Estava no Rio de Janeiro com um grupo heterogêneo, certamente participando de um passeio contratado. As pessoas que ficaram mais próximas de mim e meus acompanhantes eram ligadas a área educativa, senhoras que se identificaram como diretoras de escolas. Não consegui precisar quem estava me acompanhando, parece que o objetivo dessa mensagem onírica era ver o contexto de determinada tarefa dentro do relacionamento com a pessoas que estavam incluídas.
Ficamos acomodados no hotel para onde fomos programados, cada qual com destino ao seu respectivo apartamento. Na hora do almoço nos reunimos e não tínhamos guia, aparentemente quem estava conduzindo o grupo era eu. Não apareceu qualquer pessoa com esse comportamento de guia. Talvez por eu sentir que era o mais idoso e talvez quem tivesse mais renda financeira, foi que eu senti a necessidade de condução do grupo.
Entramos no restaurante onde já existia diversas pessoas, ficamos todos numa mesma mesa, e foi nos apresentados pelo garçom uma bandeja com alguns quitutes. Experimentamos alguns e logo resolvemos descer para ir ao local de compras e com diversas opções de alimentação.
Descemos do hotel e pedimos um carro para nos conduzir, e antes de sair chegou um funcionário apresentando um valor de 200 reais para podermos nos deslocar. Achei o valor elevado, procurei na carteira a quantia em espécie, mas não encontrei, e não liguei para a tentativa de outras pessoas pagarem o que era exigido. Pedi a maquineta e paguei com o meu cartão de crédito.
Fomos em direção ao objetivo fora do hotel e que não estava bem claro, usava o GPS do meu celular para acompanhar o meu deslocamento como eu sempre faço e logo percebi que a bateria estava acabando. Desliguei o GPS para não ficar com o celular inativo. Lembro bem de ver o trajeto que o GPS apresentava no nosso deslocamento por dentro da cidade, mas não consigo identificar nada do que realizamos, nem compras, nem alimentação.
Voltamos ao nosso hotel e ao chegar no restaurante uma pessoa amiga nos ofereceu algumas sobras do almoço que foi oferecido. Peguei um prato e coloquei alguns filés de frango com arroz e paguei um valor no caixa. Depois, um dos membros de nossa viagem disse que tinha ido em outro setor do restaurante, ainda existia mais alimentos que ele colocou no prato, e ao se dirigir ao caixa teve a surpresa que nós não devíamos pagar nada no restaurante, estava todo incluído no contrato do passeio.
Este sonho parece difuso, parece não ter nenhum sentido. Mas, dentro do meu subconsciente, onde estão guardadas tantas informações que trazem ao meu consciente algumas informações e que podem ser aplicadas ao sonho.
Primeiro, parece ter o sentido de que eu faça reestruturações cognitivas no sentido de trazer mais efetividade aos meus objetivos de vida. Tenho que dar o devido valor as ações coletivas, aos compromissos do conjunto. Tenho a tendência de levar o conjunto de acordo com os meus pensamentos, sem avaliar corretamente os compromissos que envolvem o coletivo. Isso pode fazer com que eu tenha dificuldade em cumprir uma meta que depende do conjunto e de não receber os benefícios que estão implícitos dentro da tarefa conjunta.
Segundo, lembrando que a vontade do Pai está relacionada com o conjunto da humanidade e não com o sucesso de uma pessoa individualmente, tenho que ajustar a minha forma de pensar e o meu comportamento. Se o Pai me dá uma missão individual, tenho que ter a consciência que a minha competência no sucesso da missão está relacionada com os benefícios que trarei ao conjunto, e não o meu sucesso individual simplesmente.
Este foi um recado que tento compreender de alguma forma, vejo a necessidade, a coerência da crítica ao meu pensamento e comportamento, e estou disposto a fazer essa avaliação e correção do raciocínio, a reformulação cognitiva.