Em nossa viagem ao Rio de Janeiro, por motivo de participação no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, tive oportunidade de ir visitar no domingo, após o término do evento, a imagem do Cristo Redentor.
Esta é uma imagem imponente doada pela França e que colocada no alto do morro do Corcovado, se projeta sobre a cidade como se quisesse abraçar cada casa, viela, edifício, morro ou lagoa.
A imagem do Cristo atrai turistas de todos os estados brasileiros e de cada país ao redor do mundo. Sei que por trás da imensa imagem de pedra, existe as lições deixadas pelo Cristo.
O Caminho do progresso espiritual ensinado pelo Cristo, do Caminho da Verdade que nos leva à Vida eterna na sintonia com Deus, nos salva da morte inevitável ao término da existência da vitalidade do corpo físico. Por isso chamamos o Cristo de nosso “Salvador”.
Foi nesta condição de turista, aos pés da imagem que representa o Cristo como ícone do Brasil e principalmente da cidade do Rio de Janeiro, que veio à minha mente Suas lições e o que Ele realmente representa para o mundo: o Salvador de nossas almas, para todos aqueles que reconhecem e fazem a vontade do Pai. Mesmo que a pessoa não conheça ainda o Cristo, mas faça intuitivamente a vontade do Pai, este estará dentro da família universal e, consequentemente, dentro do Reino de Deus.
Esta cidadania que constitui o Reino de Deus é que está se aproximando coletivamente da essência amorosa do Pai, burilando a sua alma na dimensão material e aperfeiçoando seu espírito na dimensão espiritual.
Quantas dessas pessoas que circulam aos pés da imagem do Cristo, no esforço de pegar o melhor ângulo para foto, faz um momento de reflexão sobre os ensinamentos do Mestre e procura ver se está fazendo com honestidade a prática dessas lições?
Tive oportunidade de ir à capelinha do Cristo e assistir à final de uma missa. Participei da oratória e dos cânticos, fiz fotos com os palestrantes, padre e diáconos, e refleti sobre uma frase dita no final pelo diácono, que estávamos todos nós naquele momento recebendo uma indulgência plena, que todos os nossos pecados estavam sendo perdoados. Aceitei o presente, mesmo que não aceitasse cumprir o ritual que ele dizia ser necessário para que a indulgência fosse efetivada. Mas daí eu recorro a intervenção do Cristo, se realmente é necessário cumprir esse ritual ou se Ele permite que eu retome minha caminhada com os meus pecados perdoados, seguindo a lei de Deus que está escrita em minha consciência.
Vejo a cidade do Rio de Janeiro dominada pelo mal que se espalha em todas as direções, no entanto, as pessoas desconhecidas que fiz contato aqui no Rio de Janeiro, o motorista de Uber, o negociante de uma loja, todos, de imediato, mostravam seu reconhecimento à existência do Pai e que procuravam seguir de alguma forma as mensagens do Cristo.
Certamente o mal tem o seu poder e domínio circunstancial sobre nós enquanto coletividade cujas instituições de proteção à cidadania foram ocupadas pelos agentes das trevas, irmãos nossos que se associam por força da ignorância ao poder hipnotizante das sugestões revolucionárias dos agentes luciferinos.