Tive outro sonho, desta vez com uma antiga paixão, esta estava bem identificada desta vez, mas não fazia referência ao passado.
Dolores, nome fictício que colocarei aqui para ela não ser identificada e não trazer constrangimento ao seu relacionamento atual com o seu companheiro, tinha saído com um dos seus namoricos e engravidou, gerando duas filhas gêmeas. O Pai não mostrou qualquer intenção de assumir a paternidade das crianças e Dolores se viu constrangida dentro da casa de um parente onde ela estava morando.
Ao saber disso, mesmo eu não tendo com ela nenhum tipo de relacionamento íntimo, sexual, como antes acontecia, eu mostrei a ela que não estava sozinha, que eu estava disposto a assumir a paternidade das crianças. Mesmo ela não se sentindo tão bem como seria se o próprio pai assumisse essa paternidade, ela aceitou e permaneceu morando na casa da parente com menos constrangimento, pois esperava agora da minha ação como pai adotivo de suas filhas.
No dia do recebimento do meu pagamento como professor universitário, peguei notas de 100 reais pensando estar entregando 300 reais, mas depois percebi que eram notas de 50 reais, portanto entreguei 250 reais. (Esta foi uma incoerência que percebi no sonho, agora que estou digitando sobre ele. Como é que uma quantidade de notas de 100 reais que imaginava ao total trezentos reais, ao perceber que eram notas de 50 reais, formou 250 reais como no sonho eu notei que era a quantia que havia entregado? Pois se eu estava imaginando entregar 300 reais em notas de 100, então eram 3 notas. Se depois eu havia percebido que havia entregado notas de 50 em vez de notas de 100, então a quantia entregue seria de 150 reais, e não 250 reais como ficou estabelecido no sonho)
Acontece que o pai biológico ao saber o que estava acontecendo, movido por qualquer sentimento que eu não podia afirmar qual era, avisou que iria assumir a paternidade. Dolores já estava satisfeita com a minha decisão de ser o pai adotivo, não tinha segurança com o pai biológico.
Resolvi fazer uma reunião com a participação de uma amiga de Dolores que estava intermediando o problema. Em determinado dia e local sentamos nós quatro para conversar sobre a questão da paternidade. Pedi para o pai adotivo dizer quais eram suas reais intenções, mas ele devolveu a pergunta perguntando quais eram minhas intenções. Eu fiquei irritado, pois já estava bem claro que minhas intenções seriam a de ser o pai adotivo. Levantei-me da mesa irritado com a falta de compromisso que tal pessoa não conseguia manifestar, e quase entramos em luta corporal
Voltamos a nos sentar para continuar a conversar e a partir daí o sonho parece que se dissipava na minha consciência, parecia que não tinha mais importância no que poderia acontecer.
Agora, fazendo a reflexão sobre este sonho, vejo que foi mais um teste do Pai para ver como está situada a minha consciência dentro do planejamento da construção da Família Universal que digo para Ele está disposto a criar, como forma de capacitar pessoas para cidadania no Reino dos Céus.
Quando o Pai percebeu que eu estava disposto a assumir a paternidade de filhos de outros homens, gerado em antigas companheiras do meu passado sexual, e com a memória dos momento de paixão, e sem colocar a exigência de nenhuma recompensa sexual ou de qualquer outro tipo, apenas para deixar a pessoa que já estava incluída no meu rol de pessoas especiais, marcadas por forte afetividade referente ao passado, melhor adaptada a nova vida que se descortinava para ela, e coberta com o manto do amor incondicional.
Também havia o momento daquela inconsistência com relação ao valor das notas no momento da doação. Acredito que isso foi para mostrar para mim mesmo a necessidade de corrigir a minha impulsividade na forma de ajudar, para verificar melhor a forma de entrega de algum benefício a qualquer pessoa. Talvez tenha sido como forma da minha consciência ter mais cuidado com a entrega de ajuda que eu sempre estou disposto a realizar, como aconteceu recentemente com uma amiga que precisava de recursos, duas delas, e ofereci a ajuda necessária, mas indo além do que elas estavam precisando, tanto uma para pagar um Uber para ir ao trabalho, como da outra para resgatar o seu plano de saúde que havia vencido e ela estava precisando com certa urgência.
Portanto, este sonho promovido pelo Pai serviu para esses dois propósitos: o primeiro para o Pai ter a certeza do que vai no meu campo do livre arbítrio, onde Ele não pode interferir, de acordo com a Sua própria vontade no nosso ato de criação; segundo, para despertar a minha atenção na forma de dispensar os recursos que Ele coloca à minha disposição, e que eu devo realmente fazer isso, distribui-lo sem esperar recompensas de qualquer natureza, apenas mostrar ao beneficiário que deve fazer o mesmo com outra pessoas.