Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
02/11/2025 00h02
CONFLITOS MENTAIS

            Quando estamos seguindo na trilha do amor incondicional, no Caminho da Verdade ensinado por nosso Mestre, o Senhor Jesus, vamos sempre encontrar obstáculos na forma de conflitos que tendem a desorganização do pensamento, gerando emoções inflamadas que forçam nossa saída do Caminho da Verdade.



            Lembro que na festa do meu aniversário de 73 anos, passei por esse teste na minha consciência. A minha atual companheira se mostra bem dedicada e sintonizada com minha missão, de construir a família universal/Reino de Deus, com base no amor inclusivo associado ao amor incondicional, e não ao amor exclusivo associado ao instinto animal, o que é esperado pela quase totalidade das pessoas, principalmente as mulheres.



            Nesse aspecto, ela está ciente de todas as implicações emocionais que iria sofrer dentro desse relacionamento, e resolveu promover essa festa utilizando os seus talentos de organização de festas dessa natureza.



            Eu achei que tudo foi muito bom, apesar de algumas interrogações no meu pensamento, mas considerando que ela se esforçou ao máximo, dentro de sua natureza, dei esse conceito bom que não alcançou a nota máxima, por causa das falhas que sempre existem em qualquer evento que decidimos promover.



            Não falei nada das faltas/erros que pude perceber na hora, mas achei que poderia ser concertado por mim, chamando a atenção em outros eventos como esse.



            Acontece que houve a exteriorização de críticas feitas por meus irmãos, em off, e que gerou conflito entre mim e minha companheira quando falei pra ela. Ela achava que estava perfeita a festa e recebeu elogios nesse sentido; eu concordei com meus irmãos, reconheci que eles estavam corretos em suas críticas. Por esse motivo achei necessário para fazer este texto colocando as falhas que eu observei e não comentei com ninguém, mas talvez seja Deus querendo que eu faça esta avaliação, conectada com o que deveria ser feito de acordo com a empatia com todos os convidados, e com os que não foram convidados.



            Primeiro, quanto o horário. Não ficou bem esclarecido na minha consciência e para os convidados, a partir de mim, qual seria a hora do início. Eu fazia o convite de forma genérica, que iria começar após as 18h quando eu chegasse do trabalho. Isso acarretou atraso em algumas pessoas que vieram de áreas mais distantes, de outros municípios, e que não poderiam ser culpadas com objetividade. Inclusive, alguns nunca vieram em minha casa, e eu não dei para eles o endereço antecipado ou link de localização, e que perderam muito tempo procurando encontrar o local.



            Segundo, quando eu fazia o convite, eu focava no atrativo de um churrasco, pois sabia que iria ter dois carneiros para assar com todos os seus atributos: carne de carneiro torrada e picado. Mas não atentei que viriam pessoas que não comem carneiro e o churrasco deveria ter uma variedade de carnes. Foi minha falha principal.



            Terceiro, o som que possuímos devia estar devidamente instalado e não ser necessário o próprio convidado que veio para cantar ir procurar na dispensa, de última hora, para viabilizar sua participação com o violão, e evitar a gambiarra que foi instalada.



            Quarto, o convite deveria ter sido feito para todos do convívio íntimo, para evitar o constrangimento da irmã do cantor não ter vindo com ele.



            Quinto, o carneiro que gosto de comer dever ser torrado de forma apurada, sem estar com muito líquido na forma de cozinhado; também não gosto do carneiro assado, acho uma carne muito seca para o meu paladar. Não comi o carneiro assado e comi pouco do carneiro torrado/cozinhado e do picado.



            Sexto, a comida foi pouca, o caldo não serviu a quem chegou atrasado e as outras opções logo se acabaram, deixando sem alternativa os que não comiam carneiro e chegaram mais tarde.



            Não vou colocar aqui os pontos positivos, pois já está colocados no conceito de bom que foi aplicado ao evento pela maioria das pessoas, que falaram de uma festa perfeita, sem motivos para críticas.



            Mas, a grande lição espiritual é a que buscamos. E a lição quem nos traz são as críticas que surgem como forma de nos atentar para o correto, como se fosse a voz de Deus nos advertindo pelas pessoas que mais gostam de nós.



            Não vou colocar aqui como alvo das críticas a minha companheira que estava organizando. O maior alvo das críticas sou eu, que era o aniversariante o foco da festa, que devia ter me preocupado com o bem estar de meus convidados, que eu não servisse como foco de mordomia na festa, que tudo fosse feito para atender os meus desejos. Isso me deixou humilhado frente ao Pai, pois sei que Ele reconhece como o maior aquele que serve a todos, e não aquele que quer ser servido por todos. Sou eu que estou na cadeira do réu, pois eu deveria ter monitorado tudo para ver se meus convidados realmente seriam bem atendidos nas suas expectativas.



            Reconheço de imediato as minhas falhas e peço desculpas a todos por se sentirem frustrados. Que me aceitem como a pessoa imperfeita que ainda sou, mas que me arrependo dos meus erros e estou disposto a compensar a todos que eu prejudiquei, inclusive a minha companheira que pode ter sido acusada pela falha que foi minha.



            Isso levou a um conflito com minha companheira, pois ela não quer aceitar, e com razão, uma crítica que deveria ser dirigida a mim e não a ela, que dentro dos limites dela, fez tudo com perfeição.



            Com esse conflito na minha mente, fui dormir, e ao acordar pela manhã, ao ler o livro “Presente no Inconsciente”, de Magnaldo de Castro, encontrei o trecho onde os protagonistas são atacados pelas forças trevosas do mundo transcendental. Isso arriscava o sucesso de suas missões evangélicas que eles tinham de cumprir seguindo a vontade do Pai. Para sair desse risco a protagonista citou para seu companheiro as belas e profundas lições do Sermão da Montanha, dito pelo Senhor Jesus.



            Como nada acontece por acaso, vou digitar aqui alguns trechos como se estivessem sendo ditados pelo próprio Jesus, para mim e minha companheira, em busca da estabilização da nossa harmonia ameaçada:



            Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus: sim, somos pobres no espírito, ainda nos faltam grandes virtudes para fortalecer nossa alma, para que consigamos ouvir qualquer tipo de crítica e isso não afetar a nossa capacidade de amar, de aprender, de tolerar;



            Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus: devemos evitar que a frustração pelos erros, voluntários ou involuntários do próximo, não se transforme em raiva, em briga, em destruição;



            Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia: ser tolerante com aquele que errou, principalmente quando não houve intenção;



            Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados: com certeza o Pai está providenciando o consolo para os meus convidados que se sentiram injuriados;



            Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos: o Pai não deixará ninguém injustiçado, qualquer que seja o tamanho da injustiça; e



            Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra: este será o nosso destino, de herdar a nova Terra onde o bem superará o mal, não levando brigas ou discórdias onde o relacionamento falho do irmão nos trouxer frustrações.



            Sim, Pai, acolho as Tuas lições e estou pronto para corrigir minhas falhas.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 02/11/2025 às 00h02