Eis a digitação de um vídeo que encontrei nas redes sociais (publicado por Toledo, empresário) e que mostra da forma de ver do autor a nossa realidade, e que achei interessante trazer aqui para reflexão do que estamos sofrendo...
Você é apenas um escravo vivendo em um país governado por condenados. E o pior... eu posso te provar isso com fatos que todo mundo ignora. Toda máquina política brasileira está corrompida. Toda!
Isso significa que em qualquer esfera que tiver um político, tem corrupção. E não porque “políticos são maus”, mas porque o sistema foi construído para funcionar assim. Corrupção virou parte do mecanismo.
É claro que existem exceções e pessoas que querem arrumar o caos, mas são minoria. E quando uma minoria ameaça o status de quem manda, ela é eliminada. Expulsa, anulada!
Isso acontece desde sempre. Você já viu esse filme. Se olhar para a história recente, vai lembrar que não era tão descarado assim. Havia algum equilíbrio no STF. Votos divergentes, discussões públicas, conflitos internos... mas de repente, tudo mudou! E mudou rápido, quase “da noite para o dia”. E por que mudou? Por causa de um nome: Bolsonaro!
Você pode gostar ou odiar ele, não importa, porque não é sobre ele. O fato é simples: ele ameaçou o sistema. Ele mexeu onde não podia mexer. Ele cutucou gente grande demais. E quando isso acontece, o sistema se protege. Eles se olharam e disseram: “ou a gente se une, ou a gente cai”. E foi exatamente o que aconteceu. Todos no topo, magicamente, começaram a concordar com tudo: a votar igual, a decidir alinhado, a atuar como uma única força. E assim chegamos ao cenário mais lucrativo da história política recente. Porque quando você controla todas as esferas políticas, você tem liberdade para fazer o que quiser. Se perpetuar no poder e remover ameaças dos caminhos, calar opositores, silenciar influenciadores, criar leis que favoreçam um único regime e, acima de tudo, roubar!
Roubar com método, roubar com proteção, roubar com tranquilidade.
Eu sou empresário, convivo com empresário há mais de 26 anos e tem uma coisa que eu nunca fiz: fazer negócios com o governo. Sabe por quê? Porque existe uma regra não escrita que todo mundo conhece: fazer negócios com o governo significa pagar pedágio, você vai pagar propina, é institucionalizado, é comum, é recorrente, e está presente em todas as esferas: municipal, estadual, federal. Todo mundo sabe disso. Isso não é novidade para ninguém.
Agora você entende por que a lava jato foi completamente desmontada? Traficantes e líderes de facção foram soltos? Condenados com provas em vídeo, provas explícitas, hoje, estão livres? E hoje, quem é o presidente da república? Foi descondenado. Nada disso é ao acaso. Nada disso é coincidência. Isso é o retrato de um país capturado de cima a baixo.
Você olha para mim e pergunta: “Toledo, o que a gente faz com isso?”
Percebe a profundidade dessa pergunta? É um escravo perguntando para o outro escravo: “Como eu deixo de ser escravo?”
Mas antes da resposta, existe uma verdade que ninguém gosta de admitir: nós construímos isso, nós permitimos isso, nós alimentamos isso, com nosso silêncio, cm nossa memória curta, com nossa idolatria a políticos, com a nossa ingenuidade.
A mudança começa no dia que a população entender uma coisa muito simples: não existe esquerda e direita, existe o Estado e existe nós. Somente quando esse entendimento atingir a massa crítica, quando as pessoas finalmente entenderem que brigam pelo time errado, talvez exista forca suficiente para enfrentar quem realmente manda.
Até lá, a festa continua, porque enquanto existir escravo que defenda o sei próprio senhor, enquanto existir brasileiro que bata palma para quem o explora, nós continuaremos aqui, trabalhando cada vez mais, pagando impostos cada vez maiores, sustentando a mesma estrutura que nos mantém presos.
A esperança existe, mas ela só nasce quando esse bando de cego acordar. E até esse dia chegar, que Deus tenha piedade de nós.
Se você gosta de minhas mensagens, você provavelmente vai gostar do meu novo livro: Ruptura Intencional, de Marcelo Toledo.
- Como podemos vencer as trevas neste ano eleitoral se elas estão com o apoio da mídia, do judiciário, da classe artística?
Esta realidade é a que todos nós, pessoas de bons princípios, podemos observar e sentir na pele os seus efeitos.