Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
26/12/2025 00h01
IMPOSTOS EXORBITANTES

            Na Galileia, os judeus viviam dominados pelos romanos que cobravam impostos exorbitantes. Isso, entre outros motivos, gerava revolta nos corações sensíveis, predispostos à defesa.



            Foi criado um partido político chamado Zelote, que seria o partido político judaico, zeloso pelo bem-estar dos judeus, constituindo a ala radical dos fariseus e preconizavam Deus como o único dirigente, o soberano da nação judaica, opondo-se à dominação romana.



            Nesse contexto encontramos Simão, o cananeu, natural de Caná da Galileia. Era conhecedor de muitas leis, cujos alicerces asseguravam as vidas em muitas nações. Frequentava as sinagogas sem compromissos e, quando possível, estava no Sinédrio para ficar a par de todo o movimento político religioso.



            Simão, o cananeu, nunca ouvira falar do Cristo. No primeiro momento, sentiu um impulso negativo, dizendo para si mesmo: “Esse aí, que nem força política tem, certamente vai ser eliminado pelos poderes de César, como foi outros líderes judaicos contestadores”. E considerava que, “morreu o chefe, desfazem-se as ideias”. Considerava Jesus como um simples judeu da mesma linha de muitos revoltados pela situação do país.



            Simão era consciente de que sua missão era de defesa dos fracos, dos oprimidos. Era defender a vida dos que sofriam. Mas antes precisaria compreender o que significava Viver – e para que Viver, pois pretendia entregar a sua própria vida em favor dessa ideia, se não fosse realmente uma loucura.



            Enfim, Simão é encaminhado para o maior encontro da história da sua vida, e se integra no maior partido que ele jamais conhecera, por se apoiar em conceitos universais e se basear em ideias que favoreciam a liberdade de todas as criaturas, mostrando direitos e, na mesma sequência, deveres de uns para com os outros.



            O cananeu fazia falta no colégio apostolar de Jesus. Tinha qualidades que eram úteis ao Mestre como alguém de Sua confiança, no sentido de fazer chegar o Evangelho a lugares em que somente a coragem e a astúcia educada o poderiam levar, sem o desrespeito das próprias leis.



            Antes de conhecer Jesus, a meditação lhe fazia mal, por enxergar em tudo destruição, ataque dos fortes vencendo os fracos, tudo lhe causando imensa revolta, impacientando-o mais com relação aos seus objetivos.



            Mas enfim encontrou o que queria e o seu coração pulsou pelo ideal. Era acostumado com muitas filosofias, mesmo espiritualistas, mas não vira, em nenhuma delas, o que sentia na do Mestre, pela sua clareza e sinceridade, pelo desprendimento e pelo amor às criaturas sem exceção.    



            Tinha um pequeno receio que o assustava. Era de que Roma pudesse investir contra aquele homem de Deus, e diante da Águia Romana, que dominara quase o mundo inteiro, o que seria daquele profeta?



            Depois vinha à sua mente: “Ele fala muito de que Deus está com Ele e confia demais nesse poder do céu e a história nos dá muito testemunho disso; é bom que creiamos também...”



            E assim, Simão se integra definitivamente ao apostolado de corpo e alma. O seu objetivo não era dar a vida, se preciso, para a liberdade de um povo? Poderia dá-la agora, com maior alegria, para ajudar a felicidade atingir a humanidade. Seria a maior glória para o seu coração.



            Vivemos no Brasil uma situação semelhante à Judeia daquele tempo. Lá era o Império Romano com o poder da espada, cobrando impostos exorbitantes e infelicitando a nação; aqui é o Partido das Trevas, com o poder da mentira, fazendo o mesmo.



            Muitos corações sensíveis e de mente livre, com intenção de ajudar ao coletivo, assim como Simão, o cananeu, ou Simão o zelote, despertam por este Brasil afora e certamente estaremos juntos, seguindo o mesmo Caminho da Verdade que o Cristo ensinou naquela época.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 26/12/2025 às 00h01