Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
25/09/2025 00h01
BONDADE

            A Bondade é uma marca de Deus em nossos corações. A pessoa boa sempre sabe de onde veio a sua Bondade e o que fazer para conserva-la.



            Essa virtude é uma das grandes cordas do grande instrumento da vida, e é uma das cordas do Amor incondicioanl.



            Se queremos irrdiar uma melodia perfeita da vida que levamos, devemos afinar todas as cordas sonoras da alma, para que os dedos de Deus toquem em nosso favor.



            A Bondade é, sem dúvidas, um princípio da escrita divina em nós, que nos leva à procura de outras virtudes da mesma linha. Contudo, o senso de equilíbrio nos leva a disciplinar essa disposição inspirada pela caridade.



            A Bondade não pode querer suprir as deficiências que somente o trabalho e a justiça podem fazer, ou a dor que desperta, ou a corrigenda que conscientiza as pessoas.



            Quem chega a conciliar a Bondade com a justiça, faz muitos prodígios na arte de educar as criaturas e, ao invés, de como às vezes pensamos, de afastar as pessoas, elas sentirão, mais tarde, a eficiência de mestre daqueles que andam sempre no fio da navalha divina, dando o que devem dar, na hora certa; tirando o que devem tirar, no momento exato.



            A Bondade, em certos casos, não pode virar fanatismo, que logo pode passar a ser conivência com certo tipo de vida contrária à moralidade e avessa à lei do trabalho.



            Temos muitas coisas que podemos destinar aos outros, sem enverniza-los com mesquinhos interesses.



            Mesmo que o desprendimento acompanhe as dádivas, a sabedoria e o amor nos asseguram que devemos vigiar o que vamos entregar aos nossos semelhantes e a quem vamos dar. O que esperamos do quanto positivo seja para o progresso espiritual de quem está recebendo essas dádivas, que vêm dos recursos dados por Deus como graça e administrado por algum dos Seus flhos.



            A Bondade no lugar certo, é luz que se acende nas trevas, mas onde não chegou a hora ou tenha outros interesses carnais, pode ser incentivo para a miséria da alma.



            Também temos que saber a quem dirigir nossa Bondade. Imagine que se conduíssimos dos insetos de todas as espécies que vivem ao léu, nos campos, e levássemos para nossa casa? Dos animais que, por vezes, estão enfermos? Dos mendigos que encontramos pelas ruas e estradas e levássemos para nosso convívio? Dos doentes, ou dos assassinos ou leprosos, ou dos inconscientes das leis do nosso país? Pois esta seria uma Bondade que se tornaria um distúrbio muito grande e que iria impedir  nossa paz no lar e na consciência.



            É muito grandioso ser bom, mas é muito melhor saber ser bom pelas linhas da fraternidade e da razão objetiva. Não é que devemos esmorecer na aquisição dessa virtude iluminada, mas que aprendamos a dignificar Deus pela inteligência que Ele nos deu, amparada pelos sentimentos de Amor, exigente pela razão e incondicional pelas recompensas materiais que sejam associadas.



            Se encontrei Bondade nos meus caminhos, e ela facilitou o meu bom desempenho, não posso hoje ser grato aos meus benfeitores com palavras, do quanto eles me ajudaram com empréstimos que eu necessitava na condição de recém-casado e com filhos pequenos, pois eles não podem mais me ouvir. Mas serei bom na mesma temperatura da Bondade que recebi, e rogo ao Pai a graça de ampliar ainda mais o meu potencial de iluminar os meus irmãos, aqueles caracterizados por seguirem os caminhos ensinados pelo Cristo, nosso Mestre sempre presente.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 25/09/2025 às 00h01