A guerra espiritual, um conceito religioso que merece reflexões acadêmicas, tem uma dimensão global que mostra sua realidade. Como é que o nosso avanço científico e tecnológico, apoiado numa capacidade racional para discernir a verdade da mentira, o bem do mal, continua a perpetuar guerras fratricidas por todo o globo? Entendendo a nossa criação humana, como reflexo do Criador e para o qual podemos nos aproximar com nossos recursos cognitivos, conforme Sua vontade, por que nos comportamos de forma tão diferente e parece que estamos nos distanciando dEle?
É neste ponto que parece lógico que alguma influência contrária a vontade do Criador, esteja interferindo no nosso psiquismo para nos desviar desse caminho espiritual que nos levaria para a intimidade com a essência do Pai, o amor incondicional.
Entendendo o Espírito como o agente da vida, que dá existência racional ao corpo físico, é sobre esse agente espiritual humano que a influência contrária ao Divino se manifesta. Ela induz o seu raciocínio maléfico, dos valores materiais, egoístas, levando a pessoa a seguir o progressismo material com toda fúria e sagacidade contra o direito dos outros, até encontrar o fim com a morte do corpo físico.
Porém, na dimensão espiritual existem espíritos bem desenvolvidos em pureza, estando bem próximos do Criador e até se identificando com Ele, como é o caso de Jesus de Nazaré, considerado o Cristo de Deus.
Foi observando esse caminhar da humanidade em direção à destruição, nesse progresso materialista, cheio de guerras e desrespeito pela vida, que o Criador enviou o Messias, já profetizado pelos profetas judeus. Este tinha a missão de salvar a humanidade, ensinando o Caminho da Verdade que leva a Vida no progresso espiritual em direção ao Pai.
Neste ponto ficou bem clara a existência da guerra espiritual, com o primeiro duelo do demônio com o Cristo, no deserto. Mas, as lições do Cristo deviam ser levadas para toda a humanidade e para isso Ele escolheu doze pessoas como apóstolos, alunos mais frequentes e profundos, como os mensageiros, os evangelizadores. E para que essas lições tivessem a força de penetração no psiquismo das pessoas, algo mais forte devia acontecer, a sua própria morte, sob injúrias e torturas até o ápice da crucificação vergonhosa. Ele cumpriu Sua missão com perfeição e suas lições servem até hoje como as principais armas espirituais para nos livrar das falsas narrativas demoníacas.
Apesar do esforço do Cristo e dos seus apóstolos, discípulos e todos que se mostram verdadeiros cristãos, os principados e potestades trevosos continuam influenciando mentalmente as pessoas e hoje vemos uma batalha acirrada no campo espiritual, representada aqui na dimensão espiritual o Cristianismo x Comunismo, tendo o Messias, o judeu, como o nosso grande líder cristão.