À medida que a minha compreensão da existência do Pai evolui, Lhe devo obediência, amor e submissão, e que devo fazer a Sua vontade como prioridade, frente a vontade dos meus desejos que se originam do Beemote, o monstro bíblico criado por Ele para a preservação do corpo. Sinto que tenho sobre o meu espírito a vigilância dEle.
A vontade que o Pai tem para mim, corresponde a missão que eu, espírito, entendo ter para mim. Para resumir, entendo que o cerne da minha missão é formar no meu entorno um modelo de família universal seguindo a bússola ensinada pelo Cristo: “fazer ao próximo aquilo que eu desejaria fosse feito a mim se eu estivesse no lugar dele”. Com essa intenção e apoiado nos instintos do Beemote que o Pai deu para o meu corpo, instrumento da minha vontade, é que observei que era com o relacionamento com as mulheres que eu iria colocar os primeiros tijolos dessa família universal e serviria para os alicerces do Reino de Deus.
Portanto, me encontro hoje aos 73 anos com uma série de mulheres no meu entorno, umas mais próximas outras mais distantes, mas no conjunto se trata desse projeto de família universal, de ver todas como irmãs, filhas do mesmo Pai, e que todas tem a mesma importância para Deus.
No entanto, a energia do Beemote que é um grande estímulo motivacional para minha aproximação com elas, tanto da minha parte, principalmente, como da parte delas. Talvez por outros motivos diferentes do meu, é que eu entendo entrar na arena mental onde se defronta o poder do Behemoth e a força do Espírito. O primeiro quer alcançar o prazer que a carne oferece e assim proporcionar a reprodução dos corpos; o segundo quer fazer a vontade do Pai e assim adquirir subsídios virtuosos para serem contabilizados no mEu retorno ao mundo espiritual, promovendo cada vez mais a aproximação com o Pai.
Observando as diversas mulheres ao meu redor e os diversos comportamentos, tanto os meus como os delas, sinto a vigilância do Pai em cada ato, em cada momento.
Vejamos ontem a noite, quando me encontrei com uma dessas mulheres e saímos para jantar. Ela me falou durante o jantar, com detalhes, os motivos de suas lágrimas quando fala comigo no celular. Dificuldades principalmente financeiras, apesar de seu constante trabalho como professora em escolas, em residências dando aulas de reforço, e não consegue atender a necessidades de saúde que surgem com os seus pais que estão bem idosos e debilitados, com os parentes que saíram dos benefícios sociais e não tem como pagar as dívidas, dela mesma que precisa de alguns procedimentos médicos... ela fala tudo isso, mas não pede nenhum favor em dinheiro, certamente por saber que está em dívida comigo, por ter recebido empréstimo há anos e até agora não se preocupou em começar a pagar. A minha mente usa os meus olhos para a observar e essa informação vai para o Behemoth e para o Espírito, cada um com propósitos diferentes dentro da arena mental.
O Behemoth deseja alcançar o prazer sexual, carnal; o Espírito deseja fazer a vontade do Pai, fazendo ao próximo o que desejaria fosse feito a si mesmo. Eu observo que o fluxo dos meus pensamentos não está associado aos desejos do Beemote, e sim à vontade do mEu espírito. Procuro ver o que eu posso fazer para ajudá-la, sem comprometer os meus diversos compromissos com outras mulheres que, semelhante a ela, têm também a perspectiva de minha ajuda.
Enquanto observo esta minha irmã com olhos carnais e principalmente espirituais, passa como pano de fundo na minha mente as diversas irmãs que estão incluídas neste contexto da família universal e que esperam por mim.
Vejo a filha e a ex-mulher do meu primo, que pedem ajuda dos meus préstimos profissionais e também dinheiro para ajudar a comprar seus remédios (apelo sexual zero); vejo a cabeleireira que estou ajudando a montar o seu salão financeiramente e com o meu trabalho enquanto médico para seu filho com autismo (apelo sexual médio); da auxiliar odontológica com necessidade de apoio por se encontrar em Natal sozinha e com dificuldades financeiras e de relacionamentos, por ter um perfil autista, com a qual passei a dormir algumas noites no seu apartamento para ajudar em suas despesas e funcionar como um irmão ou amante de acordo com os desejos que se tornem sintonizados por ambos (apelo sexual médio); a prostituta que entrou no meu campo de família universal, que deseja sair da prostituição, mas não tem outro recurso, por morar com a mãe e com um filho menor e precisa trabalhar na prostituição para adquirir o essencial para a sobrevivência (apelo sexual zero)... a minha própria companheira que divide comigo todos os meus recursos e que procura entender essa minha forma de agir tão diferente da cultura e da quase totalidade das pessoas, por pensar que eu estou sendo explorado pelos desejos sexuais e que todas elas querem apenas os benefícios materiais que eu posso patrocinar (desejo sexual médio)...
Vejo que estou classificando o desejo sexual por essas mulheres com o máximo de “desejo sexual médio”. Isso se deve ao avançar da minha idade e a queda dos hormônios que fortalecem os desejos do Behemoth. Esta é uma vantagem que o mEu espírito tem nesta fase da minha vida, pois certamente, se os desejos sexuais fossem tão fortes quanto na minha juventude, o mEu espírito teria muito mais dificuldade de fazer a vontade do Pai com prioridade.
Estas são as mulheres que estão mais próximas de mim e mais necessitadas, além daquelas que estão entrando no foco por motivação do Behemoth, mas sob os critérios do mEu espírito. E assim entendo todas que se aproximam de mim, como por exemplo a cabeleireira, que foi por iniciativa principal dela.
Entendo todas como permissão de Deus para se aproximar de mim, tanto para me testar espiritualmente como para promover à pessoa uma ajuda que ela merece e que posso proporcionar.
Por tudo isso é que sinto que estou a todo momento sendo observado por Deus, que Ele envia informações, ensinamentos para mim por diversos canais, e envia pessoas, principalmente mulheres, para ver a minha competência em formar essa família universal, usando com critérios fraternos os recursos materiais que Ele me proporciona.