O que queremos antes de tudo é o triunfo da Verdade, venha de onde vier, pois não temos a pretensão de ver sozinho a luz. Se disso resultar alguma glória, o campo a todos está aberto e estenderemos a mão a quantos nesta rude caminhada está a nos seguirem com lealdade, abnegação e sem segundas intenções particulares.



            Sabíamos muito bem que, empunhando abertamente o estandarte das ideias de que nos fizemos propagadores e afrontando preconceitos, atrairíamos inimigos, sempre prontos a desferir dardos envenenados contra quem quer que levante a cabeça e se ponha em evidência.



            Há, entretanto, uma diferença capital entre nós e eles: não lhes desejamos o mal que nos procuram fazer, porque compreendemos a fragilidade humana e é somente nisso que a eles nos julgamos superior; nós não nos rebaixamos pela inveja, pelo ódio, pelo ciúme e por todas as paixões mesquinhas, mas nos elevamos pelo perdão das ofensas.



            Esta á a nossa moral cristã. Não vale ela mais do que a das pessoas que dilaceram o próximo? Ela está inscrita em nossa consciência onde se encontra a lei do Criador, colocada como centelha durante nossa criação. Daí podemos julgar em nossa intimidade, quem está intuído pelo Bem ou pelo Mal.



            A moral cristã mostra-nos as coisas do alto tão grandiosas e as de baixo tão pequenas que não podemos senão lamentar os que voluntariamente se torturam para proporcionar a sim mesmos alguma satisfação efêmera ao seu amor-próprio.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 29/08/2025 às 00h01