Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
04/02/2026 00h01
HOSPITALIDADE

            Este termo, Hospitalidade, não me parecia ter tanta influência no progressismo espiritual no qual quero seguir. Foi lendo sobre uma resposta que Jesus deu à Pedro, quando eles se reuniam à noite em Betsaída, que entendi a profundidade do que ser hospitaleiro. Foi assim que o Mestre ensinou...



            A verdadeira Hospitalidade é aquela ajuda que nos aparece hoje e que nós não deixamos para amanhã. A Vida, ou Deus, como queiras entender, conhece as nossas possibilidades de servir e nos manda que procuremos pessoas ou coisas à altura de serem ajudadas por nós. Quando entendemos essa linguagem dos fatos, somos hospitaleiros. Quando a recusamos, aproveitando-nos da oportunidade dada pela vida somente para nos satisfazer e saímos cantando em agradecimento, às vezes ao Senhor, no egoísmo inflamado que nos leva somente a tirarmos proveito próprio, sem sentir o sofrimento alheio, estamos longe da Hospitalidade e próximos do egoísmo.



            A Hospitalidade é a caridade que atiça na mente e no coração o modo de aproveitar o máximo de tempo, sem perda de outros deveres, para dar as mãos aos que sofrem e, principalmente, àqueles que aparecem em nossos caminhos e ainda tem os infortúnios ocultos. Que aparecem para nós, mas não exigem de nós assistência alguma, não por vaidade e orgulho, mas com medo de transferir aos outros suas responsabilidades aparentes.



            De qualquer modo, a nossa obrigação, como hospitaleiros, pela força de Deus, é servir, sem pensar em tirar algum proveito. É auxiliar, sem que o nosso coração possa exigir que o auxiliado tenha de assumir compromissos conosco. É fazermos o que está ao nosso alcance sem o drama do exagero. É acima de tudo, não falar aos outros o que estamos tentando fazer por amor.



            Ao anunciarmos que estamos fazendo isso ou aquilo de bom para alguém – é o tal louvor em boca própria – escurece-se a ação benfeitora e todo esse gesto antipatiza-nos com os que nos ouvem. Deus nos recompensa pelo bem que praticamos em todos os ângulos da vida. Contudo, nem de Deus deveremos exigir ou pensar, por segurança, que haveremos de receber troca pelo que fizermos. Eis aí o comércio destemperando os sentimentos de fraternidade. Faze o bem, a caridade, ama o próximo, sê hospitaleiro, como se estivesses respirando o ar ou sorvendo a água, vestindo ou fazendo o asseio corporal. Faze tudo com alegria e por amor.  



            Esta resposta do Mestre até aqui, me tocou profundamente. Fui seriamente admoestado por minha companheira por estar ajudando a uma mulher que ela considera como oportunista e que eu estou iludido, motivado por meus desejos sexuais. Ela não deixa de ter razão em suas preocupações, nos cuidados que procura ter comigo. Mas, se eu me comporto frente as diversas mulheres que estão no entorno da minha vida, de forma fraterna sim, mas sem preconceitos de deixar de fora os afetos mais íntimos que podem incluir a própria sexualidade, sempre observando a bússola comportamental do Cristo, de fazer ao próximo aquilo que eu desejaria fosse feita a mim, se eu estivesse no lugar dele, então sinto que estou no caminho correto, não importa a opinião contrária de quem coloca argumentos religiosos ou culturais, mas sem implicação cristã.



            Além dessa mulher que minha companheira me adverte, existem outras que procuro ajudar, que sintonizam com o que Jesus acaba de ensinar. Não procuro obter delas recompensas, não exijo nenhum favor especial, principalmente o sexual, por mais que o meu desejo por algumas seja evidente na minha mente. O meu foco é que, a ajuda que ofereço sirva de apoio para elas se encontrarem na vida e seguirem de forma harmônica no caminho mais adequado para elas, inclusive com a entrada de um companheiro sexual mais conveniente, para eles conviverem de acordo com suas próprias consciências, formando família, sintonizadas com os verdadeiros ensinamentos e práticas evangélicas.



            Esta lição de Jesus me deixa mais fortalecido nas ações que estou fazendo, procurando fazer a família universal, construindo o Reino de Deus, focando principalmente na ajuda feminina, mas que não exclui a ajuda masculina, quando essa se mostra necessária.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 04/02/2026 às 00h01