Nós fazemos parte da Humanidade, uma parcela da Natureza criada por Deus, o nosso Pai universal.
Está registrado na Bíblia, onde consta a Sua palavra, mesmo que cheia de metáforas e tendências do escritor, que fomos criados segundo Sua imagem e semelhança.
Dentro da Natureza, formada pela dimensão material e espiritual, existe a evolução ocorrendo nos dois planos. Nós vamos progredindo material, e principalmente no espiritual.
Acontece que este progresso material é mais visível, evidente, no plano material. Desde que fomos gerados no útero de nossa mãe, quando viemos à luz, quando vamos passando por todos os níveis de desenvolvimento, é o progressismo material que está impactando a nossa consciência. É o nosso corpo que é o nosso foco, e tudo que ele necessita impacta a nossa consciência na busca por satisfazê-lo. Daí surgem os instintos associados ao Ego, a estrutura psicológica associada aos interesses do próprio corpo.
O comportamento advindo das energias do Ego é chamado de egoísmo e pode ser tão forte que pode prejudicar o desenvolvimento do próximo, que tem as mesmas necessidades que nós.
Assim, dentro desta dimensão material é natural que estejamos mais focados no progressismo material, procurando nos comportar com a máxima habilidade possível para conquistar posições e benefícios sociais para favorecer a nossa evolução, de nossa família nuclear e ampliada e dos nossos amigos, que podem potenciar os nossos talentos.
Quanto mais ficamos habilitados, capacitados para avançar no progressismo material, mais conquistamos recursos que podem estar prejudicando grande número de nossos irmãos, causando fortes impactos na harmonia e justiça, tudo isso que deveria haver nesse progresso material.
Observamos na história esse acontecimento evolutivo, na criação das civilizações a partir dos estágios iniciais de nossa existência nas cavernas, totalmente submetidos às leis da Natureza.
A nossa inteligência privilegiada por nossa disposição mental, neurológica, com um cérebro mais sofisticado, capaz de maior número de procedimentos racionais, e que assim passamos a dominar lentamente os diversos fatores da Natureza, inclusive dominar os irmãos racionais, humanos, que mostram fragilidade em algum aspecto.
A pessoa humana apesar de tanto desenvolvimento tecnológico, racional e científico, não conseguia encontrar o caminho dessa evolução espiritual por si só, por mais que tenhamos conseguido desenvolver teorias e escolas científicas, religiosas e filosóficas.
Desenvolvíamos máquinas e instrumentos que serviam mais para dominar e matar do que para ensinar e salvar dos perigos.
Temos como exemplo o Império Romano, que chegou a dominar grande parte da humanidade com sua política e exércitos de expansão, mas construíam arenas de diversão pública onde o espetáculo era feito por gladiadores que combatiam e se matavam uns aos outros sob os olhares divertidos do povo, dos escravos, dos senadores e imperadores.
Entra aqui a narrativa que nos parece mais próxima da verdade.
O Criador vendo que a meta de Sua principal criatura, o ser humano, estava tendo muita dificuldade de entender o Seu propósito, de criar células com Sua própria essência, com a finalidade evoluir com seus próprios recursos para alcançar com essa dignidade existencial, sua autonomia com livre arbítrio, a Sua essência divina. Assim o Criador resolveu intervir.
O Criador preparou uma pessoa que seria a fonte de uma parcela da comunidade humana capaz de se comunicar diretamente com Ele, através da fé e obediência. Os descendentes dessa pessoa formaram um grupamento que deveria se consolidar no seio da humanidade como o povo de Deus, mesmo que nessa época ainda preponderasse o instinto guerreiro dos povos e esse Deus fosse identificado como o Senhor dos Exércitos.
Esse povo escolhido passou a escrever durante a sua trajetória todos os ensinamentos e determinações vindas do Criador, principalmente com os profetas que sinalizavam a vinda do Salvador das nossas almas.
