Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
09/01/2026 00h01
O MUNDO ENTRE FATOS E NARRATIVAS

            A recente invasão da Venezuela pelos Estados Unidos para realizar a prisão do ditador Maduro e sua esposa, considerados como chefes de organização narcotraficante e terrorista, levanta-se ao redor do mundo e principalmente aqui na América do Sul, as diversas narrativas que pretendem se firmar nos fatos. Vejamos os fatos existentes a partir da Venezuela.

 

 

            Na última eleição ficou demonstrado pelos documentos provenientes das urnas que a oposição venceu o pleito na Venezuela. O atual presidente que já apresentava características ditatoriais, não aceitou o resultado democrático das urnas e reprimiu com violência toda forma de protesto feitos pelos cidadãos. Muitos países democráticos não aceitaram e não oficializaram esse falso resultado apresentado pela situação. Isto firmou a característica de ditador ao imposto “presidente” Maduro. Nenhuma outra forma de narrativa poderia sustentar o contrário, com a consideração desses fatos, a não ser que fossem “presidentes” com as mesmas características do Maduro e eleitos com a mesma forma de fraudar o processo democrático.

 

 

 

 

            O povo venezuelano dentro deste contexto, passou a se sentir sequestrado dentro de seu próprio país, com pessoas que antes confiavam e que o povo elegeu como seus representantes, de repente se tornam seus algozes.

 

 

 

 

            Outra narrativa que se firmava com base nos fatos do tráfico de drogas, mostravam que esses líderes da Venezuela eram comandantes desse tráfico e que exportavam para o mundo, principalmente para os Estados Unidos. Os cidadãos dos Estados Unidos percebendo a deterioração moral e institucional do país, de suas vidas, devido o efeito catastrófico das drogas na população, elegeram um candidato que tinha como principal proposta o combate a esse tipo de ameaça. Este candidato, eleito com este propósito, conseguiu colocá-lo na prática, com menos de um ano de administração, e trazer o ditador/narcotraficante, à força militar, para responder à justiça dentro do território americano, mesmo tendo que invadir o país sequestrado.

 

 

 

 

            Feito isso, as narrativas estão postas à nossa consideração.

 

 

 

 

            Primeiro, o presidente americano agiu certo, honrou a promessa feita em campanha, de combater o narcotráfico, impedindo com um cerco militar a saída de barcos com drogas dos portos da Venezuela, e finalmente, invadindo o refúgio do comandante/ditador/narcotraficante, que era justamente o palácio presidencial e levá-lo para responder à justiça americana, país que ele tanto prejudicou. Isso aliviou as preocupações da população americana e o sofrimento do povo venezuelano que vivia os tormentos do seu sequestro promovido pelos ditadores/traficantes.

 

 

 

 

            A outra narrativa contrária alega que foi um ato errado do presidente americano, pois realizou a invasão num país “soberano”. Aqui entra uma severa crítica apontada pelos fatos: que soberania é esta deste país, dominada por narcotraficantes, que não respeitam os resultados democráticos das urnas, que fazem o que bem querem com o apoio da justiça colocadas por eles nas altas cortes? Que deixam a população na condição de sequestrados, sem poder protestar, falar a verdade? Que são presos, mortos ou refugiados em outros países, ou vivem miseravelmente no seu? Há outros motivos que são alegados, como o interesse pelo petróleo, pela destruição dos partidos de Esquerda, e quanto mais possam ser colocados, mas a realidade focal da qual estamos tratando e que observamos e foi dito na primeira narrativa é o que está em consideração.

 

 

 

 

            Cabe a nós, cidadãos, dentro e fora da Venezuela e dos Estados Unidos, que temos as nossas consciências livres de quaisquer preconceitos ou ideologias hipnóticas, fazermos as devidas considerações lógicas e discernir onde está a Verdade, onde está a verdadeira luta que pretende trazer o bem-estar à população e a condição humana, onde quer que esteja um ser vivo.

 

 

 

 

            Aqui mesmo no Brasil vivemos numa situação parecida com a Venezuela; vivemos na condição de sequestrados por pessoas em que acreditávamos no passado, que chegamos a eleger como presidentes, mas hoje, essas mesmas pessoas tomaram o poder à sua maneira, e agora, sequestraram nossos votos, nossos corpos e naqueles que não conseguiram sequestrar suas consciências, pretendem eliminar, ou com tiros e facadas, ou com a imposição de falsas acusações e falsas leis.

 

                    Quais narrativas iremos acatar? A deles ou aquelas que os fatos apontam com o esteio da Verdade?

 

 

Publicado por Sióstio de Lapa
em 09/01/2026 às 00h01