Pai, começo a entender um pouco da forma que o Senhor tem para me ensinar, apesar do meu raciocínio lento e assim chegar atrasado em uma conclusão. Estou me referindo ao que aconteceu na festa do meu aniversário de 73 anos, que foi organizado por minha atual companheira. Surgiram críticas dos meus irmãos que causou reação negativa na organizadora. Quando eu argumentei que meus irmãos ou qualquer pessoa podia fazer crítica de algo que poderia ter saído melhor, enfrentei a crítica da organizadora porque eu estava defendendo o direito dos convidados a fazerem a crítica que achassem pertinentes. Talvez, Pai, eu tenha ficado incomodado por também ser criticado, por estar defendendo a crítica feita por alguém, inclusive dos familiares, e que eu entendo que devem ter toda a liberdade de criticarem aquilo que percebem como falha. Fui incentivado no íntimo a fazer um texto que retratasse o que eu considerei falho e que não coloquei como críticas, estava no combo da tolerância. Tinha colocado tudo que encontrei como falho no subconsciente, estava no programa de tolerância total, mas acredito Pai, que o Senhor concordou com as críticas feitas pelos meus irmãos, pois eram justas, e que queria que eu também fizesse as minhas críticas, principalmente as autocriticas. Acredito que tenha sido assim, Pai, pois a principal crítica que foi feita foi com relação ao churrasco que eu tinha feito aos meus convidados reforçando esse atrativo, e no entanto não me preocupei em verificar como estava a quantidade e diversidade das carnes. O Senhor viu que eu estava me refugiando na tolerância às críticas feitas à minha companheira, para não surgir na minha consciência a minha própria culpa. Então o Senhor fez da mesma forma como agiu com o Faraó do Egito, endurecendo o coração dele para não aceitar as propostas de Moisés para assim poder demonstrar a Sua força e todos pudessem reconhecer o Seu poder divino, acima das forças da natureza. Pois comigo o Senhor impediu a minha memória de funcionar, pois eu estava com a geladeira cheia de espetos que eu havia comprado os mais diversos tipos de carnes, justamente para ocasião como essa. Mais o Senhor forçou para que surgisse na minha consciência a necessidade da autocrítica, como aconteceu, e eu fiz um texto sobre isso que irei colocar na próxima data, neste diário. Não foi assim, Pai?
Sim, filho, me alegra que você já esteja percebendo a minha presença constante perto de você e a minha forma de ensinar, que envolve diversos meios, inclusive o sofrimento em algumas pessoas, para despertarem nelas a necessidade de correção de algumas falhas que impedem o devido florescimento das virtudes. Gostei de ver o texto que você fez e somente quando ele estava delineado é que liberei sua memória para a presença dos espetos dentro da geladeira. Isso é para que você se torne sempre vigilante, e não deixe a responsabilidade de algum fato, em que você esteja envolvido diretamente, fique completamente sobre a responsabilidade de outra pessoa, sem nenhum tipo de supervisão ou monitoramento da sua parte, apesar dos inúmeros trabalhos que você tem que realizar. O bem-estar das pessoas ao nosso redor, principalmente aqueles que estão de posse de algum convite especial, não podem ficar à deriva. E outra obrigação que deixo agora na sua consciência. Na primeira ocasião que surja, leia esses dois textos para os convidados que se sentiram frustrados, o peso de sua responsabilidade, além da responsabilidade de sua companheira que deve ser advertida por você, preventivamente, de alguma falha que pode ocorrer devido a sua forma peculiar de pensar.