Lendo a Bíblia Comemorativa da vinda do hoje santo, Papa João Paulo II ao Brasil, descobri alguns fatos que não tinha conhecimento. Ele foi o primeiro Papa a visitar o Brasil, e por três vezes.
A primeira visita em 1980, chegou em Brasília, beijou o chão e percorreu várias distâncias, como Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Aparecida, etc.
Consagrou a basílica de Nossa Senhora Aparecida como o coração católico do Brasil. No Corcovado, abençoou o Rio de Janeiro do Cristo Redentor.
A segunda visita foi no dia 12-10-91, em Natal-RN, a nossa cidade... como não lembro disso? Lembro que foi feito um Papódromo, depois que fui ver na internet o que havia sobre esse fato. Veio para celebrar o Congresso Eucarístico Nacional. Nesta viagem ele beatificou madre Paulina em Florianópolis e passou por São Luís, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Florianópolis, Vitória, Maceió e Salvador.
A terceira visita foi em 1977, para participar do II Encontro Mundial do Papa com as famílias no Rio de Janeiro. Apresentou mensagens com posições firmes contra o aborto e o divórcio, e por moralidade.
João Paulo II foi um líder carismático que fortaleceu a fé católica, defendeu os direitos humanos e a justiça social.
Devemos usar nossa capacidade racional para discernir com lógica e coerência o que o representante do Cristo entre nós quis dizer quando defendeu os direitos humanos... os direitos humanos de quem era agredido ou de quem foi o agressor?
Não basta jogar palavras ao ar, é importante ensinar o que significam e a quem se aplica. A lógica parece apontar que devemos defender com prioridade o direito humano de quem foi agredido, de reparar suas perdas, até aquelas mais difíceis como o assassinato da reputação ou da própria vida.
Com relação ao agressor, a responsabilidade maior de conduzir o caso é com a Justiça, que deve estar representada pela toga da imparcialidade e pela venda dos olhos, para simbolizar que o membro da justiça está comprometido com a Verdade, que não pode ver nem tem interesse para onde fluem os benefícios políticos e financeiros de suas decisões.
Observando o que ocorre no Brasil atual, verificamos que a mensagem do Santo Padre está totalmente distorcida no aparato burocrático da nação. Os direitos humanos estão mais preocupados em trazer benefícios aos agressores, que chegam a receber salários dentro dos presídios entre outras mordomias, e até o absurdo de receber de volta os frutos dos seus roubos dentro dos cofres da nação. Os agredidos, violados, roubados, não recebem a devida reparação das perdas que sofreram, no máximo pedem anistia para os males que não praticaram, portanto deviam exigir reparações.
Argumentos jurídicos vindos até da mais alta corte no país, estão contaminados por mentiras e falsas narrativas, que levam os réus inocentes ao encarceramento, sem ter a quem recorrer, ou então fogem desesperadamente do país, perseguidos e acusados das tramas mais estapafúrdias.
É como se a fumaça de Satanás, o Anticristo, se espalhasse pelo mundo, principalmente no Brasil (país indicado para ser a pátria do Evangelho e o coração do mundo) e intoxicasse o que existe de mais nobre na condição humana, a nossa consciência.
Muitos de nós, cristãos, não percebemos a injustiça feita em nome da justiça, a ditadura em nome da democracia, o desonesto como se fosse honesto.
Não sei como o demônio conseguiu essa façanha, pois vejo muitos cristãos recebendo o corpo de Cristo dentro das igrejas, sem perceber a ação do maligno ao redor, dentro da própria casa, dentro dele mesmo.
Parece que temos que seguir uma das lições do Cristo que parecia tão singela, de que para alcançarmos o Reino de Deus deveríamos nos tornar como crianças. Receber o Caminho da Verdade com pureza e simplicidade, sem o peso dos títulos acadêmicos, jurídicos ou eclesiásticos, pois eles podem ser manipulados pelas sombras, por estarem encastelados em seus “sábios” saberes.