O Cristo veio até nós, encarnado como filho de Deus, em um corpo material, para nos ensinar o Caminho da Verdade que nos levará à Vida eterna na sintonia do Amor incondicional, essência do nosso Pai, o Criador universal.
Esses ensinamentos registrados pelos primeiros apóstolos e refinados na sua essência para melhor compreensão, formam as Escrituras Tradicionais.
A Igreja Católica Apostólica Romana que iniciou a guarda desses ensinamentos, desenvolveu a ideia de dogmas, princípio ou ensinamento fundamental estabelecido como uma verdade inquestionável, definitiva e que não deve ser debatida ou alterada por seus seguidores, devendo ser aceita sem discussão. São considerados como verdades reveladas por Deus que iluminam o caminho da fé e servem como base para os fiéis.
Mesmo assim, pode haver formas divergentes de pensar sobre determinado assunto, de praticar determinado comportamento, e isso gerar novos grupos que se reúnem de forma diferente. Consequentemente, serão formadas novas igrejas, com novos princípios, com comportamentos diferentes, com tradições diferentes.
Mesmo que haja essa proliferação de igrejas, mas se todas estão associadas ao tronco da árvore do ensinamento correspondente a principal lei, de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, então todos estão irmanados no mesmo princípio, são galhos da árvore do ecumenismo cristão.
Mas não queiramos com nossos pensamentos divergentes violar as tradições mantidas por cada igreja, principalmente a Tradição cultuada pela Santa Igreja Católica, pois a devemos considerar como aquela que está mais próxima do que o Cristo ensinou, que veio ao mundo para reformar o que estava equivocado dentro dele, e não o contrário, do mundo reformar o que está equivocado dentro da Igreja.
Observamos dentro do ecumenismo cristão as principais linhas de pensamento que se reflete na prática: as igrejas protestantes, evangélicas desenvolvem uma melhor forma de acolhimento das pessoas que se aproximam delas; os centros espíritas desenvolvem uma melhor forma de cuidar da saúde física e moral, associando o mundo material ao mundo espiritual; e as igrejas católicas, mantendo o compromisso de levar a sua tradição o mais próximo possível do que o Cristo ensinou, sem se deixar transformar pelos apelos do mundo.
Neste sentido, a Igreja Católica levanta o estandarte do Cristo num mundo conturbado pelas forças do mal, pela mentira e corrupção em todos os níveis, que chegam a penetrar dentro da própria Igreja Católica, que corrompem os princípios sociais de ajuda aos mais necessitados pela via da caridade, pelos princípios sociais de ajuda a esses mesmos necessitados, pela via da revolução.
Essa forma de pensar deveria criar uma igreja e não tentar desvirtuar a Igreja Católica, mesmo porque os movimentos revolucionários estão descumprindo a principal lei que o Cristo nos ensinou, de amar ao próximo como a nós mesmos, e não os aniquilar pela força da espada, de bombas, fuzis ou guilhotina.
Assim, todas as igrejas que seguem a lição do Cristo, devem se perfilar ao lado da Igreja Católica e defender a sua tradição que é o baluarte contra a natureza do mal, mesmo que nós não estejamos convivendo dentro dela.