Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
15/11/2025 11h46
RETORNO A NATAL

            Às 14 horas pedimos o táxi para voltarmos ao aeroporto do Galeão e embarcar no avião da empresa Azul às 19h25 para retornar a Natal.



            Estávamos “escaldados” com a experiência da vinda quando nós quase perdemos o voo para o Rio de Janeiro, por chegarmos atrasados no aeroporto. Dessa vez iríamos garantir que não perderíamos o voo por atraso nosso, iríamos estar no aeroporto 4 horas antes, o dobro do previsto de chegar 2 horas antes, como é recomendado.



            Às vezes eu fico a pensar que Deus brinca comigo, assim como algumas vezes eu brinco como Ele. Acho que isso á saudável dentro de uma família, e como o Pai sabe que eu ainda sou um bebê espiritual, apesar dos meus 73 anos na dimensão material, Ele com certeza não liga pra isso e até acha positivo, pois sente que assim eu estou sinceramente lhe reconhecendo como Pai e com toda a autoridade e respeito que Lhe devo.



Pois vejamos o que o Pai fez conosco. De início fez ir quem não queria ir, como foi o caso de Simone; fez ficar quem queria ir como foi o caso de Carlinhos.



Ele ficou se divertindo com nossa correria no aeroporto de Natal para não perder o voo, arrastando uma mala pesando mais de 30 kg além de 4 outras adicionais, para aqui e acolá, sendo os últimos a entrar no avião, acompanhado as malas que iriam ser embarcadas, seguindo aqueles trajetos de luzes e fitas colocadas na pista e sinalização com as lanternas dos aeroviários para que não nos perdêssemos.



No aeroporto do Rio o Pai resolveu brincar um pouco mais conosco, mostrando que não é como nós queremos, e sim com o que Ele permite. As 4 horas de antecipação que nós garantimos no aeroporto não foi o suficiente para garantir a decolagem no avião que estava em nosso bilhete. Entramos ainda nesse avião e aguardamos por mais de uma hora a liberação do documento que garantiria a nossa segurança no ar. Recebemos o aviso em seguida que devíamos descer do avião, pegar de volta nossas malas que agora estavam acrescidas de mais duas malas e uma mochila que compramos na Uruguaiana/Rio, pois a nossa conexão que iríamos fazer no Recife para Natal não seria mais possível. Lembrei da correria em Natal para não perder o nosso voo da empresa Azul e agora iríamos em busca da Empresa Gol para embarcarmos às 23h30.



Eu levava nas mãos a mochila pesada e outros pertences de mão enquanto Simone me criticava por não colocar a mochila nas costas, pois assim eu teria condições de levar mais peso. Mas eu não me sentia confortável em colocar uma mochila com tal peso nas costas por cima de duas camisas e um casaco que estava vestindo. Preferi continuar levando a pesada mochila nas mãos sob uma saraivada de críticas ao meu comportamento “opositor de conduta”. Acredito que o Espírito de Dom Pedro II, curioso com o comportamento dessa família que o visitara no seu Museu, decidiu nos acompanhar por mais algum tempo, e vendo a falta de tolerância e empatia de Simone com o comportamento do outro, resolveu lhe dar uma “rasteira” em plena escada rolante do aeroporto. Da mesma forma que ele fez com Luan quando ele estava com presepada em seu Museu.



Eu só ouvi o grito de Simone quando ela caiu. Olhei para trás e a vi sentada nos degraus sendo ajudada pelas pessoas que vinham atrás. Eu não podia subir para lhe ajudar, afinal a escada rolante estava em funcionamento. Deixei minha mochila e outros pertences no chão e aguardei o cortejo com sua chegada amparada pelos viajantes solidários.



Felizmente ela não se machucou, mas talvez tenha acirrado ainda mais a raiva que se desenvolvia dentro dela. Chegou no balcão da empresa Gol para despachar as malas e fez diversos comentários ao funcionário que se mostrou atencioso e acolhedor.



Queria processar a empresa Azul por ter lhe causado dano moral, pois já devia estar em casa, que não recebeu alimento suficiente, que não tinha o suporte de uma sala vip, que perdeu a conexão com a pessoa que iria lhe receber no aeroporto de Natal.



Assim, incendiada pela raiva, fez contato em Natal com seu amigo advogado e recebeu instruções de como proceder para acionar a empresa Azul. Acredito que ela tenha esquecido de sua primeira opinião de que esse sucedido tenha sido um “livramento” provocado por Deus para o seu benefício, e dessa forma a empresa não seria culpada pelo transtorno.



Então, continuamos no aeroporto do Rio até as 23h30 quando deveríamos embarcar no avião da Gol. Éramos 4 com suas personalidades diferentes: eu, tolerante e compreensivo; Simone intolerante e contestadora; Navegante colaboradora e resolutiva; e Laura impulsiva e curiosa. Foi ela que perguntava por que iríamos trocar de avião, se nele havia os mesmos recursos midiáticos. Ela mostrava que se ninguém estava interessado em comer nada, ela estava. Mostrou a sua pressa em embarcar logo no avião substituto liderando a longa lista de passageiros que iam também embarcar. Ao se deparar com o bloqueio da fita de orientação do trajeto, não teve dúvidas, abriu a fita e conduziu a fila em direção a outra que ninguém sabia para onde se dirigia. Enfim, surgiu um funcionário que ficou atordoado, pois não era para ser aberta a fita e não se misturar com a fila em movimento. Viemos a entender que a fila que caminhava era a que estava saindo do avião e que iriamos entrar nele quando todos tivessem saído. Depois, ficamos espalhados dentro do avião, pois estávamos pegando uma aeronave direto para Natal e que estava quase lotada, com seus passageiros de assentos marcados. Depois que nos aconchegamos em nossos assentos de última hora, fiz negociação com passageiro vizinho para nos agrupar e dei preferência a Laura para ficar junto conosco, mas ela preferiu ficar com os estranhos. Navegante aproveitou a oportunidade e veio ficar junto conosco, e foi bom pois aproveitei um dos sacos de pipoca que ela trazia.



Finalmente chegamos em casa, cansados além do previsto, mas com a compreensão que tudo que adquirimos durante a viagem estava completamente previsto pela vontade Deus, para nos ensinar tanto no aspecto acadêmico e principalmente no aspecto emocional, no lidar com nossos sentimentos, positivos e negativos, privilegiando o relacionamento familiar, no esclarecimento dos projetos, perspectivas, e as necessidades de correção do nosso potencial espiritual, desenvolvendo as virtudes e podando as emoções e pensamentos negativos.



Agradecemos a Deus por tudo que Ele nos proporcionou e chegamos aos nossos lares prontos para dar continuidade ao nosso progresso espiritual, com os devidos cuidados com o progresso material, procurando cuidar do próximo que esteja mais próximo até o mais distante mais distante, dentro da família espiritual, para termos conosco a cidadania necessária para vivermos dentro do Reino de Deus.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 15/11/2025 às 11h46