O que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023, foi considerado pela nova administração federal um ato golpista, uma intentona bolsonarista. Foi uma acusação injusta, vingativa, contra uma multidão de pessoas que se reuniam em Brasília e nas principais capitais do país, para protestar contra a fajuta eleição que não mostrava para os eleitores onde estavam seus votos.
Era uma manifestação pacífica, como sempre ocorreu em todo o país. Os manifestantes não portavam armas de qualquer tipo, e sim bandeiras do Brasil e Bíblias cirstãs. Eu mesmo fui para frente de igreja em Ceará-Mirim e nos portões do exército em Natal, com um quadro de Nossa Senhora Aparecida, rezando para que ela nos livrasse das garras do comunismo, com a ajuda dos militares, como aconteceu em passado recente.
Portanto, essa acusação foi veiculada por um jornalismo descompromissado com a verdade e alinhado com as falsas narrativas, divorciada da justiça que estava mancomunada com os verdadeiros golpistas que estupraram nossa frágil democracia.
Empurraram nas massas hipnotizadas pelas telas de televisão pagas magistralmente por nosso dinheiro público para justificar as prisões devido a um crime que nunca existiu.
A população que não faz parte da gangue e consegue discernir a verdade da mentira, sabemos que nunca existiu o crime pelo qual se aplicaram penas escabrosas com o objetivo de amedrontar as pessoas que saiam as ruas na defesa da liberdade, e sempre dentro dos direitos constitucionais.
Sobre essa injustiça se organizou uma frente de reivindicacoes pedindo que se aplique a anistia aos presos devido o 8 de janeiro. Acredito que esse pedido esteja equivocado, pois se não houve crime, não poderia haver prisão. E se houve prisão indevida, não se deve pedir por anistia e sim por reparação.
Assim, podemos pedir ajuda aos princípios de Alcoólicos Anônimos que tem em seu oitavo passo o seguinte teor: “Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a fazer reparações a todas elas”.
Esta é a atitude mais coerente com a verdade, com a justiça. Trazer o reconhecimento dos danos causados aos inocentes. É um passo em direção à honestidade e responsabilidade. O Estado reconhece os prejuízos que causou às pessoas em consequência da luta desonesta pelo poder, causando danos físicos, emocionais, financeiros e morais.
Dessa forma se dá uma preparação para o perdao e reparação, agindo para se dispor sinceramente para compensar os erros, e que exige humildade e coragem, atributos que não se verifica nos golpistas de togas, faixas e colarinhos brancos.
Ah, se eles tivessem essa hombridade, seriam curados das dores de consciência, se tivessem. Montariam a lista de pessoas prejudicadas e passariam a curar suas consciências das culpas e ressentimentos, abrindo espaço para relacionamentos mais saudáveis.
Mas essas pessoas estão muito longe da humanidade que os alcoólicos demonstram. Eles não são capazes do amor e empatia, não conseguem se colocar no lugar do outro, daqueles que fizeram sofrer injustamente por suas atitudes no passado. Não conseguem crescer espiritualmente, pois isso exige princípios como justiça, humildade e boa vontade.
Isto é o que devemos lutar para ser aplicado aos nossos irmãos que até hoje se encontram presos ou condenados injustamente. Que sejam reconhecidos os erros cometidos sobre os inocentes, transformando a culpa dos algozes em suas responsabilidade para fazer as devidas reparações.
Anistia não, reparação sim!