Encontrei um texto nas redes sociais, de Luiz Fernando Ramos de Aguiar, publicado em Postagens da Revista Timeline, de 20-11-2025, que fala do “sofisticado prazer de destruir o inimigo”. Como é um relato bem feito de nossa realidade cotidiana, trago aqui a segunda parte do texto.
As forças “progressistas” brasileiras não expressam seu “amor” à verdade apenas pela exposição de fatos duvidosos e reportagens enviesadas. Muitos expoentes da “intelectualidade esquerdista” não têm nenhuma objeção a propagar violência e intolerância em nome da “democracia”. E talvez esse seja o tipo de discurso mais amado por eles.
Exemplo clássico de algo assim nos deu o pesquisador, historiador, sociólogo, político e professor universitário, Mauro Luís Iasi, filiado ao Partido Comunista Brasileiro. Durante o 2º Congresso Nacional da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular Conlutas), ele citou em discurso o poema de Bertold Brecht, ao falar sobre como sua audiência deveria dialogar com as pessoas de direita… A delicadeza e a sutileza dos versos falam por si: “Agora escuta: sabemos que és nosso inimigo. Por isso vamos encostar-te ao paredão. Mas, tendo em conta os teus méritos e tuas boas qualidades, vamos encostar-te a um bom paredão e matar-te com uma boa bala de uma boa espingarda e enterrar-te com uma boa pá na boa terra”.
Outra fala que ganhou notoriedade foi proferida pela filósofa, artista plástica, professora, escritora e política Márcia Tiburi, filiada ao Partido dos Trabalhadores. Durante uma entrevista, ela declarou ser a favor do assalto.
De acordo com Tiburi, existiria uma “lógica” no ato de assaltar, já que a pessoa não teria algo de que precisaria e, contaminada pelo capitalismo, dentro desse contexto injusto, muitas violências seriam justificáveis. Para Tiburi, algumas formas de violência poderiam ser até lógicas, revolucionárias e corretivas.
A entrevista foi concedida à TV Brasil em dezembro de 2015. Aparentemente, as declarações não repercutiram bem nem entre seus próprios admiradores, já que, em junho de 2018, ela publicou um artigo na Revista Cult, tentando explicar o inexplicável.
O amor à diversidade e a tolerância às diferenças não se resumem a discursos políticos ou a obras filosóficas… A “cordialidade odiosa” se expande, inclusive, por meio da poesia. Um texto que ficou famoso em diversas publicações em vídeos nas redes sociais foi o poema Apocalipse Queer ou Cuíer A.P. (ou oriki de Shiva), da escritora, cantora e compositora Tatiana Nascimento. O texto é aberto com um verso impactante: “Nós vamos destruir tudo o que você ama”. E vai distorcendo, de forma impiedosa, todos os valores mais importantes para os conservadores. Não há argumentos, há uma inversão total de tudo. Não há justificativas, é apenas um ataque proposital, agressivo e injustificado. Seguem algumas pérolas do poema:
“porque c chama ‘amor à pátria’
o que é racismo
c chama ‘amor a deus’
o que é fundamentalismo
c chama ‘amor pela família’
o que é sexismo homofóbico y
c chama transfobia de ‘amor à natureza’
c chama de ‘amor pela segurança’
o que é militarismo…
…essa sua ideia de ‘civilização’ é
assassinato, é genocídio,
quer matar tudo…”
Não bastasse a agressão ideológica, o poema é uma violência à própria poesia, com o lirismo de um arroto. Tatiana Nascimento nos empurra uma das composições mais desnecessárias, previsíveis e indesculpáveis já escritas em nossa língua. Com a sutileza de uma britadeira, sua leitura desperta no leitor o desejo por um tratamento de canal sem anestesia, uma opção menos dolorosa do que submeter a mente aos registros gráficos da autora.
Esses exemplos revelam o modus operandi da “intelectualidade” esquerdista. A turma professa abertamente o desprezo e o ódio por qualquer pessoa ou ideia que não esteja em sintonia com seus valores e suas crenças. Como precisam sempre sinalizar virtudes, mesmo que as desprezem de forma absoluta, disfarçam sua violência e intolerância com os mais diversos subterfúgios. Pode ser por meio de uma reportagem com informações duvidosas ou não verificadas, pela utilização de metáforas, críticas sociais ou mesmo de poesia. Mas a mensagem principal está sempre presente: não permitiremos a existência da direita, do conservadorismo.
Para não chocar o público em geral, utilizam uma linguagem pacífica, cheia de chavões e clichês, como tolerância, diversidade, liberdade e democracia. Suas ONGs recebem nomes encantadores, como as Redes Cordiais do “nosso Amado”. Contudo, nenhum desses conceitos ou indulgências se aplica aos seus adversários políticos, que são invariavelmente descritos como perigosos e extremistas, rotulados de fascistas, nazistas ou qualquer outro termo conveniente à desumanização. Afinal, contra monstros vale qualquer estratégia.
O caso da reportagem de Guilherme Amado foi desmascarado por uma nota do governo americano, que deixou claro que o formulário I-94 utilizado pelo jornalista era falso. Mas quantas matérias, poemas, livros, discursos ou decisões judiciais já foram produzidos sob as mesmas circunstâncias?
Sobreviver ao bombardeio ideológico e cultural da esquerda depende de que o outro lado desenvolva seu próprio arsenal, criando um ecossistema de influenciadores, jornalistas, escritores e veículos de comunicação capazes de se contrapor às narrativas hegemônicas e enfrentar os meios mainstream. Nesse campo, não podemos adotar a linguagem do inimigo; precisamos construir nossa própria estratégia de comunicação e cultura, uma estratégia comprometida com a busca da verdade… Nenhuma firula retórica pode se contrapor à força da realidade.
Eis o retrato sem retoques dos agentes das sombras. Usando a mentira como arma de persuasão aos ingênuos ou indigentes eleitores, mantidos assim como estratégias para suas eleições, observamos grupos de zumbis comandados por refrões, palavras de ordens, levados em seus esqueléticos braços sem saberem o significado, do que representa a sua própria cadeia sem grades.
E o mais impactante para nós, cristãos, é que consideramos essa turma que se movimenta nas trevas, tanto os oprimidos pela ignorância, quanto os opressores também pela ignorância, que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai, Criador, que deseja o melhor para todos os Seus filhos e que um dia espera encontrar todos dentro da Sua própria essência de amor.
E quem vai levar essa mensagem de amor e libertação para nossos irmãos presos na ignorância? Somos nós mesmos, seguindo o Caminho que nosso Mestre, Jesus nos ensinou, amar ao próximo como se fosse a nós mesmos. Mesmo que isso nos leve ao sacrifício de ensinar, com a tortura da nossa própria vida material, como assim deu exemplo o nosso Mestre.
Ave, Cristo!