Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
19/12/2025 00h01
AMIZADE VERDADEIRA

            O amigo é uma benção que devemos cultivar, dando graças à Deus pelo encontro permitido, em qualquer circunstância que Ele nos coloque.



            Quando pretendemos viver pelo amor, devemos compreender, auxiliar e servir, saindo de nosso egoísmo para o encontro do amor em alguém, mesmo que esse alguém tenha os seus defeitos e que sejam acusados de explorar a nossa amizade.



            A amizade verdadeira enxerga o suficiente para ver os defeitos nos corações dos amigos, mas sabe amá-los e entendê-los mesmo assim, procurando ensinar o caminho da fraternidade, longe da falsidade, que é a base da amizade.



            O egoísmo será vencido em nós, quando nos decidirmos a ajudar os entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual eles entendam que deve ser a felicidade que procuram, dentro dos bons princípios, sem querer impor a nossa própria ideia de felicidade.



            Não devemos pensar que os nossos amigos devem pensar como nós pensamos, desde que eles estejam se comportando dentro dos bons princípios ensinados pelo Mestre Jesus. Precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios, e que geralmente não são semelhantes aos nossos.



            A aventura real da amizade é o sentir bem pelos entes queridos, mesmo que passemos anos sem nos ver, morarmos em locais distantes, mas essa chama do amor não consegue ser extinta.



            Tenho consciência de que não sou um ser humano perfeito, tenho muitas falhas, conscientes e inconscientes, e mesmo aquelas que tenho a consciência, não consigo corrigir a contento a curto prazo. Assim como espero que os meus amigos me aceitem como sou, tenham paciência comigo, devo da minha parte, aceita-los como são, tendo paciência com eles, que um dia irão corrigir seus defeitos morais.



            Toda vez que tentamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de termos trocado convivência e intimidade, desmoralizaremos a nós mesmos. Mesmo que o nosso amigo tente fazer isso conosco, procuremos saber a verdade do que são acusados, e se, na verdade assim procederam, mostrar de forma clara esse princípio solidário da amizade e que deve ser observado com rigor. Caso isso não seja possível, veremos a amizade definhar e morrer, como se estivesse sofrendo um tipo de envenenamento moral.



            Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante. Algumas vezes as pessoas que amamos mudam em direção contrária daquilo que acreditamos ou que elas mesmas professam como importante. Devemos fazê-las ver da inconsistência do que estão praticando, se estão se desviando do comportamento do bem, e nosso papel como amigo é mostrar de forma didática e fraterna o que está acontecendo, promovendo uma reestruturação cognitiva que fortaleça a nossa vontade de caminharmos juntos pelo Caminho estreito ensinado por nosso Mestre, Jesus.



            Da mesma forma que eu pratique esforço para corrigir os erros do meu amigo, como uma forma de amor para com ele, agindo como se ele fosse eu, da mesma forma que espero que ele tenha o mesmo esforço para me corrigir com fraternidade quando isso for necessário.



            Este contexto da amizade é o elemento que funcionará como o cimento para formar a família universal, com qualquer relacionamento que venhamos a ter, com qualquer pessoa, e que leva à tendência da amizade. Consequentemente, todos esses valores que estamos demonstrando aqui neste texto irão se desenvolvendo. Quanto mais amizade nós dermos, mais amizade receberemos, seguindo a lição do Mestre, amar ao próximo como a si mesmo.



            Se o próprio Jesus nos recomendou amar aos inimigos, como um grande teste para vencer o nosso egoísmo inato, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que por sua vez nos oferecem o coração.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 19/12/2025 às 00h01