Vivemos no Brasil uma grave crise moral, onde as instituições foram tomadas por pessoas carregadas de iniquidades, numa condição tal que não temos a quem recorrer, pois todos estão sobrecarregados com suas cargas de pecados, e se um cair pela justiça todos os outros podem cair da mesma forma.
Portanto, chegamos ao ponto em que nos sentimos como sequestrados por uma malha de poder sombrio, onde as mentiras e as falsas narrativas são as que são consideradas como corretas e quem defende ou praticam ações afinadas com a honestidade, justiça e bem-estar da coletividade, são perseguidos, presos ou eliminados, quer seja pela morte da honra ou do corpo físico.
A maioria das pessoas no país, aquelas que conseguem usar o senso crítico livre das amarras das sombras, percebe que esta situação precária em que vivemos tem uma pessoa considerada como o antagonista dos bons costumes, da verdade e da justiça, mesmo que desenvolva o mais alto cargo da justiça.
Considerando que o progresso material por onde essas pessoas embriagadas pelo poder, pela corrupção, faz todo o tipo de atrocidades com seus irmãos, sem considerar em nenhum momento a existência do progresso espiritual e que a meta de nossa caminhada é o encontro harmônico entre o nosso espírito purificado e a essência do Pai, do amor incondicional. Dessa forma podemos imaginar o seguinte.
Essa pessoa, o antagonista de nossos corpos, do nosso bem-estar, por não considerar a existência do mundo espiritual e da existência da justiça do Criador, pode, por este motivo, ser considerado como uma pessoa necessitada, que está com sua alma dominada pelas forças luciferinas sem ter consciência disso.
Assim, o adversário em quem encontramos um modelo de perversidade, torna-se uma pessoa doente necessitada de compreensão e ajuda. Este é o nosso ponto de vista, mas intoxicado pelo mal como ele se encontra, jamais irá considerar que esteja errado como algoz e que nós as vítimas é que estejamos corretos.
As lições do nosso mestre ensinam que não devemos desprezar o opositor, por mais injusto que ele pareça. Ele é uma alma doente, cujos sintomas que apresentam sejam justamente aquilo que nos causa dor.
A melhor maneira de aprender a desculpar os outros pelos seus erros, é reconhecer que também somos humanos, capazes de errar, talvez ainda mais desastradamente que este antagonista que agora nos causa tanto sofrimento.
Parece que essas lições de Jesus não possam ser aplicados a tal tipo de antagonista, com tanto grau de perversidade que não imaginamos ser capazes de nos comportar de igual forma. Esse antagonista tem uma opinião e comportamento muito diferente de nosso comportamento cristão, que fazemos tanto esforço para cumpri-lo com integridade.
Talvez seja útil reconhecer que o ódio em forma de vingança, condenação, ressentimento, inveja ou hostilidade, está na raiz de numerosas doenças e que o único remédio eficaz contra semelhantes calamidades da alma é o perdão veiculado pelo amor.