CONTA DE SI
“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”
Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 12.)
É razoável que a pessoa se consagre, se dedique à solução de todos os problemas alusivos à esfera que o rodeia no mundo (família, trabalho, amigos, comunidade).
Entretanto, é necessário que saiba a espécie de contas que prestará ao Supremo Senhor, ao termo das obrigações que lhe foram cometidas.
Inquieta-se a maioria das criaturas com o destino dos outros, descuidadas de si mesmas. Pessoas existem que se desesperam pela impossibilidade de operar a melhoria de companheiros ou de determinadas instituições.
Todavia, a quem pertencerão, de fato, os acervos patrimoniais do mundo?
A resposta é clara, porque os senhores mais poderosos desprender-se-ão da economia planetária, entregando-a a novos operários de Deus para o serviço da evolução infinita. Ministros, presidentes, governadores, pastores, reitores, papas, igrejas, enfim, todos esses cargos, por mais poderosos que sejam, receberão adiante novos substitutos.
O argumento, contudo, suscitará certas perguntas dos cérebros menos avisados. Se a conta reclamada refere-se ao círculo pessoal, que tem a pessoa a ver pelas contas de sua família, de sua casa, de sua oficina, de sua igreja, de sua universidade, de seu Estado, do seu país?
Cumpre-nos, então, esclarecer que o grupamento dos parentes da intimidade doméstica, a posse do lar, as finalidades das categorias em que se trabalha, ou qualquer instituição, pública ou privada, pertencem ao Supremo Senhor.
Mas, a pessoa, na conta que lhe é própria, é obrigado a revelar sua linha de conduta para com a família, com a casa em que se asila, com a comunidade em que mora, com o Estado ou país em que vive, a fonte de suas atividades comuns.
Naturalmente, ninguém responderá pelos outros; todavia, cada pessoa, em relacionando o esforço que lhe compete, será sempre compelido a esclarecer na consciência a sua qualidade de ação nos menores ou maiores departamentos da realização terrestre, onde foi chamado a viver e conviver com o próximo.
Este é o exercício pessoal que nós procuramos ter a consciência de fazer, dentro da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), junto aos sócios, moradores e amigos, inclusive as pessoas que são as nossas convidadas e aquelas que nos patrocinam e ajudam, mesmo à distância, para que possamos integrar os talentos que o Pai nos deu, construirmos a família universal e sermos cidadãos do Reino de Deus.
Podemos viver numa família disfuncional, numa comunidade cheia de maledicências, num país coberto de iniquidades, mas desses o Pai tomará conta; conosco, o Pai simplesmente perguntará: “Que fizestes dos teus talentos”?
Tomemos conta de nós, nossa responsabilidade, que assim colaboramos para o sucesso do coletivo, responsabilidade do Pai, do Cristo, nosso Mestre.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 08-12-25