Sabemos que existe a dimensão física onde estamos agora e a dimensão transcendental para onde iremos logo mais, seguindo a lei da Natureza.
Sabemos que tudo que existe aqui na dimensão material é passageiro, sofre múltiplas transformações, segundo a evolução que se procede tanto na dimensão física quanto na dimensão material.
Sabemos que tudo é criação de Deus, o Criador, o Pai, que do nada fez existir tudo. Nenhuma outra hipótese que o nosso racional possa elaborar, consegue substituir esta lógica da criação, a não ser o de denominar Deus com outros nomes.
Sabemos que este Pai, nos criou à Sua imagem e semelhança, portanto, de forma energética, vibracional, porém, simples e ignorante com o objetivo de aprendermos com nossas próprias experiências, com o livre arbítrio, e assim, um dia decorrente do processo evolutivo, alcançarmos um progresso espiritual suficiente para nos incorporarmos mais uma vez na essência do Pai, com nossa personalidade própria, adquirida por nossos próprios esforços, como assim é a vontade do Criador.
Podemos imaginar que esta é a forma do nosso Pai também evoluir, quando se incorpora à Sua essência divina as nossas personalidades amadurecidas e aperfeiçoadas pelo buril do tempo, nenhuma delas com a arrogância de ter a sua individualidade acima da essência coletiva do amor incondicional do Criador.
Com este nível de sabedoria e capacidade imaginativa, podemos agora considerar nossa existência, aqui na Terra como nos Céus. Não vamos considerar o corpo como o protagonista de nossa existência, como se fosse o nosso Eu. Este corpo que ocupamos agora serve apenas como instrumento para nossa aprendizagem, que usamos como um caderno para registrar nossas lições, que podem ser certas ou erradas.
Vamos considerar como nosso Eu, considerar a essência vibracional do Espírito que anima o nosso corpo. E quando este deteriorar, quando não tiver mais páginas onde nós possamos fazer nossos registros, então é chegada a hora de voltarmos à dimensão transcendental de onde viemos.
Assim acontece hoje com nosso colega, médico e professor, amigo e irmão, que volta à dimensão espiritual com sua consciência repleta de boas acoes, que tanto fez e nos ensinou e assim chega diante do Pai convicto da missão cumprida.
Ficamos agora, neste momento da partida, frente ao seu corpo/caderno inerte e improdutivo, tristes por sua ausência entre nós, mas felizes por seu reencontro com o Pai, que temos certeza, ele está bem mais próximo hoje do que antes, de Sua essência divina.
Sim, meu amigo, guardaremos o seu caderno em nossas memórias, nos bancos escolares, nos púlpitos religiosos, e principalmente, em nossos corações. Sim, Salatiel Silva está inerte aos nossos olhos físicos, mas Craveiro Bento está ativo em nossa mente.
Ave Cristo!