Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
16/09/2025 00h01
NICODEMOS E FUX

            Este exemplo atual do juiz Fux, no processo de Jair Messias Bolsonaro, me fez refletir sobre o julgamento de Jesus Cristo, o Messias, e a compreensão de Nicodemos.



            Nicodemos, como o Fux, eram membros da alta corte, e ambos tinham diferentes opiniões sobre o réu, o Messias.



            Para Nicodemos o delito de Jesus no passado foi de facilitar as sedições populares, a sublevação contra as autoridades constituídas pelo poder romano, propalando suspeitas de conivência dele com os patriotas da Judéia.



            O delito do Messias foi sua inclinação para o culto do próprio Deus, no seu maior poder de sedução pela qualidade de filho de Deus, mostrando o caminho da Verdade, da Honestidade e longe da costumeira tendência e aplicação de roubos mentiras e corrupção.



            Por isso a “lei” tinha que alcançar o Messias, tinha infligir-lhe o suplício da flagelação, da lapidação.



            Nicodemos não conseguiu expor aos seus pares, o seu pensamento sobre o Messias, como o Fux conseguiu explicar. Isso foi importante para que nós, moradores da comunidade, possamos defender a nossa alma, nosso espírito, contra os entusiamos das falsas narrativas e preconceitos morais e éticos sem consistência.



            Que possamos fazer as distinções entre as diversas graduações do pensamento, sempre procurando distinguir a a verdade da mentira, porém não maldigamos ninguém, pois todos são nossos irmãos, mesmo que estejam momentaneamente sob o jugo mental dos principados e potestades, hierarquias de poder espiritual maligno, os verdadeiros inimigos da nossa condição humana.



            Façamos da vida do Messias um código de moralidade ética para todos as pessoas e esforcemo-nos em demonstrar que a vida humana deve ser respeitada, porque ela é uma emanação da alma Divina.



            A vida humana está encerrada nos limites impostos pelo Criador, não pode ser deformada pelos vícios, encurtada pelos excessos, torturada pelos ódios, despedaçada pelos delitos. Isso representa uma espantosa falta de razão que revela a bestialidade da natureza, que ainda não tem domada a tendência para a bestialidade primitiva. Isso representa um regresso no progressismo espiritual que o Messias nos ensinou a seguir.



            As duas, bestialidade de natureza e bestialidade primitiva, constituem os verdadeiros flagelos do mundo. A primeira revela a força bruta da besta que reside em nós, a segunda dirige as tendências da besta para faze-la mais mortífera, dentro do progressismo animal.



            As duas desenvolvem, mediante o contato, os males asquerosos da alma, do espírito e do corpo. As duas marcham entre o sangue, alimentam-se de orgias, adormecem, vencidas pela saciedade, sobre as ruínas do mal que praticam.



            Que possamos refletir profundamente a respeito dos ensinamentos religiosos e políticos que o Messias nos trouxe, à nossa consideração. Não há um propósito maior do que converter em melhores as pessoas, propósito esse que será alcançado se elas meditarem com honestidade nas palavras e ações que o Messias nos trouxe. Que suas feridas sirvam para a aproximação que deve existir entre as almas humanas, mesmo que ele tenha usado o chicote ou palavras duras com os vendilhões, hipócritas, deturpadores no uso de palavras santas, como Liberdade, Igualdade, Fraternidade.



            Olhando o exemplo do Messias podemos sentir uma suave resignação a todos que se veem caluniados pela força bruta da besta, pois observamos que os seus inimigos são os orgulhosos, corruptos, depravados, os perspicazes em trocar os sentidos das letras ou do comportamento para tentar o assassinato moral e as vezes assassinato físico.



            Que tal dilapidar o Messias, pensam eles, humilha-lo, obriga-lo a carregar uma pesada cruz no meio de tantos que ele ajudou até o ápice da maldade, crucificando-o no meio de ladrões que ele nunca foi?



            Sim, Nicodemos e Fux, vocês pertencem ao grupo das pessoas de boa vontade, dos humildes frente à Verdade, dos deserdados dos frutos da corrupção, dos famintos pela verdadeira justiça, que pode ser mascarada, desviada, mas nunca destruída.



            Nós, cristãos, estamos juntos com vocês, mesmo que não tenhamos voz sobre um púlpito, ou com um microfone qualquer, mas faremos ecoar a voz de vocês em nosso entorno, pois também reconhecemos no Messias um instrumento da vontade de Deus.  


Publicado por Sióstio de Lapa
em 16/09/2025 às 00h01