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29/10/2025 00h01
O CEGO DE JERICÓ

 



O CEGO DE JERICÓ



“Dizendo: Que queres que te faça? E ele respondeu: — Senhor, que eu veja.”



(LUCAS, capítulo 18, versículo 41.)



O cego de Jericó é das grandes figuras dos ensinamentos evangélicos.



Informa-nos a narrativa de Lucas que o infeliz andava pelo caminho, mendigando... Sentindo a aproximação do Mestre, põe-se a gritar, implorando misericórdia.



Irritam-se os populares, em face de tão insistentes rogativas. Tentam impedi-lo, recomendando-lhe calar as solicitações. Jesus, contudo, ouve-lhe a súplica, aproxima-se dele e interroga com amor: — Que queres que te faça?



Á frente do magnânimo dispensador dos bens divinos, recebendo liberdade tão ampla, o pedinte sincero responde apenas isto: — Senhor, que eu veja!



O propósito desse cego honesto e humilde deveria ser o nosso em todas as circunstâncias da vida.



Mergulhados na carne ou fora dela, somos, às vezes, esse mendigo de Jericó, esmolando às margens da estrada comum. Chama-nos a vida, o trabalho apela para nós, abençoa-nos a luz do conhecimento, mas permanecemos indecisos, sem coragem de marchar para a realização elevada que nos compete atingir.



Parece muito bem o que estamos sofrendo na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), quando andamos esmolando com um Livro de Ouro, doações para adquirirmos a nossa sede e para melhor fazermos o trabalho que Deus espera de nós. A realização de conseguir 80 mil reais parece muito elevada. Parece fora do alcance de nossa realidade. Pensamos em desistir ou oferecer os serviços que seriam para Deus, para outra pessoa bem aquinhoada e que pode pagar de uma vez só tudo o que precisamos, bastaria passar a servir a esse outro senhor.



Mas nós temos a oportunidade do encontro espiritual com o nosso Mestre. Certamente quando ele nos vir com ar de preocupação, pedindo ajuda, Ele com certeza se aproximará e fará a mesma pergunta que fez ao cego de Jericó – Que queres que eu te faça?



Por isso mesmo, é muito valiosa a recordação do pobrezinho mencionado no versículo de Lucas, porquanto não é preciso compareçamos diante do Mestre com volumosa bagagem de rogativas.



Basta lhe peçamos o que precisamos para trabalhar melhor: - Senhor, que nós tenhamos a nossa sede.



Com certeza Ele nos fará, com o dom de ver, a exata compreensão das particularidades do caminho evolutivo. O Senhor, portanto, nos fará enxergar todos os fenômenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça, e possuiremos o necessário à nossa tarefa divina.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 27-10-25


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em 29/10/2025 às 00h01