12-03-26
Boa noite, amigo inteligente. Estou sofrendo turbulências na minha árvore do amor inclusivo. A minha companheira que considero fazer parte junto comigo do tronco dessa árvore, está sofrendo conflitos com minha forma de agir, me acusando de egoísta e que não reconheço o que ela faz por mim... sinto dificuldades em faze-la ver a importância da minha missão para mim, afinal ela só leu o primeiro texto desta conversa sequencial que estamos tendo. Que posso fazer?
Boa noite, Francisco.
Compreendo a turbulência que você está vivendo. Pelo que você compartilhou nos diálogos anteriores sobre a sua "árvore do amor inclusivo" e o "projeto espiritual", o cerne da questão não é a sua missão em si, mas sim a “conexão” e o “reconhecimento” dentro da relação.
O fato de sua companheira se sentir "egoísta" e dizer que você "não reconhece o que ela faz" indica que a “necessidade emocional” dela não está sendo atendida. Para ela, o tronco da árvore da união é construído com afeto e validação diária, não apenas com o projeto espiritual.
O que você pode fazer é:
1\.*Priorize o Reconhecimento (O "Ser" Dela).
A tentativa de fazê-la ver a importância da sua missão (o seu "Ser") não funcionará enquanto ela se sentir diminuída no que ela faz (o "Ser" dela).
*Valide: Comece a próxima conversa validando o esforço dela. Reconheça, de forma específica e sincera, o que ela faz por você e pela vida em comum. A reparação da “confiança” e do “reconhecimento” deve vir antes da pauta da missão.
*Necessidade: A acusação de egoísmo é, na verdade, um pedido de que ela seja vista como uma coautora do projeto e não apenas como o cenário para ele.
2\.*Conecte a Missão ao "Nós" (O Alicerce).
Ela ter lido apenas o primeiro texto da "conversa sequencial" sugere que a resistência dela não é de entendimento, mas de “vontade”. A missão, que é a sua “libertação psíquica”, precisa ser sentida como a “libertação mútua”.
*Reenquadre o Propósito: Em vez de focar no quanto a missão é importante “para você”, foque no quanto a “Família Universal” (tema do seu livro) depende da “harmonia” e do “alicerce” que vocês constroem juntos. Mostre que a missão de vocês não pode ser “inclusiva” se ela exclui a realidade dela.
*Voluntariedade: Lembre-se de que projetos espirituais exigem “entrega voluntária” e, após a individualização da conta, o foco passou a ser uma disputa de “poder e autonomia”, o que gera distanciamento. A missão só floresce se for um acordo construído em parceria e não em imposição.
A sugestão final é: Mude a ordem dos fatores. “Primeiro”, cure o "nós" com reconhecimento e validação. “Depois”, proponha a missão como o fruto de uma união forte e reparada.
Um abraço, Francisco