Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
14/09/2025 00h01
MATA-SETE

            Fazendo a leitura do livro “Enciclopédia da Vida de Jesus – A nação de Jesus Cristo antes da encarnação e a vida oculta de Jesus” encontrei nesta data de 09-09-25 (que corresponde por duas vezes o meu Eu/3 multiplicado por ele mesmo e em uma base feminina 2+5=7) uma correspondência da baixa Galiléia onde encontramos Nazaré (onde Jesus morava apesar de ter nascido em outra cidade, Belém) com o Mata-Sete, que pode ser considerado como um baixo distrito de Macau, onde eu morava, apesar de ter nascido em outra cidade, Areia Branca/RN.



            O nome Galileia significa distrito, circulo, da mesma forma que Macau é considerada uma Ilha, cidade cercada de agua por todos os lados, com apenas uma estrada que serve de entrada e saída para quem chega.



            Também havia um ditado que faz uma aproximação com essas duas histórias: “É mais fácil criar um bsque de oliveiras na Galileia do que um menino na Judeia” com a expressão que eu ouvia alguns dos frequentadores do local dizer... “Um menino que cresce no Mata-Sete não deve servir para coisa que preste”



            Os frequentadores do Mata-Sete também eram parecidos com os moradores da baixa Galileia. Eram impulsivos e fáceis de ira, estavam sempre dispostos a brigas e tumultos, davam mais importância à honra como eles a viam do que a própria vida. Lembro que as vezes quando eu voltava da escola encontrava um corpo esfaqueado agonizando na calcada.



            O Mata-Sete, podemos dizer, não era um distrito cristão. Era cheio de bares e boates (antigos cabarés) onde as mulheres moravam e se prostituiam. A minha avó, que me criava, era dona de um desses estabelecimentos, e dentro do qual eu estudava e trabalhava. Para este ambiente, com tantos atrativos de prazer (álcool e sexo, principalmente), eram atraídos muitos dos cristãos que moravam nas redondezas. Posso dizer que era o recreio dos cristãos.



            A minha avó era firme comigo, me afastado do álcool e do sexo. Até próximo dos 18 anos eu não sabia como se dava uma relação sexual. No entanto, minha avó priorizava meus estudos, me matriculou em escola católica, patrocinou para que eu fosse escoteiro e comprava livros edificantes que eu gostava de ler. Digo que ela era firme comigo, pois até hoje tenho marcas nas minhas costas de uma corda que ela usava para me disciplinar. Não tenho qualquer queixa dela ter me disciplinado e colocado para trabalhar desde criança, acredito que ajudou a formar minha personalidade como uma base adequada para a instalação do Espírito Santo.



            Lembro com clareza até hoje dos elogios que eu recebia quando criança ao ler com desenvoltura o livro “A Vida de Jesus”. Foi daí, imagino, que o Espírito Santo começou a se alojar em meu coração. Mesmo que eu sentisse que meus colegas e seus pais me tratassem com certo desdém, sem a mesma consideração, por ser um menino criado no Mata-Sete. Pois, como poderia ser diferente, se a própria linguagem grosseira o pornofônica das pessoas que moravam naquele lugar podiam os denunciar?



            Mas aprendi com diversas lições na própria Bíblia, principalmente aquela de quando Davi foi ungido pelo profeta Samuel como rei de Israel: “Deus não vê o que o homem vê. O homem vê apenas aparência externa, mas Deus olha dentro do coração.”


Publicado por Sióstio de Lapa
em 14/09/2025 às 00h01