Conforme os registros proféticos, este Salvador chegou na figura de Jesus de Nazaré, na Galileia, e passou a mostrar no seu entorno suas lições de sabedoria associado ao poder de Deus sobre os fenômenos da Natureza, inclusive sobre a saúde, doença e morte, ajudando a tantos que lhe procuravam.
Ele escolheu doze pessoas mais próximas para serem seus discípulos e passou a ensinar sobre a criação, sobre a Natureza, sobre a existência do Pai, o Criador, que devíamos amá-Lo acima de todas as coisas e amar ao próximo, que eram todos os Seus filhos, como se fosse a nós mesmos.
Fazendo assim estaríamos formando a família universal que construiria o Reino de Deus. Este seria o Caminho da Verdade que conduziria a pessoa humana, dentro de um progressismo espiritual, por uma estrada estreita cheia de limitações, para não prejudicar o próximo, e a pessoa seguir em direção à Vida eterna, na essência do Criador, como é o Seu desejo.
Assim, Jesus, cumprindo a missão que o Pai lhe deu, com o sacrifício do seu próprio corpo, mostrou o Caminho por onde poderíamos salvar a nossa alma do falso engano e que o progressismo material nos leva fatalmente à morte. Mostrou que essa falsidade tem origem na dissidência espiritual, de seres evoluídos na inteligência, mas que tiveram a sabedoria corrompida pelo orgulho e prepotência, de não quererem seguir as determinações do Criador, imaginando que poderiam ser como o Pai.
Surgiu assim uma guerra nos céus e que chegou até a Terra sobre os humanos, principalmente, identificada como uma guerra espiritual, desses seres perversos que querem destruir a principal obra do Criador: a nossa alma.
O Cristo, identificado com o Pai, recebeu dentro de Sua missão, a formação das doze pessoas como fomentadores da Cristandade, reinos que obedeciam à vontade de Deus através de Seus representantes na Terra. Isto foi alcançado, mas a influência do Mal estava sempre presente, inclusive quando o próprio Cristo estava entre nós e foi tentado pelas forças luciferinas, sendo derrotado tanto no deserto quanto na cruz.
A disseminação dos ensinamentos do Cristo se espalhou por todo o mundo, mas sempre contaminado pelas forças luciferinas, das sombras sobre a luz, do Mal sobre o Bem. Esta é a natureza da Guerra Espiritual que continua entre nós até hoje.
Nós, que reconhecemos a Verdade do Cristo, nos engajamos em Seus ensinamentos e estamos dispostos a levar adiante o projeto de evangelização, conforme está registrados nos livros bíblicos, principalmente aqueles do Novo Testamento.
Criamos diversas igrejas, a partir da Igreja Católica Apostólica Romana, onde os primeiros apóstolos atuavam. Seguimos com aqueles que se debruçaram intelectualmente sobre esses ensinamentos, se tornando doutores da lei. Hoje temos diversas denominações de igrejas cristãs, todas reconhecem a importância de Jesus em nossas vidas, apesar de algumas discordâncias de interpretações.
Essas discordâncias de interpretações terminam por jogar cristãos contra cristãos e fragilizando o esforço de Guerra que devemos fazer ao lado do Cristo.
A Nova Ordem de Cristo, espelhada nos Templários, um grupamento combatente em defesa dos cristãos e do cristianismo, e na Ordem de Cristo, sua sucessora em Portugal, que veio para o Brasil para nos evangelizar e colocar nosso país no front dessa Guerra Espiritual, é que estamos aqui reconstruindo como a Nova Ordem de Cristo.
A Nova Ordem de Cristo passa a ser um conjunto de cristãos que percebem a importância de engajamento nessa Guerra Espiritual, unidos pela mesma fé, pela mesma compreensão do nosso papel no mundo, de caminhar pelo progressismo espiritual, advertindo e protegendo os irmãos, em suas diversas igrejas, sobre a natureza do mal, suas armas e nossa defesa.
Formamos um grupo espiritualizado, seguindo o progresso espiritual ensinado pelo Cristo e ao mesmo tempo respeitando o progressismo material dentro de uma ética que não comprometa o progresso espiritual de qualquer pessoa.