Esta narrativa da Igreja Católica sobre a volta à vida de Jesus depois da morte do corpo físico, como uma ressurreição, como Ele fez acontecer com Lázaro, não encontra um suporte lógico na minha consciência.
Foi com a leitura do livro de Humberto Werdine, pelo espírito Frei Ignácio de Castela, “A Grande Conspiração”, que encontrei uma explicação mais satisfatória. Ele escreveu dessa forma:
Creio agora que Paulo (apóstolo) não queria deixar a verdade da ressurreição em espírito escondida de seus seguidores. Ele tinha encontrado Jesus no caminho de Damasco. O que ele vira tinha sido real. Mas era Jesus em espírito, não em corpo. Paulo tinha, então, dois fatos em suas mãos: o relato de Tomé que havia tocado em Jesus ressuscitado e o seu encontro. Sua conclusão: a ressurreição não é material, mas sim da alma, do espírito.
Ele transcreve o que Paulo escreveu na sua primeira Carta aos Coríntios, 15:42: Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível, semeado no desprezo, ressuscita glorioso, semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso, semeado corpo material, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo material, também há um espiritual. E no versículo 50, ele diz: O que afirmo, irmãos, é que nem a carne nem o sangue, podem participar do Reino de Deus...
Para mim, está claro que o nosso corpo, que é de carne e sangue, não pode participar dos Céus, mas sim o corpo espiritual. Este sim, pode. Pois como o apóstolo Paulo dizia, o corpo espiritual é que ressuscita, não o corpo material. Pois não há como um corpo, que se transformou em pó, se recompor para ir de maneira sólida para os Céus, que é a morada de Deus, que é Espírito puro, e dos Santos. Não há um registro sequer de algum santo que haja ressuscitado seu corpo; na verdade é com o corpo espiritual que os Santos estão comungando com a beleza de Deus no Paraíso.
Agora, eu tenho uma explicação, que não posso provar, de como o corpo de Jesus desapareceu da tumba. Eu acho que Jesus, sendo um enviado especial de Deus, tinha uma energia, uma força que impregnava e mantinha o seu corpo vivo entre nós. Se Ele tinha um corpo diferente dos nossos, enquanto Ele estava vivendo entre nós, não poderia dizer, eu creio que não, pois seus sofrimentos eram evidentes na narrativa da Paixão pelos Evangelistas. Mas, seu corpo desapareceu. Eu acho que esta energia agregadora, mencionada acima, simplesmente abandonou o corpo, depois de algumas horas de sua morte. E, com o desaparecimento dela, seu corpo perdeu aquilo que mantinha suas partes juntas. E Ele simplesmente desapareceu, como um passe de mágica.
Realmente, se o corpo de Jesus era diferente do nosso, após a ressurreição, isso explicaria muita coisa: como Ele apareceu na estrada de Emaús e não foi reconhecido de imediato, e porque Maria Madalena levou certo tempo para reconhecer Jesus, nos jardins do cemitério privado.
Esta explicação da ressurreição em corpo espiritual atende perfeitamente a minha lógica, minha coerência de narrativa. Fico ainda com a dúvida de como aconteceu o desaparecimento do corpo. A ideia da energia agregadora para o seu corpo, deixaria Jesus diferente do nós, e essa não era a proposta do Pai.
Aguardemos novas revelações.