Está bem claro pela formação genética da pessoa humana e até mesmo pelas simples impressões digitais que não existe pessoa igual a outra.
Estas desigualdades que apresentamos quando colocadas no contexto coletivo que é onde vivemos dentro de uma realidade cotidiana, necessita do esforço cognitivo para construirmos uma sociedade ideal dentro dos princípios de justiça social, onde ninguém se sinta prejudicado por que outra pessoa recebe benefícios indevidos.
A construção de uma Sociedade Ideal vai depender de uma ideia individual que lançada no meio coletivo seja aceita pela maioria como um caminho a ser seguido para o alcance desse objetivo.
Dessa forma, podemos observar a existência de uma série de ideólogos criando suas ideias, formando suas ideologias e lancando no meio coletivo para conquistar a sua aceitação teórica, cognitiva e disposição e disposição para construir na prática o seu objetivo: a Sociedade Ideal, onde as desigualdades sociais sejam respeitadas com justiça, dentro do esforço coletivo de sobrevivência mútua.
Verificamos que os princípios que norteiam a ideia/ideologia devem ficar bem claros como ponto de partida para a caminhada. Isso é importante porque, se falsearmos esses princípios norteadores da ideia iremos conquistar pessoas que pensam estar fazendo uma coisa e fazem outra. Quem age dessa forma já mostra que não é um correto construtor da ideia de Sociedade Ideal.
A Verdade deve ser colocada como cimento para os tijolos do pensamento que está elaborando os alicerces da construção da Sociedade Ideal, a sua constituição, a mais próxima possível da perfeição.
Já possuímos ao nosso alcance diversas ideias/ideologias de como devemos construir essa Sociedade Ideal. Como forma de exemplificar o que estamos desenvolvendo neste texto, vou pinçar dois ícones de ideólogos e a expansão ampla de suas ideologias no mundo atual: Jesus Cristo e Karl Marx, formando assim, respectivamente, o Cristianismo e o Marxismo.
Observamos que as ideias dessas duas pessoas estão sendo jogadas dentro da coletividade com ênfase no seu resultado final, mas sem a devida crítica dos meios usados para alcançar os fins, e muito menos dos princípios que alimentam cada uma delas.
Portanto, é importante que a pessoa humana com seu devido potencial racional, possa avaliar de início os princípios e depois fiscalizar os devidos meios para alcançar o objetivo proposto.
A primeira pergunta que deve ser feita as duas propostas é: o que ambas, Cristianismo e Marxismo, entendem sobre o ser humano? Esta pergunta é importante, pois a Sociedade Ideal que queremos formar é com seres humanos. Quem somos nós, humanos, para Cristo e para Marx?
Procurando obter a resposta de uma fonte neutra e não cooptada por uma ou outra ideologia, vamos recorrer à Inteligencia Artificial.
Para Jesus Cristo a pessoa humana é uma criação divina, amada e com uma dignidade fundamental. O ser humano é chamado para uma vida de aprendizado, transcendência e comunidade, e encontra o seu pleno sentido na relação com Deus e com o próximo, sendo Jesus Cristo o modelo e o caminho para essa realização.
Para Karl Marx a pessoa humana é um ser social e produtivo, que se define por sua existência material e pelas suas relações sociais e do trabalho, não por uma essência abstrata ou imutável. Ela é um ser genérico que tem a capacidade de transformar o meio e o mundo através de sua atividade consciente e livre.
Apesar de muito resumido, este é o primeiro ponto básico, o primeiro degrau no caminho que devemos seguir, quer seja como protagonista ou como mero adjuvante que segue o pensamento dos outros, pois ninguém fica parado no caminho da evolução.
Fica claro que a decisão por um ou por outro princípio ainda está cheio de dúvidas e incertezas e que isso será importante para cada um ir consolidando seu caminho com as respostas obtidas, para consolidar o seu correto discernimento sobre a futura realidade da Sociedade Ideal que queremos construir
A tarefa que se impõe neste momento é que cada pessoa coloque os argumentos de sua pré-adesão a uma das duas ideologias para que possam ser confrontados com os argumentos da outra forma de raciocinar. Este é o princípio da inteligência ancorado no Ego, recebendo os estímulos instintivos do Id e também da ética e da moral, representados pelo Superego.
Assim, as desigualdades individuais que apresentamos no meio coletivo podem surgir à nível de consciência, sabendo o que existe abaixo, o subconsciente e o inconsciente, e contribuir com justiça e sabedoria para a construção da Sociedade Ideal que pretendemos.