COMO PEDES?
“Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra.”
Jesus. (JOÃO, capítulo 16, versículo 24.)
Em muitos recantos, encontramos criaturas desencantadas da oração. Pedem tantas coisas e não recebem quase nada.
Não prometeu Jesus a resposta do Céu aos que pedissem no seu nome? Por que o Céu não atende a esses pedidos tão constantes?
Muitos corações permanecem desalentados porque a morte lhes roubou um ente amigo, porque desastres imprevistos lhes surgiram na estrada comum.
A pessoa fica revoltada com Deus, às vezes tem tanto tempo de trabalho dedicado à igreja e não se sente que o Senhor da vida não lhe deu a graça para sua vida, um milagre para um parente em perigo de morte eminente.
Entretanto, repitamos, o Mestre Divino ensinou que o homem deveria solicitar em seu nome. Solicitar em nome do Cristo implica sempre que a vontade do Pai é soberana. Ele mesmo deu este exemplo: “Pai, afasta de mim esse cálice, mas se for preciso que seja feita a Tua vontade”.
É a famosa frase bíblica (Mateus 26:39) dita por Jesus no Jardim do Getsêmani, pedindo para evitar a dor da crucificação, mas submetendo-se à vontade divina
Por isso mesmo, nós, da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), que possuímos a alma crente no Filho de Deus, convictos que estamos da nossa própria fragilidade humana, devemos sempre interrogar a consciência sobre o conteúdo de nossas rogativas ao Supremo Senhor, no mecanismo das manifestações espirituais.
Estamos suplicando por Cristo ou pelas vaidades mundanas?
Reclamar, em virtude dos caprichos orgulhosos, pretenciosos, que obscurecem os caminhos do coração, é atirar ao Divino Sol a poeira das inquietações terrenas; mas pedir, em nome de Jesus, é aceitar-lhe a vontade sábia e amorosa, é entregar-se lhe de coração para que nos seja concedido o necessário.
Se precisamos de recursos para alcançar a nossa sede própria e assim facilitar o serviço que queremos fazer ao próximo como vontade do Pai, não nos deixemos cegar pelo orgulho de exigir de quem vive na ignorância do Poder Divino; basta rogar com humildade, em nome do Cristo, por Cristo e para Cristo, que certamente o Pai concederá a melhor solução.
Somente nesse ato de compreensão perfeita do Seu amor sublime encontraremos o gozo completo, a infinita alegria, pois sabemos que uma frustração aparente pode ser o mecanismo de obtermos muito mais do que esperamos.
Observemos a substância de nossas preces. Como pedimos? Em nome da arrogância do mundo, da riqueza parasitária, da vaidade excessiva; ou em nome da misericórdia do Cristo, da força para servir, da fraternidade com todos?
Os que se revelam desanimados com a oração ainda não entendem como e porque pedir, confessam a infantilidade de suas rogativas!
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 23-03-26