LUCROS
“E o que tens ajuntado para quem será?” — Jesus.
(LUCAS, capítulo 12, versículo 20.)
Em todos os agrupamentos humanos, palpita a preocupação de ganhar algum bem material.
O espírito de lucro alcança os setores mais singelos.
Meninos, mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa.
A atualidade conta com mães numerosas que abandonam seu lar a desconhecidos, durante muitas horas do dia, a fim de experimentarem a mina lucrativa.
Nesse sentido, a maioria das criaturas converte a marcha evolutiva em corrida inquietante em busca desses lucros materiais, que são importantes para a nossa vida biológica com dignidade, mas não podemos esquecer da vida espiritual.
Por trás do sepulcro, ponto de chegada de todos os corpos que saíram do berço e voltam a compor a matéria prima da terra, a Verdade aguarda a pessoa no mundo espiritual e a interroga:
— Que trouxeste?
A pessoa, confusa, responderá que reuniu vantagens materiais, que se esforçou por assegurar a posição tranquila de si mesmo e dos seus.
Examinada, porém, a bagagem dessas pessoas, verifica-se, quase sempre, que as vitórias que elas imaginavam, não passam de derrotas fragorosas dentro dos critérios espirituais.
Não constituem valores da alma, dos talentos que o Pai nos deu, nem trazem consigo os bons frutos, o selo dos bens eternos que os talentos poderiam proporcionar.
Atingida tal conscientização, a pessoa de bom coração olha para trás e sente arrependimentos. Estava presa de maneira inocente, ao progressismo material, aos resultados de tudo o que amontoou na Crosta da Terra.
A consciência inquieta enche-se de nuvens e a voz do Evangelho soa-lhe aos ouvidos: Pobre de ti, porque teus lucros foram perdas desastrosas! “E o que tens ajuntado para quem será?”
Esta é a tarefa que procuramos cumprir aqui na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM). Alcançar lucros que possamos apresentar quando voltarmos para o mundo espiritual, mesmo que estejamos militando em qualquer bandeira de igreja, católica ou protestante, ou qualquer denominação religiosa, desde que estejamos cumprindo a principal lei que nosso Mestre ensinou: “Amar ao Pai acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 12-01-26