Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
28/01/2026 00h01
IDEOLOGIA, VERDADE E IDENTIDADE

            O texto que produzi ontem abordava a ideologia que alcança o poder através das mentiras e falsas narrativas, e como isso pode se entranhar na nossa mente e ficar cristalizada em nossa identidade.



            Assisti um vídeo nas redes sociais que aborda justamente esse tema, infelizmente não encontrei o nome da autora que estava publicando. Vejamos...



            Quando a ideologia se torna identidade, a verdade vira ameaça... não é lealdade ao sistema, é pavor de admitir que estavam errados. E se o problema nunca foi falta de informação, mas medo do que a informação exige?



            Por que tantas pessoas se recusam a acordar, mesmo com a verdade escancarada na frente delas? Porque para elas, acordar não é libertador, pelo contrário, é doloroso demais.



            Quando uma crença vira uma identidade, o cérebro para de buscar a verdade e passa a buscar uma proteção emocional. É a partir daí que não importa quanto clara seja a evidência. Qualquer informação contrária ativa um estado de ameaça. Não importa se é lógica, se é dado, se é realidade concreta. O corpo reage como se estivesse sendo atacado. Nesse momento, a pessoa já não discute mais ideias. Ela defende a própria autoimagem. E é exatamente aqui que a razão perde espaço para o instinto. É por isso que quem questiona vira o inimigo. É por isso que argumentos viram violência. É por isso que a verdade passa a ser vista como agressão. Não porque ela machuca, mas porque ela desmonta.



            E aqui entra o mecanismo mais cruel de todos, o viés do custo irrecuperável. Quando alguém investiu tempo, status, relações e propósitos numa ideologia, mais impossível se torna abandonar essa ideologia. Porque abandonar a crença agora significa admitir que tudo foi em vão. Admitir o erro significaria admitir que a própria vida foi construída sobre uma mentira. O cérebro entra no modo negação. É uma negação total. Não porque a pessoa é má, não! Mas porque a dor psicológica de admitir o erro parece insuportável.



            Basta lembrar quantas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos, pessoas emocionalmente reféns, elas são mais fáceis de serem conduzidas. Pessoas dependentes financeiramente são manipuláveis. O resultado é uma multidão defendendo um sistema que as enfraquece. Acreditando que estão do “lado certo da história”, enquanto perdem a sua autonomia, o seu senso crítico, a soberania.



            E presta atenção nisso agora. Se esse vídeo te fez entender alguém específico, alguém da sua família, alguém que você realmente se importa, alguém que você vê repetindo frases sem perceber o que está defendendo, você não precisa discutir com essa pessoa, não precisa convencer. Você só precisa deixar que esse vídeo chegue onde existe dúvida.



            E deixa eu te dizer algo que quase ninguém tem coragem de falar. Quem não suporta a dor de estar errado se torna escravo de quem controla a narrativa.



            Se você quer soberania sobre a vida, precisa desenvolver algo raro, que é a coragem emocional, para perder uma identidade antiga.



            A dor de admitir um erro passa. A humilhação de viver enganado uma vida inteira, não. A pergunta não é se a verdade vai vencer, porque ela sempre vence. A pergunta é, você vai acordar agora ou só quando não der mais pra fingir?



            Considero muito coerente e vejo que fiz aplicação na minha própria vida. Quando percebi que o candidato Lula que ajudei a eleger como presidente na primeira vez, estava mentindo descaradamente no escândalo do mensalão, logo tirei o meu apoio a ele fiz uma auto crítica de todos os meus passos, carregando bandeiras de partidos revolucionários, e vi que todos esses líderes tinham comportamentos incompatíveis com a dignidade humana que eu processava nas minhas campanhas políticas.         



            Saí da militância desses partidos políticos de esquerda e observei que os partidos de Direita não estavam tão contaminados pelas iniquidades como estavam os partidos de Esquerda. Mesmo assim não fiquei motivado para entrar nesses partidos, e em nenhum outro, pois percebi a fragilidade dessas lideranças em se corromperem.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 28/01/2026 às 00h01